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MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 1 – RICARDO PRETO | AMOR CONSCIENTE


A “Whole Lotta Love”, dos Led Zeppeli fala das promessas “Vou dar-te o meu amor/Sim!Certo! Vamos lá!”. A “Whole Lotta Love”, de Ricardo Preto revela-se na procura do amor no interior de cada um, com a leveza da consciência espiritual da natureza. Mas é duro no acordar e duro nessa descoberta, onde a inspiração tem todos os tons do Mundo... que é o "Eu Próprio".

Na vontade (e desejo, porque não) de amor, as peças fluidas e leves, são como a película sensível que protege a caixa negra escondida no coração de cada mulher e de cada homem.




Ricardo Preto destaca a natureza das flores e dos animais. Elas como símbolos da alegria e da beleza e eles como personagens de fantasia. Peças com silhuetas trapézio e fit and flare, onde o vermelho, o amarelo e a terra são a palete base.

Uma colecção guiada pela caminhada ao interior, sem perder a vivência com todos, mas com a um mantra simples: "Je suis le Monde"!


E é no Mundo da moda que voltamos amanhã, com mais luz projectada sobre a próxima primavera/verão.

Até amanhã. Fiquem bem!

MODALISBOA LUZ EM DIRECTO | DIA 1 - VALENTIM QUARESMA | A TRAÇÃO CARNAL


Amor e sexo. Lado a lado, na mistura de pensamentos, de sentimentos, de sensações. É assim, a colecção do designer de jóias que mostram carnais no contacto com o ser que a exibe. “Carnal” é um espectáculo cru, que se orienta na atracção e na força ... e que se exalta na determinação e no poder.

Valentim Quaresma volta à Moda Lisboa, com uma inspiração quente para a primavera-verão que se espera fecunda de sol e calor.



Os corpos vestidos com brocados, malhas e algodão, são bases sólidas para peças marcantes e marcadas pelo desejo, num ambiente oriental.

Os materiais desta colecção-jóia de Valentim Quaresma são a fotografia, plexiglas, pedras e latão. Destaque para as peças mágicas da filigrana industrial... onde múltiplos corações de Viana ganham dimensão e poder, como se fosse corpos que se colam uns aos outros criando um novo corpo, um novo ser.

Uma colecção “Carnal” cheia de luxúria e romantismo.

E daqui a pouco, neste direto com a Luz da ModaLisboa ... seguimos para uma outra visão de amor.



​MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 1 - KOLOVRAT | EM ESPÍRITO DE MANIFESTO


Depois da explosão de criatividade vem uma das mais criativas criadoras da moda nacional Lidja Kolovrat, com uma coleção com o tema "O Ritual". O “Ritual” de Kolovrat apresenta-se como um manifesto para uma nova identidade para teatralizar as nossas vidas e dar-lhe significado.

Kolovrat é mestre na desconstrução de conceitos, com a mistura de estilos e materiais diferentes. Tal e qual como todos nós fazemos, na cultura e códigos que nos identificam e nas tribos com as quais nos identificamos. Assim, o desfile, foi uma espécie de reality show, com pessoas de espírito absurdo e surrealista, que criaram uma realidade teatralizada e de uma sacralidade estética, digna de um novo rito de estilo para o Verão 2018.


Fortes tonalidades de roxo e vermelho, assim como os bordados reutilizados, em peças assimétricas e oversized. A construção é feita com duas peças juntas e cruzadas, desconstruindo-se mutuamente e criando uma nova realidade conjunta. Há, também, casacos que abrem nas costas, com várias proporções, e que se tornam na peça mais icónica desta estação.

A colecção “Ritual” é a ilustração de um conto fantasioso, absurdo, surrealista e sem barreiras linguísticas. Mas a linguagem vai continuar ... mas desta feita noutro tom.


O senhor que se segue é o mestre da joalharia contemporânea nacional: Valentim Quaresma.

A não perder ... como sempre!

