VIAGEM DE VERÃO 2018 EM DIRETO | VOLTA AO MUNDO - DIA 4


08:30 ACORDAR NUM CLÁSSICO NO MÉDIO ORIENTE

Acordar no Amman International Hotel é sinónimo de acordar num clássico do Médio Oriente, pois o conforto dos quartos é grande e os mimos são cuidados ao pormenor.

Um dos detalhes que ontem acabámos por não referir, mas hoje, mal descemos para o pequeno almoço se tornou presente novamente, foi ter a Guest Relations, em Pessoa, a dar os bons dias e a perguntar se a noite tinha sido agradável, indicando-nos o chefe de sala que nos sentou onde quisemos, numa sala toda ela envidraçada com a Piscina de um lado e um jardim do outro. Obviamente que o pequeno almoço é digno de um clássico, com os ovos mexidos feitos na hora e os sumos e as frutas frescas com uma variedade que faz a novamente diferença.

Assim se acorda em estilo no médio oriente, porque aqui a hotelaria é uma arte ... clássica, mas uma arte!



09:30 A CAMINHO DO PONTO MAIS BAIXO DO PLANETA

Depois do pequeno almoço tomado e do check out feito, entramos nos carros e rumamos ao nosso próximo destino o Mar Morto.

Saindo de Amman, por meio de um trânsito caótico, rumamos então em direcção ao Mar Morto, pelo meio de um deserto absoluto. Sem uma casa à vista ou sem um verde na paisagem, porque o Mar Morto é o ponto mais baixo da terra, pois encontra-se a cerca de 450m abaixo do nível do mar, mal saímos da principal estrada da Jordânia e entramos na estrada normal de acesso ao Mar Morto, começamos a descer abruptamente e a ver a paisagem a transformar-se em grandiosas montanhas, absolutamente despidas, e em profundos vales de cor de areia e terra.

É um caminho com uma beleza despojada de artifícios, mas avassaladoramente inóspito e impiedoso!




12:30 O MAR MORTO

Antes de descrevermos o que se passou, damos um aviso aos nossos seguidores (sim, MUITO OBRIGADO por seguirem a par e passo a nossa viagem): há três formas de tomar banho no Mar Morto ou numa praia informal e não oficial, ou na praia pública (que se paga 20 JOD para ter acesso aos chuveiros e balneários); ou num dos resorts da zona (obviamente mais caros, mas também melhor equipados e menos cheios). Por questões de higiene, conforto e porque daqui fomos direitos para o aeroporto, escolhemos a última e a nossa escolha foi o internacional cinco estrelas Marriot.

Assim, quando chegamos ao Marriot, depois das formalidades de segurança habituais (revistarem o carro em busca de bombas, pedirem passaportes e identificação de todos nas viaturas) e depois de pagarmos a entrada (30 JOD por pessoa), entramos num paraíso de palmeiras, relvados e edifícios cor de terra, mas bem desenhados, que nos indica logo que a escolha foi acertada.

Passamos pelo detector de metais, revistam-nos as mochilas e atravessamos o grande hall de entrada em direcção à piscina, onde saímos para uma paisagem incrível. Serena, silenciosa e de umas cores que nos fazem perceber que estamos num sítio de uma beleza natural rara e inquestionável.

Desde a cor azul profundo do Mar Morto, ao azul celeste do céu limpo, passando pelos ocres e laranjas da terra e das montanhas israelitas do outro lado deste mar, que se vislumbram no meio de uma bruma densa que se torna mais densa junto à água (indicando a famosa evaporação desta água). Junto à margem os cristais de sal acumulam-se nas rochas criando crostas brancas nas rochas laranja e avermelhadas, e os poços de lama transformam a água de transparente nas margens em verde e depois no tal azul profundo que se fundo com a bruma.

É um espectáculo cromático e visual forte, incrível e quase indescritível ... mas claro, que o mais divertido está quando se entra na água e se vê que a condensação de sal é tanta que até a andar custa ... mas flutuar não. Este é lugar especial na terra e vir aqui, num espaço tão bem conseguido como o Marriot, faz desta uma experiência ainda mais inesquecível.

Mas depois de tomarmos um banho no Mar Morto, de nos barrarmos com as lamas, de as lavarmos novamente, tomamos duche para tirar o sal, ainda damos um mergulho numa das piscinas do resort (escolhemos a infinity pool para o Mar Morto). Foi uma manhã em grande estilo ... mas agora está na hora de seguirmos viagem, por isso tomamos duche num dos balneários do resort, e voltamos para os carros, para irmos para o Aeroporto.


14:00 A PARTIDA DA JORDÂNIA E AS NOVIDADES DO REGRESSO À VIAGEM DA NOSSA VIAJANTE QUE FICOU SEM PASSAPORTE

Depois de uma viagem de carro tranquila e a comentar a nossa manhã, chegamos ao muito moderno aeroporto de Amman.

