BENETTON DE PRIMAVERA

Uma coleção do mundo e com diversidade...

NESPRESSO LANÇA CAFÉS ESPECIAIS

As novas Edições Homenageiam Cidades dos Cafés!

AS MELHORES COMPANHIAS SÃO ...

Este é o ranking das companhias mais pontuais de 2018.

HOMENAGEM À BOA MÚSICA

Concerto com Obras de John Williams no Porto.

A NOVA DOLCE VITA

Este Restaurante em Roma é imperdível!

A TOCHA OLÍMPICA DE TÓQUIO 2020


No próximo ano, os Jogos Olímpicos serão em Tóquio e portanto foi com imensa ansiedade que foi aguardado o momento que finalmente chegou hoje - a revelação da Tocha Olímpica de Tóquio 2020.

É o maior símbolo dos Jogos Olímpicos, que a cada edição muda e se torna num ícone do estado do design no país anfitrião. Neste caso o objecto foi desenhado pelo designer Tokyujin Yoshioka e inspira-se na simbólica flor de cerejeira, tão acarinhada pelos japoneses (a famosa Sakura). Daqui a sua forma e o seu tom rosado.





A flor de cerejeira é a flor nacional do Japão. Por isso, nesse país, ela tem um significado muito importante. Ela carrega a simbologia das flores, dentre as quais destacamos a beleza, a renovação e a juventude e simboliza também pureza e felicidade.

Esta tocha é feita de uma única peça de alumínio, sem costuras e utiliza uma tecnologia de fabrico absolutamente revolucionária e única. Mas o simbolismo desta peça não acaba aqui, pois o material usado surge da reciclagem do alumínio encontrado nos escombros de prédios destruídos pelo tremor de terra e tsunami de 2011.

É uma tocha elegante, hiper tecnológica e um design com muito significado, tal como não poderia deixar de ser!

FOGO É O ELEMENTO FUNDAMENTAL


O novo restaurante Elemento abriu no Porto, e é o primeiro restaurante de fire dining do país.

O novo Elemento é o concretizar de um sonho de longa data do chef Ricardo Dias Ferreira, que após sete anos em diversos desafios fora de Portugal, regressa para iniciar um projeto em nome próprio, o primeiro restaurante do país com um conceito totalmente baseado no fogo, que enaltece as origens da cozinha e deste primitivo método de confecção.

Tanto no fogão a lenha do século XIX, como no grelhador especial desenhado para o restaurante, ou na zona de brasas que funciona como fumador, todos os ingredientes são tratados com o máximo do respeito, conservando as suas propriedades originais, conjugadas com os diferentes tipos de madeira utilizados - o eucalipto para acender e ‘temperar’ o forno, e o sobreiro, uma madeira com maior densidade, que permite obter brasas mais intensas e consistentes - que lhes conferem sabores diferentes e únicos.

Todas as semanas este novo espaço de Fire Dining da baixa do Porto (em plena Rua do Almada no nº 51), explora-se, através do fogo, todo o potencial dos ingredientes mais frescos que, ao contrário do que se poderia pensar, não se concentram apenas na carne, mas também em peixe e marisco, e vegetais, estes últimos cada vez com mais importância e presença na hora da escolha da refeição. É uma abordagem mais conceptual e que vem trazer a técnica de confeção para a ribalta.

É um novo conceito de cozinha, baseado no tão místico fogo e que agora nos chega à mesa nas suas mais diversas valências, potencialidades e sabores. Este é um fogo que arde, vê-se e .. saboreia-se!



PORTUGAL FASHION FALL WINTER 2019 2020 - DIA 4


Chegamos ao quarto e último dia de Portugal Fashion e com ele chegam-nos apenas quatro, mas também excelentes coleções. Dois nomes sonantes e dois mais jovens, compõem o calendário deste domingo de moda na Alfândega do Porto.

