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VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 9


21:00 A MAIOR E MAIS ANTIGA CHINATOWN

Da área de The Haigh caminhámos até ao hotel (afinal era sempre a descer, por isso nem hesitámos), onde nos preparámos para sair para jantar, saímos, apanhámos novamente o autocarro (sim o nosso transporte nesta cidade, desde hoje, tem sido o autocarro ... e tem sido muito fácil de orientar-nos com o Google Maps a indicar qual e onde devemos apanhar) e rumamos a outro bairro icónico da cidade: Chinatown.

A Chinatown de São Francisco foi a primeira a surgir no mundo e é hoje a maior de toda a Améria, e tem ainda uma autenticidade digna de nota. Obviamente que na rua principal a presença de turistas se nota (e imaginamos que de dia se note muito mais), mas saindo destas e entrando pelas secundárias, estamos numa verdadeira São Francisco Chinesa. Desde os candeeiros de iluminação pública, aos polícias, passando por todos os letreiros publicitários, tudo está em chinês ... e leva-nos para um universo completamente paralelo.

É aqui que decidimos sentar-nos (no Yee's Restaurant) e jantar. Somos a segunda mesa de ocidentais em pouco mais de 27 ... e não nos arrependemos, pois a comida é excelente e foi verdadeiramente mais uma história que trazemos desta cidade ... neste caso escrita em chinês!


16:30 THE HAIGH

Se bem se lembram, nesta viagem American Series, todos os nossos destinos foram escolhidos com base numa série, e São Francisco foi escolhida por causa da minisérie "Tales of The City". Para além das histórias de Alcatraz, esta cidade tem muito mais histórias ... e fez parte da história mundial durante muito mais vezes que pensamos.

Um desses momentos aconteceu no cruzamento das ruas Clayton e The Haigh: o surgimento do movimento Hippie. Foi aqui nesta zona da cidade (nestas casas envolventes a este cruzamento) onde se formaram as primeiras comunidades de Hippies, com estudantes da San Francisco State College (atual San Francisco State University), e onde tudo começou a ganhar dimensão.

Atualmente este bairro de casas vitorianas (típicas de São Francisco), não tem qualquer vestígio do movimento que o tornou famoso, sendo um bairro residencial com restaurantes chics, lojas vintage e bons cafés. É mais uma vez um passeio que nos leva para fora das rotas turísticas, mas que nos permite ver melhor parte de uma história desta cidade ... porque ela tem muitas e fez muita!


14:00 ALMOÇO EM JAPANTOWN

Depois de chegarmos a terra, decidimos que era hora de almoçar e dirigimo-nos para uma das zonas de São Francisco menos visitadas, e gastronomicamente mais interessantes de toda a cidade: Japantown.

São Francisco, sendo uma cidade portuária no estado mais rico dos EUA, e sendo uma cidade bastante tolerante, desde há muitos anos que tem grandes comunidades emigrantes, nomeadamente asiáticas. Assim sendo, esta cidade foi pioneira na criação de zonas da cidade com as características das comunidades residentes.

Assim, Japantown é um pequeno pedaço de Japão. com toda a sua iconografia, mas ilustrada de forma contemporânea e não apenas mimética e kitsch, pois não é procurada de forma turística, mas sim pela comunidade japonesa da cidade. É aqui que decidimos almoçar e procurámos pelo restaurante Yamaday (1728 Buchanan St) e comemos aquele que é considerado por muitos críticos gastronómicos locais, como "o melhor ramen de São Francisco".

Delicioso, bem feito e, sem qualquer dúvida, merecedor do título!


12:30 A VISITA A ALCATRAZ

Eram 09:00 da manhã quando chegámos à impressionante ilha, e foi logo aí que percebemos que iriamos ter uma manhã bastante icónica.

Desde a receção, passando pela visita guiada por uma voluntária aos jardins, até à visita guiada à prisão, tudo é muito bem feito, tudo é verdadeiramente impressionante e tudo nos cativa bastante. Este é um dos monumentos mais icónicos do país e a atração que exerce sobre nós cresce à medida que nos aproximamos ... e durante esta visita, nada é desmistificado, apenas ilustrado via videos e sons, que só aumentam o nosso fascínio com a história da prisão.

O edifício principal de Alcatraz é a prisão, e aqui tudo corresponde a tudo o que temos como estereotipo de uma prisão. Desde os duches coletivos, até às alas das celas (e os seus nomes), passando pelas solitárias, e acabando no refeitório e na cozinha e no páteo de tempos livres. Tudo é exatamente como imaginámos e tudo está apresentado exatamente como esperamos. É uma visita incrivelmente bem conseguida e ficamos bastante contentes.

Claro que o grande destaque vai para a prisão e para as suas instalações prisionais, mas há muito mais para ver. Porque não imaginamos, mas alcatraz é uma ilha onde moravam famílias dos guardas e onde viviam crianças, por isso uma visita à ilha inclui mais do que a prisão ... e isso demora muito tempo. Desde os jardins que as mulheres dos guardas planataram, às aves que por lá nidificam, até às ruínas das instalações militares (anteriores à ilha ter sido uma prisão federal), há muito para ver.

Alcatraz é tudo o que se imagina e mais ... e nós ficámos a conhecer todas as suas histórias!


08:00 OS BILHETES PARA ALCATRAZ

Uma viagem como esta deve e tem de ser bem planeada ... e nós fazemo-lo. O problema é quando escapa um detalhe de grande importância, como comprar os bilhetes para visitar Alcatraz.

Depois de várias pesquisas descobrimos que cada dia, a famosa prisão põe à venda entre 50 e 100 bilhetes para visitar a ilha no próprio dia. O problema é que, sendo este o segundo monumento mais visitado dos Estados Unidos da América (logo a seguir à Estátua da Liberdade, em Nova Iorque), as filas para estes poucos bilhetes diários começam de madrugada.

Assim sendo, e porque quando fomos para comprar onlne, estes já estavam esgotados, o dia de hoje começou verdadeiramente de madrugada - às 03.00 da manhã, para às 04.15 já estarmos na fila dos bilhetes (e estarmos dentro dos 50 primeiros ... o que aconteceu).

Embrulhados em casacos (por causa do frio e da humidade das noites de SF) lá fomos para o Pier 35 em Embarcadero, para esperarmos umas horas. Contrariamente às nossas expectativas, este tempo custou menos a passar do que pensávamos. Em conversa com os nossos vizinhos de fila (britânicos, austríacas e muitos americanos) as horas passaram a correr. Discutiu-se de tudo, desde a nossa viagem American Series, passando pelas eleições americanas e o fenómeno Trump, o Brexit e a crise dos refugiados da Europa ... tudo foi tema de conversa animada e foi muito interessante ouvir a versão de outras nacionalidades diferentes da nossa.

Às 7.30 da manhã em ponto, as bilheteiras abriram com um agradecimento especial a todos os que passaram lá a noite e começaram sem demora a vender essas tão cobiçadas entradas.

Se não é algo que gostássemos de fazer, foi um tempo bastante agradável e do qual ficou uma memória bastante agradável.

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 8


18:30 O JANTAR DAS ESTRELAS MICHELIN

Foi um dos momentos da viagem mais difíceis de conseguir, por isso o jantar de hoje é um momento bastante aguardado: o Jantar no Atelier Crenn.

Se há cidade nos Estados Unidos da América que sabe o que é cultura gastronómica, essa cidade é São Francisco. Por isto, não é de estranhar, que a primeira chef feminina do mundo a consquistar duas estrelas Michelin, seja aqui em São Francisco: Dominique Crenn. Originária da região francesa da Bretanha, esta simpática e calorosa chef acaba de ganhar a sua segunda estrela Michelin, bem como o prémio de melhor chef feminina do Mundo ... e com este seu restaurante - o Atelier Crenn.

