VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2015 | RUMOS DO SUL - DIA 8


07.30 O DESPERTAR NO SAL

É um dos despertares mais impressionantes que já vivemos: acordar no meio do Deserto do Sal de Uyuni.

O Hotel Luna Salada, o único hotel ainda em funcionamento, mesmo à entrada do Salar (como chamam por aqui ao deserto do sal), proporciona uma das visões de amanhecer mais incríveis de todo o mundo.

Não temos medo de o afirmar ... tal como não teos medo de antecipar que o Salar de Uyuni vai ser um dos pontos altos destes Rumos do Sul,


09.20 O SALAR

É talvez das mais impressionantes sensações que se pode ter na vida: o mundo é apenas branco!

No meio dos seus 12.000 km2 de sal, o mundo tem apenas duas cores: a do céu e branco. Nada mais importa, as dimensões e proporções perdem-se por falta de referencial, não há fronteiras nem barreiras, tudo é um único espaço ... infinito.

É uma visão arrepiante, que não vamos esquecer nunca ... o Salar de Uyuni é dos momentos de natureza que já vimos um dos mais impressionantes ... esta é uma sensação unânime neste grupo!


11.20 A AVARIA DA PRAXE

Sempre que fizemos viagens de carro, há sempre um contratempo.

Pois estes Rumos do Sul não podiam ser excepção. Assim em pleno Salar um dos nossos jeeps decidiu não arrancar. Nós no meio de uma paisagem sublimemente bonita, mas assustadoramente longe de tudo ... e o carro sem pegar.

Depois de muita conversa dos três motoristas que temos connosco, depois de muitas tentativas, e depois de várias chamadas telefónicas, chegou-se à conclusão de que o problema era a bateria ... Fácil, assim basta mandar vir um carro de Uyuni (leva só meia hora) e ele trás uma bateria nova, que se monta em pouco tempo e seguimos viagem.

E assim foi, depois de quase uma hora de paragem forçada ...


15.30 A TEMPESTADE DE AREIA

Infelizmente, por causa da avaria de um dos jeeps tivemos que tomar a decisão de deixar por visitar o cemitério de combóios de Uyuni. Saídos do Salar e fomos em direção a La Paz.

Já viamos uma núvem esquisita no horizonte há algumas horas (desde manhã no Salar), que os nossos motoristas nos tinham esclarecido que era uma tempestade de areia do deserto. O que não nos tinham dito era que a íamos atravessar ... e atravessámos.

A sensação de atravessar esta tempestade de areia é como se tivessemos em pleno filme. Com ventos bastante fortes que levantam areia e pó por todos os lados, vimo-nos de repente num ccenário digno de um filme apocalíptico muito ao estilo Mad Max ... mas desta vez real ... e quem estava a levar com o pó todo, a respira-lo, a comê-lo, a senti-lo ... eramos nós!


17.00 AS FAMOSAS LAMAS ANDINAS

Após a passagem da tempestade de areia a paisagem começa a mudar. Ao fim de mais de 5 horas de carro (e ainda com mais 4 pela frente) só mesmo com uma paisagem deslumbrante poderíamos aguentar esta viagem ... e foi o que aconteceu.

No meio desta paisagem, que variou do deserto às montanhas com neve, encontrámos vários grupos de Lamas Andinas. Já as tínhamos avistado no dia anterior, mas foi neste dia que elas assumiram uma verdadeira preponderância.

Não só vimos Lamas de várias cores, como as vimos também misturadas com as famosas Alpacas. Os Andes assumiram-se assim, perante os nossos olhos, no seu total explendor!


21.00 O CAOS DA CAPITAL MAIS ALTA DO MUNDO

Ao fim de quase 10 horas de jeep, durante quilómetros por estradas que nem deviam merecer esse título, que nos fizeram inclusive duvidar da nossa sanidade mental ao entrar numa aventura destas, a chegada à cidade de La Paz foi por nós verdadeiramente celebrada.

Já noite cerrada, pudémos constatar o caos do trânsito, a miríade de vendedores ambulantes à beira da estrada que nos vêm vender tudo o que se possa imaginar de comida (muitos dos produtos, nem os identificámos bem), as centenas de camiões, camionetas, jeeps, carrinhas, motos, bicicletas, carrinhos de mão e pessoas que circulam pelas avenidas de acesso à capital, fazem desta uma entrada verdadeiramente apoteótica.

Foi uma chegada que nos deixou já com curiosidade para ir conhecer um pouco desta que é a capital mais alta do mundo ... mas isso é só amanhã ... porque agora seguimos para o hotel.


21.30 A CASA DE PEDRA POR FORA E PALACIANA POR DENTRO

Para pernoitar nesta cidade escolhemos um pequeno hotel de charme: a Casa de Pedra.

Localizado num edifício classificado como património construído, este pequeno hotel tem nos seus dois páteos interiores e nas pinturas de tetos e paredes os dois pontos mais bonitos de todo o edifício.

Por hoje subimos aos quartos, acomodamos as nossas coisas, descemos para jantar aqui no hotel, e voltamos a subir para descansar da tareia de estrada que hoje levámos. Porque amanhã espera-nos esta cidade ... e muito mais ...

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