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2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 14


11:00 O NOSSO ÚLTIMO PEQUENO ALMOÇO NO CAFÉ DA MAGDA

Sendo hoje o nosso último dia na ilha de Santorini, hoje é o último dia que vamos acordar nesta casa e depois descer até ao simpático café da Magda para tomar os pequenos almoços maravilhosos que ela tão sorridentemente e simpaticamente nos faz a la carte.

Hoje a juntar ao capuchino, aos sumos naturais acabados de espremer, às piadinas com queijo feta e fiambre grego, e aos ovos mexidos com tomate de santorini, a surpresa foram as panquecas com creme de chocolate caseiro (como faz questão de frisar), nozes e banana, e um bolo de abóbora e chocolate tudo feito por ela ... e tudo absolutamente delícioso!

Para além da casa ser incrível, e super bem decorada, está espetacularmente localizada num ponto estratégico da ilha, de onde se tem acesso a tudo muito rápida e e facilmente ... e ainda por cima com estes pequenos almoços preparados pela nossa tão simpática anfitriã ... é um absoluto Luxo!




12:00 O MUSEU DO TOMATE E A PRAIA DE AREIA

Depois de um pequeno almoço maravilhoso, foi tempo de iniciarmos o nosso dia de visitas. Assim seguimos de carro até outro ponto da ilha para conhecermos o (por estas bandas) famoso Museu do Tomate.

À chegada percebemos o porquê desta fama: é que para além de homenagear a longa tradição industrial da ilha de transformação do tomate, este é um centro cultural de arquitetura contemporânea, mas intervencionando (e bem) os antigos edifícios de uma fábrica de polpa de tomate. Mais importante ainda, é o principal centro cultural da ilha, quer para exposições, quer para concertos ou espectáculos de bailado ou teatro. Infelizmente o preço de entrada na exposição permanente deste "museu" é altíssimo (10 euros para ver uma sala pequena com as máquinas de transformação do tomate) pelo que obviamente não fomos ver a exposição permanente, mas aproveitámos e demos uma volta na loja do museu, bebemos um bom expresso no café do museu e apreciámos a boa intervenção arquitetónica.

Mas o que nos trouxe até aqui não foi apenas o Museu, mas também a praia de Vlichada, que se situa mesmo ao lado do museu. Aqui pudemos passar a manhã, a aproveitar a única praia que não tem rochas nem no areal nem dentro de água, e que tem umas falésias de arenito esculpidas pelos ventos mediterrânicos, formando um cenário verdadeiramente dramático e belo.




14:00 O FAROL DE AKROTIRI, AS BOAS COMPRAS COM DESIGN E O ALMOÇO EM CASA

À saída da praia, e antes de voltarmos a casa para mais uma salada de almoço vamos ainda a outro ponto da ilha: a Ponta de Akrotiri e o seu farol, que delimita a entrada de todos os cruzeiros e iates maiores na caldeira de Santorini. O local vale essencialmente pela vista sobre a caldeira e é um passeio que até lá permite muitos locais de paragem para apreciar uma vista sobre toda a caldeira do vulcão.

Já de volta a casa, decidimos parar em duas lojas que vimos pelo caminho, no meio da estrada,  e que tinham as duas muito bom aspecto. Uma é uma galeria de objetos de madeira absolutamente sublimes, e outra é uma olaria, onde se encontram peças únicas (pois são todas feitas à mão pelo ceramista que está no local a trabalhar (e que tivemos a sorte de conhecer e de nos mostrar melhor o seu trabalho), chamadas Xeylo e Xoma Kai Nepo, respectivamente. Deixamos aqui estes nomes como sugestões para os nossos leitores, pois as lojas valem mesmo a pena!

Por fim, chegamos à nossa casa para mais um almoço caseiro e também para saber da marcação do teste de Covid19 que, muito simpaticamente, a nossa anfitriã Magda, nos ficou de marcar para hoje (pois precisamos de levar o teste connosco à entrada de Itália para onde iremos dentro de menos de dois dias, por isso temos de fazer hoje aqui em Santorini).