O primeiro nome no calendário é o da dupla Marques Almeida. Estes jovens mais já muito conhecidos criadores portugueses, apresentaram uma coleção que dá um passo em frente no seu percurso, recriando formatos com base em materiais, tal como é o seu ADN.

Mas desta vez, o look andrógeno e meio punk revisited, funde-se com padrões de inspiração folk (como as tradicionais chitas de Alcobça)e materiais cheios de brilho. Outro dos destaques desta coleção foram as carteiras, que se tornam num objeto de curiosidade e de afirmação de estilo.




Mas estilo e com assinatura bem nacional, foi também o que Alexandra Moura apresentou na passerelle. Numa viagem ao alto minho e numa revisitação da sua indumentária tradicional, esta criadora cruzou tradição com a arte modernista de Rosa Ramalho (e das suas tão famosas bestas) conseguindo uma coleção contemporânea e portuguesa.

Padrões tradicionais, formas desconstruídas, pinceladas livres e cores bem escolhidas, assim foi esta coleção de Alexandra Moura, que nos trouxe uma proposta bem construída, inteligente e desafiante. Conceitos novos para olhares interessados, criados por uma criadora Lisboeta, que já saltou há muito para o universo internacional, mas nunca perdeu a sua identidade portuguesa, fazendo antes dela uma força distintiva de qualidade e de personalidade!





Mas se a identidade nacional marcou o dia, pelos dois excelentes desfiles que abriram o dia, foi um apelo ao consumo moderado e a uma nova postura perante a moda, que a criadora fez com a sua coleção. Recheada de básicos interessantes, que mais do que tendências, seguem um estilo muito próprio, esta coleção foi interessante.

A encerrar esta edição esteve David Catalan. O jovem criador apresentou uma coleção feminina inspirada no montanhismo e nas suas formas e estilos de vida. Interessante e inovador, assim foi o encerramento desta edição do Portugal Fashion. Duas das melhores coleções desta edição ficaram guardadas para este último dia, e coube a dois jovens encerrarem esta edição do evento de moda da capital do norte de portugal, que mais uma vez se afirmou e reafirmou pujante e ineressante. Esta edição marcou o nosso regresso ao fim de mais de uma década a estas passerelles da Invicta e foi um regresso muito bom e positivo!






PORTUGAL FASHION FALL WINTER 2019 2020 - DIA 3


Hoje voltamos com mais um dia recheado de moda nacional e com alguns dos seus principais nomes e as suas propostas para a próxima estação fria. As propostas são muitas e variadas e combinam desde a moda mais acessível a alguns dos nomes mais exclusivos da moda portuguesa.

O primeiro a mostrar a sua coleção foi o criador portuense Nuno Baltazar. com uma coleção inspirada no fenómeno dos refugiados, o criador apresentou uma coleção dura, austera, quase minimal e ligeiramente desconcertante. É uma coleção de alto impacto, que na apresentação ao vivo passou atrás de uma vedação de ferro, criando ainda um elemento opressor adicional a quem a viu ao vivo (e que se reflecte também nas fotografias.

Mas Nuno Baltazar marcou também o dia, com outro momento. Após o seu desfile, e a propósito do mesmo, anunciou formalmente que este é o seu último desfile no Portugal Fashion. Aproveitando para esclarecer que a marca vai continuar e que vai continuar a produzir coleções, Nuno Baltazar esclareceu que está na altura de deixar esta plataforma de desfiles. A notícia tomou a Alfândega do Porto de assalto e foi um balde de água fria que foi revelado nesse mesmo dia do seu desfile, marcando assim com estrondo esta sua apresentação de coleção.




Mas se Nuno Baltazar se inspirou num fenómeno político internacional, a marca Mean inspirou-se nos muito tradicionais, alegres e portugueses Caretos para a sua coleção de outono Inverno. Quer em cores, quer em formas esta coleção da Mean foi interessante e muito pop.

Formatos simples, desconstruídos com folhos ou cortes, misturas de cores garridas mas compostas, padrões tradicionais, usados de forma contemporânea foi o que invadiu a passerelle do Portugal Fashion, numa proposta bem alegre, simples, mas eficaz.