Com a sua cozinha inspirada na sua terra natal, o nosso jantar é uma volta ao mundo dos sabores, com uma técnica exímia e alguns pratos, absolutamente prodigiosos. Sabores que identificamos, mas que estão num contexto absolutamente novo, ingredientes novos e que deslumbram o nosso palato e essencialmente um ritual de apresentação de cada prato que nos eleva a expetativa exatamente para o ponto certo do nosso paladar.

Quando chegamos dão-nos um poema que a Chef Crenn (que conhecemos durante o jantar de três horas e meia, pois vem à mesa cumprimentar todos os seus 25 convidados de cada noite) preparou para esse dia, que ilustra o menu de degustação do dia. Cada dia é diferente do outro ... e a cada dia há uma poesia de sabores para viver e experimentar.

Foi o encerramento perfeito para este primeiro dia de São Francisco. Para já voltamos para o hotel, pois amanhã o dia começa bastante cedo (por volta das 4 da manhã ... mas disso falaremos amanhã, porque hoje, vamos mesmo é descansar.


17:00 A CATEDRAL DE SÃO FRANCISCO

Depois de mais algumas subidas, bastante íngremes e depois de ficarmos quase sem fôlego, chegamos ao nosso destino final de hoje: a Grace Cathedral.

Esta é a maior igreja da cidade e uma das maiores e principaipais igrejas católicas de toda a América do Norte. Com as suas duas torres sineiras já mergulhadas nalguma nubelina que já invade o topo desta colina (daí esta fotografia não ser a ideal, mas sim a possível), este é o nosso destino final de hoje. Foi preciso um esforço de uma "autêntica peregrinação" colinas acima, para cá chegar, mas esta igreja vale a pena ... principalmente pela vista que se tem ao descer dela para qualquer zona da cidade.

Foi exatamente isto que fizemos ... descemos ... em direção ao nosso hotel ... porque apesar de já não termos nenhum destino turístico hoje ... aínda tínhamos mais uma paragem no programa do dia: o Atelier Crenn.


16:30 LOMBARD STREET

É um dos locais mais icónicos da cidade, e é bem merecido: a famosa Lombard Street.

Com os seus canteiros, os seus carros a descerem a colina aos zig zagues e aos milhares de pessoas na sua base, o quarteirão entre Hyde Street e Leavenworth Street, com as suas casas típicas e as flores coloridas a preencherem os espaços de encosta impossíveis de descer (por causa da inclinação), tornam-se um ícone destas colinas.

É um momento fotográfico que milhares de pessoas não perdem ... e nós também não!


15:30 OS FAMOSOS ELÉTRICOS E AS ÍNGREMES COLINAS

Mesmo em frente ao Buena Vista Café, está o terminal de uma das linhas dos famsoos elétricos de São Francisco: a Powel Station, Fisherman's Warf. Esta é a linha mais turística, e por isso a mais fotografada ... e também por isso é a que tem uma maior espera para se andar nela (90 minutos para se entrar num elétrico).

Aqui, e porque tínhamos ainda bastante para ver neste dia, e porque tínhamos um prazo para estar no hotel, decidimos não apanhar o elétrico para casa (pois o hotel é mesmo ao lado de Powel Station) ... e enfrentar as colinas a pé. Sobre esta decisão a única coisa que podemos dizer é que foi no mínimo corajosa, pois, quando se fala de ruas inclinadas de São Francisco ... elas são inclinadas MESMO! Mas nós, com a motivação de vermos ainda mais dois locais turisticos da cidade antes de voltarmos para o hotel, enfrentámos as diversas e difíceis colinas, e seguimos em frente.

Mas deixamos o alerta: estas colinas não são para fracos ... fica a dica!


13:30 O ALMOÇO NO IRISH COFFEE

Depois de descermos de Coit Tower, dirigimo-nos ao muito animado Fisherman's Warf.

Esta zona da cidade, dominada por um conjunto de restaurantes à beira da baía, muito populares entre turistas e residentes, tem no entanto um segredo, que nem todos os turistas descobrem ... mas nós descobrimos: o café Buena Vista. Foi neste café, na esquina da Beach Street com a Hyde Street que nasceu para o mundo uma das maiores contribuições da cidade para a cultura mundial: o Irish Coffee. Em 1932 o seu dono, Joe Sheridan, irlandês de origem, decidiu adicionar ao muito americano café com natas, um pouco da sua terra natal - o Wiskey Irlandês. Nesta altura, em plena lei seca, nesta zona de pescadores e marinheiros, a notícia espalhou-se, e tornou-se um autêntico sucesso, pois não só era uma forma de beber alcool sem ser na clandestinidade (pois para as autoridades apenas se estava a beber café com natas), mas também ajudava a aquecer, das frias e húmidas névoas da baía.

Foi aqui e assim que nasceu esta icónica bebida e que hoje é conhecida e bebida por todo o mundo.

Nós almoçámos aqui e, no final da refeição, bebemos o original!


12:30 O TOPO DA CIDADE

Depois de um passeio pelo sofisticado bairro de North Beach, e pelo meio de renovados armazéns, reconvertidos em sedes de empresas, galerias de arte e restaurantes sofisticados, e depois de subirmos os 338 degraus da muito típica Filbert Steps, chegamos ao ponto mais alto da colina mais alta da cidade: a Coit Tower.

Esta torre, construída nos anos 1930s, era na altura (e ainda é hoje em dia) o ponto mais alto de toda a cidade de São Francisco. Aqui, depois de esperarmos cerca de uma hora numa fila, conseguimos entrar e admirar duas maravilhas: os seus murais e a sua vista. As pinturas murais dos seus interiores são verdadeiramente dignas da espera. No seu estilo hiper realista, todas pintadas por pintores diferentes (muitos deles discípulos diretos do famoso pintor mexicano Diego Rivera - marido de Frida Khalo), retratam uma relidade do estado da Califórnia no princípio do século XX. Uma sociedade florescente, trabalhadora, que tinha como motores a sua agricultura de cereais e de laranjas, a sua pecuária de bovinos e uma indústria de produção de maquinaria e produtos tecnológicamente avançados para a altura ... bem como cidades com cosmopolitas e cheias de serviços ... claro. Em cada lado desta torre de base quadrangular, os murais são dedicados a uma destas indústrias, e representada nas suas mais variadas vertentes e histórias.

Mas o verdadeiro espectáculo está reservado quando se chega ao topo: a vista de 360º de São Francisco. Não só aqui a cidade atinge uma dimensão absolutamente espetacular, como também é aqui que nos apercebemos de uma realidade que sabíamos (e que se vê em muitos postais da cidade), mas que, como bons turistas que somos, nem nos lembrámos: São Francisco é conhecido pelo seu nevoeiro bastante cerrado. Assim, quando chegamos ao topo, a famosa e icónica Golden Gate (a imagem da cidade) está completamente absorvida por uma núvem contínua que vem de uma zona da cidade, e atravessa a cidade exatamente pela própria da ponte, encobrindo totalmente toda a outra margem deste lado da baía.

Se por um lado ficamos desiludidos (por não ver a ponte em toda a sua extenção), por outro ficamos contentes de vermos este espetáculo de uma nubelina tão localizada a cruzar a baía de forma tão espetacular e icónica.


12:00 O FINANCIAL DISTRICT

Depois de um pequeno almoço de "luxo" na zona de Union Square, seguimos em direção ao Financial District.

Aqui o cenário muda, e em vez de prédios baixos (entre 5 e 8 andares, é a definição de baixos) passamos às grandes torres de escritórios dos bancos e das financeiras. As nossas cabeças viram-se obrigatoriamente para cima e o tipo de beleza é outro. A arquitetura moderna toma conta da paisagem e é a sua dimensão e a paisagem de vários planos de torres que se torna o centro das atenções.