​MODALISBOA LUZ EM DIRETO​​ | DI​​A 1 - SANGUE NOVO | OS NOVOS DADORES


No espaço verde criado no interior do Pavilhão Carlos Lopes ... ao estilo de uma fotossíntese de ideias e conceitos ... recebemos adoação de Sangue, para a moda nacional. Doadores de conceitos, ideias, lemas sociais... e perspectivas de vida, para que a moda portuguesa seja, sempre, e cada vez mais, uma aposta de criação e de negócio... dentro e fora das fronteiras do país (e do politicamente correcto).
São propostas com assinatura, de criadores com sangue na guelra... que querem chamar a atenção e convencer os jurados dos três prémios, em jogo.


ALEXANDRE PEREIRA – “TUPAH”

“Só não te esqueças de devolver o Tupperware”. A frase dita pelas mães ... e ouvida vezes sem conta ... é o princípio. A reflexão que o Alexandre Pereira faz ... é sobre o que se passa na cabeça das mães quando ... não lhes é devolvido a tal caixa de plástico. E esta colecção “Tupah” mostra essa reflexão em gangas, jersy, felpa e malha de silicone ... e em verde, azul, amarelo, laranja e cru.



DANIELA PEREIRA – “MAN DIES”

Jean Michel Basquiat é a inspiração ... para os tempos de hoje, em jeito de provocação como as obras dos artista recortaram a sociedade de Nova Iorque quando começou a ser o artista que muitos amavam e muitos detestavam. Daniela Pereira quer consquitar-nos com silhuetas descontraídas, estampadas pela a inspiração principal dos conceitos e padrões gráficos de Basquiat. "Man Dies" é o nome da colecção ... que quer dar a uma visão interna aos valores da história que veste.


IVAN ALMEIDA - HUBBUB

O processo é pegar no que a produção fez em massa (e que virou desperdício) e fazer de novo ... mas sem o cansativo igual-a-tudo-o-que-se-vê-e-veste-em-todo-o-lado. Ivan Almeida diz que quer potenciar a tecnologia da modelagem computorizada, sem o mesmo de sempre. A colecção “Hubbub” é um design de fios, plissados, assimetrias, gráfico, engineered e mix ... com combinzalões em azul, branco, laranja e vermelho.

CARLA CAMPOS – “HUMAN. AM I REAL?”

Os corpos dormentes e mecanizados, que deambulam pelas cidades ... muitas vezes nós próprios...  escondem as falhas humanas. E Carla Campos quer trazer à superfície ... dos corpos (nas roupas que os tapam) ...  os estados emocionais enterrados. As peças materializam o amor, a ansiedade, a loucura e a esperança... em preto, branco, vermelho, azul e cinzento. E nesta colecção com pergunta provocatória ... “Human! Am I Real?”... há fechos que são como os nosso braços ... presos em jersey de algodão, sarja, tactel, microfibra.


RITA AFONSO – O DEPENDURADO

Como a geração a que pertence ... esta geração multitask ... Rita Afonso quer parar o tempo da rapidez e conceitos, em que nada é impossível. Um positivismo em prol da contemplação ... inspirado no "Dependurado" ... nome da carte número doze ... do tarot. Ou seja, como por exemplo... escreveu Walter Benjamin ... “a ave do sonho que choca o ovo da experiência”.

Vencedora do Prémio The Feeting Room: Produção e venda de uma colecção nas lojas de Lisboa e Porto da TFR.
Mensão Honrosa do Prémio ModaLisboa: Apresentação na próxima edição do Sangue Novo.


FILIPE AUGUSTO – 7 SAIAS

Aqui as setes saias são as que está a pensar ... mas são apenas na memória e na inspiração. Porque nesta colecção de Filipe Augusto ... podemos dizer que os axadrezados d' "o mar enrola na areia" perdem as cores de sempre ... e ganham os tons ácidos do tecno. Filipe Augusto pega nas saias e nos aventais e desconstroi a sobreposição de peças, num registo mais masculino ... como que a recordar que as saias delas em terra rezavam pela saúde deles no mar perigoso da Nazaré.

