VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2015 | RUMOS DO SUL - DIA 10


06.00 O AMANHECER NO LAGO

Foi depois de uma noite verdadeiramente bem dormida, que temos mais um momento memorável desta viagem: o despertar no meio do Lago Titikaka.

O amanhecer numa cabana de palha, nestas ilhas de também todas elas feitas de palha, é uma experiência única e marcante. Sem um ruído envolvente que não as águas do lago ou as garças reais que povoam este lago, com uma luz de nascer do sol magicamente coada pela nublina que paira sobre as águas, num cenário tão autêntico quanto característico e belo, esta manhã foi um dos momentos altos desta viagem.

Assim tivemos um amanhecer absolutamente inesquecível!


10.00 NAS ESTRADAS DO ALTIPLANO PERUANO

Depois de um pequeno almoço ultra simples, depois de um passeio de barco entre as dezenas de ilhas que fazem a comunidade de Uros (o povo do Lago Titikaka), metemo-nos à estrada e mal saímos de Puno deparamo-nos com uma paisagem absolutamente surpreendente: o Altiplano Peruano.

Esta imensa região do Perú é formada por um gigantesco planalto que se formou entre os Andes e onde se formou não só o Lago Titikaka, mas também um conjunto de território de terras fertéis com um pasto dourado até perder de vista. A imensidão deste território, as suas cores amareladas e douradas, a dimensão das montanhas que nunca deixam a linha do horizonte e a luz ... a incrível luz ... desta região, tornam esta parte da viagem cenicamente um percurso a não perder ... e nós não perdemos.

A beleza da natureza é impressionante.


12.30 VISITA À COMUNIDADE DE ARTESÃOS

Ao fim de algumas horas de estrada (e ainda com algumas horas de estrada pela frente) decidimos fazer a nossa primeira paragem do dia para visitar a comunidade de artesãos de Abra La Raya.

É numa berma da estrada mais larga, a mais de 4,300m de altitude, que paramos a nossa carrinha e que, mais de uma dezena de mulheres, expõe em cima de muros de pedra, de forma vistosa mas muito informal, os seus produtos. Especializada em tecelagem e textil, esta comunidade de artesãos apresenta-nos uma variedade de produtos muito boa, com uma qualidade inquestionável e preços verdadeiramente baixos. Além do entorno natural ser espetacular, também as cores, texturas e materiais tornam tudo perigosamente apetecível.

Obviamente que não resistimos a regatear um pouco os preços (para não parecer mal), e a comprar mantas e ponchos a estas simpáticas e muito típicas artesãs.


15.00 O VALE SAGRADO

Continuando estrada fora, já bastante mais à frente saímos da estrada principal e toda a paisagem muda.

As grandes perspectivas do planalto, transformam-se em profundos e inclinados vales com riachos ao longo da estrada que serpenteia vertiginosa e habilmente entre entre impressionantes montanhas rochosas, cobertas de vegetação mais exuberante. A mudança de paisagem dá-se em menos de 10km, o que torna este contraste ainda mais acentuado.

Estamos a entrar no território do Vale Sagrado, que é a região envolvente de Machu Pichu e que concentra os mais impressionantes templos Incas.


16.00 AS RUÍNAS DE PISAQ

É um dos conjuntos arqueológicos incas mais impressionantes de toda esta região o que vamos visitar a seguir: o Castelo de Pisaq.

Sendo um dos oito castelos e cidades que rodeavam e protegiam a cidade sagrada de Machu Pichu, este conjunto edificado Inca é de uma dimensão e de uma imponência que nos deixa absolutamente rendidos. O esculpir em socalcos de uma montanha incrivelmente alta e a construção de um castelo e uma cidade no topo da mesma, fazem destas ruínas um testemunho da capacidade tecnológica e da força civilizacional que foi a civilização Inca.

Depois de um subtil mas muito elegante Tiwanaku, Pisaq é mais um monumento Inca que nos conduz em direção à cidade santa de Machu Pichu ... mas isso fica para amanhã ... por hoje passeamos por estas ruínas por mais de duas horas ...


18.30 O TERRA VIVA CENTRO DE CUSCO

É já noite cerrada quando chegamos à muito monumental cidade de Cusco.

Classificada como Património Universal pela UNESCO (apenas o seu centro histórico), esta cidade é um verdadeiro entreposto turistico, não só como ponto de partida para Machu Pichu, como também pelo seu valor patrimonial intrínseco. Por todas as ruas do seu centro histórico se respira história. Desde os seus palácios, aos mais anónimos prédios, deste as suas igrejas às suas praças e jardins, tudo está impecavelmente cuidado ... e é muito interessante e rico historica e arquitetonicamente.

É nesta cidade que vamos passar as próximas noites e é no hotel Terra Viva Centro que vamos pernoitar. Localizado a poucos quarteirões do centro da cidade, este está localizado num edifício histórico, totalmente remodelado e recheado de todos os confortos que uma hotelaria contemporânea e internacional requer ... fazendo deste mais um alojamento digno dos melores Rumos do Sul.


20.30 AS PRIMEIRAS COMPRAS EM CUSCO

Depois de fazermos o check in, e depois de tomarmos um duche e nos prepararmos para o jantar saimos do hotel e rumamos até à Plaza de Armas para levantar os bilhetes de combóio da Peru Rail, que amanhã de manhã (bem cedo, claro) nos vão levar até Machu Pichu.

Mas como ainda é cedo para jantarmos, rumamos à muito típica e ainda pouco turística zona de San Blas e perdemo-nos nas pequenas lojas de artesanato que aqui abundam. O nosso destaque vai para a muito caótica loja do atelier de arte Muñoz. Mesmo na esquina entre a Hatun Rumiyoc e a Choquechaca está esta pequena gruta de tesouros, todos feitos à mão pelo cunhado do fundador António Muñoz, o muito simpático (mas difícil negociador) César Augusto.

Simpatia, bons preços, lojas com poucos turistas e produtos de qualidade ... claro que voltámos a não resistir ... e lá foram mais umas compras!


21.30 O PRIMEIRO JANTAR EM CUSCO

É com bastante fome (uma vez que nem almoçámos hoje, pois comemos, em plena estrada, umas frutas que tínhamos connosco) que chegamos ao nosso destino final de hoje: o restaurante Pacha Mamma.

Não sendo um dos vistosos restaurantes da monumental Plaza de Armas, este é um restaurante modesto, com um ar muito turístico, mas que esconde uma das melhores cozinhas para uma das maiores especialidades de Cusco: o Lomo Saltado. Sendo um prato apenas comido em Cusco, e sendo a especialidade da casa, foi isso mesmo que unanimemente pedimos. Podemos assim atestar a qualidade da cozinheira deste restaurante sem grande aspecto: está aprovadíssima!

E só porque amanhã o dia começa novamente muito cedo, decidimos deixar o passeio pelo centro de cusco para o dia seguinte e rumar ao nosso hotel e doirmir ... porque amanhã temos uma Maravilha do Mundo à nossa espera ... Estes Rumos do Sul prometem voltar a ter mais um momento alto ...

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