A Magia da Índia

Acompanhe a nossa Viagem de Verão em Direto ...

Surf Versão Ultra Ecológica

Pranchas de cortiça são a nova moda do Surf!

A Civilização Indiana

Todas as aventuras em direto e em exclusivo ...

A Casa do Paraíso É Assim

Numa ilha no meio do Índico, o estilo de vida é este ...

A Imensidão de um Continente Cultural

Não perca todos dos detalhes de uma viajem única ...

ROTA DOS MAHARAJAS EM DIRETO | DIA 13


09:00 O Acordar do Haveli

Apesar de ainda ontem termos chegado a Jodhpur, para já voltamos à estrada ... pois esta noite foi apenas uma paragem intermédia entre Jaipur e a Raínha do Deserto: a Cidade de Jaisalmer.

Assim acordamos cedo, e deparamo-nos com uma das melhores vistas que se pode ter em Jodhpur: o Forte de Mehrangarh.

Enquanto tomamos o pequeno-almoço temos como cenário todo o bairro azul aos nossos pés, e mesmo em frente a nós, o impressionante Forte, com as suas altas muralhas e as suas torres exóticas. É uma vista espectacular e que faz com que o acordar neste Haveli da cidade velha de Jodhpur, seja um momento bastante especial.

Estando já o calor a apertar (sim ... a esta hora da manhã, o calor já era bastante), voltamos para dentro do Tuc-Tuc que nos trouxe, nós mais as nossas malas ... e regressamos ao nosso carro que ficou fora da cidade muralhada ... e voltamos à estrada.


10.00 O Templo da Fertilidade

A pouco mais de 60 quilómetros de Jodhpur está o famoso templo de Sachiya Mata, conhecido entre os hindús pelo Templo da Fertilidade.

Segundo os hindús, neste templo, pela conjugação de três deuses presentes em todos os altares - Shiva, Ganesh e Pravati - as mulheres com problemas de fertilidade podem pedir ajuda para resolver o seu problema ... que deverá ser atendido.

Sem pedidos especiais decidimos entrar (de meias, claro ... em todos os templos, independentemente da religião, não é permitida a entrada de sapatos) e subimos a monumental escadaria que conduz ao templo principal. Num percurso que nos leva a todos os altares deste templo, no meio de milhares de crentes, visitamos um templo no meio exclusivamente de indianos.

Claro está que, sendo os únicos ocidentais das redondesas, as sessões de fotografias edidas por homens e mulheres, velhos e novos, são inevitáveis e divertidas. A solenidade do local, misturada com a postura simples e descomplexada dos indianos crentes, faz desta visita um momento muito interessante e que nos permite um pouco melhor perceber como vivem a sua espiritualidade.


14.00 O Forte de Pokran

Depois de um percurso de algumas horas rumo a Norte chegamos à cidade de Pokran. Aqui almoçamos num restaurante de estrada dedicado a refeições turísticas (sendo dos poucos locais existentes aqui em Pokran ... teve de ser ...) e logo depois seguimos para uma das atrações da cidade: o Forte de Pokran.

Outrora residência de um Maharaja, actualmente este forte encontra-se transformado num monumento totalmente visitável e no museu da coleção de arte antiga da pequena, mas outrora rica, cidade.

Este forte de arenito vermelho e adobe pintado de amarelo, tem uma magia interessante, de antiga fortaleza de defesa da porta de entrada no deserto Thar. Ponto de passagem das antigas caravanas de mercadorias, o forte de Pokran é hoje em dia um monumento a não perder neste caminho para Norte de Jodhpur, para melhor se conhecer o que iremos ver a seguir - Jaisalmer.


15.30 A Paisagem do Deserto

Depois da visita ao Forte de Pokran, voltamos à estrada e rumamos então à cidade de Jaisalmer.

Poucos quilómetros a seguir a sairmos da cidade de Pokaran, a paisagem muda radicalmente e percebemos que estamos numa zona diferente do Rajastão: chegámos ao Deserto do Thar.

Onde antes existiam campos cultuvados ou pastos, agora existem dunas de areia com arbustos, onde existiam árvores e casas, agora não existe vegetação superior a dois metros (arbustos selvagens, normalmente) e nem uma construção à vista. O peso e a vastidão do Deserto Thar sentem-se ... e não só no calor abrasador e escaldante que sentimos pela janela do carro ... o olhar pode segir até à linha do horizonte ... e esta é uma sensação de espaço impressionante!


17.00 O Hotel no Deserto

Estamos a pouco mais de 50 quilómetros da cidade e saímos da estrada rumo ao nosso hotel de hoje e de amanhã: o Mirvana Tents.

Esperamos no meio de uma estrada no meio do deserto que um empregado da propriedade nos venha buscar e nos conduza pelo meio das dunas para o acampamento ... onde chegamos cerca de 20 minutos depois. Este hotel é composto por uma recepção, um restaurante, uma piscina e um conjunto de tendas e de casas de adobe (típicas do deserto), que se situam num local isolado e nos vão permitir ter a verdadeira experiência do deserto de Thar. Escolhemos obviamente as tendas.

São tudo o que tínhamos imaginado e mais ainda: tendas de lona crua por fora e panos com motivos florais no interior, armadas no meio de um pequeno e débil jardim plantado no meio do deserto, com animais de criação (patos, galinhas e coelhos) a passearem pelo recinto, fazem deste um perfeito exemplo do que é um Oásis no meio de um deserto.

Reativamente aos nossos quartos, são de facto surpreendentes. Sem luxos decorativos ou pretenções de serviço para além do básico, estas tendas encontram-se equipadas com várias comodidades dignas de um hotel contemporâneo e civilizado: com uma limpeza irrepreensível, ar condicionado, wi-fi e casas de banho privativas completas no exterior das mesmas, estes são os quartos ideais para podermos desfrutar de umas noites no deserto com todo o conforto.