Vencedor do Prémio FashionClash: Apresentação de uma coleção no Branko Popovic, em Maastrich, em junho de 2018.
Mensão Honrosa do Prémio ModaLisboa: Apresentação na próxima edição do Sangue Novo.



RITA CARVALHO – ABRIL FLORES MIL

Na abrilada da natureza ... cresceram as ideias do florescer, do ganhar flor, do ciclo que se faz novo a cada ciclo orgânico. Rita Carvalho faz assim, como uma abrilada ... formas orgânicas, folgos, franzidos e recortes circulates. E a colecção “Abril Flores Mil” é uma montra de círculos e flores, de várias formas e tamanhos dinâmicos, com silhuetas semi oversized.


FEDERICO CINA – VÁCUO

O desconforto, as emoções desagradáveis, a solidão entre milhares de pessoas, a perfeição do padrão. um padrão de nova aventura ...  assumidamente "Lost in Translation" no princípio da aventura num espaço novo e diferente. Assim... como confronto com os outros e o EU (de cada um) Federico Cina quer desconstruir a tribo da normalidade aprovada e aceitada. A colecção “Vácuo” revela-se directa aos que podem ser fortes, com um balaclava que comprime o rosto e protege dos julgamentos.


DAVID PEREIRA - NATIVE

No tempo tecnológico e ultrarápido, a silhueta é andrógina ... e no espaço do streetwear, o código é bem-estar “espiritual” aliado às técnicas de luxo. Uma mistura de ideias e tribos urbanas, que o David Pereira faz como ... caminhos cruzados entre o agora e os tempos primitivos. É uma colecção "Native"... porque quer partir da natureza para a aceitação de todas as formas de vestir a vida do mundo.

Vencedor do Prémio ModaLisboa: Bolsa de 5000 euros atribuída pela ModaLisboa; summer course oferecido pela Domus Academy, em Milão; entrada direta no SANGUE NOVO da edição de março 2018.


RITA SÁ – DIZ-ORIENTATION

Numa cidade qualquer ... qualquer pessoa acha que vai no caminho certo para o destino que quer, apesar de seguir no sentido errado ... porque nas mãos tem um mapa ao contrário. Nesta desorientação, Rita Sá orientamos com peças e detalhes reflectidos da frente para as costas, ou vice-versa ... e que muda a perspectiva de quem vê. Pespontos, na colecção “Diz-Orientatiton” marcada pelo cinzento numa mancha-referência ao estilo “casa cor-de-rosa”

Mensão Honrosa do Prémio ModaLisboa: Apresentação na próxima edição do Sangue Novo.

E depois do Sangue Novo... um sangue consagrado da moda portuguesa: Kolovrat. Até já ... por cá ... e pelas novas redes sociais.


MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 1 - DUARTE | O PÔR-DO-SOL


​Na hora dos chá, não fosse pelas cinco da tarde, chegaram as propostas com a energia revigorante da meditação e da paisagem indiana. A designer Duarte trás para a passerelle o ambiente de contemplação antes da agitação do nascer da noite, para eles e para elas.

É uma verdadeira viagem ao pôr do sol indiano, com a dualidade da silhueta oversized-fitted. Os tons seguem as cores do horizonte e da realidade ...  que ultrapassa a imaginação, em qualquer recanto da terra dos yoguis.


A chegada é esta colecção “Voyage”, onde a suavidade dos tecidos é tão exótica como o ponto de partida da ideia base: o tempo em que as viagens eram um luxo exótico. O real do europeu, agitado e citadino, e a imaginação da terra da meditação, indiana e serena, ganham corpo em algodões vibrantes e sedas estampadas ... mas também se materializam em lã, linho, neoprene, pele natural e tecidos técnicos. São peças pintadas em lilás, violeta, rosa, laranja, esmeralda, azul marinho, preto. Nesta viagem, Duarte mostra o equilíbrio perfeito entre um estilo desportivo e peças de qualidade.


Daqui a pouco, vamos fazer a fotossíntese da ModaLisboa... com o Sangue Novo para a moda nacional. São dez os novos talentos para que o que é nosso tenha o futuro que merece. E nós tenhamos mais um momento deste direto digno de nota!