ESCAPADELA A BUDAPESTE - DIA 2


Depois de um primeiro dia intenso, a nossa Escapadela a Budapeste vira-se da cidade monumental, para a cidade cultural, moderna e cosmopolita. Assim, e depois de uma noite excelentemente dormida, saímos do nosso hostel e rumamos ao nosso Brunch de hoje. Assim apanhamos um Taxiify de novo e vamos até ao famoso bairro judeu e saímos no famoso e mítico Szimpla Kert.

No tempo pós guerra fria, a cidade perdeu muito do seu dinheiro e durante os anos 1990s surgiu um novo tipo de local na cidade: os bares ruína. O mais antigo ainda em fundionamento e um dos mais espetaculares bares ruína - o Szimpla Kert - tem um espetacular brunch ao domingo. Mas tem mais, tem um mercado de comida e de produtos tradicionais e biológicos (os queijos e as mostardas são fabulosas) ... e é aqui no meio desta emblemática e movimentada que decidimos tomar o nosso brunch de hoje. Esta é já outra Budapeste ... e é esta que vamos conhecer hoje.




Tendo sido este bairro um dos maiores guetos durante a segunda guerra mundial, este bairro tornou-se numa autêntica cidade alternativa dentro de Budapeste ... e é exactamente isso que continua hoje. Com o seu espírito alternativo, os seus murais de arte urbana, os seus bares ruína e as suas lojas vintage, são o cenário perfeito pelo qual começamos hoje o dia ... e terminamos a nossa manhã a visitar o centro nevrálgico deste famoso bairro: a Grande Sinagoga de Budapeste.

Este é um edifício imponente pela sua dimensão, mas também pela riquesa da sua arquitetura neo bizantina de tijolo, combinando referências históricas e culturais de outras paragens, com a arquitetura industrial de tijolo tão característica do final do século XIX na Europa. É uma visita obrigatória, que nos vai fazer desta uma manhã verdadeiramente eclética, diversa e muito muito interessante.





Mas, o dia continua, e é altura de rumarmos até ao famoso hotel Gellert. Estando a cidade de Budapeste situada numa das zonas da Europa com maior número de nascentes termais, um dos programas obrigatórios na cidade é uma visita às termas e aos banhos públicos. É obrigatório para nós, mas também para os locais, pois ainda hoje é uma grande tradição local, nos dias de sol, rumar às piscinas dos vários banhos termais espalhados pela cidade.

Há muita escolha na cidade para tais banhos, mas nós elegemos o muito art nouveau Hotel Gellert, e as suas termas para passar as próximas horas. Sim neste hotel o SPA e as suas piscinas termais têm acesso público (mediante pagamento de acesso claro), e vale mesmo a pena, pois tem piscinas interiores, jacuzzis, saunas e banhos turcos, piscinas frias e quentes, e até uma piscina de ondas enorme, que foi a primeira piscina de ondas do mundo ... e que ainda hoje funciona! O espaço é espetacular e, apesar da multidão de pessoas, incrivelmente toda a experiência é verdadeiramente relaxante e incrível. Para quem quiser um sossego maior e uma experiência mais requintada, recomendamos, vivamente, a compra da experiência VIP com agendamento de massagem ... mas terão de agendar tudo com antecedência, claro. Claro que é necessário fato de banho e touca de banho, mas quem não os quiser levar e não estiver para os carregar durante todo o dia, quando pedir a sua toalha, pode também comprar ambos por uma quantia absolutamente simbólica.




Relaxados, hidratados e absolutamente famintos, saímos já durante a tarde para uma das surpresas da viagem: o Parisi Café. Hoje em dia localizado num espaço de cinemas e de entretenimento multimédia, no cimo de umas escadas rolantes longas e altas, está esta autêntica pérola de Budapeste. Sendo o café original de uns antigos armazéns Parisi, hoje o que resta desse glorioso estabelecimento é este impressionante, majestoso e esmagadoramente sumptuoso café.