Mas se a fantasia dos caretos foi a inspiração da Mean, fantasia também foi o que não faltou ao desfile de Micaela Oliveira. Esta criadora, nesta coleção apresentou apenas vestidos de cerimónia que cruzam fantasia e sonho, num estilo muito próprio e característico da própria.

Tules, cores pastel, brancos e pretos, folhos e muitos vestidos foi o que se viu no desfile de Micaela Oliveira. Este teve ainda a curiosidade de apresentar também uma cápsula para meninas e para as suas festas, vestindo-as de autênticas princesas, que pelas caras das próprias miúdas/manequins, devia ser como elas se sentiam ao passarem na passerelle com tais vestidos!





Outro dos desfiles que marcou o dia foi o da dupla de Manuel Alves e José Manuel Gonçalves. Estes criadores são dos maiores nomes da moda em Portugal e, neste desfile, percebeu-se porquê. Classe e irreverência misturaram-se numa coleção que serenamente surpreendeu e deslumbrou quem assistiu a este desfile.

Com materiais de uma qualidade incrível, uma mestria de confeção assinalável e uma sofisticação única, os "Maneis" mostraram que reinventam-se e encantam a cada seis meses. Formas clássicas desconstruiram-se e criaram looks numa linguagem contemporânea e pertinente. As peças destes criadores são autênticas peças intemporais, mas absolutamente actuais. Foi uma lição de moda este desfile, que explica como se faz moda, como se molda materiais e formas e como se perdura já fazendo parte da identidade da moda made in Portugal.




A encerrar o dia chegou a vez de Luis Onofre. Este mestre do calçado português, apresentou uma coleção que surpreendeu com a sua aposta em botas. Sim no próximo Outono Inverno, a proposta de Luis Onofre para a mulher centra-se no formato bota, nas suas mais incríveis e variadas variações. Sem deixar a sua imagem de marca - o Luxo e a Qualidade - este criador apresentou uma coleção bastante completa de botas, que vem trazer este formato de sapato feminino, que muitas vezes fica remetido a um segundo plano, de novo para a ribalta, com toda a sua elegância e diversidade.

Foi um encerramento de dia interessante com este desfile de Luis Onofre, deixando todos satisfeitos com as excelentes propostas de moda que foram hoje apresentadas no Portugal Fashion. O dia de ontem foi bastante diverso, e teve propostas interessantes, mas ainda falta o dia de hoje, por isso, nós vamos, mas voltamos amanhã, com tudo o que vamos ver nas passerelles da Alfândega do Porto neste último dia do Pórtugal Fashion.



PORTUGAL FASHION FALL WINTER 2019 2020 - DIA 2


O dia foi longo pela Alfândega do Porto e as coleções que vimos foram muito diversificadas, ou não estivéssemos a falar de um dos mais extensos dias do calendário desta edição do Portugal Fashion.

Quer em Homem, quer em Mulher, as opções foram muitas e diversificadas e começou logo com dois nomes jovens e diferentes entre si: Inês Torcato e Sara Maia. Estas duas jovens criadoras apresentaram duas coleções bastante diferentes.

Enquanto que Inês Torcato apostou no look futurista, clean e mais estilizado, com tons pastel e formatos bastante clássicos, mas cujos materiais surpreendiam, e davam o toque especial a cada peça, Sara Maia voltou-se para um estilo mais street, com as malhas e os jeans tingidos a fazerem as peças mais intensas e interessantes desta coleção.

Inês Torcato


Sara Maia


Depois veio o já conhecido Estelita Mendonça com uma coleção masculina interessante, recheada de materiais tecnológicos, onde os casacos e os bolsos são destaques óbvios e merecidos. Já a criadora Sophia Kah rendeu-se às rendas, à sua delicadeza e à sua leveza e sofisticação.

