VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2019 | GASTRO FRANCE - DIA 7

NOTA: o relato desta viagem foi escrito em direto, mas, por motivos alheios à nossa vontade, não foi publicado em direto, pelo que pedimos desculpa aos nossos fieis seguidores.


Com o dia a começar cedo, neste sétimo dia da nossa Viagem de Verão em Direto 2019 - Gastro France, deixamos as terras de Champagne e rumamos ao nosso próximo alojamento: Paris.

Mas como é habitual, antes de chegarmos ao nosso destino final, temos um dia recheado de visitas, e assim é antes das 8h da manhã que nos levantamos, tomamos o pequeno almoço, fazemos o Check Out do muito prático Confort Suites de Epernay e nos fazemos de novo à estrada.

O percurso até à nossa primeira paragem do dia é feito por uma paisagem lindíssima, cujas luzes da manhã ainda potenciam mais as suas cores e os matizes de verde e de laranka que as vinhas da região de chamgane têm. Esta manhã é um passeio lindíssimo, pelo meio de estradas regionais e departamentais até ao nosso destino final desta manhã: o Palácio de Fontainebleau.



A pouco mais de uma hora e meia de distância fica este mítico palácio dos arredores de Paris, e que é conhecido pelo seu imenso fausto, pela sua incrível arquitetura maneirista e a sua dimensão e riqueza que impressiona e conquista.

Aqui, a visita não tem multidões, faz-se tranquilamente e todos os salões são autênticas maravilhas. Para quem gosta de visitar palácios, este, tendo sido um palácio real durante muitos séculos, e um dos preferidos dos reis, por causa da floresta que o envolve (e que o transformava num dos mais populares destinos de caça de toda a frança), é uma visita absolutamente obrigatória e que revela bem o que era o fausto da tão falada monarquia francesa.

Mas não são só os palácios que interessam. Como em muitos dos grandes palácios franceses, a arte dos jardins, também aqui é absolutamente explendorosa, e assim, tendo estes jardins servido de modelo para os famosos jardins de Versailles, não resistimos a acabar a manhã a passear pelo meio deles.




Depois de uma manhã pelo meio de salões em Fontainebleau, seguimos então para a grande visita do dia: o icónico Palácio de Versailles.

Depois de uma hora de estrada, e depois de algumas voltas para estacionar o carro (pois os parques oficiais já estavam totalmente cheios àquela hora), dirigimo-nos à entrada e apanhamos talvez o maior susto da viagem até ao momento: a fila para entrar acumulava tanta gente e dava tantas voltas que nem em duas horas nós entrariamos. Ora como tínhamos bilhetes comprados e com hora marcada, depois de perguntarmos a vários orientadores, lá houve um que nos esclareceu que a nossa entrada era sem filas e fazia-se por uma porta especial. Esta foi mais uma prova (se não a maior de todas) que a compra dos bilhetes via internet e com hora marcada, é a melhor opção para os grandes monumentos, durante os dias que correm.

Foi assim que chegámos ao nosso local de almoço o Café Angelina, em plenos salões do Palácio de Versailles. Aqui (depois de passar à frente de uma demorada fila, pois nós íamos para o restaurante e não para a cafetaria (aqui fica mais uma dica para os nossos leitores), sentámo-nos numa sala toda ela apainelada de madeira trabalhada e pintada, e com o teto todo trabalhado e um lustre ao centro. De todo o menú que pedimos, o nosso destaque vai para as duas excepcionais sopas - uma sopa de cebola e um velouté de espagos - que estavam absolutamente perfeitos, quer na sua confeção, quer na sua quantidade. A nossa primeira paragem em Versailles foi para almoçar ... e tivemos um repasto digno do local onde estávamos: clássico, sofisticado e de qualidade!




Só depois do almoço nos dedicámos então a explorar os diversos salões deste imenso palácio e os descomunais jardins. Foi uma tarde entre talha dourada, frescos, mobiliário antigo, muita pintura de retratos de reis, raínhas e damas e nobres da corte, e um fausto como só se pode sonhar nos grandes palácios mundiais.