No meio deste bairro há obviamente uma torre que se destaca: a Trans America Tower. A sua forma piramidal e o seu vértice superior tornaram-se já um símbolo de uma cidade de São Francisco moderna e arquiteturalmente desafiante das convenções. Ao vivo, a sua escala é um elemento importnate, mas é a sua forma e o facto de ser todo feito de betão aparente (algo que não esperávamos) que se tornam relevantes.

Ficámos conquistados pela Trans America.


11:30 UNION SQUARE

Depois de um early check in, de um muito ansiado duche, e depois de nos instalarmos, não demos aso ao cansaço e cedemos à ansiedade de irmos ver a cidade em si ... e saímos logo do hotel. O nosso primeiro destino foi a muito icónica Union Square.

Apenas a dois quarteirões do nosso hotel, esta praça é grande e está rodeada de alguns edifícios bastante trabalhados e históricos da cidade. A imagem que se tem da cidade aqui é cosmopolita, com bastante história, mas também com bastante dinheiro. As pessoas que circulam na rua, além de turistas, todas vêm aqui às compras nos grandes armazéns. É aqui que estão as delegações de São Francisco do Macy's, do Bloomingdales e do Saks Fifth Avenue, mas também a Chanel, a Saint Laurent, a Dior, a Gucci ou a LV ... todas em lojas de uma dimensão bastante grande.

É assim que percebemos que estamos na zona de comércio de luxo desta cidade.


09:30 THE MOSSER HOTEL

Era um dos hotéis em que tínhamos menos "fé" em toda a viagem. Apesar ter uma boa classificação no Trip Advisor, as fotografias que lá estavam não nos deixavam muito confiantes. Mas os preços elevados de todos os hotéis nesta cidade, fizeram com que que o Hotel Mosser fosse a nossa escolha.

Situado em pleno centro da cidade de São Francisco (a dois quarteirões de Union Square), e convenientemente localizado no quarteirão onde sai o metro do aeroporto (o BART), este hotel data dos anos 1920, e está a acabar a sua total remodelação. Assim, apesar das fotografias indicarem um hotel muito bonito, mas relativamente antiquado, a realidade que encontramos é totalmente diferente. O que encontramos é um hotel com uma arquitetura original totalmente recuperada (e bem recuperada, uma novíssima decoração, e quartos verdadeiramente novos a estrear ... tudo com um staff muito orgulhoso desta transformação.

Ficámos logo conquistados!


06:50 WELCOME TO SAN FRANCISCO

Depois de uma noite passada em aviões da Alaska Airlines, de Anchorage para Seattle e de Seattle para São Francisco, e depois de mais de 7 horas de voos e aeroporto de Seattle, chegamos ao nosso próximo destino: a muito californiana cidade de São Francisco.

Mal aterramos, a sensação de estarmos numa das grandes cidades dos Estados Unidos da América, é inevitável. O aeroporto é bastante maior (o maior que estivemos até agora) e toda a sofisticação da sua arquitetura, das suas lojas e das exposições de arte que tem, indicam que estamos num dos principais aeroportos de um dos estados mais ricos do país.

Assim, o sinal, "Welcome to San Francisco" tem todo um outro significado!

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 7


20:30 A PARTIDA DO ALASKA

Depois de voltarmos do cruzeiro, regressamos ao autocarro e voltamos a fazer o mesmo caminho para trás ... e voltamos a maravilhar-nos, quer com a cidade de Whittier, quer com o Tunel que a liga ao mundo, quer com a estrada que o liga a Anchorage.

Foi de facto um Dia Mágico, que neste momento acaba, com o autocarro a deixar-nos diretamente no Aeroporto de Anchorage, para apanharmos o nosso voo para Seattle e outro daqui para São Francisco (a nossa próxima paragem). É aqui que decidimos jantar, é aqui que passamos algumas horas, até embarcarmos para uma noite passada em aviões (que esperamos dormir em toda a sua plenitude), e que nos vão tirar deste estado mágico e bastante ignorado.

Se viemos aqui por causa da série "Até ao Fim do Mundo", afirmamos sem hesitações: ainda bem que viemos "Até ao Fim do Mundo"!


16:00 O "SURPRESA" DESTA VIAGEM

É o último dos destinos desta viagem maravilhosa, mas é sem dúvida o apogeu desta o Glaciar Surprise.

Ao longo das mais de cinco horas de percurso, o espetáculo da vida selvagem vai passando em frente aos nossos olhos ... mas só de vez em quando. O espetáculo mais constante é o da paisagem natural esmagadora dos glaciares. Durante este cruzeiro vemos mais de uma dezena de glaciares de todos os estilos e formas, mas só do último, do mais longínquio e do maior nos aproximamos.

São mais de 3 km de largura e mais de 25 metros de altura que esta imensa parede de gelo branco e azul cristalino tem. A escala deste autêntico monumento natural é avassaladora, a beleza das suas cambiantes de cor é hipnotizante e a sensação de pequenês e de insignificância perante tal colosso apodera-se de todo o barco.

Este é o final de um espetáculo natural que encerra este cruzeiro numa verdadeira apoteose de beleza e de exaltação dos nossos sentidos: aa visão deslumbra-se; o tato arrepia-se com o frio do vento gelado cortante; a audição assusta-se com o imenso estrondo que os enormes pedaços de glaciar fazem ao cair na água e se estilhaçarem em centenas de pequenos glaciares!

É das visões mais mágicas que tivemos ... e realmente este foi um dia mágico ... digno do tal Magic Bus!


14:30 O CRUZEIRO AO MUNDO MARINHO SELVAGEM

Depois da volta na cidade, o autocarro deixa-nos então à porta do nosso destino: o Cruzeiro aos Glaciares.

Embarcamos, indicam-nos o nosso lugar (com mesa de refeições, pois serão servidas refeições durante o mesmo) e partimos.

Mas, maravilhados com o azul das águas, e com a floresta húmida do Alaska que nos rodeia, rapidamente nos levantamos e vamos até aos decks exteriores para tirarmos muitas fotografias. É aqui que nos é anunciado que, provavelmente nos iremos cruzar com bastantes animais selvagens: Baleias, Orcas, Lontras Marinhas, Focas, Cabras de Montanha, diversas aves e ... eventualmente ursos. Aqui os nossos olhos começam a procurar em contínuo vestígios destes animais selvagens, mas só meia hora depois de sairmos do barco, avistamos o primeiro: uma Baleia Corcunda. Durante 15 minutos ficamos a admirar à distância este explendoroso animal e ficamos maravilhados com este encontro.

Este é de facto o primeiro dos animais que vemos, porque depois, a um bom ritmo, temos encontros com Orcas, Lontras Marinhas, Leões Marinhos, Focas, Cabras de Montanha, Águias de Cabeça Branca (o símbolo deste país) e muitas outras aves.

É o verdadeiro espetáculo e contacto com uma natureza selvagem, o que este passeio aos Fiordes do Alaska nos proporciona!


11:30 A "CIDADE" DE WHITTIER

Depois de uma paragem numa área de serviço para um café rápido e uma ida aos "restrooms", saímos da espetacular estrada em direção à cidade de Whittier. Mas, conforme nos explica o simpático Bryan, vamos ter de atravessar um túnel de 3,2 km de comprimento, construído durante a segunda guerra mundial, para lá chegarmos.

Só quando lá chegamos é que nos damos conta que este túnel apenas tem um sentido e é por ele que passam carros, autocarros ... e combóio. Assim, depois de uma espera breve, avançamos para baixo de uma das imensas montanhas e entramos num tunel, cavado diretamente na rocha (conforme confirmam as paredes do mesmo) que nos faz passar para o outro lado da mesma, e chegar a uma realidade verdadeiramente incrível: a cidade de Whittier.