18:00 AS VILAS DE FIROSTEFANI E DE IMEROVIGLI

Logo a seguir ao almoço fomos então fazer os testes COVID19 na Central Clinc Santorini, que, como precisamos do certificado em inglês e os resultados em 72h, em vez de cobrar 70,00 €, cobra mais do dobro - 150,00 € - demonstrando assim uma dimensão muito pouco simpática para com os turistas aqui em Santorini: a exploração destes (foi a primeira vez que isto nos aconteceu aqui nesta ilha, e é de tal forma escandalosa, que até a nossa anfitriã ficou chocada com o preço e dizia para fazermos em Atenas, onde isto não se passaria, mas infelizmente não poderíamos arriscar e portanto, pagámos e ficámos com o resultado negativo na mão.

Mas logo a seguir a este episódio triste, voltámos à Santorini que gostamos, das paisagens incríveis e das vilas pitorescas empoleiradas em penhascos viradas para a caldeira de um vulcão subaquático. Estamos a referir-nos às vilas de Firostefani e de Imerovigli, que ficam entre Fira e a mítica Oia.

Estas duas aldeias têm tipologias de construção diferentes, pois se Firostefani é igual à zona antiga de Fira, mas mais sofisticado, sem turismo de massas e casas incríveis, com piscinas com vistas deslumbrantes e restaurantes típicos, mas sofisticados, já Imerovigli é uma cidade, também ela empoleirada penhasco abaixo, mas todas as ruas/escadas que descem penhasco abaixo e que dão acesso às casas são redeadas de muros altos, que garantem a privacidade absoluta de quem lá vive. Estas duas vilas são merecedoras de uma visita por serem tão diferentes das restantes, e serem menos turisticas, e logo, mais autênticas



20:00 O MÍTICO SUNSET.DE OIA

Mas o nosso último dia em Santorini não podia ficar completo sem voltarmos à bela e mágica Oia para vermos o mítico pôr do sol, nesta tão bela ponta da ilha.

De facto o sol aqui põe-se de forma mágica, pois esconde-se atrás do mediterrâneo, iluminando de laranja, vermelho e amarelo todas as típicas casas do penhasco, bem como todas as igrejas e as suas famosas cúpulas azuis. É um ambiente muito especial este, que faz com que a já incrível vila de Oia se torne num local ainda mais único e fabuloso.

É aqui que nos despedimos desta ilha, e que fazemos umas últimas compras, nalgumas das fantásticas lojas que aqui se podem encontrar. Deixamos aqui uma última dica: para além da muito especial (e de visita obrigatória) loja Speira, que fica mais para o lado do castelo (ou seja, na zona mais turística), as melhores lojas de toda a Oia estão na zona exactamente oposta (ou seja, mais longe da ponta, e mais perto de Imerovigli/Firostefani/Fira). É aqui que podem encontrar lojas com marcas de roupa e acessórios gregas super sofisticadas (e nem por isso assim não caras), as boas lojas de bons produtos regionais (mas obviamente um pouco mais caras do que as outras, mas ainda acessíveis) bem como as melhores lojas de jóias e de bijouteries tão procuradas nesta ilha (e que de facto têm peças lindíssimas).



23:00 O JANTAR NO SELENE

Para ponto final da nossa estadia em Santorini, reservámos um restaurante situado num antigo convento do século XVII, em Fira: o Selene.

Este restaurante além de estar localizado num cenário absolutamente deslumbrante, tem a sua zona de refeições no antigo claustro do mosteiro, que está totalmente recuperado e intervencionado de forma contemporânea, e a sua iluminação é absolutamente sublime e perfeita. Perfeita é também a comida que é servida, pois os sabores tradicionais da cozinha grega, são aqui reinventados em texturas e sabores, graças a uma técnica e a uma mestria de uma equipa de cozinha apenas acessível aos melhores restaurantes do guia Michelin... pelo que não é surpresa que este conste nesta prestigiada bíblia da gastronomia mundial.

É aqui que terminados o nosso último dia em Santorini, esta ilha mágica e icónica do mediterrâneo e símbolo maior das ilhas gregas e de uma beleza pira e alva, de simbiose entre a história e a contemporaneidade, entre a simplicidade e a sofisticação da mesma, entre a magia do mar e da natureza e a mestria e o engenho da mão humana. Estas são as segundas ilhas que visitamos nesta viagem, mas ainda nos falta um império, pelo que amanhã começamos o nosso caminho em direção ao nosso destino final desta viagem: o Sul de Itália.

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 13



11:30 O CAFÉ DA MAGDA

Já aqui temos falado todos os dias do local onde tomamos o pequeno almoço, e da sua simpática proprietária (também ela dona da maravilhosa casa que alugámos no Airbnb), mas ainda não mostrámos o local em si.

