ROTA DOS MAHARAJAS EM DIRETO | DIA 9


08.20h A Partida de Leh

Foi com muita pena que esta manhã fechámos as malas e rumámos ao aeroporto para partirmos de Leh.

As nossas expectativas estavam bastante altas sobre esta etapa desta nossa Rota dos Maharajas, mas com toda a subtileza, autenticidade e espectacularidade cultural e paisagistica, Leh e toda a região de Ladack, conseguiram conquistar-nos completamente.

É sem dúvida uma verdadeira zona da Índia ainda por explorar, e que vale muitíssimo a pena de conhecer.

Chegados ao aeroporto, voltamos a embarcar num avião de mais uma Low Cost Indiana (já sem medo ... depois da nossa primeira expeirência, entre Mumbai e Delhi) e voamos de novo até à capital Delhi.


12.30h O Regresso a Delhi e ao Bloomrooms Hotel

Depoois de um voo tranquilíssimo, com espaço e simpatia de toda a tripulação, voltamos a aterrar no Aeroporto Internacional Indira Ghandi em Delhi.

Mais meia hora no trânsito (hoje não há muito movimento, pois é Domingo e a cidade está de descanso, pelo que o trafego normal das ruas caóticas da cidade do outro dia, hoje não se verifica) e regressamos ao nosso hotel descoberta desta viagem: o Bloomrooms New Delhi Railway Station.

Este paraíso na hotelaria de Nova Delhi, volta a receber-nos com uum sorriso na cara ... e quartos prontíssimos para fazermos o check in.


13.00 A Descoberta de um Novo Maharaja

Como o dia já ía avançado, e ainda tínhamos muito para fazer e para ver em Delhi, decidimos fazer uma refeição de almoço rápida.

Sendo que refeições rápidas na Índia é algo que não existe em nenhum restaurante ou café (até agora, qualquer refeição que tenhamos feito, quer em Mumbai, quer em Delhi, quer em Leh, não demorou menos de uma hora ... tendo mesmo chegado às duas horas), decidimo-nos por ir a um muito internacional McDonalds e resolver a questão rapidamente.

Nem de propósito, estando nós na fila para pedir (e fila, aqui na Índia, é um eufemismo ocidental, para um amontoado de gente a empurrar-se até ao seu destino ... qualquer que ele seja ... bilheteira de monumento ou caixa de McDonalds ...) e reparamos em dois facto: primeiro e lógico, mas que apenas nos ocorreu neste preciso momento, é que não existe o Big Mac ou nenhum hamburquer de Vaca ... pois estamos na Índia e aqui as vacas são sagradas; segundo facto, totalmente surpreendente, foi o McDonalds ter um hamburguer de frango com o nome de Big Maharaja.

Obviamente foi a nossa escolha para esta refeição ... e assim descobrimos mais um Maharaja que não estávamos à espera: o Maharaja do Fast Food!


14.00 Túmulo de Humayun

Já satisfeitos com esta nossa recente descoberta de mais um Maharaja que não esperavamos, rumamos então ao primeiro monumento do dia: o famoso Túmulo de Humayun.

Este magnífico exemplo da arquitetura mongol é o primeiro de uma série de túmulos jardim, que este império vai construir ao longo de muitos séculos. Datando do sec. XVI, este impressionante edifício funerário é o paradigma de um dos símbolos da Índia mais conhecidos: o Taj Mahal (que visitaremos já amanhã).

Neste túmulo está sepultado o próprio do Imperador Mongol Humayun ... sendo assim o primeiro dos Maharajas Políticos que visitamos neste dia dedicado a Deli e aos seus Maharajas da Política e do Poder.

É uma visita bastante interessante, e que serve para nos transportar da realidade monumanetal budista, para outra mais imponente e institucional, que reina e tem o seu apogeu na cidade de Delhi.


15.00 O Rajghat

Saídos do impressionante túmulo de Humayun, rumamos a um dos locais mais venerados por toda a nação Indiana: o Rajghat.

Neste imenso jardim no centro de Delhi, está sepultado aquele que é o símbolo a política indiana do sec. XX e da contemporaneidade deste país: o túmulo de Mahatma Gandhi.