19.00 O Pôr do Sol em Jaisalmer

Depois de nos instalados no Hotel do Deserto, rumamos então à cidade Raínha do Deserto: Jaisalmer.

No deserto as temperaturas são altas ... e por isso a nossa actividade de hoje é pouca, para nos habituarmos a este clima agreste.

Decidimos rumar ao Café Kaku e observar o famoso Pôr do Sol de Jaisalmer. Este café, situado na colina em frente ao forte de Jaisalmer, mas infelizmemte encontramo-lo fechado para remodelação. Ficamos a observar o Pôr do Sol deste miradouro ... e deixamo-nos conquistar pela luz dourada que emana de toda a cidade e dos raios dourados do Pôr do Sol.

No meio de tão agradável vista surgem uns companheiros inesperados: 5 miúdos indianos que nos vêm tentar vender alguns artigos de artesanato (como acontece amiúde um pouco por toda a Índia). Dizemos-lhes que não estamos interessados ... e percebendo que não vão fazer negócio, decidem divertir-se connosco. O momento torna-se verdadeiramente divertido ... entre fotografias e selfies com todos, a comunicação e o divertimento espalha-se e torna-se parte integrante desta memória de fim de tarde e parte essencial para a perfeição deste momento.

É uma visão avassaladoramente bela e uma situação de comunhão de bem estar verdadeiro, que nos proporciona um fim de tarde ideal para nos apaixonarmos por Jaisalmer logo ao primeiro momento!


20.30 O Jantar com Vista para o Forte

Deixamos os cinco miúdos para trás e voltamos a entrar no quarto para nos dirigirmos ao nosso restaurante de hoje: o 1st Gate Home Fusion.

Este restaurante situa-se no terraço do topo do hotel com o mesmo nome, mesmo junto à entrada principal do Forte de Jaisalmer.

Incrivelmente não há palavras que consigam descrever este jantar. A vista imponente do forte quase em cima de nós, espectacularmente iluminado, a decoração do terraço moderna, minimal e relax, a música que ía de jazz internacional à melhor bossa nova brasileira, a comida eximiamente confeccionada, uma noite de calor única e um teto de estrelas impressionante, fizeram desta a noite perfeita!

Obrigado Jaisalmer por esta recepção ... assim as expectativas ficam tão altas que vai ser difícil corresponder ... mas amanhã veremos o que a cidade nos reserva!

Para já voltamos às nossas tendas e dormimos com a certeza do cenário das estrelas estar sobre nós ...

ROTA DOS MAHARAJAS EM DIRETO | DIA 12


09.00 A Despedida do Hotel Senhorial

Está na hora de partir de Jaipur rumo ao interior do Rajastão.

Assim hoje de manhã foi tempo de nos despedirmos de um dos hotéis mais surpreendentes e típicos de toda a viagem: o Umaid Bawan Heritage de Jaipur.

Este hotel, não sendo um hotel de nível de serviço internacional, tem essencialmente no seu antigo e charmoso edifício a sua grande mais valia. Com salas,  corredores, pátios e quartos todos ultra e exuberante decorados, é uma solução muito interessante para se ficar em Jaipur.

Logo de manhã ... depois do pequeno almoço tomado ... e das malas fechadas (o que já se revela uma tarefa difícil) ... voltamos à estrada para continuarmos esta  Rota dos Maharajas.


12.30 O Nasiyan Jain Temple de Ajmer

Num percurso de cerca de 360 quilómetros (que nos vai levar o dia inteiro a fazer, obviamente ... pois estamos na Índia), chegamos à nossa primeira paragem do dia: o Nasiyan Jain Temple de Ajmer.

Normalmente, os Templos Hindús da corrente Jain, não estão abertos a não crentes (pois é uma das correntes do hinduismo mais fundamentalistas e rígidas) ... e este é uma das poucas excepções em toda a Índia.

Descalçamos os sapatos (que deixamos à porta), dirigimo-nos à bilheteira ... e logo notamos uma diferença: todos nos observam como se fossemos um bicho estranho e raro. De facto, por aqui, somos!

Pedem-nos para lhes tirarmos fotografias, querem dar-nos apertos de mão, querem ver as fotos que tiramos, pedem para tirarmos fotos com eles (e elas, claro), sorriem e acenam-nos com simpatia e curiosidade. Sentimo-nos bem-vindos e correspondemos. Claro está, que ao fim dos primeiros 10 apertos de mão temos famílias inteiras a querer o mesmo ... e temos de parar com este convívio e seguir a nossa visita ao templo.

Este pequeno templo tem no seu interior uma reconstituição, em ouro e pedras preciosas e esmaltes, uma representação simbólica (em maquete) da cena da morte da deusa principal da corrente Jain do Hinduismo. Todo este modelo é exuberante, belo e magnético ... podendo apenas ver-se através de umas janelas abertas para a sala onde este está montado.

Aqui sim, entrámos numa Índia não turística - a Rota dos Maharajas entrou na Índia Profunda!


13.00 A Mesquita de Dargah Sharif

Ainda em Amjer, decidimos ainda visitar a muito santa Mesquita de Dargah Sharif.

Local de romaria de milhões de muçulmanos por ano, por causa de ser o local onde estão os restos mortais de um dos principais Santos Sufistas - Khwaja Chishti -  esta mesquita está rodeada de um gigantesco bazar que apenas se pode percorrer a pé e que nos faz mergulhar num mundo muçulmano indiano ... muito diferente do mundo árabe.