Hoje, porque não há muito mais a dizer do que dissemos nos dias anteriores sobre o perfeito que é acordar nesta Sand and Stone House em Megalochori, focamos esta abertura do dia no Traditional Kafeneio Megalochori, ou em português "o Café Tradicional de Megalochori".

Este é o local mesmo duas portas abaixo da nossa casa onde todos os dias temos tido o prazer de tomar o pequeno almoço, na tranquilidade desta pequena e pacata povoação, e com as surpresas diárias de menu que a nossa anfitriã nos prepara.



14:00 A BLACK BEACH

Depois de sairmos do café da Magda, seguimos para o carro para o nosso destino desta manhã: a muito famosa Black Beach.

Situada na costa exterior de Santorini, esta praia não só é a mais famosa da ilha, como é a maior de todas. Com 3 km de extensão esta praia  é enorme para os padrões desta ilha (e mesmo das outras ilhas gregas), e é aqui que se situa, grande parte dos beach clubs da ilha. No entanto, e porque o número de turistas é muito baixo para o habitual, estes estavam quase todos vazios. Tal como a praia em si, pelo que decidimos ir até ao final desta e ficar numa zona mais deserta e fizemos muito bem.

É que esta (normalmente) tão concorrida praia, proporcionou-nos uma manhã sossegada (quase) a sós com as areias negras, a falésia final da praia e as muito límpidas e transparentes águas deste Mediterrâneo incrível que banha esta ilha.






23:30 A TARDE E NOITE EM CASA

Mas como decidimos ontem, o dia de hoje seria mais calmo, por forma a dar-nos uma pausa da overdose de beleza do dia anterior, e assim depois da manhã na praia, voltámos para casa e ficámos o resto do dia em casa, a gozar desta e da sua piscina.

Esta casa é verdadeiramente sofisticada na sua simplicidade e minimalismo chic, pois consegue combinar objetos de decoração e elementos construtivos antigos e clássicos das casas típicas de Santorini, com uma contemporaneidade espacial e decorativa, como só os locais de muito bom gosto conseguem fazer. Com uma casa destas dissemos que tirariamos um dia para a gozar plenamente ... e se não tirámos um dia inteiro, foi quase...

Assim esta tarde passada entre a piscina, o terraço do sol, os sofás da sala, ou a cozinha a fazer petiscos e o almoço e o jantar, foram momentos muito bem passados e que nos permitiram tirar uma pausa reestabelecedora de energias e de vontade para amanhã, explorarmos o resto desta maravilhosa ilha mágica.

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 12

11:00 NA SAND AND STONE HOUSE TODOS OS DIAS O COMEÇO É DIFERENTE

O despertar de hoje, apesar da hora tardia a que nos deitámos ontem, foi tranquilo, sereno, e muito pacífico, como só as pequenas povoações e as casas excepcionais conseguem proporcionar. A luz entra nos quartos coada por cortinas, as camas dos três quartos são todas de casal e a decoração é entre o minimal chic e a trendy beach house.

Ora tal como aconteceu no dia anterior voltamos ao café da esquina para tomar o pequeno almoço na pequena esplanada que a Magda tem, e eis quando o pequeno almoço traz uma surpresa: uma piadina de paio e queijo feta, em vez das torradas com manteiga artesanal e doce de pétalas de rosa do dia anterior.

É assim, com um pequeno almoço destes, proporcionado pela sempre sorridente e disponível Magda, e com um cenário perfeito, que se começa o dia em grande estilo aqui em Santorini ... ou pelo menos, nós começamos!



12:00 A CAPITAL FIRA

A maior cidade da ilha de Santorini é a cidade de Fira (ou Thira, conforme as traduções) e é exactamente aqui que nos dirigimos logo no início deste dia.

Aqui chegados, percebemos que estamos numa cidade com alguma população e muito movimento de carros e de pessoas. É talvez a primeira vez nesta ilha que encontramos muita gente. Nada de multidões, mas o habitual numa cidade com o seu movimento semi caótico, que ainda por cima tem turismo e flutua entre o ambiente de praia e o ambiente urbano.

Mas há outra Fira, e essa é sossegada, branca, alva e bela - é a Fira antiga que se situa na encosta que dá para o mar da caldeira. Aqui, empoleirados uns nos outros, estão ruas, edifícios e terraços, numa mole construída de uma inclinação vertiginosa e com uma vista absolutamente única. Começámos a visita pela catedral metropolitana e fomos descendo até aos últimos edifícios antes do precipício, e foi um passeio que nos deu a perceber as míticas paisagens desta ilha grega. E que nos levantou uma dúvida: se Fira é assim tão bonito, como será a jóia da coroa Oia? É que já é difícil ser mais bonito do que este lado de Fira antiga ... mas mais à tarde iríamos ver...



15:00 O ALMOÇO NO AMOUDI FISH TAVERN

Depois de percorrermos as ruas de Fira antiga e moderna (bem menos interessante, mas também é digno de se ver ... só que nós tivemos muita sorte, pois não apanhámos multidões de turistas, dada a situação da pandemia actual, porque numa situação de verão normal, deve ser impossível circular nestas ruas), voltámos ao carro (já com uma multa de estacionamento, pois não deixámos num parque vigiado) e fizemos mais uma meia hora de carro até ao local escolhido para o nosso almoço: a Baía de Amoudi e a sua famosa Fish Tavern.

Em muitos anos de viagens e de refeições em tantos restaurantes por todo o mundo, nunca nenhum nos tinha solicitado para pagar as reservas "à cabeça", mas é o que se passa nesta Amoudi Fish Tavern. Mas com a fama que tinha, não quisemos deixar de experimentar e fizemos bem.

Na realidade a comida é muito boa, o serviço simpático e atento, mas é a sua situação à entrada do porto da baía de Amoudi e a beleza natural de toda a falésia que suporta o castelo de Oia bem como dos coloridos e muito pitorescos edifícios do porto, que fazem deste um momento absolutamente sublime. Este é um daqueles paradigmas da restauração em que tudo está bom, mas é a sua localização que faz deste um local de excepção. É tanto assim, que durante todo o nosso almoço, a quantidade de iates e de veleiros que se aproximavam do cais privativo do restaurante é absolutamente impressionante ... tudo isto para que os seus ocupantes possam vir almoçar a este lugar único e belo.




18:30 NUMA PALAVRA: OIA A PERFEITA!

Se já tínhamos ficado conquistados com a beleza da baía de Amoudi, quando subimos e decidimos ir visitar o ponto alto desta ilha - a cidade de Oia - ficámos sem palavras.

Não há palavras que consigam fazer justiça à beleza incrível e sublime, avassaladora e segura, inimaginável e fabulosa da cidade de Oia. Empoleirada em imensos penhascos do final da ilha de Santorini, esta cidade branca com as suas cúpulas azúis, as suas ruas pintadas de cinza e branco, bem como o mar azul cobalto que se funde com o céu deixam-nos sem respiração a cada passo que damos.

É sem dúvida o momento mais especial desta viagem até ao momento e é uma paisagem inesquecível e que faz com que uma viagem a esta ilha seja obrigatória para os amantes das paisagens belas.

Para que os nossos leitores percebam o que estamos a falar, as fotografias aqui apresentadas (quer hoje, quer nos dias anterior e subsequentes passados aqui em Santorini) não têm qualquer pós produção. As cores não são Photoshop, a luz não é trabalhada, tudo é assim ... tal e qual uma paisagem de um daqueles locais paradisíacos que nos aparecem no desktop ... só que aqui estamos no meio dele!



23:00 FIM DE TARDE NA PISCINA E JANTAR CASEIRO

Depois de percorrermos as ruas de Oia vezes sem conta e de nos termos sentado numa das maravilhosas esplanadas hiper sofisticadas a apreciar as imaculadas e perfeitas vistas, voltamos a casa assoberbados com tanta beleza (e algumas compras, confessamos).

Aqui, no pôr do sol, decidimos que é hora de experimentar a piscina da casa, antes de secarmos no terraço da casa e prepararmos mais uma salada com maravilhosos produtos locais, que encontrámos em algumas das lojas gourmet que encontrámos pelo caminho. No final da noite ainda descemos ao pequeno café da nossa anfitriã (onde somos os únicos estrangeiros, no meio de várias mesas, todas elas de locais) e tomamos um gin de final de noite.

