VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 22


23:30 O JANTAR NO RESTAURANTE DO MOMENTO DE SOUTH BEACH

Com as compras feitas, e voltando ao hotel, temos a excelente surpresa que a pedido dos nossos agentes de viagens, não só temos um quarto novo (já com duas camas e com banheira por forma a não transformarmos tudo numa piscina e com o número de toalhas conveniente para um hotel de quatro estrelas superior -duas a três por pessoa), como ainda nos ajudam a ver do paradeiro das nossas malas (que continuam desaparecidas) e se oferecem para nos arranjar escovas de dentes e pasta (que no meio das compras, nos tínhamos esquecido de comprar). Finalmente este hotel assume o tipo de serviço de acordo com o seu estatuto. Foi depois deste agrado e desta receção com outros moldes, que nos fomos preparar então para o último jantar da viagem.

Como dissemos, a mlhor comida aqui em Miami é a Sul Americana, pelo que escolhemos o mais recente restaurante e o mais hit de South Beach, para encerrar estes nossos jantares desta Viagem de Verão em Direto, a American Series: o CVI.CHE 105.

Localizado em pleno nº 105 de Lincoln Road, este restaurante tem um ambiente verdadeiramente digno do melhor estilo de Miami Beach: decoração moderna muito sofisticada e à base de brancos; uma clientela seleccionada e bem vestida, mas em ton descontraído; um serviço bastante correto e atento, mas à vontade e simpático; um acesso apenas por reserva telefónica e não via online ou algum agente (o que torna este um restaurante apenas frequentado por locais ... e com bom gosto).

Claro que a especialidade da casa é (como o nome indica) ceviche ... e claro que foi o que nós comemos ... e obviamente que é muito bem feita, apresentada com uma estética incrível ... e incrivelmente, apesar de não ter sido o jantar mais acessível da viagem, não foi excessivamente caro. Aliás, até estávamos à espera de mais caro.

Foi um final de noite excelente, para um dia que começou não da melhor maneira ... mas as nossas malas ainda não apareceram ... e nós só estamos cá mais amanhã. Será que vamos ter malas amanhã a tempo de apanharmos o voo para Lisboa? Esta é uma incógnita para nós e para vocês que nos acompanham passo a passo ... mas que amanhã, alguma resposta terá ... e nós vamos trazer aqui tudo!


19:30 AS COMPRAS EM LINCOLN ROAD

Como já estava a ficar de tarde, e o que tínhamos programado (antes de ficarmos sem malas) era passar a tarde na praia) não dava para fazer, pois as nossas malas ainda não tinham aparecido e não sabiamos (e não sabemos) ainda delas, decidimos então irmos às compras de alguns bens essenciais.

Então voltámos de novo até ao coração de Miami Beach - Lincoln Road - e passámos um final de tarde nas compras.

De facto esta rua comercial de South Beach é um luxo: tem uma variedade de lojas que vai das lojas de marcas mais baratas e main stream às mais exclusivas e alternativas, conseguindo assim preencher todos os nichos de público e de produtos, agradar a todos os gostos e estar de acordo com todas as bolsas.

Foi uma mudança de planos que fomos forçados a fazer por via das circunstâncias, mas foi agradável passear, novamente e demoradamente, pelas lojas de Lincoln Road.


14:30 O ALMOÇO EM LITTLE HAVANA

Com o aproximar da hora do almoço e com o subir do sol (e das temperaturas, diga-se), decidimos atravessar o centro da cidade de Miami, e ir comer a uma das suas zonas mais icónicas: Little Havana.

Com uma comunidade cubana imensa, este bairro de Miami é onde todos eles se concentram, onde eles vivem a sua cultura, e onde eles têm os seus restaurantes. Assim, em plena Calle Ocho (na realidade, a 8th Street), a concentração de restaurantes com comida cubana, lojas de charutos e mais um conjunto de lojas, com tudo escrito em espanhol, é impressionante ... e o seu ambiente urbano também.

É um pouco de cuba que está no centro da cidade de Miami ... e é num desses restaurantes que decidimos comer o nosso almoço.

Se no Novo México e no Texas, a principal gastronomia já não é a local, mas sim a mexicana (e que bem que comemos comida mexicana nestes dois estados), na Flórida, e principalmente em Miami, a principal gastronomia é da América Latina, e maioritariamente cubana.

Assim foi no restaurante La Carreta, em plena Calle Ocho, que decidimos dar-nos a este devaneio gastronómico. Aqui chegados, imediatamente todo o idioma falado passou a ser o espanhol, com sotaque de cuba ... nem escolha nos deram do Inglês (como é normal aqui em Miami, que começam a falar inglês, mas depois deixam cair umas frases em espanhol, para ver se percebemos ... e se sim seguem em espanhol).

Mas se a escolha da lingua não nos foi dada, a escolha gastronómica passava por todos os maravilhosos pratos cubanos. Assim não resistimos e escolhemos um prato que junta a simplicidade da cozinha com a complexidade dos sabores. pastem de banana com canela cratinado com queijo, com recheio de carne seca, acompanhado por arroz branco e feijão negro.

Garantimos: estava uma delícia!


13:30 O WINWOOD ARTS DISTRICT

A pouco mais de 15 minutos a pé de Miami Design District, fica a nossa próxima zona a explorar: o irreverente e alternativo Winwood Arts District.

Esta zona da cidade é também bastante curiosa e com uma personalidade bastante forte. Composta por armazéns insdustriais sem grande nobreza na sua arquitetura, esta zona tem como particularidade cada uma das paredes e portas estarem todas elas grafitadas por artistas urbanos de qualidade excecional. Com todo o tipo de temas, com as mais diferentes estéticas, com as técnicas mais incríveis (inclusive graffitis tridimensionais), cada armazém tme nas suas paredes obras de arte, que animam o espaço urbano e invadem o nosso olhar, deslumbrando-o de cores, formas e imaginários.