Esta cidade, apenas acessível por este túnel (ou por mar, ou por ar), foi constrída pela marinha dos Estados Unidos da América para substituir Pearl Harbor depois do mítico bombardeamento. Localizada num cenário natural absolutamente paradisíaco (rodeada já de montanhas cobertas de vegetação abundante até à baía de águas azul turquesa seco, do pacífico) esta pequena cidade tem 237 habitantes, todos eles concentrados num único edifício - as antigas residências dos militares da base (entretanto abandonada, com o surgimento dos mísseis intercontinentais).

Assim, toda uma cidade fantasma, de edifícios abandonados ou meramente sazonais (pois apenas são usados durante o verão para atividades turísticas), envolve um prédio de 17 andares onde todos os residentes fixos moram, trabalham e divertem-se dentro de um edifício ... pelo menos durante o outono, o inverno e parte da primavera.

Todo este cenário absolutamente surreal é envolvido pela mais luxuriante e mais bela paisagem natural ... o que torna ainda mais impressionante toda esta "cidade".


11:00 A CORDILHEIRA NEGRA

Foi exatamente cinco minutos depois da hora marcada que aparece um autocarro chamado Magic Bus (pelo que parece, por estes lados, dão nome aos autocarros), de onde sai um simpático motorista que nos pergunta estamos à espera de um pick up para um dia mágico. Com a nossa surpresa estampada na cara, respondemos que estamos à espera de um pick up para um cruzeiro aos glaciares. O sorriso invade a cara do nosso interlocutor, que se apresenta como Bryan, e que diz que então é mesmo um dia mágico o que vamos ter. Sorrimos, arrumamos as malas na bagageira do autocarro e subimos a bordo do veículo ... e partimos.

Mal se fecham as portas e estamos todos instalados (subiram mais passageiros também), começa então com o microfone a apresentar-se e a dar alguns dados da viagem que vamos ter.

A nossa primeira etapa é uma das mais espetaculares rotas cénicas dos estados unidos: a Turnagain Arm Drive. Esta estrada que percorre a costa da baía de Turnagain Arm, de onde se vislumbra a cordilheira de Kenai, é uma das paisagens mais espetaculares que vimos em toda a viagem ... e sem dúvida uma das mais impressionantes que vimos em muitas viagens que já fizémos na vida. As incrivelmente altas montanhas negras e despidas, que entram pelas núveis dentro e dão diretamente para o mar, a escala de toda esta paisagem que se perde de vista no horizonte e a incrível calma das águas barrentas, tornam esta paisagem de um dramatismo impar e digna de um cenário de um filme épico.

Infelizmente, quaisquer palavras que possamos escrever aqui, não vão refletir a magia deste local ... e se a promessa era um "Dia Mágico" ... estava a ser cumprida logo nos primeiros momentos!


09:30 A CIDADE DE ANCHORAGE

Sendo a cidade mais conhecida, maior e mais desenvolvida do estado, Anchorage reservava-nos a surpresa de ser uma cidade bem mais moderna e construída do que Faibanks.

Já com vários hotéis de cadeias internacionais a dominarem o skyline da cidade (que apesar de não serem arranha céus, se destacavam em altura), a cidade tem também alguns exemplos de arquitetura moderna e contemporânea muito interessantes. Com uma rápida volta pelo centro, percebemos que estávamos já num contexto verdadeiramente diferente.

Mas porque não tínhamos muito tempo (e porque estávamos de malas atrás, pois no resto do dia, o nosso programa já não nos permitia voltar ao Nellie para as ir buscar para o avião da noite), decidimos ir até ao ponto de encontro que tínhamos a seguir: o Hotel Captain Cook. Conhecido como o maior e melhor hotel da cidade, este hotel data dos anos 1970s e tem o seu charme intocado e muito bem recuperado. Portas de madeira trabalhadas, tetos e paredes revestidas a cerâmica com baixos relevos de motivos tribais e um ambiente de quase luxo ... apesar de ser apenas um quatro estrelas.

Aqui esperámos que nos viessem apanhar.


07:30 ACORDAR NO NELLIE

Apesar das nossas reservas, a noite no Autocarro Chamado Nellie foi bem passada.

As camas eram confortáveis, o autocarro estava quente e o sono foi bastante reparador. Depois do jantar de ontem, em que arranjámos, cozinhámos e comemos o peixe que pescámos em Fairbanks, numa mesinha de jardim em frente ao Nellie, esta noite bem dormida foi verdadeiramente crucial para podermos enfrentar mais um dia bastante agitado.

Esta foi, sem dúvida, a verdadeira esperiência do que é viver no Alaska.

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 6


21:30 O NOSSO AUTOCARRO

Chegamos finalmente a um dos alojamentos desta viagem que mais curiosidade nos causava: o Autocarro chamado Nellie.

Estacionado na entrada da garagem dos nossos anfitriões, este antigo autocarro escolar daqui do Alaska, foi transformado pela mestria e bom gosto dos seus proprietários numa autêntica casa sobre rodas, com todos os confortos que se podem esperar nos tempos que correm ... mas sem deixar de ser um autocarro, com toda a espacialidade que lhe é característica.

É aqui que vamos pernoitar hoje ... e é aqui que vamos arranjar e cozinhar o peixe que pescámos ontem no rio em Fairbanks (e que congelámos na casa de Fairbanks e veio no congelador do combóio, graças à simpatia do senhor do bar). Por isso por hoje encerramos este diário de viagem, mas amanhã já sabem que haverão mais aventuras para relatar ... e ainda em direto aqui do Alaska ... a terra da nossa série de eleição "Até ao Fim do Mundo" ... e sim, esta é uma terra distante, mas tão bela que vale a pena vir "Até ao Fim do Mundo"!


20:15 A CIDADE DE ANCHORAGE

12 horas depois de partirmos de Fairbanks chegamos à maior cidade do Alaska: Anchorage.

Não sendo a sua capital estadual, esta é sem dúvida alguma o seu centro financeiro, populacional e de negócios. Com um urbanismo bastante disperso, a cidade surpreende, quem vem de Fairbanks, pela sua modernidade. Não existindo torres, pois tudo parece plano, a arquitetura dos edifícios é bastante mais qualificada e menos informal do que em Fairbanks.

Temos a ideia que chegámos a uma cidade americana de facto ... mas tudo isto iremos confirmar amanhã nos nossos passeios, porque agora é apanhar um táxi e irmos para o nosso autocarro.


16:30 A PAISAGEM DO SUL

Já depois de almoço o Denali Star sai do território do parque natural (que entrou pouco depois de sair de Fairbanks) e começa a dirigir-se mais para sul ... e aqui a paisagem vai mudar significativamente.

De uma paisagem dominada pelos grandes espaços, pelos penhascos e pelas montanhas de dimensões impressionantes passamos a uma paisagem de uma planura infindável, e pontuada permanentemente por lagos (formados por água que não é absorvida pelo solo, por causa de gelo profundo em toda esta região, segundo nos explica o guia). Lagos grandes, pequenos, enormes ou minusculos ... há um pouco de tudo ... e o mais impressionante é que esta paisagem se mantém durante quilómetros e horas.

Segundo nos informou o guia, que estejam registados, existem mais de 10.000.000 de lagos nesta região sul do monte Denali. É verdadeiramente impressionante!


13:45 O ALMOÇO A BORDO

Decidimos à hora do almoço, poupar as nossas conpras do dia anterior no Wallmart e rumar à carruagem restaurante e provar algumas das sugestões que têm no menu.