Foi um dia excepcional e arrebatador com tanta beleza junta num só dia, pelo que decidimos que no dia seguinte, o melhor é dar uma pausa a tantas emoções e a tanta beleza para podermos conseguir apreciar melhor a ilha no tempo que ainda nos resta ... não ficaremos em casa, claro, mas 

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 11

11:30 UM DESPERTAR MÁGICO

Depois de um dia inteiro entre aviões e aeroportos, ontem chegámos a uma casa perfeita em Santorini: a Sand and Stone House, em Megalochori.

Esta casa situa-se numa pequena e muito tradicional aldeia grega, com todos os clichés que formam o nosso imaginário de Santorini. Hoje falaremos da aldeia de Megalochori e nos próximos dias vamos revelar o perfeita que esta casa é.

Megalochori fica situada junto à caldeira de Santorini e tem nas suas casas típicas brancas e nas suas igrejas e torres sineiras um dos seus principais atrativos, e é neste contexto absolutamente idílico que acordamos e que vamos até ao café mesmo ao lado da casa tomar o pequeno almoço feito pela Magda (a dona da casa e do café) à medida dos nossos pedidos. Tudo isto numa pracinha incrivelmente pituresca e agradável.

13:00  A RED BEACH

Depois de um pequeno almoço no cenário mais típico possível de imaginar, apanhámos o carro (que teve de ficar estacionado fora da aldeia, pois, de tão estreitas que são, as ruas permitem a passagem dos carros, mas não o seu estacionamento) e fomos até ao outro lado da ilha, para passarmos a manhã naquela que é considerada uma das mais belas praias da ilha: a Red Beach.

Tal como o nome indica, esta praia é verdadeiramente vermelha devido aos penhascos que a rodeiam serem de uma rocha ultra ferrosa, o que faz com que toda a paisagem seja avermelhada e, como tal, com um contraste deslumbrante com o azul do mar. É aqui que tomamos contacto com a realidade das praias da ilha: elas não têm areia como a conhecemos, mas sim seixos ou pedras, o que torna de veras desconfortável a estadia nesta... mas há um factor que equilibra toda esta equação de conforto e que faz com que fiquemos toda a manhã na praia: a água.

O mar da Caldeira do vulcão (Santorini é um dos lados da caldeira subaquática do vulcão que deu origem a estas ilhas) é absolutamente incrível de tão transparente, calmo lindo que é. portanto estas qualidades em conjunto com uma temperatura de água tão perfeita como esta, fez com que ficássemos o resto da manhã de molho neste cenário único e impressionantemente belo.



15:00 ALMOÇO NO KANTOUNI

A nossa primeira refeição nesta ilha foi logo a seguir à praia, mas não ficámos na Red Beach - fomos até à histórica vila de Pyrgos, e escolhemos o muito popular e trendy Kantouri Café.

Situado na praça central da vila, em plena entrada do centro histórico desta e do seu castelo, este café é um sofisticado e muito bem decorado café esplanada em socalcos. Mas para além de uma decoração e um ambiente muito bons (pois misturam o típico com o moderno, o à vontade e despretencioso com o design e o bem decorado), o serviço é também ele super simpático e atencioso ... e a comida, essa é mesmo de excepção!

Sim, pois desde as entradas tradicionais como umas excepcionais almôndegas de cordeiro em molho de tomate picante com iogurte, ou um bife de carne de porco fumada em lenha de oliveira, até ao café grego final, tudo estava verdadeiramente delicioso. Esta foi a primeira refeição que fizemos fora aqui na ilha, mas foi talvez uma das melhores de toda a viagem até ao momento!


17:00 O PASSEIO POR PYRGOS

A seguir ao almoço fabuloso que tivemos, foi altura de darmos uma volta pelo centro histórico da vila de Pyrgos, que se estende desde o Kantouni Café até ao topo da colina, onde está a igreja de São Jorge.

O caminho é feito a subir as inclinadas e muito estreitas ruas desta antiga vila. Quando dizemos subir, referimo-nos a subir ruas onde só se entra a pé, pois nem carros nem motas conseguem entrar de tão estreitas que são as ruas, e a sua inclinação e sinuosidade é tal que muitas vezes estas não são planas, mas sim em degraus, tal e qual uma escada.