Aqui juntamo-nos à nossa colega de Volta ao Mundo que teve de regressar a Lisboa por causa de fazer um novo passaporte e ficamos a saber de todas as aventuras por que passou. E se pensam que as aventuras foram por causa de conseguir o novo passaporte, desenganem-se, pois foi mesmo por causa dos voos. O percurso de volta à viagem que tinha incluía um bilhete Lisboa Tel Aviv e outro Tel Aviv Amman. Ora a dificuldade foi posta por uma suposta autoridade que voa a bordo dos voos da companhia aérea israelita El Al, que não acreditou que a nossa companheira fosse uma pessoa normal e segura e então a submeteu ainda em Lisboa e antes do check in (pois este interrogatório, aparentemente é feito antes do check in, ou seja em solo e território português e sob autoridade portuguesa) a um interrogatório absolutamente digno de filme. Detalhes violentos, humilhantes e sórdidos à parte, a curiosidade é que essa mesma autoridade só acreditou na história da nossa companheira de viagem quando ela lhe mostrou o blogue e lhe traduziu o que lá estava escrito ... e foi assim que conseguiu fazer o check in para Tel Aviv.

Mas se esta não fossa já uma cena difícil, ela repetiu-se à chegada a Tel Aviv (apesar de ela não sair da zona internacional do aeroporto, o que torna esta situação ainda mais sui generis) e à partida para Amman. Enfim, foi um pesadelo que apenas a existência de registos neste blogue de uma viagem de grupo e a contar a história que ela estava a contar (verificando assim a sua veracidade), salvou a situação.

Mas agora, já todos juntos e com a tranquilidade de termos já tudo programado, voltamos à nossa viagem e a embarcar em direção a Abu Dhabi com uma das melhores companhias do mundo: a Ethiad.


19:30 A VOAR NUMA DAS MELHORES COMPANHIAS DO MUNDO

O voo que nos retirou da Jordânia e nos levou até Abu Dhabi foi operado pela Ethiad, que é considerada uma das melhores companhias do Mundo.

Assim a experiência de voar nesta companhia é digna de uma referência aqui, pois a simpatia, disponibilidade e profissionalismo do pessoal de cabine é absolutamente irrepreensível. Mas o mais impressionante é que esta companhia disponibiliza em Económica um espaço por passageiro equivalente a muitas primeiras classes (e realçamos que estamos a falar de um voo de pouco mais de duas horas), um serviço de refeição a bordo de qualidade e um serviço de entretenimento a bordo que faz as delícias de qualquer um.

Assim saímos da Jordânia e chegámos aos Emiratos.




20:30 A GRANDE MESQUITA ALVA

Com o tempo contado, saímos rapidamente do aeroporto de Abu Dhabi (para um bafo de 35º à noite com mais de 70% de humidade, que fazem com que os óculos se embaciem de imediato quando saímos do terminal), negociamos um preço com um motorista com uma carrinha de 8 lugares que está mesmo à saída do aeroporto e dirigimo-nos à Grande Mesquita do Xeique Zayed.

Este impressionante edifício é uma das principais mesquitas dos Emiratos e celebra religiosamente um homem que conseguiu unificar os vários emiratos, num único país. Além do significado deste local (que celebra sob o símbolo do Islão e da religião islâmica a unificação de diferentes povos), é a sua imensa escala, beleza arquitetónica e incrível limpeza e brancura que impressionam.

Tal como referimos ainda antes de partirmos, dar uma Volta ao Mundo não é apenas um exercício de acumular milhas ou de percorrer muitos destinos, é também acumular conhecimento e simbolismos. Assim depois de visitarmos duas maravilhas oficialmente declaradas como tal - o Coliseu de Roma e Petra, e depois de celebrarmos a democracia no seu local de nascimento - Atenas - viemos a esta Grande Mesquita Alva, que celebra a união de povos, para celebrar outro dos ideais que achamos necessário para o mundo de hoje e essencial para o mundo futuro - a Tolerância. E, propositadamente, fazemo-lo numa mesquita que celebra isso mesmo: a tolerância das diferenças e a unificação nas semelhanças, que celebra a força da união e nos ensina que a tolerância é o caminho mais correto e poderoso.

No dia em que um dos membros do nosso grupo de viagem foi alvo de desconfianças infundadas, e como tal de injustiças perpetadas por autoridades israelitas, celebramos a tolerância num edifício muçulmano. ... Icónico e Irónico!


22:30 DE VOLTA AO AEROPORTO

Depois da visita à Grande Mesquita do Xeique Zayed, voltamos rapidamente para o aeroporto.

Este é um edifício antigo (pois o gigantesco e novo aeroporto ainda não acabou a construção ... que começou no ano em fizemos o Novo Expresso do Oriente e passámos por aqui durante uma escala) mas, com todas as remodelações e os investimentos que lhe fizeram está ultra confortável e completamente moderno.

Todos os espaços são pensados em favor do conforto dos passageiros, com todas as comodidades modernas e alguns luxos (como lounges com SPAs ou controlo de passaportes totalmente eletrónicos à saída do país), que o transformam num dos melhores aeroportos para fazer escalas que conhecemos. Aqui embarcar e passar pela segurança é quase um procedimento pazeroso, esperar (como se espera em todos os aeroportos) é algo que não custa e a experiência aeroportuária volta a fazer do ato de viajar algo qualificado e digno de ser considerado algo especial.

É por aqui, e neste ambiente requintado, que embarcamos no segundo voo da Ethiad, já rumo ao nosso próximo destino: Banguecoque.

Hoje vamos portanto ter uma noite a bordo de um avião confortável e com um serviço de primeira ... e assim viajar não custa!

Porque as nossas aventuras vão continuar ... e pelos vistos são muitas, e muitas mais do que antecipámos, não percam os próximos relatos ... pois prometem trazer experiências diferentes, mas igualmente memoráveis, pois uma coisa sabemos: Muito ainda está para vir nesta Volta ao Mundo ... e Banguecoque nunca decepciona!

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