VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 8


18:30 O JANTAR DAS ESTRELAS MICHELIN

Foi um dos momentos da viagem mais difíceis de conseguir, por isso o jantar de hoje é um momento bastante aguardado: o Jantar no Atelier Crenn.

Se há cidade nos Estados Unidos da América que sabe o que é cultura gastronómica, essa cidade é São Francisco. Por isto, não é de estranhar, que a primeira chef feminina do mundo a consquistar duas estrelas Michelin, seja aqui em São Francisco: Dominique Crenn. Originária da região francesa da Bretanha, esta simpática e calorosa chef acaba de ganhar a sua segunda estrela Michelin, bem como o prémio de melhor chef feminina do Mundo ... e com este seu restaurante - o Atelier Crenn.

Com a sua cozinha inspirada na sua terra natal, o nosso jantar é uma volta ao mundo dos sabores, com uma técnica exímia e alguns pratos, absolutamente prodigiosos. Sabores que identificamos, mas que estão num contexto absolutamente novo, ingredientes novos e que deslumbram o nosso palato e essencialmente um ritual de apresentação de cada prato que nos eleva a expetativa exatamente para o ponto certo do nosso paladar.

Quando chegamos dão-nos um poema que a Chef Crenn (que conhecemos durante o jantar de três horas e meia, pois vem à mesa cumprimentar todos os seus 25 convidados de cada noite) preparou para esse dia, que ilustra o menu de degustação do dia. Cada dia é diferente do outro ... e a cada dia há uma poesia de sabores para viver e experimentar.

Foi o encerramento perfeito para este primeiro dia de São Francisco. Para já voltamos para o hotel, pois amanhã o dia começa bastante cedo (por volta das 4 da manhã ... mas disso falaremos amanhã, porque hoje, vamos mesmo é descansar.


17:00 A CATEDRAL DE SÃO FRANCISCO

Depois de mais algumas subidas, bastante íngremes e depois de ficarmos quase sem fôlego, chegamos ao nosso destino final de hoje: a Grace Cathedral.

Esta é a maior igreja da cidade e uma das maiores e principaipais igrejas católicas de toda a América do Norte. Com as suas duas torres sineiras já mergulhadas nalguma nubelina que já invade o topo desta colina (daí esta fotografia não ser a ideal, mas sim a possível), este é o nosso destino final de hoje. Foi preciso um esforço de uma "autêntica peregrinação" colinas acima, para cá chegar, mas esta igreja vale a pena ... principalmente pela vista que se tem ao descer dela para qualquer zona da cidade.

Foi exatamente isto que fizemos ... descemos ... em direção ao nosso hotel ... porque apesar de já não termos nenhum destino turístico hoje ... aínda tínhamos mais uma paragem no programa do dia: o Atelier Crenn.


16:30 LOMBARD STREET

É um dos locais mais icónicos da cidade, e é bem merecido: a famosa Lombard Street.

Com os seus canteiros, os seus carros a descerem a colina aos zig zagues e aos milhares de pessoas na sua base, o quarteirão entre Hyde Street e Leavenworth Street, com as suas casas típicas e as flores coloridas a preencherem os espaços de encosta impossíveis de descer (por causa da inclinação), tornam-se um ícone destas colinas.

É um momento fotográfico que milhares de pessoas não perdem ... e nós também não!


15:30 OS FAMOSOS ELÉTRICOS E AS ÍNGREMES COLINAS

Mesmo em frente ao Buena Vista Café, está o terminal de uma das linhas dos famsoos elétricos de São Francisco: a Powel Station, Fisherman's Warf. Esta é a linha mais turística, e por isso a mais fotografada ... e também por isso é a que tem uma maior espera para se andar nela (90 minutos para se entrar num elétrico).

