ROTA DOS MAHARAJAS EM DIRETO | DIA 10


08.00 A Partida de Delhi

Foi com bastante pena que deixamos a grande metrópole de Delhi para trás ... mas com a certeza de termos encontrado os Maharajas Políticos desta cidade ... e ainda ficámos a conhecer mais um: o Maharaja Fast Food.

A seguir a um pequeno almoço digno do nome de "Pequeno-Almoço de Hotel", voltámos ao nosso carro e fizemo-nos à estrada. Pensando nós que o transito nos iria fazer atrazar toda a saída da cidade, acabámos por ter uma agradável surpresa, pois não apanhámos transito nenhum na saída de Delhi.

Assim rumámos à auto-estrada em direção ao nosso primeiro destino de hoje: Agra.


09.30 Um Precalço no Caminho

A viagem entre Delhi e Agra é feita por uma Auto-estrada totalmente renovada e (passada a zona da capital) sem grande trânsito.

Ocasionalmente existem pessoas a passear ao longo da estrada a pé, umas motas e umas bicicletas a circularem (independentemente dos sentidos), mas pouco trânsito automóvel.

No entanto, esta viagem não deixou de ter um precalço que nos fez atrasar todo o programa do dia: um furo de um pneu. Foi um contratempo que nos mostrou o quanto profissional é o nosso motorista e o quanto à vontade são as regras de segurança rodoviária na Índia. Enquanto o motorista trocava o pneu, nós (por sugestão dele) saímos do carro para a berma da auto-estrada e ficámos, sem qualquer problema sem coletes, triângulos ou normas de sugurana à espera que toda a situação se resolvesse.

Foi uma experiência em si ... mas rápida!


11.30 O Mítico Taj Mahal

Se há símbolo da Índia e de todo o seu explendor é sem dúvida o Taj Mahal.

Uma vez chegados a Agra, não perdemos tempo e dirigimo-nos directamente para este ícone da "cultura dos Maharajas".

Chegados aos imensos parques de estacionamento somos avisados que não é permitido fumar, comer ou beber dentro do recinto museológico ... e também que o carro, por questões de conservação do monumento, não se pode aproximar mais do que 1,5 km. Para percorrermos esta distância temos então que comprar um bilhete VIP, que já garante entrada preferencial no recinto, uma garrafa de água por pessoa, e transporte em carrinhos de golfe até à entrada (e volta nestes carrinhos também) ... é o que fazemos.

Depois de um processo de transporte relativamente tranquilo, caminhamos mais uns 100 metros e chegamos ao controlo de segurança da entrada no recinto to Taj Mahal ... e aqui notamos pela primeira vez uma segurança apertadíssima e difícil de lidar: todos os bolsos de todos os que entram são revistados até ao interior dos maços de tabaco ... que ficam retidos na segurança claro; todas as malas de senhora são revistadas à exaustão ... ficando retido na segurança tudo o que entendam como suspeito (até umas colunas portáteis de som tivemos de deixar ficar ...); e a informalidade dos controlos de metais que existem em todos os monumentos, aqui são verdadeiramente levados a sério.

Depois de um tempo para passarmos os controlos da entrada, finalmente entramos no recinto pela ante câmara ... que já de si é lindíssima. O único percurso permitido conduz-nos ao portal que dá acesso ao jardim onde está o famoso túmulo, construído pelo imperador mongol Xá Jahan, em memória da sua mulher favorita Mumtaz Mahal, em 1631.

A entrada é verdadeiramente apoteótica e a perspectiva que se tem é a que vemos em todos os postais. A beleza deste monumento não é descritível por nenhuma fotografia, filme ou palavras. A sua perfeita simetria, o seu candido mármore branco, a sua bela escala, a sua delicadeza formal, fazem deste, sem qualquer dúvida, um dos monumentos mais belos de toda a humanidade.

É uma obra de arquitetura absolutamente sublime e que nos deixa rendidos ao Maharaja que o mandou construir ... pois só um verdadeiro Maharaja do Amor conseguiria inspirar tal beleza artística e arquitetónica.

Durante toda a visita, apesar dos milhares de pessoas que estão no recinto, o extase perante tão bela obra de arquitetura, é total ... dando-nos mesmo a sensação que o tempo não existe e que beleza igual também não ... mas existe o tempo ... e, uma vez que já conhecemos mais um dos Maharajas que vinhamos à procura ... tivemos de seguir a nossa Rota dos Maharajas!


13.00 O Forte de Agra

Saídos do fabuloso e mágico Taj Mahal, dirigimo-nos ao vizinho Forte de Agra.

Impressionantemente feito de Arenito Vermelho, este forte do sec. XVI é um dos imponentes monumentos de Agra e que vale bem a pena a visita. Passeando-nos pelo interior do forte, cujas muralhas são todas trabalhadas, ainda conservamos uma memória da impressionante beleza do Taj Mahal.