Chegados à entrada da mesquita, somos informados que câmaras, malas e todos os objectos de couro não podem entrar ... o que faz com que tenhamos de desistir de entrar todos (ficando um a guardar os objectos todos que tiveram de ficar de fora). Entramos e subimos as escadas já sem sapatos (o controlo de não pisarmos as escadas de sapatos é feito por mais de uma dezena de homens que não deixam ninguém pisar as escadas calçado) e entramos num recinto que é um misto de santuário com vários altares e um túmulo no edifício central, bazar onde se vendem produtos religiosos, mas também souvenirs, e zonas de estar e de benção dos peregrinos.

Para tudo nos é pedido dinheiro ... mas dando uma vez, aceitam perfeitamente um não ... nas mais de vinte vezes seguintes. É uma vivência do Islamismo totalmente diferente dos países árabes ... menos sacralizada e muito mais informal.


14.30 A Cidade de Pushkar

Depois da visita à Mesquita Dargah Sharif de Amjer, voltamos ao carro e andamos mais 30 quilómetros e vamos até à sagrada cidade de Pushkar.

Situada já a entrar na zona central do estado do Rajastão, esta cidade tem no seu lago central um dos principais santuários de purificação para os indianos de

religião Hindu.

Este espectacular lago está rodeado de uma escadaria contínua, mas de forma irregular e esta por mais de 400 templos que veneram todas as divindades do hinduismo

em todas as suas correntes e variantes. Decidimos que este é o cenário ideal para almoçarmos e passarmos parte da tarde.


15.00 O Almoço Santo

Escolhemos o Café Sun-Set de Pushkar para nos sentarmos e, com vistas para o lago e todos os templos que se situam à volta deste, pedimos o menú.

Percebemo que, por lei, nesta cidade não é permitido comer qualquer carne, pelo que a ementa (seja ela indiana ou internacional) é toda vegetariana e vegan. É uma curiosidade interessante e que reforça uma ideia que começamos a perceber: esta é uma cidade que já tem alguns turistas ocidentais ... muitos deles praticantes de vegetarianismo ou de correntes mais ocidentalizadas do hinduismo.

Tendo sido uma cidade que ganhou fama nos anos 60, esta cidade tem de facto bastante turismo indiano ... e algum turismo ocidental em busca de paragens mais calmas e propícias a experiências mais exotéricas e espírituais. O nosso Restaurante acompanha perfeitamente esse espírito: é um espaço que se situa dentro de umas arcadas abertas do lado da rua e do interio do quarteirão, com mobiliário de bambu e pinturas nas paredes feitas por visitantes internacionais.

A nossa escolha foram três partos indianos, mas que eram feitos com tofu em vez de carne!


16.00 A visita ao Lago

Depois de um almoço relaxante e surpreendentemente delicioso, decidimos ir até ao lago e fazer as suas margens até ao lado oposto onde estamos.

Aqui demoramos bastante: observarmos os rituais religiosos; vemos as mulheres e os homens a tomarem banho e a lavarem-se no lago; a forma como eles vivem e convivem durante as práticas de purificação (tornando-as num tempo e evento de convívio social); tiramos fotos com eles; apertamos mãos; vemos como as roupas são lavadas nas águas do lago e como estas ficam a secar ao sol abrazador estendidas nos degraus.

É um momento de bastante serenidade e comunhão.


17.00 O Templo Brama

Depois de fazermos a margem de metadde do lago, voltamos para dentro da cidade e dirigimo-nos até ao templo Brama da cidade.

Novamente com milhares de pessoas a entrar, descalçamo-nos (ou seja ficamos novamente de meias) e subimos novamente a escadaria. Passado o Arco da entrada, entramos num circuito religioso, organizado e sequencial que leva, todos os milhares de peregrinos, num percurso que passa por tosos os altares do templo, dando a oportunidade a todos de resarem às suas divindades preferidas.

A religiosidade aqui é vivida de forma um pouco mais séria e solene, mas todavia de forma bastante mais informal do que nós vivemos a reigião no ocidente.

Mais uma vez, a visita deste santuário, é uma experiência de uma dimensão espiritual inquestionável.


17.30 A Rua Principal de Pushkar

à saída do Templo Brama, e já de volta para o carro (que tinha ficado junto ao restaurante do almoço ... pois os carros não podem entrar na zona central da cidade), decidimos fazer então a movimentada e muito comercial rua principal de Pushkar.

A sucessão de lojas de todo o tipo de artigos é impressionante: desde especiarias a artesanato, de jóias a artigos de vestuário, de farmácias e boticários tradicionais a vendedores de comida e mercearias com fruta e legumes ... tudo se encontra e se comercializa nesta movimentada artéria.

Atravessar a cidade de Pushkar pelo lado do lago é uma experiência serena, mas atravessa-la de volta pela rua principal torna Pushkar uma cidade movimentada e uma meca para boas compras .. foi o que fizemos, claro!


18.30 De Volta à Estrada

Chegados ao nosso carro, voltamos a entrar para seguirmos para o local onde vamos pernoitar hoje: Jodhpur.

São cerca de 180 quilómetros que nos faltam percorrer ... e onde tudo acontece ... mas de uma forma natural, fluida e segura (só nos assusta a nós, pois para o nosso motorista, é absolutamente natural ... de vez em quando, até se ri das nossas reacções). Circularmos em sentido contrário numa auto-estrada, passarmos por cima de separadores centrais da mesma, fazer inversão de marça no meio de uma zona de obras desta circularem quatro veículos lado a lado (cada um em seu sentido), numa estrada de apenas duas faixas ... tendo pelo meio vacas, pessoas, e muitas outras situações inesperadas ... enfim, foram 3 horas de absoluta adrenalina e espanto (nosso) de como nada aconteceu connosco ... nem com nnguém, pois não vimos nem um acidente!