Aqui, e porque tínhamos ainda bastante para ver neste dia, e porque tínhamos um prazo para estar no hotel, decidimos não apanhar o elétrico para casa (pois o hotel é mesmo ao lado de Powel Station) ... e enfrentar as colinas a pé. Sobre esta decisão a única coisa que podemos dizer é que foi no mínimo corajosa, pois, quando se fala de ruas inclinadas de São Francisco ... elas são inclinadas MESMO! Mas nós, com a motivação de vermos ainda mais dois locais turisticos da cidade antes de voltarmos para o hotel, enfrentámos as diversas e difíceis colinas, e seguimos em frente.

Mas deixamos o alerta: estas colinas não são para fracos ... fica a dica!


13:30 O ALMOÇO NO IRISH COFFEE

Depois de descermos de Coit Tower, dirigimo-nos ao muito animado Fisherman's Warf.

Esta zona da cidade, dominada por um conjunto de restaurantes à beira da baía, muito populares entre turistas e residentes, tem no entanto um segredo, que nem todos os turistas descobrem ... mas nós descobrimos: o café Buena Vista. Foi neste café, na esquina da Beach Street com a Hyde Street que nasceu para o mundo uma das maiores contribuições da cidade para a cultura mundial: o Irish Coffee. Em 1932 o seu dono, Joe Sheridan, irlandês de origem, decidiu adicionar ao muito americano café com natas, um pouco da sua terra natal - o Wiskey Irlandês. Nesta altura, em plena lei seca, nesta zona de pescadores e marinheiros, a notícia espalhou-se, e tornou-se um autêntico sucesso, pois não só era uma forma de beber alcool sem ser na clandestinidade (pois para as autoridades apenas se estava a beber café com natas), mas também ajudava a aquecer, das frias e húmidas névoas da baía.

Foi aqui e assim que nasceu esta icónica bebida e que hoje é conhecida e bebida por todo o mundo.

Nós almoçámos aqui e, no final da refeição, bebemos o original!


12:30 O TOPO DA CIDADE

Depois de um passeio pelo sofisticado bairro de North Beach, e pelo meio de renovados armazéns, reconvertidos em sedes de empresas, galerias de arte e restaurantes sofisticados, e depois de subirmos os 338 degraus da muito típica Filbert Steps, chegamos ao ponto mais alto da colina mais alta da cidade: a Coit Tower.

Esta torre, construída nos anos 1930s, era na altura (e ainda é hoje em dia) o ponto mais alto de toda a cidade de São Francisco. Aqui, depois de esperarmos cerca de uma hora numa fila, conseguimos entrar e admirar duas maravilhas: os seus murais e a sua vista. As pinturas murais dos seus interiores são verdadeiramente dignas da espera. No seu estilo hiper realista, todas pintadas por pintores diferentes (muitos deles discípulos diretos do famoso pintor mexicano Diego Rivera - marido de Frida Khalo), retratam uma relidade do estado da Califórnia no princípio do século XX. Uma sociedade florescente, trabalhadora, que tinha como motores a sua agricultura de cereais e de laranjas, a sua pecuária de bovinos e uma indústria de produção de maquinaria e produtos tecnológicamente avançados para a altura ... bem como cidades com cosmopolitas e cheias de serviços ... claro. Em cada lado desta torre de base quadrangular, os murais são dedicados a uma destas indústrias, e representada nas suas mais variadas vertentes e histórias.

Mas o verdadeiro espectáculo está reservado quando se chega ao topo: a vista de 360º de São Francisco. Não só aqui a cidade atinge uma dimensão absolutamente espetacular, como também é aqui que nos apercebemos de uma realidade que sabíamos (e que se vê em muitos postais da cidade), mas que, como bons turistas que somos, nem nos lembrámos: São Francisco é conhecido pelo seu nevoeiro bastante cerrado. Assim, quando chegamos ao topo, a famosa e icónica Golden Gate (a imagem da cidade) está completamente absorvida por uma núvem contínua que vem de uma zona da cidade, e atravessa a cidade exatamente pela própria da ponte, encobrindo totalmente toda a outra margem deste lado da baía.