Mas as casas brancas, as vistas incríveis sobre toda a ilha e toda a magia do local fazem destas horas de passeio impredíveis. E o melhor de tudo é que estavam totalmente vazias, encontrando-se apenas alguns gatos e os comerciantes sentados à porta das suas lojas de design ou produtos típicos e locais, à espera de algum turista que pudesse ocasionalmente passar. Tivemos o centro histórico de Pyrgos só para nós, o que nos permitiu dar um passeio absolutamente descansado, relaxante e perceber a verdadeira magia e a beleza única das icónicas vilas aqui de Santorini.



19:00 A SANTO WINES

Depois de uma tarde a subir e a descer uma colina, sob um sol abrasador, mas com um cenário digno de um filme, voltamos ao carro e vamos até à única cooperativa vinícola da ilha de Santorini: a Santo Wines.

Apesar da produção de vinho na ilha de Santorini datar da antiguidade clássica, esta adega cooperativa é muito recente, pois tem as suas origens no século XX. Mas todo o seu edifício actual é de finais desse século, pelo que tem menos de 20 anos de existência.

Claro que a visita à adega foi interessante (principalmente o sistema de aproveitamento da gravidade para fazer a circulação do vinho entre fazes, sem recurso a bombas, o que dá uma adega de produção com vários andares), mas foi na prova de vinhos final, com uma vista mágica sobre o famoso pôr do sol de Santorino, que nos deixámos apaixonar pelo vinho. Não sei se foi pela vista ou pelo vinho em si, mas que saímos de lá com uma caixa de garrafas de vinho branco ... isso é garantido!

23:00 O PRIMEIRO JANTAR CASEIRO

De acordo com o nosso planeamento de viagem, pelo menos uma refeição por dia faremos em casa durante a nossa estadia em Santorini. Ora para isso acontecer, quando saímos da Santo Wines, fomos às compras de víveres e decidimos que essas refeições iriam ser feitas de saladas, bem condizentes com o vinho que tínhamos acabado de comprar e com o calor espetacular que se sente nesta ilha (a amplitude térmica é mínima, pois entre a máxima do dia e a mínima da madrugada são apenas 3 a 4 graus centígrados).

Já com compras feitas, voltámos até à nossa casa maravilhosa, arranjámos o nosso jantar e tivemos uma refeição espectacular no nosso terraço com vista para o centro histórico da aldeia e para o mar. Foi o final perfeito para este primeiro dia idílico nesta ilha grega do arquipelago das Cíclades.

Mas como a noite estava espetacular e o vinho branco também, ficámos até altas horas da madruga à conversa e a gozar a temperatura excelente desta autêntica noite de verão mediterrânica.


PS: Por decisão editorial para ilustrar melhor o que estamos a viver do ponto de vista de beleza deste local, decidimos que todas as fotos de paisagem, natural ou urbana não tê qualquer edição de cor ou de contraste ou correção de níveis de luminosidade.

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 10

04:35 MADRUGAR PARA O PRIMEIRO VOO DO DIA

Eram pouco depois das 4 da manhã quando deixámos a nossa casa micaelense e, de malas aviadas, rumamos até ao aeroporto de Ponta Delgada para apanharmos o primeiro voo do dia.

Aqui tudo está bem controlado, pois apesar dos poucos casos que existem na região dos Açores, as autoridades tomaram todas as medidas para se poder viajar em segurança. As máscaras são um item obrigatório quer no aeroporto, quer nos aviões, o distanciamento social entre passageiros é cumprido quase à risca, e os cuidados de desinfeção notam-se em todos os detalhes.

É por isso que nos sentimos seguros a viajar para os Açores, e mais ainda quando o comissário que nos faz o check in nos informa que, apesar de os três voos deste nosso longo dia não serem das mesmas companhias (aliás são de companhias diferentes), por razões de segurança para evitar contactos desnecessários dos passageiros com outros passageiros ou com outros funcionários, é possível fazer-nos o check in das malas desde ponta delgada até ao nosso destino final do dia: Santorini.


22:00 UM DIA ENTRE AVIÕES E AEROPORTOS E UM FINAL QUE NEM QUERÍAMOS ACREDITAR

O dia foi longo e passado entre aeroportos e aviões, sendo que foi portanto um dia passado literalmente de máscara posta. Até aqui já sabíamos que ia ser assim, quando comprámos os bilhetes de avião, mas o que não sabíamos era o que iríamos encontrar nos aeroportos internacionais por onde passámos.