Agora sim, percebemos bem a fama de caos e de perigosidade das estradas indianas. Apenas motoristas locais podem conduzir e conseguem conduzir no meio de tal caos e conjunto de imprevistos constantes.


22.00 O Haveli de Jodhpur

Acabados de chegar à cidade de Jodhpur, dirigimo-nos diretamente ao centro histórico da cidade, e o nosso motorista informa-nos que o carro não chega à porta do hotel, pelo que teremos de ir de Tuc Tuc. "Mas não se preocupem, pois o hotel vai enviar o Tuc Tuc."

A viagem desde o local onde ficou o carro, até à porta do hotel foi hilariante, inesquecível e única: três malas grandes, e três pessoas enfiados num único Tuc-Tuc, numa viagem a uma velocidade superior ao que o piso permitia, por ruelas onde apenas motas, pessoas e tuc-tucs cabem. Uma verdadeira aventura!

Mas melhor foi quando nos indicaram que tínhamos que sair do Tuc-Tuc e continuar a pé, pois nem este chegava à porta do nosso Hotel de hoje: o Castle View Home Stay.Assim fizemos, acompanhados de três miúdos que carregavam cada um uma mala ... e começámos a mergulhar em becos e ruelas com não mais do que 2 metros de largura. O cnário parecia aterrador ...

Cerca de 70 metros dentro desta apertada malha urbana vemos uma casa iluminada - era o nosso hotel.

Na realidade trata-se de um pequeno e simpático Haveli, humilde, mas bem decorado, com quartos espaçosos e limpos. A aterradora rua de entrada do hotel, não corresponde ao seu interior simpático e pitoresco.

Pelo adiantado da hora decidimos jantar no próprio do Haveli ... que nos serve uma massa com tomate bem feita e acabada de fazer no momento!

A primeira impressão foi limpa pela simpatia e disponibilidade do staff e pelos quartos em si ... que prometem, amanhã de manhã, ter uma vista explendorosa sobre a cidade velha de Jodhpur.

Por hoje ficamos por aqui ... mas amanhã temos mais seis horas de estrada e mais três visitas até ao próximo local ... tudo em busca dos locais dos Maharajas do Rajastão!

ROTA DOS MAHARAJAS EM DIRETO | DIA 11


09.00 O Hotel Senhorial

Acordar no Umaid Bawan de Jaipur é algo bastante diferente de acordar num simples hotel.

Com quartos de dimensões gigantescas (comparativamente com os quartos de hotel conteporâneos), com uma ambiente hiper trabalhado em todos os espaços (sejam quartos, corredores, pátios ou a piscina), e com a tranquilidade de estarmos num bairro longe do trânsito caótico da cidade, mas ao mesmo tempo junto ao centro histórico da mesma, é um verdadeiro luxo.

O hotel é mais do que tudo, muito característico de uma região de trabalho arquitetónico de detalhe e orgânico ... podendo-se mesmo dizer que é um pequeno hotel de charme, bem situado e excelente para sentir o expírito de Jaipur!


10.00 As Primeiras Impressões de Jaipur

Tendo chegado ontem à noite, apenas hoje de manhã podémos tirar as primeiras impressões desta capital do estado do Rajastão.

Com um trânsito tão caótico como as anteriores, mas menos agressivo do que a capital Delhi, Jaipur faz juz ao nome "cidade cor de rosa". Não só porque as principais ruas da sua cidade muralhada são pintadas de facto de um rosa mágico e magnético, como também todo o ambiente da cidade é romântico, afável e bastante suave.

Pontuada por palácios e por belas construções todas trabalhadas, e, pela primeira vez nas ruas, por camelos, elefantes e (as sempre presentes) vacas, obviamente misturadas com o trânsito de pessoas, automóveis, bicicletas, carrinhos de mão, motas e todo o tipo de veículos que se possam imaginar ... esta cidade é a porta de entrada perfeita para a nossa viagem pelo Rajastão ... que é, afinal, a terra dos Maharajas!


11.00 A Subida de Elefante

A nossa primeira visita deste dia é o famoso Forte Âmbar, mas decidimos fazer o que todos os turistas fazem ... só desta vez ... e porque nos pareceu bastante divertido: subir até ao forte de Elefante.

Saímos do nosso carro, e dirigimo-nos para a zona onde estão alguns elefantes. Pagamos a viagem ao tradador/condutor do elefante e entramos numa plataforma almofadada e começamos a subida.

A vista é absolutamente deslumbrante, o passo tranquilo e pausado do elefante dá segurança e o percurso de subida até ao forte que fazemos garante um tempo de fruição desta experiência bastante bem doseado. Não é nem em demasia, nem de menos ... é exactamente o timing perfeito. Uma experiência, que apesar de muito turistica, foi sem dúvida memorável!


11.30 O Forte Âmbar

Situado a cerca de 11 quilómetros a norte de Jaipur está o Fotrte Âmbar.

Construído entre os sec. XVII e XVIII, este impressionante palácio fortificado foi a residência de um dos mais importantes Rajás que dminou esta região. Tendo uma arquitetura verdadeiramente de fusão entre a arquitetura palaciana hindu e muçulmana, a visita a este monumento tem a particularidade de dar livre acesso a todo o recinto.

Salas, corredores, antigas estrebarias, ameias, zonas de serviço, ou salões principais são todos acessíveis ... o que faz com que esta seja uma visita de descoberta e de mistério e exotismo. Só havia um salão que estava fechado: o Salão dos Mile Espelhos.

Este Salão, todo feito de estuque trabalhado, tem como principal particularidade entre cada trabalho de estuque está u pequeno espelho que refletia a luz das velas que faziam a iluminação deste salão ... tornando-o assim num local mágico. Sendo que não podemos entrar, a vista deste espaço dos corredores circundantes é absolutamente deslumbrante.


