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VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 7


11:00 CHEGADOS A SIDNEY

Depois de um um voo de 7 horas passadas a dormir, na low cost mais cool que voámos até ao momento (num Boing novinho em folha), chegamos ao nosso próximo destino: a cidade de Sidney.

Assim que chegamos começamos a perceber que estamos noutra realidade, totalmente diferente de Banguecoque. Arumada, limpa, ocidental, moderna, Sidney tem na sua luz e na sua boa onda e boa energia, o seu principal cartão de visita. Apesar do trânsito que apanhámos à saída do aeroporto, a simpatia do condutor da Uber foi verdadeiramente uma boa chegada a Sidney aquela que nos foi proporcionada.

Assim foi o nosso primeiro contacto com esta simpática cidade.


13:00 O RADISSON BLUE SUITES

Situado em plena zona do CBD, o nosso hotel destas paragens de DownUnder é um muito moderno Radisson Blue Suites, com o seu estilo absolutamente típico de uma cadeia internacional, com todas as suas comodidades padronizadas, mas bem preenchidas.

Uma recepção eficiente, um quarto espaçoso e com uma secretária para se trabalhar e um wifi que funciona às mil maravilhas, ou não estivessemos nós situados em pleno Business District da cidade.

Mas a grande vantagem é que estamos em pleno centro da cidade e mesmo ao lado da nossa próxima visita. Por isso, após fazermos o check in, saímos de imediato e rumamos ao nosso próximo destino: o Darling Harbour.



14:00 O ALMOÇO NO DARLING HARBOUR

É considerado o coração da cidade de Sidney e tivemos a sorte de estar ocupado com um Boat Show, o que nos fez ter uma ideia ainda melhor deste porto urbano: o Darling Harbour.

Este porto, na realidade é uma gigantesca marina no centro da cidade de Sidney, rodeado de incríveis edifícios de arquitetura moderna, amplos passeios onde todos vêm passear ao fim-de-semana. Ora sendo sábado, e estanto patente uma exposição de barcos, os passeios estão cheios de famílias e casais, que vieram passar esta tarde de sol de inverno neste agradável e muito civilizado espaço.

É aqui e no restaurante Belles, especialista em frango, que resolvemos almoçar. Mas não ficamos no próprio do restaurante, pois o tempo urge e o sol está tão bom, que resolvemos pedir um take away e ir comer para o pier 2 de Barangaroo, pois dentro de pouco tempo iremos embarcar num cruseiro pela famosa baía de Sidney.




16:30 A PONTE E A ÓPERA DE SIDNEY

A cidade de Sidney tem dois ex-libris, e a melhor forma de os ver é de barco. Normalmente os cruseiros turísticos parte de Circular Quay, mas nós descobrimos um, da conhecida companhia de cruseiros Captain Cook, que parte de Barangaroo (ou seja de Darling Harbour) e vai até Manly Beach, e assim podemos apreciar os dois ícones da cidade: a Ponte e a Ópera de Sidney.

Estas duas construções são autênticas obras de arte, não só da engenharia, mas da arte e da estética. Vistas da água e saindo do porto de Barangaroo, ambas ficam muito perto uma da outra conseguinto assim cnfrontar ambas num só olhar. Uma destaca-se pela sua escala e outra pela sua elegância e ediladeza de formas.

O colosso da ponte, com todo o seu ferro, a sua complexidade estrutural e escala descomunal torna-se leve e elegante a vencer um vão imenso que liga os dois lados da baía, criando assim um gigante na cidade, que tem uma delixadeza e uma subtileza incríveis e únicas. É de facto uma obra de engenhareia esbelta e digna de ser vista e apreciada com o vagar de uma passagem de barco.

Já a Ópera, vista da baía, é pequena mas tão sublime quanto uma ave que pousa na marge da baía. Branca e subtil esta obra de arquitetura impressiona pelo seu desenho e pela sua forma que parasece que se lança sobre a água da baía, criando assim uma noção de movimento e dinâmica únicas e absolutamente icónicas.

A visão destas duas obras em confronto uma com a outra, o colosso estático mas leve, e a pequena ópera que parece levantar voo sobre a baía, fazem deste passeio de barco o momento perfeito para ver estes dois ícones da cidade de Sidney.