É uma zona da cidade atualmente ocupada por ateliers, escritórios de publicidade, galerias e restaurantes. Muito Interessante esta criação de personalidade urbana a uma zona que não a tinha ... vale a pena a visita!


13:00 O MIAMI DESIGN DISTRICT

Depois de sairmos do hotel dirigimo-nos diretamente para o nosso primeiro destino do dia: o novíssimo Miami Design District.

Na realidade, esta zona da cidade de Miami e já não de Miami Beach (já que no ano passado, durante a nossa Viagem de Verão em Direto - Rotas do Sul - explorámos Miami Beach, este ano decidimos dedicar-nos mais à cidade de continental), é um conjunto de quarteirões que se estão a transformar num centro comercial de luxo da cidade. Cada edifício (em todos os quarteirões, se bem que vários quarteirões ainda estao em obras), é uma única loja e é construído pela marca que alberga. Ora sendo todas as marcas, marcas de ultra luxo da moda e da decoração, o conjunto resulta como uma autêntica feira de vaidades arquitetónicas, mas muito bem conseguida e com um equilíbrio urbano muito bom (graças a um plano urbano exímio).

É portanto, nesta zona da cidade, onde se pode ver lado a lado um edifício da Louis Vuitton, com um da Dior, com outro da Hermès e com outro da Cartier (e estamos apenas a falar de um cruzamento onde cada uma tem o edifício que faz esquina). O resultado é uma zona cuja estravagância é exibida com muita moderação, controlo e sofisticação, e em que a boa arquitetura e o excelente ambiente urbano são as palavras chave!


12:30 UM ACORDAR "CONTURBADO" NO LOEWS MIAMI

Aqui no And This is Reality não nos focamos no lado negativo da realidade (apesar de não o ignorarmos), mas desta vez a sua dimensão foi tão grande, e sendo este um relato fiel da nossa viagem, não podemos deixar de o partilhar aqui também. Por esta exceção desculpem-nos os leitores que nos preferem pelo discurso positivo ... mas se somos fieis a relatar esta viagem ... este lado, nesta manhã, era impensável de escamotear!

Sendo o Loews de Miami um dos hotéis mais carismáticos de Miami South Beach, é com alguma pena que podemos dizer que a noite não foi passada da melhor forma.

Infelizmente quando chegámos ao quarto ontem à noite, deparámo-nos com um quarto apenas com uma cama e não duas (conforme a reserva. Ora a solução foi descer à receção e solicitar um quarto novo ... que não havia, pois segundo o rececionista o hotel estava completo. Ora perante este cenário, o que se fez foi pôr uma cama extra para esta primeira noite para no dia seguinte de manhã nos mudarem de quarto. Como se isto não bastasse, quando voltamos ao quarto (já com a cama extra), deparamonos que só temos duas toalhas para duas pessoas, cujo tamanho, de cada uma, era maior que uma toalha de rosto, mas seguramente não se qualificavam como toalhas de banho (e quando pedimos mais trouxeramnos 15 toalhas de todos os tamanhos ... o que fez com que a primeira impressão sobre este hotel não tenha, de facto, sido a melhor). Melhor que tudo, é que na suposta torre remodelada, o chuveiro, quando o usámos, transformou o quarto numa piscina!

Digamos que o adormecer de ontem foi pouco digno de um histórico quatro estrelas, com pretenções de bom serviço em Miami South Beach ... para dizermos o mínimo!

Depois de uma noite mal dormida, e de uma manhã passada no quarto de hotel, a tentar contactar a comapnhia American Airlines (que no link para saber das malas não tinha qualquer informação de onde estavam e para cúmulo tem um número de um call center para saber das bagagens que só funciona de segunda a sexta ... que sendo hoje sábado não adianta muito), a tentar accionar seguros de viagem por causa de não termos as malas (e como tal não tínhamos nem roupa para vestir, para além da que tínhamos no corpo, nem elementos essenciais de higiene pessoal ... mas afinal as companhias só pagam qualquer bem essencial - incluindo escovas de dentes e cuecas - depois de 24 horas da mala desaparecida ... mesmo que essas malas desapareçam no meio da madrugada, como foi o caso) e à espera que nos avisassem da receção que o novo quarto estava pronto, decidimos telefonar para a receção e perceber o que se passava (pois não tencionávamos passar o dia todo fechados no quarto de hotel). É nesta altura que nos informam que não têm qualquer registo de que estávamos à espera de um quarto, mas que recomendavam então que arrumássemos as nossas coisas nas malas mochilas, a bem dizer, pois as malas não as tínhamos, pensámos nós) e que descessemos para falarmos então na receção (outro comportamento que nos reafirmou a falta de qualidade de serviço que o Loews Miami Hotel estava a ter).

Assim o fizemos e rapidamente fomos informados que o hotel estava cheio e que não nos poderiam mudar de quarto. Ora obviamente que esta não foi uma situação que aceitássemos e, depois de algumas demonstrações de imapciência e intolerância com a situação da nossa parte (e de uma intervenção pronta e diligente do nosso agente de viagens - a Wide Travel, a quem aqui publicamente agradecemos o apoio - que apesar de ser fim-de-semana, e apesar da diferença horária, rapidamente se puseram em campo para resolver esta situação e a das malas desaparecidas), o discurso mudou ... e afinal tinham um quarto sim, mas não sabiam quando estaria disponível. Mas que deixássemos o número de telemóvel e avisar-nos-iam assim que estivesse pronto o quarto.

Foi com estas novidades mais positivas que saímos do hotel.

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