A nossa escolha recaiu sobre um hamburguer de Angus e num wrap de Frango. Para nossa grande surpresa, depois de fazermos o pedido ao empregado, é o chef que nos traz os dois pratos à mesa e, quando os vemos, percebemos que estamos perante um serviço de restaurante, verdadeiramente cuidado. Mas a grande surpresa está na primeida dentada e nos sabores absolutamente frescos e requintados que nos invadem o palato.

Nunca uma refeição a bordo de um combóio nos tinha sabido tão bem, nem surpreendido tanto ... por isso deixamos aqui a dica: vale a pena almoçar a bordo do Denali Star.


10:45 AS PRIMEIRAS PAISAGENS

Depois de sair da zona da cidade de Fairbanks, a paisagem natural começa a tomar conta dos nossos sentidos e toda uma transformação de escala se dá. As montanhas tornam-se gigantescas, as perspetivas infindáveis e os bosques tornam-se menos densos, dando lugar a grandes paisagens naturais e grandiosas e o rio Tanara torna-se o nosso guia e companheiro, com a sua água cinzenta, originária dos altos glaciares.

Ao longo do percurso um animador ao microfone vai explicando o que se pode ver à esquerda e à direita, e tudo vai sucedendo a um ritmo muito maior do que se está à espera: tipos de árvores que apenas existem no Alaska, inúmeras e altas montanhas, pequenas povoações, espetaculares pontes metálicas centenárias (que algumas atravessam precipícios impressionantes), penhascos gigantescos, mesmo à beira da linha que circulamos (que deixam os menos aventureiros, um pouco desconfortáveis) e um conjunto de animais (alguns que vemos outros que não) que vão passando em frente à nossa janela - alces, castores e patos, gansos e cisnes selvagens são os mais comuns.

É uma viagem de 12 horas a que temos pela frente, mas as paisagens, a animação constante do guia de cada carruagem e o conforto e diferentes salas e carruagens que podemos circular, vão fazer desta uma viagem bastante agradável.


08:15 O MÍTICO COMBÓIO DENALI STAR

Há combóios míticos e o que vamos apanhar hoje em Fairbanks é um deles: o Denali Star.

Este combóio da Alaska RailRoad, une as duas pricipais cidades do estado, por um espectacular percurso que atravessa o maior parque natural do estado - o Denali. Este combóio circula desde 1947 entre as duas cidades com transporte de passageiros, mas está este ano a comemorar os seus 100 anos de existência de linha - tendo esta sido inaugurada com um primeiro combóio de mercadrias em 1916. Com um serviço de primeira classe, com um embarque que se assemelha a um avião (com check in de malas), hospedeiras a indicarem-nos os caminhos, e uma carruagem bar e restaurante com todo o tipo de snacks e refeições (serve desde o pequeno almoço ao almoço e ao jantar), este é um combóio a não perder.

Como bónus, este ano as caruagens originais dos anos 1950's, voltaram a ser postas em circulação, totalmente recuperadas, de acrodo com o seu estilo original, mas com o nível de segurança e conforto reforçado para os padrões atuais. Assim cada passageiro tem uma poltrona totalmente reclinável (com espaço equivalente às melhores executivas dos aviões), janelas generosas que nos deixam apreciar a vista e um deck de observação com cúpula de vidro, cuja capacidade de observação à volta é incrível.

Foi nestas carruagens que tivemos a sorte de ir ... e assim embarcámos num dos combóios míticos de planeta.


07:30 A PARTIDA DA MANSÃO DE MADEIRA

Foi bem de manhã, ainda era de madrugada, que acordámos e nos despachámos para deixar a Casa de Madeira no meio dos bosques, nos arredores de Fairbanks.

A casa estava ainda silenciosa, a luz da "noite de verão" do Alaska ainda deixava a grande casa na penumbra, e tivemos um momento para apreciar de facto todo o espaço para nós. A espetacularidade da casa, a sua decoração bem pensada, a sua localização no meio dos bosques e o sossego que se sente, fizeram deste momento de despedida, algo bastante especial.

Não fora estarmos com pressa para partirmos, teríamos, sem qualquer dúvida, ficado mais uns momentos a apreciar o sossego, a calma e o silêncio deste cenário espetacular. Mas o nosso taxi já estava à espera, por isso, pegámos nas malas, enfiámos na mala do carro e rumámos à estação de combóio ... porque o nosso próximo destino espera-nos ... e um dia com cenários espetaculares também.

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 5


22:30 A TARDE DE PESCARIA

Depois de almoço, voltámos para casa de taxi e preparámo-nos para um dos momentos que mais tínhamos sonhado desta viagem: uma tarde a pescar nos rios do Alaska.

Às 16:05 chega à nossa casa um rapaz que pergunta se é ali que estão duas pessoas para irem pescar. Respondemos que sim e entramos na carrinha ... onde descobrimos a sua filha e o seu cão. Explica-nos que hoje não pode ir connosco pescar, pois está de Baby Sitting, e que vai apanhar bagas no bosque com a filha, mas que vamos buscar outra pessoa para ir connosco.

Passamos então por casa dessa outra pessoa, ele entra na carrinha, e apresenta-se como Michael e explica que é pescador há já mais de uma década, mas que na realidade a sua profissão principal (sim este é apenas um trabalho secundário que faz por prazer) é ser biólogo marinho, especializado em peixes do Alaska, e que está a trabalhar em investigação na Universidade do Alaska.

Depois deste episódio conduzem-nos durante quase uma hora para norte de Fairbanks, onde a certa altura paramos junto ao rio Chatanika. É aqui que nos separamos e é aqui que o barco insuflável que estava num atrelado, é retirado e desce até à água. Dão-nos botas até ao joelho (para podermos pescar bem dentro de água) e entramos no barco.

O que se segue são quatro horas de pura maravilha com a paisagem natural envolvente, de uma experiência de pesca incrível (pescámos mais de cinco peixes) e autentica paz no meio de tanto alheamento do mundo humano. Não se ouve um barulho que não seja da natureza (salmão Real a saltar nas águas do rio, castores a entrar na água, patos a grsnar, águias de cabeça rapada a pousarem nas árvores e uma infinidade de outros pássaros a cantar.

Na realidade eramos apenas, nós os três, o rio e a esmagadoramente bela e rica natureza envolvente. A experiência é única, memorável, incrível e absolutamente apaixonante!

Depois das cinco horas de pescaria, voltamos diretos para casa, com um peixe connosco (os restantes foram devlvidos ao rio) e sendo que amanhã temos de nos levantar bastante cedo, e porque também tivemos direito a comida durante esta descida do rio ... decidimos que este peixe o comeremos no dia seguinte já em Anchorage. Assim por hoje ficamos por aqui ... mas amanhã, mais aventuras no Alaska se seguirão ... por isso ... não percam, que nós também não.


13:00 O ALMOÇO NO CENTRO DE FAIRBANKS

Foi depois de todas as compras feitas que voltámos ao caminho e, depois algum tempo de caminho, chegamos ao centro da cidade de Fairbanks.

Sendo esta a segunda cidade do estado do Alaska, o seu centro é um conjunto de ruas, com casas, prédios e espaços vazios (ainda por construir) em que a ruralidade e a pacatez imperam. Todos se devem conhecer, porque em cada esquina, um condutor cumprimenta quem passa na rua.

É uma cidade muito pequena, mas com alguns edifícios bastante curiosos. Mas como já estamos a aproximar-nos da hora do almoço, dirigimo-nos a uma das sugestões do nosso anfireião: o Soapy Smith's.

Neste pequeno restaurante, a simpatia das pessoas é proporcional à sua ruralidade americana. Desde um Alce de neón na parede, a fotografias de visitantes ilustres, passando por os empregados que nos perguntam de onde somos e se é a primeira vez que estamos no Alaska, até ao cozinheiro que nos enviar uma patatas fritas com o Hamburger (ótimo por sinal), só para provarmos, pois acha que são muito boas e era uma pena perde-las.