13.30 A Loja dos Tapetes

Saídos do Forte Âmbar decidimos ir a uma loja especializada em Textéis.

Aqui fomos recebidos por um simpático sicerone que nos perguntou no que estávamos interessados e nos levou diretamente à secção dos Textéis. Pelo caminho explicou-nos que esta era uma loja propriedade do estado, pelo que todos os produtos tinham garantia de qualidade e por outro lado o habitual regateio não é autorizado.

Subimos ao terceiro andar e somos apresentados a uma coleção impressionante de tapeçarias de todos os estilos, formas e feitios ... e todas elas absolutamente irresistíveis.

Sendo nós os únicos ocidentais em toda a loja (pois a seguir demos uma volta por todas as secções de todos os pisos da loja) fomos o alvo de todas as atenções dos vendedores. O resultado foram três tapetes comprados e dois deles transformados no momento, adaptando-o ao nosso pedido específico.

Foi uma sessão de compras de luxo ... e que só trouxemos tapetes, porque o controlo foi muito ... pois a qualidade dos produtos e os preços acessíveis (e o regateio que afinal era possível ... apesar de não ser muito, sempre houve) faziam desta loja um problema financeiro e de excesso de bagagem sério!


15.00 O Almoço numa Jaipur Sofisticada

Depois das compras, o apetite já apertava e por isso atravessámos literalmente a cidade de Jaipur até ao outro lado e fomos almuçar ao muito requintado e moderno Anokhi.

Este restaurante, situa-se no terceiro andar de um edifício comercial de lojas de qualidade, e tem um ambiente bastante selecto. Frequentado apenas por uma classe média alta indiana, este café de comida rápida foi a solução ideal para uma refeição de apenas 30 minutos, que funde os sabores ocidentais com alguns ingredientes típicamente indianos.

Foi uma refeição calma e tranquila, que nos preparou para as visitas da tarde.


15.30 O Jantar Mantar

Chegados de novo ao coração da cidade velha de Jaipur, entramos no primeiro de três monumentos que planeàmos para esta tarde: o estranho e fascinante Jantar Mantar.

Este recinto tem um conjunto de construções (classificadas pela UNESCO como património universal da hmanidade) cujas funções era a previsão de eclipses, medição do tempo e observação astrológica. O exotismo destes instrumentos científicos, o fascinio que a sua escala nos causa e a beleza das suas formas geométricas são pontos fortes desta visita.

É um monumento que não deixa ninguém indiferente.


16.30 O Palácio Real

Mesmo no final do horário para a entrada nos monumentos (aqui em Jaipur os monumentos fecham meia-hora mais cedo que no resto da Índia) entramos no Palácio Real - o Palácio da Cidade de Jaipur.

Este magnífico complexo real, ainda hoje habitado pelo próprio Maharaja de Jaipur e pela sua família, tem uma parte aberta a visitantes.

Com vários pavilhões, pátios e coleções privadas visitáveis, este verdadeiro palácio de Maharaja é impressionante pela escala e pela sua bela arquitetura Rajastani.

Salas exuberantemente pintadas, edifícios cor de rosa com a tradicional arquitetura Jaipuriana e guardas reais que nos vão saudando à passagem, fazem desta uma visita única e que nos mergulha num paraíso de luxo e de ostentação.


17.30 O mítico Hawa Mahal

Saídos do Palácio Real dirigimo-nos então para rua principal em torno do Palácio Real e vamos então visitar o último monumento de Jaipur: o mítico Hawa Mahal.

Este edifício, utilizado pelas mulheres do Maharaja para observarem a rua envolvente do palácio, sem serem vistas pelo exterior, é uma autêntica jóia arquitetónica.

De um rendilhado de pedra e estuque sublime, pintados de um rosa vibrante e com uma estrutura arquitetónica labirintica e misteriosa, este verdadeiro símbolo de Jaipur e do Rajastão é de uma beleza inacreditávelmente perfeita.

O romantismo e a suavidade, o engenho e a perícia técnica, o simbolismo e a cultura arquitetónica e estética deste edifício são um pnto final perfeito nas visitas monumentais desta cidade romântica de Jaipur. Dando por finalizado o dia neste monumento, rumamos ao Hotel, para descansar e nos prepararmos para o último jantar em Jaipur.


21.30 O Jantar com Vista Sobre a Cidade

Foi já com noite cerrada que chegámos ao Peacock Roof Top Restaurant para o nosso jantar de despedida da bela Jaipur.

No topo de um hotel (o Pearl Palace), está um um terraço em dois níveis, com um ambiente muito chill out e repleto de gente jovem e muito cool.

Com um serviço correto e um menú indiano como deve de ser, escolhemos os primeiros caris verdadeiros nesta Rota dos Maharajas ... e correspondem totalmente ao pretendido. Bem confeccionados, saborosos, intensos e picante q.b., esta refeição no topo deste hotel, com este ambiente semi étnico, semi chill out, foi o encerramento perfeito para esta estadia em Jaipur.

ROTA DOS MAHARAJAS EM DIRETO | DIA 10


08.00 A Partida de Delhi

Foi com bastante pena que deixamos a grande metrópole de Delhi para trás ... mas com a certeza de termos encontrado os Maharajas Políticos desta cidade ... e ainda ficámos a conhecer mais um: o Maharaja Fast Food.

A seguir a um pequeno almoço digno do nome de "Pequeno-Almoço de Hotel", voltámos ao nosso carro e fizemo-nos à estrada. Pensando nós que o transito nos iria fazer atrazar toda a saída da cidade, acabámos por ter uma agradável surpresa, pois não apanhámos transito nenhum na saída de Delhi.