Conclusão: para que a visita ao Forte de Agra não seja desperdiçada, o melhor é que esta seja anterior à visita ao Taj Mahal.

Aqui temos de ser sinceros ... a visita não foi uma decepção, pois o forte é imponente ... mas a memória ainda estava centrada no Taj Mahal ... por isso não aproveitámos muito este monumento.


14.30 A Cidade Abandonada de Fatehpur Sikri

Saídos do Forte de Agra, voltamos à estrada e viajamos durante mais uma hora até chegarmos à mítica cidade de Fatehpur Sikri.

Edificada pelo imperador mongol Akbar no sec. XVI, esta imensa construção em Arenito Vermelho também, encontra-se totalmente abandonada, mas em perfeito destado de conservação, e com um nível de trabalho de pedra verdadeiramente impressionante.

A beleza deste local é impressionante, a sua escala ainda mais (pois é uma verdadeira cidade abandonada, e ricamente construída) e os seus jardins e pavilhões são momentos arquitetónicos difíceis de descrever. Neste caso, apesar de as nossas expectativas já estarem à partida altas ... foram total e completamente suplantadas.

É talvez a melhor forma de se entrar na etapa seguinte da nossa viagem: o famoso e rico estado do Rajastão.

Assim o fazemos ... voltamos ao carro e à estrada.


16.00 Na Estrada em Direção à Terra dos Maharajas

Depois de um rápido almoço num restaurante à beira da estrada, voltamos à estrada em direção ao nosso destino seguinte: o Rajastão.

Depois dos Maharajas do Estilo de Bollywood, depois dos Maharajas Celestiais dos mosteiros budistas de Caxemira, depois dos Moaharajas Políticos de Delhi e depois do Maharaja do Amor do Taj Mahal, e depois da surpresa do Maharaja do Fast Food do McDonalds, dirigimo-nos à terra dos famosos Maharajas - os Reis dos reinos do Rajastão.

A estrada que até aqui tinha sido excelente e pouco movimentada, de Fatehpur Sikri em diante começa a ganhar tráfego, diversidade e paisagens bem mais interessantes. Agora sim, estamos numa estrada indiana digna de todas as histórias que ouvimos contar.

Apesar de continuar a ser uma auto-estrada moderna, a fauna passou de pessoas, bicicletas, motos e poucos carros, para camionetas repletas de pessoas (até no tejadilho, claro ... ou não estivessemos na Índia), carroças puxadas por cavalos, ou por camelos, ou por bufalos, rebanhos de cabras ... e claro as sagradas vacas deitadas entre a berma da estrada e o separador central ... onde quer que lhes apeteça ao longo das três faixas de rodagem de cada direção, o espaço é todo seu!

É uma viagem que nos demora bastante mais tempo por quilometro que a viagem anterior ... exactamente por toda esta imprevisibilidade de não se saber o que pode aparecer, quando aparece e de onde aparece.

O entretenimento dentro do carro está obviamente garantido, com toda a adrenalina que se vive de cinco em cinco minutos!


21.00 O Hotel Senhorial

Chegados à cidade de Jaipur (a capital do estado do Rajastão, com 2,3 milhões de habitantes), já com algumas horas de atraso, dirigimo-nos de imediato ao nosso hotel Umaid Bawan Heritage.

Este hotel, situado na exclusiva zona de Bani Park, é uma antiga casa senorial que agora está transformada num simpático, pitoresco e histórico pequeno hotel de charme indiano.

O ambiente que se respira é o de uma antiga casa nobre indiana, do príncipio do século XX. O mobiliário histórico, a riqueza das pinturas e dos trabalhos dos estuques das paredes e tetos, complementados com os confortos da modernidade, como ar condicionado premium, ou iluminação cuidada dos espaços, fazem deste hotel um verdadeiro porto seguro para a nossa entrada no rajastão e preparar-nos para uma excelente visita da sua capital.


22.00 O Jantar no Jardim

Depois do Check in, decidimos, mesmo antes de nos deitar e preparar para as aventuras que temos reservadas para o dia de amanhã, ir jantar a um dos locais mais trendy de toda a cidade: o Bar Palladium.

Situado no meio de um jardim tropical, este bar ocupa um pequeno pavilhão de estilo indiano ocidentalizado, e uma zona de relvado em frente. Porque a noite está muito agradável, decidimos sentar-nos nuns dos sofás exteriores e pedir o nosso jantar para aqui.

A qualidade do serviço, com a magia do local combinadas com a excelente cozinha deste Bar Palladium foram as boas vindas que precisavamos para terminar este dia em grande estilo e entrarmos no Rajastão com um verdadeiro estilo de Maharajas.

Ficou assente uma ideia neste jantar: "Gostamos Disto!"

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