A visita do Palácio em si faz-se pelo meio de uma multidão de turistas, mas está toda ela organizada em circuito, o que quer dizer que mais depressa ou mais de vagar, vemos tudo e com o nosso ritmo. Claro que estamos no paradigma dos palácios de todo o mundo, por isso será difícil conseguir ver o que quer que seja em sossego ou em isolamento, mas tudo se vê ... e portanto, a visita torna-se muito completa e agradável.

Já nos jardins, é o contrário. A escala destes jardins provocam uma dispersão de turistas tão grande, que só na entrada damos por eles, sendo assim fácil andar à nossa vontade, ver o que queremos, quando queremos e ao ritmo que queremos ... e, surpresa das surpresas, ao som de uma música clássica que invade todos os jardins de forma suave, elegante e muito agradável. Esta é uma visita que surpreende, pois consegue (apesar das multidões que estão no recindo do palácio e dos jardins) ser agradável e muito informativa e completa.


É já mesmo junto ao horário de fecho das visitas diurnas do palácio (pois existem visitas nocturnas, durante os meses de temporada alta) que saímos, regressamos ao carro e nos fazemos de novo à estrada, e rumamos então à "Cidade Luz" e ao nosso hotel mesmo no coração do muito animado bairro do Marais: o Hotel Vieux Marais.

É um pequeno hotel de três estrelas situado mesmo entre a Rue des Archives e a Rue Vielle du Temple e que tem quartos espaçosos e muito bem desenhados ... e tem uma sala e uma recepção muito bem decorada, num estilo que mistura o antigo e o moderno. Tudo a preços (para Paris) muito razoáveis.

Chegamos então, fazemos o check in e vamos estacionar o carro (pois em Paris decidimos que vamos deixar o carro de lado e andar de Uber). E aqui temos outra dica para dar: mesmo vizinho do hotel está o famoso Centro Pompidou, que tem tarifas de estacionamento diário (que se tem de reservar via internet) bastante razoáveis. Assim temos o carro bem estacionado, a um preço acessível e conseguimos usufruir da cidade sem constrangimentos e sem preocupações.


Depois de descansar um pouco no hotel, arranjamo-nos e rumamos até ao restaurante desta noite: o Aprés. Este moderno restaurante situa-se no hotel Kube de Paris, e tem um ambiente muito original: dentro deste pequeno palacete situado no 18º Bairro, foi transformada a cour da frente numa esplanada com um cubo de vidro no meio (que é a recepção do Hotel) e todo o seu piso térreo é um jardim interior com jardins verticais, palmeiras e trepadeiras, onde se situa o bar e o restaurante do hotel.

O ambiente aqui é sofisticado, moderno e muito cool, e a cozinha aqui servida acompanha na perfeição todo este conceito. Com uma carta que mistura a gastronomia francesa, com a cozinha internacional, o nosso jantar foi verdadeiramente sofisticado, repleto de bons sabores e com um ambiente calmo e muito "branché" (como se diz por estas partes).

Só foi pena o atendimento, mas é algo que nestes restaurantes de gama média alta em Paris infelizmente não é muito cuidado. Parece que os empregados nos fazem um favor de atender, pois como trabalham num local chic, acham-se quase mais chics que os clientes. Pena também que já no final do jantar, enquanto esperávamos pela conta, um "ratatouille" tenha atravessado a sala de jantar a correr e nos tenha lembrado um dos grandes problemas da cidade de Paris: é que os ratos são uma constante nesta cidade ... e infelizmente este hotel sofria deste problema. Mas como foi no final da refeição, e ela tinha sido tão boa ... encarámos este "encontro imediato" como um elemento caricato, mais do que como algo que nos fizesse levantar e ir embora (o que estávamos prestes a fazer, ou seja ... não iria mudar em nada o nosso comportamento ... só mudou foi a crítica que fizemos no site de reservas). É assim que voltamos ao nosso hotel para descansar para estarmos aptos para o longo dia de visitas do dia seguinte, não sem antes tomar um copo numa das esplanadas do animado Marais, porque é sexta-feira à noite e a animação reina naquele bairro.

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