Assim rumámos à auto-estrada em direção ao nosso primeiro destino de hoje: Agra.


09.30 Um Precalço no Caminho

A viagem entre Delhi e Agra é feita por uma Auto-estrada totalmente renovada e (passada a zona da capital) sem grande trânsito.

Ocasionalmente existem pessoas a passear ao longo da estrada a pé, umas motas e umas bicicletas a circularem (independentemente dos sentidos), mas pouco trânsito automóvel.

No entanto, esta viagem não deixou de ter um precalço que nos fez atrasar todo o programa do dia: um furo de um pneu. Foi um contratempo que nos mostrou o quanto profissional é o nosso motorista e o quanto à vontade são as regras de segurança rodoviária na Índia. Enquanto o motorista trocava o pneu, nós (por sugestão dele) saímos do carro para a berma da auto-estrada e ficámos, sem qualquer problema sem coletes, triângulos ou normas de sugurana à espera que toda a situação se resolvesse.

Foi uma experiência em si ... mas rápida!


11.30 O Mítico Taj Mahal

Se há símbolo da Índia e de todo o seu explendor é sem dúvida o Taj Mahal.

Uma vez chegados a Agra, não perdemos tempo e dirigimo-nos directamente para este ícone da "cultura dos Maharajas".

Chegados aos imensos parques de estacionamento somos avisados que não é permitido fumar, comer ou beber dentro do recinto museológico ... e também que o carro, por questões de conservação do monumento, não se pode aproximar mais do que 1,5 km. Para percorrermos esta distância temos então que comprar um bilhete VIP, que já garante entrada preferencial no recinto, uma garrafa de água por pessoa, e transporte em carrinhos de golfe até à entrada (e volta nestes carrinhos também) ... é o que fazemos.

Depois de um processo de transporte relativamente tranquilo, caminhamos mais uns 100 metros e chegamos ao controlo de segurança da entrada no recinto to Taj Mahal ... e aqui notamos pela primeira vez uma segurança apertadíssima e difícil de lidar: todos os bolsos de todos os que entram são revistados até ao interior dos maços de tabaco ... que ficam retidos na segurança claro; todas as malas de senhora são revistadas à exaustão ... ficando retido na segurança tudo o que entendam como suspeito (até umas colunas portáteis de som tivemos de deixar ficar ...); e a informalidade dos controlos de metais que existem em todos os monumentos, aqui são verdadeiramente levados a sério.

Depois de um tempo para passarmos os controlos da entrada, finalmente entramos no recinto pela ante câmara ... que já de si é lindíssima. O único percurso permitido conduz-nos ao portal que dá acesso ao jardim onde está o famoso túmulo, construído pelo imperador mongol Xá Jahan, em memória da sua mulher favorita Mumtaz Mahal, em 1631.

A entrada é verdadeiramente apoteótica e a perspectiva que se tem é a que vemos em todos os postais. A beleza deste monumento não é descritível por nenhuma fotografia, filme ou palavras. A sua perfeita simetria, o seu candido mármore branco, a sua bela escala, a sua delicadeza formal, fazem deste, sem qualquer dúvida, um dos monumentos mais belos de toda a humanidade.

É uma obra de arquitetura absolutamente sublime e que nos deixa rendidos ao Maharaja que o mandou construir ... pois só um verdadeiro Maharaja do Amor conseguiria inspirar tal beleza artística e arquitetónica.

Durante toda a visita, apesar dos milhares de pessoas que estão no recinto, o extase perante tão bela obra de arquitetura, é total ... dando-nos mesmo a sensação que o tempo não existe e que beleza igual também não ... mas existe o tempo ... e, uma vez que já conhecemos mais um dos Maharajas que vinhamos à procura ... tivemos de seguir a nossa Rota dos Maharajas!


13.00 O Forte de Agra

Saídos do fabuloso e mágico Taj Mahal, dirigimo-nos ao vizinho Forte de Agra.

Impressionantemente feito de Arenito Vermelho, este forte do sec. XVI é um dos imponentes monumentos de Agra e que vale bem a pena a visita. Passeando-nos pelo interior do forte, cujas muralhas são todas trabalhadas, ainda conservamos uma memória da impressionante beleza do Taj Mahal.

Conclusão: para que a visita ao Forte de Agra não seja desperdiçada, o melhor é que esta seja anterior à visita ao Taj Mahal.

Aqui temos de ser sinceros ... a visita não foi uma decepção, pois o forte é imponente ... mas a memória ainda estava centrada no Taj Mahal ... por isso não aproveitámos muito este monumento.


14.30 A Cidade Abandonada de Fatehpur Sikri

Saídos do Forte de Agra, voltamos à estrada e viajamos durante mais uma hora até chegarmos à mítica cidade de Fatehpur Sikri.

Edificada pelo imperador mongol Akbar no sec. XVI, esta imensa construção em Arenito Vermelho também, encontra-se totalmente abandonada, mas em perfeito destado de conservação, e com um nível de trabalho de pedra verdadeiramente impressionante.

A beleza deste local é impressionante, a sua escala ainda mais (pois é uma verdadeira cidade abandonada, e ricamente construída) e os seus jardins e pavilhões são momentos arquitetónicos difíceis de descrever. Neste caso, apesar de as nossas expectativas já estarem à partida altas ... foram total e completamente suplantadas.

É talvez a melhor forma de se entrar na etapa seguinte da nossa viagem: o famoso e rico estado do Rajastão.

Assim o fazemos ... voltamos ao carro e à estrada.


16.00 Na Estrada em Direção à Terra dos Maharajas

Depois de um rápido almoço num restaurante à beira da estrada, voltamos à estrada em direção ao nosso destino seguinte: o Rajastão.