Ficámos deliciados com o serviço e com a comida ... e na altura da conta ... também!


11:30 AS COMPRAS NO WALMART E NO FRED MEYERS

A casa fica ligeiramente a norte da cidade de Fairbanks, mas nós decidimos fazer o caminho até ao centro da cidade de Fairbanks a pé.

foi a meio deste caminho, entre uma auto-estrada e uma zona industrial, que decidimos fazer um ligeiro desvio até ao famoso Walmart. Com o objetivo muito concreto de comprar alguns viveres para os dias que se seguirão, bem como alguns items que já nos estavam a faltar, entrámos num gigantesco supermercado, que vendia de tudo. Desde imans para o frigorífico, até cabanas, passando por roupa, obviamente, ou por farmácia ... e por uma pequena secção (que não ocupava mais do que 20%) de produtos alimentares.

É esquesito entrar num supermercado que vende tudo ... mas que os produtos alimentares são uma pequena minoria.

Aproveitámos também esta incursão para irmos ao outro supermercado vizinho (o Fred Meyers) para irmos fazer a licença de pesca, para a sessão de pescaria de hoje à tarde. Aqui tivemos outro "reality check": a licença de pesca é tirada no mesmo balcão do que a licença de caça ... o que quer dizer que é tirada na seção das armas. Assim, dentro deste supermercado, além de bens alimentares, produtos de jardinagem e farmácia ... também vendem armas ... estamos de facto na América Profunda!

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0:00 ACORDAR NA MANSÃO

Foi uma noite muito tranquila a que tivemos aqui na mansão de madeira, perdida no meio das florestas aqui nos arredores de Fairbanks.

Depois dos habituais momentos de preguiça matinhal, rumámos à cozinha e delíciámo-nos com uma valiedade de produtos que o simpático Timoth nos tinha mostrado na noite anterior. Acordar num cenário destes, tomar o pequeno almoço numa mesa de casa de jantar de mais de 12 pessoas e com lustres e tetos de madeira, o dia só pode começar bem.

E assim foi!

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 4


00:30 A CASA DE MADEIRA

Mal chegamos ao nosso próximo alojamento ficamos conquistados pela sua beleza: uma casa de madeira, de dimensões assinaláveis, com generosos vitrais e telhados de ardósia, esconde no seu interior espaços espetaculares feitos todos em madeira trabalhada, e muito bem cuidada.

À primeira vista o que nos vem à cabeça são as casas de campo dos finais do século XIX, princípios do século XX, do campo de inglaterra ou da bretanha ... mas desta vez feita toda em madeira. Há um cão (muito simpático por sinal), há lareiras acesas, há lustres e quadros com motivos de caça ... há tudo o que se possa imaginar neste cenário absolutamente de filme ... inclusive um anfitriões que, apesar de nos esperarem até à meia noite, nos recebem de forma simpática e disponível, oferecendo um Moon Shine - bourbon do Kentucky (de onde o Tumothy é originário) feito de milho - e ficamos aind aum pouco à conversa sobre a forma de vida aqui na região do Alaska.

É aqui e desta forma que terminamos o dia ... deitados em camas de estilo antigo e com papel de parede com padrões campestres em redor. Amanhã temos muito que explorar ... e depois teremos, aqui, muito que contar!


00:00 O TWILIGHT DA MEIA-NOITE

Foi um voo tranquilo, com um serviço simpático e uma comodidade como só um avião dos novos consegue prporcionar (parabéns Alaska Airways, é bem merecido o prémio de melhor companhia regional do Noroeste dos Estados Unidos da América), que nos trouxe até à terra onde o sol não se põe: à muito desconhecida Fairbanks.

Esta cidade, do estado do Alaska, é um dos pontos mais a norte onde vivem seres humanos no continente americano, e tem como principal particularidade, durante o verão (nesta altura do ano), não ter noite. Daí que, apesar de chegarmos mesmo junto à meia noite local, o céu ainda se encontra com luz do sol. Obviamente não com um Sol alto e radioso, mas não fica mais escuro do que um final de tarde mesmo no pôr do sol ... só que o céu não tem as mesmas cores e o sol nem se vê.

É estranho, exótico e muito interessante. Mas porque já se faz tarde e porque os nossos anfitriões estão à nossa espera, apanhamos rapidamente um taxi e vamos até ao nosso próximo Airbnb.


19:30 DE VOLTA AO AEROPORTO

É depois de mais um regresso de barco absolutamente tranquilo e deslumbrante (já com o céu totalmente azul, as vistas das ilhas, ou da baía ou da cidade ganham outra força), e depois de uma rápida passagem pelo apartamento para apanhar as nossas, que nos pomos a caminho do aeroporto novamente, para apanharmos o próximo avião da Alaska Airways, desta vez rumo ao nosso próximo destino: a cidade de Fairbanks, no Alaska.

A estadia em Seattle foi curta, mas suficiente. É uma cidade mais dentro dos padrões americanos, mas que surpreende pela simpatia e afabilidade e abertura das suas gentes. Inumeras vezes fomos abordados, ou pelo chapéu dos Phillys, ou porque estávamos a falar português e queriam saber de onde éramos, ou porque nos queriam ajudar a orientar-nos (nomeadamente logo à chegada uma senhora mais de idade foi quem nos acompanhou ao Airbnb onde ficámos - "era uma Welcome Hostess, que estava ali par ajudar os turistas" - segundo nos esclareceu), sempre com grande respeito e um sorriso nos lábios.

Se a Anatomia de Grey só poderia se passar em Seattle? ... Não podemos afirmar com tanta certeza, pois não conhecemos toda o país ... mas que aqui as pessoas são tão afáveis, simpáticas e fáceis de gostar como a Meridith Grey ... Isso são!


15:30 O CENTRO DA CIDADE DE BAINBRIDGE

Depois de nos delíciarmos com as cervejas e o queijo (uma combinação surpreendente, mas muito boa), chamamos o autocarro (através do wifi da cervejaria, se bem que a ilha tem wifi gratuito para todos) e regressamos à cidade de Bainbridge, desta vez para explorarmos o seu centro.

Aqui, já com o sol a brilhar num céu azul imaculado, todos os estereótipos e ideias feitas sobre uma pequena cidade numa ilha no norte dos estados unidos, se confirmam. A vegetação abundante é o cenário de fundo, as casas de madeira como vemos nos filmes estão todas lá, e o ambiente de familiaridade e simpatia dos pequenos locais é uma constante.

É aqui que decidimos passar o resto da tarde, a explorar as pequenas lojas locais, e sentando-nos na esplanada do Deli Hitchcocka e provar uma das melhores sandes da ilha (segundo nos esclarece mais tarde a tão simpática Leela - a dona do apartamento onde estávamos a ficar) e a apeciar o ritmo de veras calmo e bucolico de toda a paisagem e desta pequena cidade.

Um local pituresco, simpático e muito fotogénico, é o que Bainbridge promete ... e cumpre!


13:30 A DESTILARIA E A CERVEJARIA ARTESANAIS E BIOLÓGICAS

Mal chegamos à ilha, deparamo-nos imediatamente com um simpático senhor já de idade, junto a um posto de informações a turistas (mesmo à saída do terminal dos Ferries), que se oferece para nos dar indicações e um mapa. Perguntamos-lhe onde é a Bainbridge Brewing Company, e ele indica-nos que e longe para irmos a pé, mas que está mesmo ali ao lado um autocarro que nos pode levar até à porta.

