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LENÇÓIS PARA UM VERÃO DE LUXO


O Verão ainda não acabou (e dizem que ainda está para durar) por isso trazemos aqui uma coleão de lençóis muito especial: a Zephyr.

Nascida de uma parceria entre o designer Christian Schulz americano e a marca americana Flaneur, esta coleção (disponível online) combina cores frescas e ácidas, por forma a criar a melhor combinação de cores possível para dormir nas noites quentes. Conceptualmente o designer chama uma combinação entre azul e verde água, que se inspiraram em Miami e mais especificamente em South Beach e Marina del Rey, e combinou-os com um amarelo pastel para lhe dar um boost de energia adicional.



Mas se as cores são maravilhosas, os materiais são ainda melhores. Feito de um algodão ecológico e sustentável, com linhas 100% bio degradáveis, pesponto de cetim, o que lhe dá um detalhe bastante, e a coloração é feita com pigmentação 100% ecológica. Claro que, estando nós a falar de uma marca de lençóis de luxo, não se esperaria outra coisa.

Como ainda aí vêm muitas noites de verão, aqui fica esta sugestão de luxo ... é cara, mas é linda!


DOR E GLÓRIA DE ALMODOVAR


É o regresso do maior e mais aclamado realizador espanhol: o Dor e Glória.

Este filme de Pedro Almodovar, retrata uma parte da vida de Salvador Mallo (interpretado por Antonio Banderas) que é um diretor de cinema, que se vê obrigado a refletir sobre as escolhas que fez ao longo da sua vida quando o passado e presente desmoronam ao seu redor.

Com guião de Pedro Almodovar, há já quem diga que este é um filme autobiográfico, mas o realizador e argumentista não confirma nem desmente. A interpretação magistral de António Banderas também é um dos grandes pontos fortes deste filme, que mais uma vez contribui activa e significativamente para nos trazer uma obra grande da cinematografia de Pedro Almodovar.

A estreia em Portugal está marcada já para dia 5 de Setembro ... o que para os amantes do cineasta espanhol (e os amantes do bom cinema, diga-se em abono da verdade) é um dia a celebrar!

GUESS COMO VAI SER O OUTONO


A muito americana Guess Jeans acaba de lançar a sua campanha de Outono e tudo vem inspirado na história das origens da marca e do seu legado de gangas. As tendências espelhadas nesta campanha são detalhes de faux fur e peças exuberantes de padrões animais, que contrastam com o azul elétrico do mar da paradisíaca ilha mediterrânica de Capri e as suas enseadas ao fundo.

Para mulher destacam-se diversas silhuetas em ganga, como gabardines, macacões, calças skinny de cintura subida, casacos com detalhes de pelo, micro-saias e calções, mas também os tops clássicos de botões. O faux fur destaca-se nesta estação nos casacos elegantes, com uma oferta de silhuetas diversas - de longas a super curtas em tons rosa suave. Casacos de malha e de capuz com padrões de animais exóticos surgem lado a lado com blusões biker e saias compridas com padrões de cobra em tons de amarelo, expressando o lado mais sexy da coleção de outono.


Nos homens, as gangas aparecem em casacos, calças e camisas de botões com lavagens - desde o escuro ao claro. A coleção é dominada por casacos formais, blusões biker em faux leather e blusões acolchoados combinados com t-Shirts de motivos gráficos, camisas formais e camisolas de gola alta minimais.

Este outono chega-nos cheio de estilo ... pelo menos é essa a proposta da Guess Jeans!

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 12



O dia começou com um despertar bem cedo, ou não tivéssemos nós 1ase 2.000 km para percorrer neste último dia da nossa viagem. Sim este é o dia de maior quilometragem de toda a viagem, por isso foi mesmo antes das 8 da manhã que saímos do Ibis Euromed Marselha Centro. Fazemo-nos à estrada, mas antes de deixarmos França, ainda temos uma última visita agendada: O Palácio dos Papas em Avignon.

Este incrível monumento tem uma arquitetura tão imponente quanto o seu papel histórico o demandou. Tendo sido o primeiro palácio papal, este palácio é uma verdadeira fortaleza recheada de histórias para contar e com uma arquitetura verdadeiramente imponente. No entanto não é só a sua escala que impressiona. No final da visita, os frescos dos apartamentos papais e da capela papal são umas verdadeiras obras de arte sublimes e de uma beleza absolutamente inquestionável. Demorámos parte da manhã aqui ... mais do que esperávamos, mas valeu a pena, pois este monumento é uma visita obrigatória para quem vai ao Sul de França.