Depois dos Maharajas do Estilo de Bollywood, depois dos Maharajas Celestiais dos mosteiros budistas de Caxemira, depois dos Moaharajas Políticos de Delhi e depois do Maharaja do Amor do Taj Mahal, e depois da surpresa do Maharaja do Fast Food do McDonalds, dirigimo-nos à terra dos famosos Maharajas - os Reis dos reinos do Rajastão.

A estrada que até aqui tinha sido excelente e pouco movimentada, de Fatehpur Sikri em diante começa a ganhar tráfego, diversidade e paisagens bem mais interessantes. Agora sim, estamos numa estrada indiana digna de todas as histórias que ouvimos contar.

Apesar de continuar a ser uma auto-estrada moderna, a fauna passou de pessoas, bicicletas, motos e poucos carros, para camionetas repletas de pessoas (até no tejadilho, claro ... ou não estivessemos na Índia), carroças puxadas por cavalos, ou por camelos, ou por bufalos, rebanhos de cabras ... e claro as sagradas vacas deitadas entre a berma da estrada e o separador central ... onde quer que lhes apeteça ao longo das três faixas de rodagem de cada direção, o espaço é todo seu!

É uma viagem que nos demora bastante mais tempo por quilometro que a viagem anterior ... exactamente por toda esta imprevisibilidade de não se saber o que pode aparecer, quando aparece e de onde aparece.

O entretenimento dentro do carro está obviamente garantido, com toda a adrenalina que se vive de cinco em cinco minutos!


21.00 O Hotel Senhorial

Chegados à cidade de Jaipur (a capital do estado do Rajastão, com 2,3 milhões de habitantes), já com algumas horas de atraso, dirigimo-nos de imediato ao nosso hotel Umaid Bawan Heritage.

Este hotel, situado na exclusiva zona de Bani Park, é uma antiga casa senorial que agora está transformada num simpático, pitoresco e histórico pequeno hotel de charme indiano.

O ambiente que se respira é o de uma antiga casa nobre indiana, do príncipio do século XX. O mobiliário histórico, a riqueza das pinturas e dos trabalhos dos estuques das paredes e tetos, complementados com os confortos da modernidade, como ar condicionado premium, ou iluminação cuidada dos espaços, fazem deste hotel um verdadeiro porto seguro para a nossa entrada no rajastão e preparar-nos para uma excelente visita da sua capital.


22.00 O Jantar no Jardim

Depois do Check in, decidimos, mesmo antes de nos deitar e preparar para as aventuras que temos reservadas para o dia de amanhã, ir jantar a um dos locais mais trendy de toda a cidade: o Bar Palladium.

Situado no meio de um jardim tropical, este bar ocupa um pequeno pavilhão de estilo indiano ocidentalizado, e uma zona de relvado em frente. Porque a noite está muito agradável, decidimos sentar-nos nuns dos sofás exteriores e pedir o nosso jantar para aqui.

A qualidade do serviço, com a magia do local combinadas com a excelente cozinha deste Bar Palladium foram as boas vindas que precisavamos para terminar este dia em grande estilo e entrarmos no Rajastão com um verdadeiro estilo de Maharajas.

Ficou assente uma ideia neste jantar: "Gostamos Disto!"

ROTA DOS MAHARAJAS EM DIRETO | DIA 9


08.20h A Partida de Leh

Foi com muita pena que esta manhã fechámos as malas e rumámos ao aeroporto para partirmos de Leh.

As nossas expectativas estavam bastante altas sobre esta etapa desta nossa Rota dos Maharajas, mas com toda a subtileza, autenticidade e espectacularidade cultural e paisagistica, Leh e toda a região de Ladack, conseguiram conquistar-nos completamente.

É sem dúvida uma verdadeira zona da Índia ainda por explorar, e que vale muitíssimo a pena de conhecer.

Chegados ao aeroporto, voltamos a embarcar num avião de mais uma Low Cost Indiana (já sem medo ... depois da nossa primeira expeirência, entre Mumbai e Delhi) e voamos de novo até à capital Delhi.


12.30h O Regresso a Delhi e ao Bloomrooms Hotel

Depoois de um voo tranquilíssimo, com espaço e simpatia de toda a tripulação, voltamos a aterrar no Aeroporto Internacional Indira Ghandi em Delhi.

Mais meia hora no trânsito (hoje não há muito movimento, pois é Domingo e a cidade está de descanso, pelo que o trafego normal das ruas caóticas da cidade do outro dia, hoje não se verifica) e regressamos ao nosso hotel descoberta desta viagem: o Bloomrooms New Delhi Railway Station.

Este paraíso na hotelaria de Nova Delhi, volta a receber-nos com uum sorriso na cara ... e quartos prontíssimos para fazermos o check in.


13.00 A Descoberta de um Novo Maharaja

Como o dia já ía avançado, e ainda tínhamos muito para fazer e para ver em Delhi, decidimos fazer uma refeição de almoço rápida.

Sendo que refeições rápidas na Índia é algo que não existe em nenhum restaurante ou café (até agora, qualquer refeição que tenhamos feito, quer em Mumbai, quer em Delhi, quer em Leh, não demorou menos de uma hora ... tendo mesmo chegado às duas horas), decidimo-nos por ir a um muito internacional McDonalds e resolver a questão rapidamente.

Nem de propósito, estando nós na fila para pedir (e fila, aqui na Índia, é um eufemismo ocidental, para um amontoado de gente a empurrar-se até ao seu destino ... qualquer que ele seja ... bilheteira de monumento ou caixa de McDonalds ...) e reparamos em dois facto: primeiro e lógico, mas que apenas nos ocorreu neste preciso momento, é que não existe o Big Mac ou nenhum hamburquer de Vaca ... pois estamos na Índia e aqui as vacas são sagradas; segundo facto, totalmente surpreendente, foi o McDonalds ter um hamburguer de frango com o nome de Big Maharaja.