Estelita Mendonça


Sophia Kah


E é já no final da tarde que chega o primeiro nome do dia: a veterana Katty Xiomara. Inspirada pelo universo da gata mais famosa do mundo - Hello Kitty - a criadora criou uma coleção cheia de laços, folhos e vestidos, que se desconstoem e contaminam, criando todo um novo léxico interessante.

As cores flutuam entre as expectáveis e as mais dark, dando uma profundidade cromática a esta coleção bastante surpreendente. A Hello Kitty de Katty Xiomara é mais adulta do que se espera e mais perturbadora do que se imagina.

Katty Xiomara




Seguem-se então duas marcas com personalidades muito diferentes, mas com duas propostas igualmente distintas: a Pé de Chumbo e a TM Collection. Enquanto que a primeira faz dos entrançados das malhas e das cores utilizadas o seu trunfo, conseguindo uma coleção feminina de vestidos e túnicas muito elegante e sofisticada, a segunda leva-nos numa viagem por universos étnicos de uma herança cultural que também é nossa: Índia, África e China.

São duas propostas bem distintas, que têm tanto de ADN das marcas quanto de vestíveis e de comerciais (no bom sentido da palavra, claro), que vêm trazer ainda mais diversidade a este segundo dia do Portugal Fashion, e que nos preparam para a aceleração da reta final deste dia, que vai juntar três nomes grandes da moda nacional.

Pé de Chumbo


TM Collection


Mas é à noite que se concentram os maiores nomes deste dia: o primeiro foi Diogo Miranda. Com o seu estilo demi couture, este criador apresenta-nos uma coleção que surpreende pelo formato das mangas de balão oversize e pela elegância que estas trazem a camisas, vestidos ou casacos.

Materiais de primeiríssima qualidade, uma confeção de topo e um conceito inspirado no universo boémio dos anos 50, com saias evasé ou decotes em barco, mas sempre com uma desconstrução contemporânea e elegante.

Diogo Miranda




Já Luis Buchinho, faz jus ao epíteto de um dos maiores nomes da moda nacional. A coleção traz peças absolutamente desconstruídas nos seus cortes, com cores e padrões a criarem peças com ritmos que parecem uma sinfonia, cuja mestria do compositor faz do que poderia ser uma cacofonia, uma harmonia bela e inteligente.

Casacos irrepreensíveis, saias absolutamente perfeitas, materiais escolhidos entre os melhores fazem desta uma coleção incontornável desta edição até este momento. É um dos pontos altos do dia e não decepciona todos os que foram até à Alfândega do Porto, para ver esta lição de moda e de estilo. Lição dada e bem recebida!

Luis Buchinho




Mas quem encerra é um homem de glamour, de estilo e de moda, de seu nome Miguel Vieira. No próximo inverno, a surpresa são cores, bordados, brilhos e quase ausência de pretos e brancos. Aos seus formatos clássicos (que continuam exímios), Miguel Vieira juntou novas peças rejuvenescendo a sua coleção e criando uma imagem mais jovem, mas igualmente glamourosa. Foi uma coleção que surpreendeu pela sua inovação, coragem e desafio, que tem na sua parte masculina os maiores desafios, com incursões mais streetwear, mas em versão glam, como ele tão bem domina.

Brilho, cor, bordados (absolutamente deslumbrantes), acessórios e sapatos (os ténos bota de homem são verdadeiros must haves) a criarem coordenados perfeitos, numa canção de charme e quase romântica. Suavemente Miguel Vieira mostrou a sua qualidade, numa elegância muito subtil mas inquestionável e indisfarçável. Gostámos e aplaudimos, como apenas fazemos quando algo nos entusiasma ... e esta foi uma dessas vezes.

Foi um fecho de dia em grande estilo, já perto da meia noite, que nos levou em crescendo e nos deixou rendidos à moda nacional do próximo outono inverno. Mas hoje à tarde haverá mais e assim sendo lá estaremos na primeira fila para vermos tudo em detalhe e trazermos aqui com todos os pormenores!

Miguel Vieira