Depois de sairmos do Palácio dos Papas voltamos à estrada, e então começa realmente a nossa grande jornada de hoje. A nossa primeira paragem é em Barcelona, para podermos almoçar, esticar as pernas e continuar esta saga gastronómica que nos tem conduzido pelo meio de paisagens e sabores absolutamente memoráveis.

O local escolhido para esta nossa paragem gastronómica é o muito clássico 7 Portes. Já aqui viemos numa das nossas viagens passadas, e voltámos porque foi tão inesquecível, que, tendo a oportunidade, não quisemos perdê-la. À entrada de Barceloneta, mesmo no final da Via Laetana, está este templo das paellas catalãs. Assim é com prazer e muita gula que demoramos algum tempo a degustar um arroz negro e uma paella tradicional de frango. Se este é um restaurante clássico "de toda la vida" (como dizem os "nuestros hermanos"), podemos dizer que o tempo não o estragou ... só o apurou. O serviço foi impecável, a comida divina e o preço, absolutamente correto. Gostamos, recomendamos e voltamos ... só ainda não sabemos é quando ...


Mas depois de almoço foi tempo de voltar à estrada e fazer mais umas centenas de quilómetros até à próxima paragem. Também ela gastronómica e também ela numa cidade conhecida pela sua gastronomia: Madrid e as suas Tapas.

Na realidade demorámos um pouco mais de tempo do que estávamos à espera, por isso o local onde queríamos ir jantar já estava a fechar à hora que chegámos, e portanto houve que improvisar. Assim sendo dirigimo-nos ao sempre animado bairro de Chueca e escolhemos À clássica Taberna El Buo. Aqui, desde os idos anos 1970s (quando Chueca ainda não era conhecida, nem era sequer um bairro bem frequentado), servem-se tapas madrilenas, no melhor estilo taberneiro: empregados muito simpáticos, doses servidas em abundância e preço muito (mas mesmo muito) acessível. A qualidade da comida, podem vocês estar a pensar que não é grande coisa ... pois desenganem-se, pois esta verdadeira instituição de uma Chueca já desaparecida, não está no mesmo sítio há quase meio século pela sua decoração ... está pela sua cozinha! Tapas excepcionais, deliciosas, ultra tradicionais e que, dado o adiantado da hora (e o estado ensopado em que estávamos, pois caiu uma bátega de água absolutamente tropical, quando saímos do carro em direção à taberna) foram a melhor experiência gastronómica madrilena que poderíamos ter tido - autêntica, generosa e muito boa!

Estávamos prontos para as centenas de quilómetros finais deste nosso infindável dia de carro, que nos trouxeram a Lisboa e que encerraram verdadeiramente esta viagem que foi verdadeiramente inesquecível. Foi uma viagem que poderia ter sido menos fantástica do que as nossas anteriores, mas não foi ... até nós ficámos surpresos com a qualidade das experiências, comidas e monumentos que vivemos, degustámos e visitámos. Esta foi mais uma viagem absolutamente incrível que fizemos e que tivemos o prazer de partilhar com toos vocês!

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 11



Acordámos em pleno centro de Marselha, num hotel moderno, confortável e muito eficiente. O funcionamento destes Ibis Euromed é verdadeiramente bom: tem quartos espaçosos e bem equipados (equivalentes a muitos 4 estrelas), o pequeno almoço é completo e bem servido, e o serviço de recepção e de restauração é atencioso e muito disponível.

Mais ainda, a localização deste hotel é perfeita, pois está a dois passos da Catedral e do muito novo MuCEM – Musée des civilisations de l'Europe et de la Méditerranée e a três passos do Porto Velho. Ora com esta localização decidimos começar a manhã com um passeio a pé por esta zona da cidade, onde vimos o excelente trabalho de recuperação desta zona do porto novo, bem como as excepcionais lojas que por aqui estão a surgir. Claro ... não resistimos a comprar umas camisolas marselhesas (as tão afamadas camisolas de riscas azúis e brancas), os sabonetes artesanais com base de azeite e queijos ... muitos e bons (pois ainda não tínhamos comprado para levar). Foi assim que começámos a nossa manhã, entre a Catedral e Lojas, entre o MuCEM (que não conseguimos visitar, por causa do tempo que perdemos nas compras) e o porto velho.





Depois de voltarmos ao hotel para deixarmos as compras, pegamos no carro e atravessámos a cidade para ir visitar um dos edifícios mais importantes, e mais esquecidos, da cidade de Marselha: a Unité d'Habitation. Desenhada pelo genial mestre do modernismo europeu Le Corbusier, este edifício habitacional de 1947 (projetado em colaboração com o arquiteto e artista português Nadir Afonso), propõe uma revolução na habitação à época. É que a proposta desta obra é criar uma cidade vertical, com habitação, serviços e infra-estruturas comuns a todos os habitantes deste prédio de apartamentos. Por outro lado, é com este projeto, que Le Corbusier atinge a maturidade do seu pensamento sobre o acto de habitar contemporâneo.