Obviamente foi a nossa escolha para esta refeição ... e assim descobrimos mais um Maharaja que não estávamos à espera: o Maharaja do Fast Food!


14.00 Túmulo de Humayun

Já satisfeitos com esta nossa recente descoberta de mais um Maharaja que não esperavamos, rumamos então ao primeiro monumento do dia: o famoso Túmulo de Humayun.

Este magnífico exemplo da arquitetura mongol é o primeiro de uma série de túmulos jardim, que este império vai construir ao longo de muitos séculos. Datando do sec. XVI, este impressionante edifício funerário é o paradigma de um dos símbolos da Índia mais conhecidos: o Taj Mahal (que visitaremos já amanhã).

Neste túmulo está sepultado o próprio do Imperador Mongol Humayun ... sendo assim o primeiro dos Maharajas Políticos que visitamos neste dia dedicado a Deli e aos seus Maharajas da Política e do Poder.

É uma visita bastante interessante, e que serve para nos transportar da realidade monumanetal budista, para outra mais imponente e institucional, que reina e tem o seu apogeu na cidade de Delhi.


15.00 O Rajghat

Saídos do impressionante túmulo de Humayun, rumamos a um dos locais mais venerados por toda a nação Indiana: o Rajghat.

Neste imenso jardim no centro de Delhi, está sepultado aquele que é o símbolo a política indiana do sec. XX e da contemporaneidade deste país: o túmulo de Mahatma Gandhi.

Num recinto a céu aberto, onde só se pode entrar sem sapatos (como em todos os templos na Índia, quer sejam Budistas, Muçulmanos ou Hindús), está uma singela urna negra, coberta de flores laranja e brancas, com uma inscrição em hindú a citar uma das frases mais famosas deste verdadeiro Maharaja da Política: "He Ram" (Ó Deus).

O ambiente que se vive neste espaço é um misto de solenidade com respeito de quem está na presença de um ente querido e que o admira bastante. Há pessoas que rezam, há pais que explicam aos filhos quem foi Gandhi, há turistas indianos que olham para a pedra tumular e choram, há inclusive quem tire selfies ... há, portanto, um pouco de tudo ... sendo que o ambiente deste espaço ajardinado, mas confinado, é, acima de tudo, de quem está na presença de um verdadeiro rei.


16.00 A Mesquita de Jami Masjid

Depois de sentir o peso da presença de um dos maiores estadistas de todos os tempos, rumamos então à Velha Delhi e à Mesquita de Jami Masjid.

Esta impressionante mesquita de mármore branco, situa-se no coração da Velha Delhi, e é a maior mesquita de Delhi. Juntando milhares de crentes muçulmanos, este templo prima pela impressionante simetria e perfeição da sua construção e desenho.

Infelismente, como era necessário tirar os sapatos para entrar ... e o nosso stock de meias tinha acabado, não passámos da porta. Frustrados, decidimos dar meia volta e rumar aos bazars da velha Delhi.


17.00 Os Bazares da Velha Delhi

Saídos da Mesquita de Jami Masjid, dirigimo-nos então para os famosos Bazares da Velha Delhi.

Estas ruas entre esta mesquita e o Red Fort, estão pejadas de pequenas bancas, lojas ou vendedores ambulantes, a venderem tudo o que se possa imaginar: Sapatos, roupa, flores, saris, objectos de artesanato de toda a Índia, perfumes, comida ... enfim um conjunto de coisas que se tornam totalmente caóticos e mágicos.

Esta é uma experiência forte, pois os cheiros, a quantidade das pessoas, os macacos, o calor que se fazia sentir àquela hora e o facto de serem ruas perfeitamente labirinticas, fazem deste passeio pelos bazares uma experiência em si mesmo.


18.30 O Red Fort

Alguns metros mais à frente e algumas compras depois (sim, é impossível resistir a produtos tão impressionantes, e a preços tão baixos), chegamos ao icónico e muito histórico Red Fort.

Este imenso complexo real (o último a ter estado em funcionamente em Delhi) é um verdadeiro ex-libris da cidade e um dos locais mais visitados por todos os índianos.

Encarnado pela cor da pedra que foi utilizada na sua construção (arenito vermelho), este imenso forte guarda dentro de si construções absolutamente incríveis e de uma estética únicas.


19.30 O India Gate

Sendo o recinto do Red Fort grande e muito labirintico, ficamos lá bastante tempo ... pelo que nos atrasamos e só já depois do pôr do Sol chegamos ao último símbolo de Delhi que vamos visitar: o India Gate.

Este gigantesco e impressionante arco, foi construído poucos anos depois da Independência (comemorada a ontem a 15 de Agosto) e tem como objectivo relembrar toda a nação indiana e toda esta sociedade o preço e o peso da guerra.

É um monumento impressionante e que vale a pena ver e ficar a admirar.


21.30 O Jantar dos Maharajas

Sendo já tarde quando chegamos ao hotel, e sendo esta a última noite que ficamos em Delhi, rumamos à nossa próxima e última paragem: o restaurante Indian Accent.

Situado em plena zona chic de New Delhi, esta pequena moradia foi transformada em pequeno hotel de charme, e tem também este restaurante de fusão entre comida indiana e ocidental.

O jantar é divino, os sabores soberbos, e as quantidades, gulosas.

Foi uma excelente forma de terminar esta busca dos Maharajas Políticos ... e voltamos ao hotel para rapidamente adormecer e preparar-nos para o maior dia de estrada.

Não percam os próximos destinos e aventuras ... desta Rota dos Maharajas,claro!