Se por um lado ficamos desiludidos (por não ver a ponte em toda a sua extenção), por outro ficamos contentes de vermos este espetáculo de uma nubelina tão localizada a cruzar a baía de forma tão espetacular e icónica.


12:00 O FINANCIAL DISTRICT

Depois de um pequeno almoço de "luxo" na zona de Union Square, seguimos em direção ao Financial District.

Aqui o cenário muda, e em vez de prédios baixos (entre 5 e 8 andares, é a definição de baixos) passamos às grandes torres de escritórios dos bancos e das financeiras. As nossas cabeças viram-se obrigatoriamente para cima e o tipo de beleza é outro. A arquitetura moderna toma conta da paisagem e é a sua dimensão e a paisagem de vários planos de torres que se torna o centro das atenções.

No meio deste bairro há obviamente uma torre que se destaca: a Trans America Tower. A sua forma piramidal e o seu vértice superior tornaram-se já um símbolo de uma cidade de São Francisco moderna e arquiteturalmente desafiante das convenções. Ao vivo, a sua escala é um elemento importnate, mas é a sua forma e o facto de ser todo feito de betão aparente (algo que não esperávamos) que se tornam relevantes.

Ficámos conquistados pela Trans America.


11:30 UNION SQUARE

Depois de um early check in, de um muito ansiado duche, e depois de nos instalarmos, não demos aso ao cansaço e cedemos à ansiedade de irmos ver a cidade em si ... e saímos logo do hotel. O nosso primeiro destino foi a muito icónica Union Square.

Apenas a dois quarteirões do nosso hotel, esta praça é grande e está rodeada de alguns edifícios bastante trabalhados e históricos da cidade. A imagem que se tem da cidade aqui é cosmopolita, com bastante história, mas também com bastante dinheiro. As pessoas que circulam na rua, além de turistas, todas vêm aqui às compras nos grandes armazéns. É aqui que estão as delegações de São Francisco do Macy's, do Bloomingdales e do Saks Fifth Avenue, mas também a Chanel, a Saint Laurent, a Dior, a Gucci ou a LV ... todas em lojas de uma dimensão bastante grande.

É assim que percebemos que estamos na zona de comércio de luxo desta cidade.


09:30 THE MOSSER HOTEL

Era um dos hotéis em que tínhamos menos "fé" em toda a viagem. Apesar ter uma boa classificação no Trip Advisor, as fotografias que lá estavam não nos deixavam muito confiantes. Mas os preços elevados de todos os hotéis nesta cidade, fizeram com que que o Hotel Mosser fosse a nossa escolha.

Situado em pleno centro da cidade de São Francisco (a dois quarteirões de Union Square), e convenientemente localizado no quarteirão onde sai o metro do aeroporto (o BART), este hotel data dos anos 1920, e está a acabar a sua total remodelação. Assim, apesar das fotografias indicarem um hotel muito bonito, mas relativamente antiquado, a realidade que encontramos é totalmente diferente. O que encontramos é um hotel com uma arquitetura original totalmente recuperada (e bem recuperada, uma novíssima decoração, e quartos verdadeiramente novos a estrear ... tudo com um staff muito orgulhoso desta transformação.

Ficámos logo conquistados!


06:50 WELCOME TO SAN FRANCISCO

Depois de uma noite passada em aviões da Alaska Airlines, de Anchorage para Seattle e de Seattle para São Francisco, e depois de mais de 7 horas de voos e aeroporto de Seattle, chegamos ao nosso próximo destino: a muito californiana cidade de São Francisco.

Mal aterramos, a sensação de estarmos numa das grandes cidades dos Estados Unidos da América, é inevitável. O aeroporto é bastante maior (o maior que estivemos até agora) e toda a sofisticação da sua arquitetura, das suas lojas e das exposições de arte que tem, indicam que estamos num dos principais aeroportos de um dos estados mais ricos do país.

Assim, o sinal, "Welcome to San Francisco" tem todo um outro significado!

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