Mas se tudo isto é teoria, na realidade o edifício que visitamos, é uma verdadeira obra prima de arquitetura modernista e do betão. É que para onde quer que se olhe todas as perspetivas, todos os detalhes, todos os materiais, todas as formas, tudo está estudado à exaustão. A visita a esta obra de arquitetura é verdadeira lição viva e prática de como a arquitetura modernista tem uma estética e um programa funcional e um pensamento conceptual revolucionário e novo para a época. É uma visita demorada, que nos leva do rés-do-chão aos terraços da cobertura, e nos faz percorrer espaços tão bem desenhados, e ainda melhor construídos, que é um deleite para os olhos e para a alma percorrer esta obra de arquitetura.




Ora depois do início da manhã no centro de Marselha, e o final desta na Unité d'Habitation, estava na hora de sairmos da cidade e nos aventurarmos pelo parque natural das Calenques. Este parque é vizinho à cidade e engloba toda a costa entre a cidade de Marselha e de Cassis. Com vistas espetaculares para umas baías de mar mediterrâneo azul turquesa, é nas escarpas calcárias brancas e íngremes que está a absoluta espetacularidade deste território. A estrada é difícil de fazer, não pelo seu piso, mas pela quantidade de curvas que tem, mas a vista que se tem ao longo deste caminho vale bem a pena.

E é assim que chegamos ao nosso destino de almoço: o La Presqu'Île. Este restaurante fica numa praia privada em Cassis, tendo umas vistas absolutamente espetaculares sobre o mar. Mas, como todos os restaurantes, se se chegar um pouco depois da hora que eles estipulam, já não servem ... e foi o que nos aconteceu. No entanto, e graças à simpatia do porteiro do parque de estacionamento, lá nos deixaram entrar no complexo da Praia das Calenques de Cassis. E foi graças a esta simpatia que ficámos a conhecer o La Plage Bleue. Esta esplanada fica situada entre o restaurante que nos recusou e o mar, tendo assim melhor vista, e ainda por cima, permitindo uma indumentária menos chic, respirando-se assim um verdadeiro ambiente de praia. Foi aqui que comemos um tártaro de salmão, uma ceviche de salmão e um carpácio de polvo ... todos absolutamente divinais. Mais uma vez conseguimos escapar ilesos e muito bem servidos a mais um restaurante que não nos aceitou (desta feita, não porque não tivéssemos reserva, mas porque chegámos 15 minutos atrasados).


Ora se estamos em plena Côte d'Azur, o que fazemos durante esta tarde é ir à praia. Assim, depois do almoço divinal que tivemos (e enquanto fazemos a breve digestão do peixe maravilhoso que comemos), vamos até à muito exclusiva Hyères. É aqui que passamos uma tarde na praia (já não muito longa, pois apanhámos algum trânsito a lá chegar) mas mesmo assim deu para dar um mergulho e secar deitado ao sol.

Hyères tem uma península grande mesmo em frente e toda ela com praias de areia (uma raridade na Côte d'Azur) e foi uma tarde entre águas calmas e quentes e uma areia fina e um ambiente muito calmo e tranquilo. Fazer praia na península de Hyères é um luxo ... tal como se pode esperar.





Depois da praia, voltámos à estrada e fomos até à vizinha Aix en Provence para um jantar provençal. Em pleno centro da cidade há uma gema escondida, entre ruas estreitas há o Le Bistrot. Este pequeno restaurante tem a sua carta baseada nas especialidades provençais e todas elas verdadeiramente prodigiosas. A nossa escolha (e como gostámos, recomendamos) recaiu sobre uma tarte tatin de legumes, um maigret de pato com uma tapenade de cogumelos e um souflé de armagnac. Tudo delicioso!

Para encerrar o dia, voltámos à costa e fomos passear na marina de Saint Tropez, ver os espetaculares barcos, viver a agitação dos vários bares e passear nas ruas vizinhas, onde o luxo e a sofisticação não poupam recursos. Aqui sente-se dinheiro, poder e muito bom gosto. Foi assim que se encerrou a nossa viagem Gastro France, com uma nota do melhor que a França tem para oferecer: locais fanásticos e uma gastronomia excepcional!

Amanhã é dia de regressar a Lisboa ... não sem antes fazer uma última visita e mais duas paragens gastronómicas pelo caminho ... por isso voltámos ao nosso hotel em Marselha, fechámos as malas e fomos descansar porque amanhã o dia vai ser um longo dia na estrada!