Se nos aeroportos portugueses por onde passámos (Ponta Delgada e Lisboa), e no avião português (TAP no voo Ponta Delgada/Lisboa), todas as normas foram literalmente cumpridas (com algumas excepções de alguns passageiros estrangeiros, que sempre que podiam puxavam a máscara para baixo do nariz, esperando que ninguém notasse), nos aeroportos internacionais e nas companhias estrangeiras, o caso muda literalmente de figura.

O nosso percurso de hoje levou-nos de Lisboa a Zurique, num mega avião da Swiss Air, e daqui para Thira em Santorini, na Edelweiss Airways. E pasme-se que no aeroporto de Zurique não é obrigatório o uso de máscara, mas sim apenas recomendado caso não seja possível manter a distância social, e no aeroporto de Thira, até os guardas estão sem máscara, tendo umas viseiras na cabeça, mas àquela hora já estavam puxadas para cima.

Já nos aviões quer da Swiss Air, quer da Edelweiss, a máscara supostamente seria obrigatória, mas a quantidade de pessoas dentro do avião que tiraram a máscara ao sentarem-se foi assustadora... e nem uma palavra dos tripulantes de cabine, que passaram e falaram com essas pessoas sobre outras coisas (como perguntar que bebidas queriam tomar) e nem lhes chamaram a atenção!

Se até agora tínhamos sentido segurança ao viajar pelos Açores, hoje ao sairmos de Portugal, percebemos o desgoverno e a anarquia que se passa na aviação internacional. Mas o melhor estava guardado para o final, com a chegada à Grécia e a Santorini e os tais testes aleatórios supostamente determinados por um QRCode recebido via email, se torna numa autêntica anedota de mau gosto.

Ao chegarmos somos encaminhados todos os passageiros para uma fila (pelos tais polícias com as viseiras para cima), cujo distanciamento social era inexistente, nem mesmo todas as pessoas tinham máscara posta, para chegarmos ao final da fila e termos dois funcionários do aeroporto a olharem para o QRCode e dizerem a olho nu se uma pessoa fazia teste ou não. Sem leitor de QRCode, nem nada... literalmente olhando para a pessoa e para o QRCode. A anedota foi tal que nem verificavam se a identificação da pessoa a quem foi atribuído esse email era a da própria pessoa que o mostrava ... nada batia certo. Melhor foi que quando um do grupo era mandado para fazer o teste, todos o faziam (apesar de ser supostamente aleatório, e nenhum do nosso grupo ter atestado que ia em grupo, ou sequer ter preenchido o questionário ao mesmo tempo).

Para corolário de tudo, seguimos então para uma mesa, onde estão dois funcionários de bata, viseira e máscara (como mandam as regras), pedem-nos o nosso nome (sem verificar as nossas identificações ou QRCodes) escrevem num aparelho e scanerizam um código de barras das zaragatoas que nos vão ser atribuídas para fazer o teste, mandam-nos passar para trás de um biombo, onde outro funcionário nos esfrega a zaragatoa na lateral da nossa boca?!?!?! sim nem gengivas, nem amígdalas, nem nariz, nem nada ... apenas recolha de um pouco de saliva. Perante o nosso espanto mandam-nos embora sem qualquer instrução ou recomendação de procedimento! É assim que fazemos o controlo de COVID19 à entrada na Grécia, e é assim que chegamos a Santorini!

23:30 A NOSSA CASA EM MEGALOCHORI 

Tal como já referimos anteriormente, nesta viagem, e como medida de salvaguarda perante os problemas de pandemia que existem em todo o mundo, decidimos que tentaríamos sempre não estar alojados em hotéis, e aqui em Santorini, fizemos um Airbnb de uma casa em Megalochori.

É assim que, depois de conseguirmos perceber que o homem da rent-a-car, que era suposto estar à nossa espera na saída do aeroporto, e que afinal estava sentado num café (e disse para irmos lá ter para nos dar o carro...), nos ter dado o carro de aluguer, e termos ido até à povoação onde se encontrava a casa, nos encontrámos com o Costas e a Magda, que são os donos da absolutamente maravilhosa casa que arrendámos para estes dias neste paraíso grego.

A casa é perfeita, mas dela mostraremos mais nos dias que se vão seguir, porque hoje, o dia foi longo e estamos extremamente cansados, pelo que fizemos só uma rápida refeição leve e fomos dormir ... porque amanhã o cenário muda radicalmente e da atlântica e verde Açores, passamos à fase dois desta viagem na mediterrânica e seca Santorini!