Num recinto a céu aberto, onde só se pode entrar sem sapatos (como em todos os templos na Índia, quer sejam Budistas, Muçulmanos ou Hindús), está uma singela urna negra, coberta de flores laranja e brancas, com uma inscrição em hindú a citar uma das frases mais famosas deste verdadeiro Maharaja da Política: "He Ram" (Ó Deus).

O ambiente que se vive neste espaço é um misto de solenidade com respeito de quem está na presença de um ente querido e que o admira bastante. Há pessoas que rezam, há pais que explicam aos filhos quem foi Gandhi, há turistas indianos que olham para a pedra tumular e choram, há inclusive quem tire selfies ... há, portanto, um pouco de tudo ... sendo que o ambiente deste espaço ajardinado, mas confinado, é, acima de tudo, de quem está na presença de um verdadeiro rei.


16.00 A Mesquita de Jami Masjid

Depois de sentir o peso da presença de um dos maiores estadistas de todos os tempos, rumamos então à Velha Delhi e à Mesquita de Jami Masjid.

Esta impressionante mesquita de mármore branco, situa-se no coração da Velha Delhi, e é a maior mesquita de Delhi. Juntando milhares de crentes muçulmanos, este templo prima pela impressionante simetria e perfeição da sua construção e desenho.

Infelismente, como era necessário tirar os sapatos para entrar ... e o nosso stock de meias tinha acabado, não passámos da porta. Frustrados, decidimos dar meia volta e rumar aos bazars da velha Delhi.


17.00 Os Bazares da Velha Delhi

Saídos da Mesquita de Jami Masjid, dirigimo-nos então para os famosos Bazares da Velha Delhi.

Estas ruas entre esta mesquita e o Red Fort, estão pejadas de pequenas bancas, lojas ou vendedores ambulantes, a venderem tudo o que se possa imaginar: Sapatos, roupa, flores, saris, objectos de artesanato de toda a Índia, perfumes, comida ... enfim um conjunto de coisas que se tornam totalmente caóticos e mágicos.

Esta é uma experiência forte, pois os cheiros, a quantidade das pessoas, os macacos, o calor que se fazia sentir àquela hora e o facto de serem ruas perfeitamente labirinticas, fazem deste passeio pelos bazares uma experiência em si mesmo.


18.30 O Red Fort

Alguns metros mais à frente e algumas compras depois (sim, é impossível resistir a produtos tão impressionantes, e a preços tão baixos), chegamos ao icónico e muito histórico Red Fort.

Este imenso complexo real (o último a ter estado em funcionamente em Delhi) é um verdadeiro ex-libris da cidade e um dos locais mais visitados por todos os índianos.

Encarnado pela cor da pedra que foi utilizada na sua construção (arenito vermelho), este imenso forte guarda dentro de si construções absolutamente incríveis e de uma estética únicas.


19.30 O India Gate

Sendo o recinto do Red Fort grande e muito labirintico, ficamos lá bastante tempo ... pelo que nos atrasamos e só já depois do pôr do Sol chegamos ao último símbolo de Delhi que vamos visitar: o India Gate.

Este gigantesco e impressionante arco, foi construído poucos anos depois da Independência (comemorada a ontem a 15 de Agosto) e tem como objectivo relembrar toda a nação indiana e toda esta sociedade o preço e o peso da guerra.

É um monumento impressionante e que vale a pena ver e ficar a admirar.


21.30 O Jantar dos Maharajas

Sendo já tarde quando chegamos ao hotel, e sendo esta a última noite que ficamos em Delhi, rumamos à nossa próxima e última paragem: o restaurante Indian Accent.

Situado em plena zona chic de New Delhi, esta pequena moradia foi transformada em pequeno hotel de charme, e tem também este restaurante de fusão entre comida indiana e ocidental.

O jantar é divino, os sabores soberbos, e as quantidades, gulosas.

Foi uma excelente forma de terminar esta busca dos Maharajas Políticos ... e voltamos ao hotel para rapidamente adormecer e preparar-nos para o maior dia de estrada.

Não percam os próximos destinos e aventuras ... desta Rota dos Maharajas,claro!

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