Mas se o espaço é de talha dourada e frescos no teto, com lustres de cristal gigantescos a iluminar a sala, o ambiente é absolutamente contemporâneo e tranquilo. Tão tranquilo que recomendamos uns snacks e uns bolos sentados nos sofás, ouvindo a música que sai do piano, pela mestria do pianista residente. O serviço é atencioso e descontraído, criando assim o ambiente perfeito para uma visita pós almoço e pós banhos termais. Aqui as sandes são deliciosas (recomendamos a de salmão fumado, definitivamente), mas os bolos, voltam a ser os reis da nossa atenção. Só que aqui são à fatia, por isso escolham bem, pois a dose que vem é verdadeiramente grande.




Satisfeitos com este nosso momento gourmet, chamamos novamente um carro e rumamos até à Praça dos Heróis e ao Museu de Belas Artes de Budapeste. Se a praça é espetacular, o museu é um museu muito interessante, pois faz-nos uma viagem pela pintura e escultura europeia, desde a antiguidade clássica até ao século XIX, mas tudo com uma técnica expositiva e um cuidado na exposição, absolutamente irrepreensíveis. Este é um museu de média dimensão perfeito para passar o final de tarde, pelo que a visita não demora mais do que 2 horas, e passear por este monumental edifício é um passeio pelo meio de obras de arte interessantes e muito bem expostas. Vale sinceramente a pena!

Quando saímos, passeamos um pouco pela praça, mas temos de voltar de novo para o Hostel, porque o programa da noite começa cedo: temos bilhetes para a ópera Turandot. Assim sendo rumamos ao nosso alojamento, duche, vestir, chamar um novo carro e seguimos para o próximo momento cultural.



A ópera deste final de tarde (pois começa às 19.00h, como é hábito na Europa Central e de Leste), não decorre na clássica ópera de Budapeste, mas sim no Anfiteatro ao Ar Livre de Ilha Margarida. Esta ilha no meio do Danúbio fica do outro lado da cidade, pelo que o caminho de carro até lá demora cerca de 30m. mais difícil ainda é passar por todos os controlos policiais para ter acesso até ao à entrada do anfiteatro, pois a ilha é pedonal, e só o facto de termos os bilhetes para a ópera nos dá o direito de seguir de carro.

Assim que chegamos percebemos que estamos num local especial, com um cenário natural muito belo e que o palco, onde a ópera de Giacomo Puccini decorrerá, tira exactamente partido disso. A cenografia é impressionante, o guarda roupa de uma beleza rara e a perfeição vocal dos intérpretes e do coro e instrumental da orquestra fazem deste um final de dia absolutamente inesquecível. Com o sol a pôr-se, o céu parece ganhar cores de acordo com as várias cenas do primeiro acto da ópera, tornando assim toda a envolvente natural, parte de todo o espectáculo operático.



Mas a o dia mágico que tivemos ainda não tinha acabado, pois necessitávamos jantar. Por isso, apressadamente saímos da Ópera de carro e fomos até ao Leo Rooftop. Situado mesmo no final da Ponte das Correntes, este restaurante situa-se no topo do hotel Clark, e tem uma das vistas nocturnas mais mágicas da cidade. Com um terraço no topo, e com a cozinha aberta até às 23h (daí a nossa pressa em sair do Anfiteatro da Ilha Margarida), podemos jantar numa mesa ao ar livre com uma vista absolutamente de cortar a respiração. Do Parlamento ao Castelo, passando por toda a Peste e pela fronteira Ponte das Correntes, Budapeste monumentalmente iluminada torna-se num cenário perfeito para um jantar de cozinha moderna, internacional, requintada e de uma qualidade ímpar.

Foi um final de escapadela incrível e que só o passeio nocturno pela margem do Danúbio pelo lado de Peste até ao nosso Hostel completou na perfeição. Agora já sabem, as nossas dicas para uma escapadela à capital húngara absolutamente mágica e inesquecível. Sim porque Budapeste tem a magia e a riqueza de uma antiga capital imperial, mas com o lado cool, relaxado e relaxante de uma cidade contemporânea. Consegue-se o melhor de dois mundos: monumentos e descanso e divertimento. É uma sugestão muito boa esta nossa Escapadela a Budapeste!

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