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CASA EM V


A arquitetura que hoje aqui trazemos chega-nos do Norte e tem a assinatura do atelier Trama: é a casa Fraião.

Localizada em Braga, esta casa é uma obra com a particularidade de se situar numa zona alta da cidade, num lote com algum declive e tem a forma de um ͞V. Esta opção morfológica advém da vontade do cliente e dos arquitetos de aproveitar as vistas privilegiadas sobre a cidade dos arcebispos, que se estende ao longo do horizonte.







Uma outra das principais características desta obra a fluidez espacial, mas sem comprometer a privacidade que o uso habitacional implica. Por essa razão, foi desenvolvido um corpo central para acolher a área social, e dois corpos laterais em forma de "V" para as funções mais privadas, focalizando as vistas sobre a cidade. Devido à diferença de cotas do terreno, a casa foi desenvolvida para articular um piso de entrada ao nível da rua com um piso inferior, onde a sala se prolonga para o jardim e a piscina.





Outro dos destaques desta casa advém de uma das principais paixões do cliente: a Arte contemporânea. Esta é uma das maiores paixões do cliente, possuindo uma vasta coleção e, como tal, foi considerada uma característica importante a ser incorporada no projeto. Assim para acolher algumas dessas obras, a casa foi pensada também ela em função de algumas obras, criando assim uma área de exposição para essa coleção de forma harmoniosa e inteligentemente coordenada com a arquitetura.

É uma casa muito especial esta casa em V!






Fotos: João Morgado

O MUSEU VERMELHO DE SIZA VIEIRA


O mais aclamado arquiteto português, Álvaro Siza Vieira, acaba de inaugurar a sua mais recente obra (desenhada em parceria com o arquiteto Carlos Castanheira): o International Design Museum of China.

Localizado no Campus Universitário da Academia Chinesa de Artes de Hangzhou, este edifício tem na sua cor e material exterior a sua principal novidade: o arenito vermeljo Agra. Esta pedra faz o acabamento de quase todas as fachadas exteriores do edifício, conferindo assim um dramatismo cromático e textural aos sólidos desconstruídos da arquitetura de Siza Vieira.







Esta é uma obra impressionante, quer pela sua forma, quer pela sua estética, que conseguem trazer uma dimensão dramática à quietude e serenidade que tão bem caracterizam a obra deste grande mestre da arquitetura portuguesa e mundial.

É mais uma obra de referência a que Álvaro Siza Vieira já nos tem habirtuado ... neste caso é um Museu e tem a particularidade de ser Vermelho!





Fotos: FG+SG

O CUBO DE KAAN


O atelier holandês de arquitetura Kaan Architecten acaba de inaugurar mais uma obra icónica: o Cube. O novo edifício, que serve de centro de estudo para os estudantes da Universidade de Tilburg caracteriza-se pela sua forma absolutamente cúbica, mas esta simplicidade encerra em si uma complexidade conceptual e arquitetónica bastante grande.

A principal característica deste edifício é a sua transparência e grandiosidade espacial. Esta sensação não é devida às suas proporções, mas antes ao uso intensivo do vidro e da iluminação natural, que criam uma fluidez espacial entre espaços única e propositada. É que como centro de estudos para os alunos, este tem de parecer sempre ocupado, mas nunca cheio. Assim ao criar um espaço central para o estudo, rodeado de pátios (com paredes de vidro que permitem ver o edifício de um lado ao outro), ou de auditórios (também eles todos em vidro), a sensação de encerramento e portanto de ocupação do espaço diminui.




Outro dos truques arquitetónicos desta obra foi a simplicidade e o minimalismo das soluções cromáticas e dos materiais, pois tendo de servir várias gerações de alunos, no presente e para o futuro, e estando o ensino (e por consequência o estudo) numa constante e rápida evolução tecnológica, os arquitetos quiseram que este edifício fosse uma permanente tela em branco onde tudo pode acontecer e nada se vai impor ou permanecer.

É uma obra inteligente esta, que trazemos hoje aqui - o Cubo de Kaan!







Fotos: Sebastian van Damme e Simone Bossi

A CASA À VOLTA DA ÁRVORE


Há muitas casas nas árvores e muitas casas com árvores, mas uma casa construída à volta da árvore, é algo novo. Assim surge a Greenary, com o cunho do arquiteto italiano Carlo Ratti.

Esta casa, foi  desenhada para uma propriedade no norte de Itália (na zona de Parma) que tem no seu melhor lugar em termos de vistas e de topogafia uma árvore centenária que os seus proprietários não queriam afetar com a construção da árvore.



Assim este arquiteto propõe a construção de uma casa à volta desta mesma árvore. Não apenas do ponto de vista geográfico, mas do ponto de vista conceptual também. Não se pretende que a árvore seja o suporte da casa, mas antes o elemento organizador e sempre presente do espaço, forma e materiais da casa.

É um projeto curioso este!


CONVENTE GARDEN ESTÁ NOVO COM A RENOVADA ROYAL OPERA HOUSE


É uma das obras de arquitetura mais aguardadas deste ano: a renovação da Royal Opera House.

A famosa ópera londrina de Convent Garden acaba de revelar-se ao público renovada segundo a subtileza e mestria do traço do arquitecto Stanton Williams. Ao fim de três anos de obras cirúrgicas, feitas com o edifício em contínuo funcionamento, a mítica sala de ópera revela-se mais aberta ao público, mais jovem e contemporânea, mas sempre respeitando a sua arquitectura original e o glamour da sua traça original.






Com esta nova intervenção, a sala principal guardou toda a sua solenidade, com uma intervenção bastante minimal no estilo, mas de excelência na funcionalidade e na capacitação técnica da sala, quer em termos de visibilidade, acústica mas também em termos de conforto dos espetadores.

Mas as principais diferenças notam-se ao nível das novas entradas de Convent Garden Plaza e de Bow Street e dos foyers e corredores de circulação. Agora as entradas estão abertas, transparentes e permitem ao público entrar, quer seja para um espectáculo, para ir à loja ou apenas tomar um café no novo restaurante ou na nova esplanada e os foyers contemporâneos e tranquilos, por forma a dar a solenidade ao momento de um intervalo mais agitado, como sempre são os intervalos das óperas e bailados da Royal Opera House.





Esta é uma obra de arquitectura notável e que merece uma visita de todos os amantes da arquitectura contemporânea ... porque aqui a delicadeza é a palavra forte, e o respeito pela pré existência, mas a segurança do gesto arquitectónico contemporâneo a nota dominante!





Fotos: Hufton+Crow