Assim fazemos, tomamos o transporte (nós os dois e mais uma pessoa) e este leva-nos bem para o interior da ilha até uma zona industrial perdida no meio de bosques frondosos e densos - chegámos à Bainbridge Brewing Company. Porque queremos voltar de autocarro, o motorista dá-nos um panfleto com um número de telefone, para chamarmos o autocarro quando quisermos voltar ... e ele vem buscar-nos de volta até à cidade.

Entramos no recinto da destilaria e da cervejaria e descobrimos que apenas a primeira está aberta e que a segunda apenas abre às 14:00h. Por isso decidimos entrar na destilaria e explorar um pouco. Assim que abrimos a porta uma simpátia funcionária pergunta se nos pode ajudar com algo, à qual respondemos que viemos apenas visitar, e ela explica-nos então todas as produções da destilaria: Vodka; Gin; e Bourbon. "Tudo feito apenas com produtos biológicos certificados locais" explica-nos rapidamente.

Quando saímos da destilaria, já a cervejaria se encontra aberta ... e entramos. é então que recebemos uma explicação dos vários tipos de cerveja: as sazonais (quatro); as anuais (outras quatro); e as de assinatura (criadas por alguns clientes, mas que em troca, deixam esta cervejaria produzir em maior quantidade - para estas serem viáveis de produzir - e comercializa-las no local). Decidimos fazer uma prova de cervejas sazonais, e temperá-las com um "cheese and crackers on the side". A qualidade das quatro cervejas sazonais é incrivel e a riqueza, diversidade e especificidade dos seus sabores, faz desta uma experiência absolutamente a não perder.


12:15 UM PASSEIO DA CIDADE À NATUREZA

Logo à partida da cidade, damos conta da beleza que este passeio vai ter. Para além da beleza natural de toda a impressionante e imensa massa de água ue é a baía de Seattle, e para além da paisagem das várias ilhas e penínsulas por que passamos no caminho de 35 minutos para Bainbridge, a principal beleza ainda está na cidade.

A vista de Seattle da sua prória baía, é verdadeiramente incrível. Magestática, o centro da cidade debruça-se e empoleira-se sobre a baía, numa sucessão de planos, que impressiona tudo e todos. É a vista de Seattle que é o objeto das fotografias de todos ... e é-o merecidamente.

Mas neste percurso de 35 minutos (num ferry gigantesco de 5 andares), não há lugar para monotonia, pois há sempre uma ilha a surgir nas proximidades, cargeiros que se movem lenta e magestaticamente em direção ao horizonte, ou uma simples gaivota que pousa no deck superior. A beleza natural que nos envolve é de uma escala tal, que não conseguimos ficar imunes a ela.


11:30 OS FERRIES DE SEATTLE

Depois de uma noite muito bem dormida, de um acordar sem despertador, de alguma calma e vagareza, de uma ida ao 7 Eleven vizinho para ir buscar o pequeno almoço, e de gozar um pouco a casa que tínhamos alugado, saímos de casa para cumprir o nosso programa do dia.

Assim para um dia que prometia ser cinzento e menos solarengo que o anterior, e dirigimo-nos ao terminal de ferreis da companhia Washinghton State Ferries e compramos um bilhete de ida e volta (só se paga a ida, a volta é gratuita) para uma das ilhas da baía de Seattle: Bainbridge.

Esta é a maior ilha de toda a grande baía de Seattle, e é exatamente nestes ferries (os únicos que a ligam ao centro da cidade) que o famoso e muito polémico Doctor Sheppard da nossa série de Seattle - Anatomia de Grey - andava com bastante regularidade. Por tudo isto não poderíamos deixar de incluir este passeio nesta nossa paragem na capital do estado de Washinghton.

Comprado o bilhete, restou-nos esperar pela hora do barco e embarcar rumo a este passeio marítimo.

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 3


20:30 O JANTAR COM AS GAIVOTAS

Depois de voltarmos a casa, passando ainda pelo parque olímpico de esculturas, e de descansarmos um pouco, e de tomarmos duche, voltámos a sair e fomos até ao porto, para nos deliciarmos com uma das iguarias mais tradicionais de Seatle: Fish'n Chips.

No Pier 54, está situada uma das instituições gastronómicas da cidade: o Ivar's Fish Bar. Neste bar fundado em 1938, a grande especialidade da casa é o Halibute frito à inglesa, acompanhado por batatas fritas. Este peixe, originário das águas frias do Alaska, é bastante saboroso, e tem uma consistência um pouco mais dura do que estamos habituados, fazendo dos filetes deste peixe uma iguaria bastante sofisticada.

Mas no Ivar's há outra tradição. As batatas fritas são servidas em grandes quantidades, exatamente porque é suposto sobrarem em cada refeição. As que sobram é tradição dar às centenas de gaivotas que se juntam junto à esplanada flutuante deste restaurante.

Assim terminou o nosso dia: com uma excelente iguaria (bastante económica, por sinal) e um divertimento muito especial!

Para já voltámos a casa ... porque amanhã temos mais um dia bastante especial, pois vamos a uma das ilhas da baía de Seattle ... não percam!


17:30 O PRODÍGIO DO VIDRO

Mal saímos do EMP, ainda muito divertidos com todas as experiências que vivemos (como entrar numa cena do Star Treck, ou experimentar tocar guitarras elétricas, ou baterias), tropeçamos numa das maiores surpresas desta cidade: o Chihuly Garden and Glass.

A pouco mais de 100 metros está o museu que concentra uma grande parte da obra do maior artista mundial de esculturas de vidro: Dale Chihuly. Com a magia das cores, a ilusão da iluminação, e a espetacularidade da dimensão, criatividade e qualidade das obras deste muito particular artista, este local torna-se mágico. O que aqui é mostrado, em poucas salas, é de uma beleza cujas palavras não conseguem descrever ... mas que uma palavra consegue resumir: perfeição!

Foi assim que acabámos o nosso dia de visitas ... e acabámos em muito bom!


15:45 O EXPERIENCE MUSIC PROJECT

Fica mesmo ao lado da Space Needle e é um destino obrigatório na cidade: o Museu EMP.

Criado pelo cofundador da Microsoft Paul Allen em 2000, este museu dedica-se a explorar a Música e a Ficção Científica, mas de uma forma muito especial e experiencial.

Começa tudo por uma arquitetura do museu bastante peculiar. Partido em duas partes distintas, pelo atravessamento de uma linha de monorail, Frank Ghery criou uma verdadeira obra prima da arquitetura. Bela, impactante, recheada de ritmo e de futurismo, com cantos, recantos, formas e cores, absolutamente surpreendentes.

Mas a maior surpresa está nas suas mais de dez exposições simultâneas. Ao entrar deparamo-nos com 10 exposições: uma dedicada às guitarras; outra dedicada a Jimmy Hendrix; outra dedicada aos Nirvana; outra dedicada aos video jogos; outra dedicada à experimentação de instrumentos; outra dedicada à arte do guarda roupa de espectáculos; outra dedicada ao Hall of Fame da Ficção Científica (com objetos como os sabres de luz originais da primeira guerra das estrelas, ou o Terminator 2 original); outra dedicada a personagens de terror; outra dedicada ao fenómeno dos video clips; e outra dedicada à mítica série Star Treck.

Foi uma excelência de tempo passado neste incrível centro cultural Pop, onde nos divertimos, aprendemos e tivemos experiências únicas, que nunca esqueceremos!


15:30 A SPACE NEEDLE

Pois se estamos em Seattle, deve-se à série Anatomia de Grey ... e sendo esta passada em Seattle, o leu símbolo tinha de estar presente na imagem da série: a Space Needle. Foi exactamente para esta torre que nos dirigimos a seguir.

Se de longe parece mais pequena do que se imaginava, à medida que nos vamos aproximando (e deixando Belltown para trás) ela ganha uma nova dimensão: torna-se bela.

