VIAGEM DE VERÃO 2017 EM DIRETO | À CONQUISTA DO REINO DAS TERRAS ALTAS - DIA 9


12:30 A Cidade de Edimburgo

Depois de uma noite que durou até mais tarde do que o planeado, decidimo-nos a ficar por casa durante a manhã, tomando um pequeno almoço tardio com os alimentos que o Gary simpaticamente nos deixou, e saido então perto da hora do almoço para explorar a cidade.

A capital escocesa é uma cidade dividida em três partes: a cidade antiga,  que tem uma traça medieval quer na sua malha urbana de ruelas apertadas e irregulares, quer na arquitetura dos seus edifícios; a New Town, desenhada nos finais do século XIX e já com ruma malha de uas perpendiculares e edifícios maiores e com mais pisos; e o resto, que junta num conjunto orgânico, aas atigas povoações dos arabaldes da antiga cidade, com zonas mais modernas, e que se estende num contínuo urbano que vai variando de ambiente de zona para zona, mas cujas personalidades vão evoluindo de forma continu e tranquila.

É ainda uma cidade que, neste mês de Agosto, vive uma euforia especial, pois o Fringe (o maior festival de artes performativas do mundo), comemora os seus 70 anos de existência, e inundou a cidade de mais de 400 palcos, com uma programação que dura todo o mês e 24h por dia, 7 dias por semana. Sentímo-nos num ambiente digno de um campeonato europeu de futebol ou de uma expo, mas desta vez num contexto de artes performativas.

Assim esta é uma cidade em festa, festa essa mais concentrada no centro histórico e na New Town, obviamente, mas que contagia toda a cidade, numa lógica de animação urbana e de movimento de pessoas, tribos urbanas e culturais, de locais e de visitantes de todo o mundo, que criam um ambiente de festa constante digno dos grandes locais e dos memoráveis eventos. e Edimburgo e o seu orgulhoso septuagenário festival, são sem qualquer dúvida um grande local e um memorável evento!


15:30 O Castelo

Depois de umas pequenas voltas pela cidade dirigimo-nos ao centro desta: o Castelo de Edimburgo.

Esta impressionante fortaleza é mais do que uma antiga estrutura de defesa da cidade, é um símbolo do seu poder passado, presente e futuro. A sua escala, a sua arquitetura, a sua história e os seus museus e atrações (sim dentro do castelo existem 7 museus, que visitámos todos, 3 palácios, que visitámos dois deles, e inúmeros café e lojas, que visitámos também, obviamente) são um programa que surpreende qualquer visiante.

É aqui que a cultura e a história da Escócia atingem o seu apogeu turístico, e mesmo assim, com tantos milhares de turistas a visitar este monumento, não decepciona, pois tudo está muito bem pensado e organizado, para que cada visita eseja escial e cada visitante seja tratado como a pessoa importante que é.

Este é a nossa visita durante grnade parte do início da tarde ... mas não ficamos por aqui ... e quando nos conseguimos libertar da magia deste locl, seguimos para outro dos locais míticos e místicos da cidade ...


18:00 A Royal Mile e o Maravilhoso Mundo dos Tartãs

Mesmo à saída do Castelo de Edimburgo fica uma rua que atravessa toda a Old Town: a Royal Mile. Esta é uma rua larga (quer para os padrões da alura, quer para os padrões atuais) e que liga o castelo real à catderal (a meio da Rua) e ao Palácio Real - a Hollyrood House.

Obviamente que tudo aqui respira turismo, transpira Fringe (nesta altura do ano, obviamente) e tem uma arquitetura que mistura os vários séculos desta cidade. Prédios que vão desde a idade média ao século XVIII, misturam estilos e épocas de forma única, criando uma atmosfera mágica digna de um autêntico filme. Apesar das inúmeras lojas de souvenirs e dos incontáveis fast foods (onde almoçámos num deles, uma vez que já estávamos fora de horas e o local de almoço que tínhamos pensado já se encontrava fechado ... e também porque estávamos já esganados de fome, verdade seja dita), este é um local mágico, cuja magia não se desvanece nem um pouco, graças à forte personalidade urbana destes edifícios da Old Town de Edimburgo.

Mas um dos destaques deste dia está numa loja com um ar muito turístico e que se situa mesmo à saída do Castelo e que se anuncia como uma antiga tecelagem de tartans. Entrámos desconfiados, mas ainda bem que o fizemos, pois, passando as duas primeiras salas de imans para o frigorífico e de tartãns em tudo o que se possa imaginar (desde pen drives até garrafas de wiskey), complementados com os tradicionais fudges e butterscotchs (dois doces escoceses - na realidade um é quase uma espécie de caramelo e outro quase um tipo de bolachas ou biscoitos de manteiga - que estão por todo  lado onde se vá, em todas as formas e sabores), entramos nummundo de cinco andares dedicado aos tartãs.

Aqui encontrámos de tudo, desde o mais inusitado ao mais tradicional, desde o mais barato ao mais caro e exclusivo, desde tecido de tartan vendido a metro, até às almofadas e colchas, passando obviamente pelos cachecóis e camisolas e acabando nos kilts feitos à medida ou nas gaitas de foles feitas por encomenda (obviamente, estes dois últimos com preços tão deluxo como os próprios objetos em si), e foi aqui que nos perdemos durante uma hora nas compras de tartans, pois a relação qualidade preço era excelente!


23:00 O Tattoo

Depois da sessão de compras de tartans no inal da tarde, seguiu-se uma sessão de compras de produtos alimentares num supermercado Coop (que é uma cadeia que junta em cooperativas de comércio de retalho ao consumidor final, os produtores locais), pois seguimos diretamente para casa, porque às 21:00h estávamos novamente à porta do Castelo de Edimburgo para assitir ao Edin Tattoo.

Este é um espetáculo que acontece anualmente à port do castelo de Edimburgo e que junta as principais bandas militares da Escócia, com outras bandas militares mundiais. Este ano as bandas convidadas vinham de destinos tão diversos como França, EUA, Índia, Japão e Suécia, mas os grandes cabeças de cartaz da noite são as bandas do exército escocês.

São centenas de militares escoceses, que inundam todo o recinto montado à porta do icónico castelo, com os seus kilts, gaitas de foles, chapéus de pelo negro e músicas tradicionais. Durante mais de duas horas, música, fogo de artíficio, videomaping e danças criam quadros mágicos que nos encantam a nós e aos milhares de pessoas que ocupam as bancadas montadas na imensa praça.

É verdadeiramente um momento mágico, inesquecível e único na nossa vida!


24:00 O Jantar na Cave das Bruxas

Logo a seguir ao magnífico espetáculo, e ainda com a adrenalina ao rubro, entramos no restaurante Whichery by The Castle.

Este é um restaurante mítico da cidade, que tem uma das salas mais icónicas de toda a Edimburgo. Mesmo à porta do Edin Tattoo está este restaurante de salas de madeira trabalhada em painéis de século XIX, que serve cozinha tipicamente escocesa, e que tem no serviço descontraído o seu elemento surpresa.

Não foi um jantar barato, nem o melhor que comemos na Escócia, mas a beleza do local fez deste um excelente final para a nossa Conquista do Reino das Terras Altas ... e portanto vamos logo a seguir para casa, pois temos as malas para fazer e as compras para encaixar, num exercício de puzzle muito delicado de fazer.

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