VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2017 | À CONQUISTA DO REINO DAS TERRAS ALTAS - DIA 7


07:00 As Shetlands

Depois de uma noite passada a bordo, numa cabine privada, com camas, casa de banho e um pequeno toucador, chegámos ao ponto mais a norte da nossa viagem: as Shetlands.

Assim que desembarcamos percebemos que estamos noutro território, mais isolado, mais inóspito e onde a natureza é mais dura com o homem e com ela própria.

Atracamos e Lerwick e decidimos tomar o pequeno almoço (pois tomar o pequeno almoço a bordo era possível, pois os multiplos restaurantes estavam abertos desde as 5 da manhã, mas era mais caro, com o balançar ainda corríamos o risco de enjoar e, mais importante de tudo, implicava que acordássemos mais cedo e dormíssemos menos).


09:30 A Capital Lerwick

Atracamos na capital das shetlands, a cidade de Lerwick.

É uma cidade que se estende ao londo de um anfiteatro natual que rodeia uma baía, dando uma ideia de dimensão bastante grande. No entanto poucos são os edifícios com mais do que três andares e na sua grande maioria têm a cor cinzenta, que vêm da cor da pedra, tradicionalmente usada na construção das casas.

Os edifícios modernos já usam cores, na sua maioria escuras e de paleta pastel, criando assim um mosaico de cores irregular muito discreto, que em conjunto com o verde da paisagem e o cinza generalizado, faz uma paisagem muito interessante.

Mas o mais interessante é uma visita a pé pelo porto velo e pelo centro da cidade, onde constatamos que os edifícios são todos feitos de um granito muito escuro, têm muito poucas aberturas (por causa do frio), e as que existem têm uma superfície de vidro generosa (para deixar entrar a luz, que no Inverno é um bem muito raro). Claro que o charme dos antigos edifícios nos conquista e entramos num para tomar o pequeno almoço.


10:30 O Café Universitário

A nossa escolha de local para a primeira refeição tão a norte é o Peerie Cafe.

Este moderno local oferece não só uma grande variedade de muffins e bolos caseiros, mas também uma grande qualidade e grande variedade de pão, dos scones e dos croissants, cujo cheirinho do forno espalha-se logo de manhã por toda a zona do porto velho (que na realidade foi mesmo o que nos chamou a atenção para este local).

Para além disto, a decoração contemporânea e a sua frequência jovem e de população universitária são também uma grande surpresa, pois transformam totalmente a ideia que temos das Shetlands.

Logo ao pequeno almoço, ao entrarmos no Peerie Cafe, saímos do cenário pituresco para um contexto contemporâneo e movimentado, digno de uma cidade do norte da europa (e dizemos norte da europa, por a maioria da população deste espaço ser loura e alta).


14:30 O Passeio Pelas Ilhas

Depois de um pequeno almoço bem tomado, decidimos agarrar novamente no carro e rumar ao topo norte do arquipélago.

Assim cruzámos a ilha pricipal (Mainland, como eles lhe chamam) e apanhámos um novo barco para a ilha de Yell e ainda outro para a ilha de Unst. Cada barco tem a sua tipologia de horários e, deixamos aqui o conselho, a quem vier visitar estas ilhas: para andar de ilha em ilha têm de se movimentar via ferries, mas cada barco tem um horário próprio, sendo que não têm uma regularidade de hora de partida, pelo que é importante verificarem quais os horários de cada barco.

Mas voltando às paisagens, é preciso dizer que cada ilha tem a sua personalidade, sendo a Main Land a mais despida, mas onde existem mais cavalos típico das Shetlands, a Yell a mais povoada por ovelhas e a Unst a que paisagística e culturalmente é ais interessante, pois a presença do mar, os vestígios da antiga ocupação viking e as zonas de reserva natual ocupam a maior parte da ilha.



Assim, para além de uma divertida paragem para brincar e tirar fotografias com os pequenos cavalos das Shetlands, que decorreu na Main Land e que nos ocupou algum tempo, foi na Unst que nos demorámos mais.


O nosso principal destaque desta ilha, para além de toda a paisagem que nos acompanha ao longo de todo o percurso, é uma replica de um barco e de uma casa viking que estã em Haroldswick. Este espaço cultural é interessante e pouco visitado, deixando-nos à vontade para visitar com tempo cada uma das reconstruções e compreender melhor esta paisagem e a história destas ilhas.

É uma visita que recomendamos, mas sempre inserida neste passeio inter ilhas, que prova que as Shetlands não são só a Main Land.


15:30 O Melhor Fish and Chips do Reio Unido

Pois para aqueles que pensam que o melhor Fish and Chips é servido em Inglaterra, desenganem-se, pois já há três anos consecutivos que ele é servido na Main Land nas Shetlands. O vencedor deste concurso anual e nacional é o Frankies Fishh and Chips de Brae, onde fomos fazer um late lunch.

Sendo um pequeno restaurante de beira de estrada, o restaurante em si, apesar de bem cuidade e limpo, não impressiona. No entanto, a sua comida sim, tem bastante qualidade. O peixe é fresquíssimo, o pome que envolve o peixe frito é de uma suavidade invulgar e as batatas são muito bem feitas.

É assim o nosso momento gourmet das Shetlands, feito de peixe e de muita qualidade ... e melhor que tudo, a preços verdadeiramente económicos!


17:30 De Volta à Mainland da Escócia

São 16:30 quando voltamos ao ferry que nos vai levar numa longa viagem de 13 horas de volta para a Escócia Main Land (como eles lhe chamam aqui).

Durante estas horas vamos fazer umas últimas compras de produtos regionais das Shetlands e das Orkney (nas lojas do barco, que nem são assim tão caras), vamos jantar (atenção que todos os restaurantes fecham às oito e meia da noite, mas se se servirem antes disso e se pedirem para eles porem uma película aderente nos pratos, depois levam para a vossa cabine, e podem jantar mais tarde do que isso, fica aqui mais esta dica) e vamos ao cinema (na sessão das 18:30h) com pipocas e tudo!

É uma noite passada em pleno Atlântico Norte (muito Norte mesmo), com entretenimento a bordo e muito tempo para pôr a conversa em dia e dormir. Pois amanhã só às 7 da manhã aportamos na cidade de Aberdeen.

0 Reality Comments: