VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 7


20:30 A PARTIDA DO ALASKA

Depois de voltarmos do cruzeiro, regressamos ao autocarro e voltamos a fazer o mesmo caminho para trás ... e voltamos a maravilhar-nos, quer com a cidade de Whittier, quer com o Tunel que a liga ao mundo, quer com a estrada que o liga a Anchorage.

Foi de facto um Dia Mágico, que neste momento acaba, com o autocarro a deixar-nos diretamente no Aeroporto de Anchorage, para apanharmos o nosso voo para Seattle e outro daqui para São Francisco (a nossa próxima paragem). É aqui que decidimos jantar, é aqui que passamos algumas horas, até embarcarmos para uma noite passada em aviões (que esperamos dormir em toda a sua plenitude), e que nos vão tirar deste estado mágico e bastante ignorado.

Se viemos aqui por causa da série "Até ao Fim do Mundo", afirmamos sem hesitações: ainda bem que viemos "Até ao Fim do Mundo"!


16:00 O "SURPRESA" DESTA VIAGEM

É o último dos destinos desta viagem maravilhosa, mas é sem dúvida o apogeu desta o Glaciar Surprise.

Ao longo das mais de cinco horas de percurso, o espetáculo da vida selvagem vai passando em frente aos nossos olhos ... mas só de vez em quando. O espetáculo mais constante é o da paisagem natural esmagadora dos glaciares. Durante este cruzeiro vemos mais de uma dezena de glaciares de todos os estilos e formas, mas só do último, do mais longínquio e do maior nos aproximamos.

São mais de 3 km de largura e mais de 25 metros de altura que esta imensa parede de gelo branco e azul cristalino tem. A escala deste autêntico monumento natural é avassaladora, a beleza das suas cambiantes de cor é hipnotizante e a sensação de pequenês e de insignificância perante tal colosso apodera-se de todo o barco.

Este é o final de um espetáculo natural que encerra este cruzeiro numa verdadeira apoteose de beleza e de exaltação dos nossos sentidos: aa visão deslumbra-se; o tato arrepia-se com o frio do vento gelado cortante; a audição assusta-se com o imenso estrondo que os enormes pedaços de glaciar fazem ao cair na água e se estilhaçarem em centenas de pequenos glaciares!

É das visões mais mágicas que tivemos ... e realmente este foi um dia mágico ... digno do tal Magic Bus!


14:30 O CRUZEIRO AO MUNDO MARINHO SELVAGEM

Depois da volta na cidade, o autocarro deixa-nos então à porta do nosso destino: o Cruzeiro aos Glaciares.

Embarcamos, indicam-nos o nosso lugar (com mesa de refeições, pois serão servidas refeições durante o mesmo) e partimos.

Mas, maravilhados com o azul das águas, e com a floresta húmida do Alaska que nos rodeia, rapidamente nos levantamos e vamos até aos decks exteriores para tirarmos muitas fotografias. É aqui que nos é anunciado que, provavelmente nos iremos cruzar com bastantes animais selvagens: Baleias, Orcas, Lontras Marinhas, Focas, Cabras de Montanha, diversas aves e ... eventualmente ursos. Aqui os nossos olhos começam a procurar em contínuo vestígios destes animais selvagens, mas só meia hora depois de sairmos do barco, avistamos o primeiro: uma Baleia Corcunda. Durante 15 minutos ficamos a admirar à distância este explendoroso animal e ficamos maravilhados com este encontro.

Este é de facto o primeiro dos animais que vemos, porque depois, a um bom ritmo, temos encontros com Orcas, Lontras Marinhas, Leões Marinhos, Focas, Cabras de Montanha, Águias de Cabeça Branca (o símbolo deste país) e muitas outras aves.

É o verdadeiro espetáculo e contacto com uma natureza selvagem, o que este passeio aos Fiordes do Alaska nos proporciona!


11:30 A "CIDADE" DE WHITTIER

Depois de uma paragem numa área de serviço para um café rápido e uma ida aos "restrooms", saímos da espetacular estrada em direção à cidade de Whittier. Mas, conforme nos explica o simpático Bryan, vamos ter de atravessar um túnel de 3,2 km de comprimento, construído durante a segunda guerra mundial, para lá chegarmos.

Só quando lá chegamos é que nos damos conta que este túnel apenas tem um sentido e é por ele que passam carros, autocarros ... e combóio. Assim, depois de uma espera breve, avançamos para baixo de uma das imensas montanhas e entramos num tunel, cavado diretamente na rocha (conforme confirmam as paredes do mesmo) que nos faz passar para o outro lado da mesma, e chegar a uma realidade verdadeiramente incrível: a cidade de Whittier.

Esta cidade, apenas acessível por este túnel (ou por mar, ou por ar), foi constrída pela marinha dos Estados Unidos da América para substituir Pearl Harbor depois do mítico bombardeamento. Localizada num cenário natural absolutamente paradisíaco (rodeada já de montanhas cobertas de vegetação abundante até à baía de águas azul turquesa seco, do pacífico) esta pequena cidade tem 237 habitantes, todos eles concentrados num único edifício - as antigas residências dos militares da base (entretanto abandonada, com o surgimento dos mísseis intercontinentais).

Assim, toda uma cidade fantasma, de edifícios abandonados ou meramente sazonais (pois apenas são usados durante o verão para atividades turísticas), envolve um prédio de 17 andares onde todos os residentes fixos moram, trabalham e divertem-se dentro de um edifício ... pelo menos durante o outono, o inverno e parte da primavera.

Todo este cenário absolutamente surreal é envolvido pela mais luxuriante e mais bela paisagem natural ... o que torna ainda mais impressionante toda esta "cidade".


11:00 A CORDILHEIRA NEGRA

Foi exatamente cinco minutos depois da hora marcada que aparece um autocarro chamado Magic Bus (pelo que parece, por estes lados, dão nome aos autocarros), de onde sai um simpático motorista que nos pergunta estamos à espera de um pick up para um dia mágico. Com a nossa surpresa estampada na cara, respondemos que estamos à espera de um pick up para um cruzeiro aos glaciares. O sorriso invade a cara do nosso interlocutor, que se apresenta como Bryan, e que diz que então é mesmo um dia mágico o que vamos ter. Sorrimos, arrumamos as malas na bagageira do autocarro e subimos a bordo do veículo ... e partimos.

Mal se fecham as portas e estamos todos instalados (subiram mais passageiros também), começa então com o microfone a apresentar-se e a dar alguns dados da viagem que vamos ter.

A nossa primeira etapa é uma das mais espetaculares rotas cénicas dos estados unidos: a Turnagain Arm Drive. Esta estrada que percorre a costa da baía de Turnagain Arm, de onde se vislumbra a cordilheira de Kenai, é uma das paisagens mais espetaculares que vimos em toda a viagem ... e sem dúvida uma das mais impressionantes que vimos em muitas viagens que já fizémos na vida. As incrivelmente altas montanhas negras e despidas, que entram pelas núveis dentro e dão diretamente para o mar, a escala de toda esta paisagem que se perde de vista no horizonte e a incrível calma das águas barrentas, tornam esta paisagem de um dramatismo impar e digna de um cenário de um filme épico.

Infelizmente, quaisquer palavras que possamos escrever aqui, não vão refletir a magia deste local ... e se a promessa era um "Dia Mágico" ... estava a ser cumprida logo nos primeiros momentos!


09:30 A CIDADE DE ANCHORAGE

Sendo a cidade mais conhecida, maior e mais desenvolvida do estado, Anchorage reservava-nos a surpresa de ser uma cidade bem mais moderna e construída do que Faibanks.

Já com vários hotéis de cadeias internacionais a dominarem o skyline da cidade (que apesar de não serem arranha céus, se destacavam em altura), a cidade tem também alguns exemplos de arquitetura moderna e contemporânea muito interessantes. Com uma rápida volta pelo centro, percebemos que estávamos já num contexto verdadeiramente diferente.

Mas porque não tínhamos muito tempo (e porque estávamos de malas atrás, pois no resto do dia, o nosso programa já não nos permitia voltar ao Nellie para as ir buscar para o avião da noite), decidimos ir até ao ponto de encontro que tínhamos a seguir: o Hotel Captain Cook. Conhecido como o maior e melhor hotel da cidade, este hotel data dos anos 1970s e tem o seu charme intocado e muito bem recuperado. Portas de madeira trabalhadas, tetos e paredes revestidas a cerâmica com baixos relevos de motivos tribais e um ambiente de quase luxo ... apesar de ser apenas um quatro estrelas.

Aqui esperámos que nos viessem apanhar.


07:30 ACORDAR NO NELLIE

Apesar das nossas reservas, a noite no Autocarro Chamado Nellie foi bem passada.

As camas eram confortáveis, o autocarro estava quente e o sono foi bastante reparador. Depois do jantar de ontem, em que arranjámos, cozinhámos e comemos o peixe que pescámos em Fairbanks, numa mesinha de jardim em frente ao Nellie, esta noite bem dormida foi verdadeiramente crucial para podermos enfrentar mais um dia bastante agitado.

Esta foi, sem dúvida, a verdadeira esperiência do que é viver no Alaska.

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