De facto o equilíbrio das suas formas, vistas de baixo é bastante bem consegido, a harmonia das suas dimensões é monumental e a beleza e monumentalidade desta torre tornam-se inquestionáveis e indiscutíveis. Se a Anatomia de Grey moldou a nossa ideia de Seattle, a Space Needle ocupa merecidamente o lugar do seu maior símbolo turístico!


15:00 O BAIRRO DE BELLTOWN

Saíndo do Pike Market seguimos então para explorar o bairro que lhe é mais interior: Belltown.

Com um ambiente bastante mais calmo, muito mais residencial, com lojas e restaurantes mais locais, mas sofisticados, este bairro prima por ser um bairro onde os habitantes da cidade vivem e trabalham.

Quando se passa da primeira para a quarta avenida, o rebuliço dos turistas ficou para trás, e passámos para uma realidade de uma cidade que está a funcionar, alheia a toda uma actividade turística que se passa junto ao porto.

Com edifícios modernos, este é um local onde as torres já surgem de forma regular, mas onde ainda os edifícios de 8 a 10 andares são predominantes ... tudo num ambiente urbano muito americano, claro!


13:30 O ALMOÇO NO PIKE PLACE MARKET

Depois de conversarmos um pouco com a simpática Leela, e de ficarmos a saber que já esteve em Lisboa e que amou a cidade e os portugueses (só por isso é que aceitou alugar-nos o apartamento por apenas uma noite, segundo ela ... nós agradecemos, claro), rumámos ao muito conhecido Pike Place Market.

Esperando nós que a esta hora da tarde já tudo estivesse mais sossegado, pois já estávamos fora do horário de refeição habitual "destas bandas", qual é o nosso espanto quando verificamos que este conhecido, tradicional e icónico mercado de Seattle, está ao rubro de pessoas a comerem e a fazerem as suas compras.

Espalhando-se por vários quarteirões e vendendo tudo (e quando dizemos tudo vai desde cerâmica polaca, a vegetais e peixe, passando "obviamente" por barbearias, lojas de souvenirs e ateliers de tatuagens), este local é um verdadeiro melting pot de tudo o que se possa imaginar. E não falamos apenas de produtos à venda, mas também de pessoas, de cheiros, de sons e de cores e texturas.

A dificuldade de escolher o local para almoçar foi muita, mas lá nos decidimos pelos Sister Paninis (que tinham um aspeto delicioso ... e eram) e depois acabámos nos muito famosos Doughnuts (e vale a pena esperar na fila ... pois são uma verdadeira delícia)


12:20 O LOFT VINTAGE

Quando a simpática Leela chega ao pé de nós mostra-nos uma casa perfeitamente deslumbrante. Um antigo armazém foi transformado pelo seu bom gosto e mestria num maravilhoso apartamento de paredes de tijolo, e pavimentos e estruturas de madeira.

A decoração é despretenciosa mas impactante, a organização deste loft garante privacidade aos dois quartos, mas sem os isolar um do outro ... e o sistema de open space dá-lhe uma amplitude que o torna verdadeiramente espaçoso.

Charme histórico da nossa casa, logo a seguir à simpatia das pessoas da rua!


12:00 A CHEGADA A SEATTLE

Com a habitual demora entre a aterragem, a recolha das malas, encontrar o transporte do aeroporto para a cidade (que no caso do aeroporto de Seattle, é difícil, apesar de ser bastante económico e cómodo ... mas não há grandes indicações para além dos carros alugados e taxis) e a chegada à cidade a demora é de uma hora.

Mas quando desembarcamos do Light Rail em plena Pioneer Square (mesmo no centro da cidade, ao lado de onde vamos ficar) descobrimos uma cidade bastante surpreendente. A primeira surpresa é que toda a gente que passa por nós na rua nos cumprimenta por eu ter um chapéu dos Phillies por ontem ter vencido os Miami Marlins (segundo investiguei mais tarde) como se eu fosse um fã da equipa a usar orgulhosamente o meu chapéu, o que indica que é uma cidade bastante simpática e hospitaleira.

Por outro lado, surpreende-nos também o ar descontraído desta cidade, o ar alternativo de muitos que passam por nós na rua ... e depois lembramo-nos que esta é a cidade que concentrou todo o surgimento do movimento Grunge nos anos 1990s.

Dirigimo-nos ao nosso apartamento e esperamos a nossa anfitriã para entrarmos em casa.


08:00 VOAR NA ALASKA AIRLINES

Depois da habitual espera no aeroporto, depois de embarcar e de arrumar a bagagem de cabine e depois de fecharem as portas do avião, o capitão do avião vem até à cabine e surpreende tudo e todos ao agradecer a todos por estarmos ali e por termos (nós passageiros) dado pelo nono ano consecutivo o prémio de melhor serviço ao cliente de uma companhia aérea à Alaska Airlines.

Assim, tal como no check in, o atendimento foi muito atento e simpático e próximo, também dentro do avião o comandante vem pessoalmente à cabine, explica de forma muito divertida, descontraída e bem disposta o nosso percurso, apresenta a sua tripulação, fala um pouco sobre a companhia e vai fila a fila falar com todas as pessoas agradecendo por estarmos ali e por termos escolhido a Alaska Airlines.

Desde explicar a quem fica nervoso por voar, que não vale a pena porque a sua vasta experiência na força aérea americana lhe dá a experiência necessária para se voar em segurança, até perguntar aos miúdos e famílias presentes se é a primeira vez que voavam na Alaska Airlines, até estimular o uso da internet a bordo para que todos possam ter um voo muito mais divertido e "próximo dos que estão no chão" (paga obviamente, mas como disse, a "bela chefe de cabine merece uns dolars de investimento se a quiserem contrar no Tinder") a simpatia e a descontração surpreendeu positivamente tudo e todos ... e foram dois ou três minutos de conversa antes de partir que fizeram toda a diferença.

Já voámos em muitas companhias do mundo, muitas delas também premiadas inclusivé, mas começar um voo desta forma é único ... e assim saímos de Boston e vijamos até Seattle.


06:00 O PRIMEIRO VOO MATINAL

Eram cerca das quatro da manhã quando nos levantámos (não proporiamente acordados ... mas dada a hora, era o que era possível) para nos prepararmos para rumar ao aeroporto e apanhar o primeiro voo matinal desta viagem rumo ao nosso próximo destino: Seattle. Assim, ainda de noite, chamamos um taxi, e vamos de malas aviadas para o aeroporto, com muito sono e alguma pena de deixarmos a primeira surpresa da viagem para trás: boston e as suas belas ruas e os seus muito elegantes bairros.

Depois de irmos para o terminal errado do aeroporto (pois confundimos-nos com as companhias ... o que a esta hora da madrugada é perfeitamente natural), depois de trocarmos de terminal (o que foi surpreendentemente fácil e rápido) e depois de chegarmos à zona da Alaska Airlines, um simpático assistente de terra da companhia, aproxima-se e pergunta se precisamos de ajuda e se somos portugueses. Agradecemos a ajuda e dizemos que sim ... e então explica que é brasileiro e que será um prazer ajudar-nos com o check-in eletrónico e a despachar as malas, evitando que vamos para as filas. Agradecemos e percebemos que o facto de falarmos português e de ele ter saudades de falar a sua língua, foi o elemento decisivo para que tal acontecesse.

Não fora descobrirmos apenas neste momento que os nossos bilhetes não estão registados no sistema com malas de porão (contrariamente ao que tínhamos pedido) e que portante temos de as pagar adicionalmente, este tería sido um momento perfeito. Assim foi apenas um momento de grande simpatia e que comprovou algo de que viriamos a descobrir a seguir.