A baía de Sidney é uma massa de água gigantesca em redor da qual a cidade e alguns dos seus subúrbios se organizam. Este cruzeiro da Captain cook que nos leva até Manly Beach e nos traz de volta dá-nos possibilidade de ver não só a Ópera e a Ponte de Sidney, mas também outro aspeto fundamental desta cidade: a sua qualidade de vida.

Estamos definitivamente numa cidade com muita qualidade de vida. As casas que vemos na borda de água que têm ancoradouros privados, ou mesmo praias rivadas, fazem adivinhar que neste lado do mundo a qualidade de vida é completamente diferente. A dimensão das casas, a sua arquitetura moderna, os imensos jardins, são uma constante ao longo de todo o passeio.

Aqui respira-se dinheiro, mas não de uma forma ostensiva ou ostentatório, apenas de uma forma natural e saudável de quem o tem e o gasta de forma equilibrada em prol de uma qualidade de vida, como se vê em poucos locais do mundo.

A qualidade de vida dos habitantes de Sidney e nos seus arredores impressiona e faz inveja a qualquer europeu!


18:00 O PASSEIO PELO CBD

Acabado o cruzeiro pela baía de Sidney decidimos voltar ao hotel para descansar e preparar-nos para uma noite muito especial. Mas decidimos voltar desta vez atravessando pelo centro do próprio do Central Business District.

Apesar de ser sábado, e das torres de escritórios estarem fechadas e das ruas estarem vazias, nota-se que este é o coração económico da Austrália. Cada torre de escritórios, seja ela mais antiga, e portanta construída em tijolo e ferro e vidro, seja ela mais moderna, e portanto feita de betão, aço e vidro, ostentam orgulhosamente os logotipos dos seus donos. São bancos, seguraradouras, energéticas, empresas de telecomunicações são uma constante no topo destes edifícios.

E na sua base, pequenos cafés, pequenos restaurantes e algumas lojas, que se nota que são o suporte deste centro de negócios importante. Aqui nota-se o dinheiro corporativo, mas sendo sábado, nota-se também  que esta zona está num período de pausa, que rapidamente voltará a ficar fervilhante na próxima segunda feira.

É a caminhar entre estas torres que chegamos ao nosso hotel e onde descansamos um pouco, antes de voltar a sair para um dos pontos altos desta viagem: a Ópera em Sidney.






22:30 O DIA EM QUE VEMOS UMA ÓPERA NA SIDNEY OPERA HOUSE

Depois de descansarmos m pouco e de nos vestirmos a rigor, apanhamos um Uber XL e vamos até à Sydney Opera House pois temos bilhetes para assistir aqui à famosa ópera Rigoletto.

Assim que chegamos damo-nos conta de um aspeto: é que o edifício da Ópera de Sidney não é pequeno, mas é imenso, no entanto o desenho elegante das suas formas, e o fato de estas estarem elegantemente pousadas sobre um podium elevado, faz com que pareça um pouco menos gigantesco. Outro dos elementos que imediatamente se destaca à nossa chegada é a imensa e monumental escadaria que nos conduz à entrada principal da Ópera, fazendo-nos passar entre os dois corpos da ópera e assim ver o espetáculo de video mapping que é projetado nas suas icónicas coberturas.

Por dentro o edifício é igualmente belo. As suas coberturas de betão, tornam-se autênticas estruturas antropomórficas, percebendo-se na sua estrutura a genialidade do desenho arquitetónico desta obra. Se por fora o edifício tem a leveza de uma escultura etérea, por dentro as mesmas formas da cobertura transformam-se em espetacupares estruuturas de betão, de uma elegância, mas ao mesmo tempo de um brutalismo único e avassalador.

Mas avassalador foi o espetáculo dirigido pelo maestro Renato Palumbo, e interpretado pela orquestra e coro da Ópera de Sidney e pelos intérpretes Dalibor Jenis (Rigoletto), Gianluca Terranova (Duque de Mantua) e Irina Lungu (Gilda). A perfeição com que a música de Giuseppe Verdi foi interpretada, as vozes absolutamente sublimes que interpretaram o fibretto desta ópera e a encenação genial de Elijah Moshinsky, fizeram deste um espetáculo que dificilmente vamos esquecer.

Há algumas experiências na vida que são únicas, e ver uma boa ópera é uma delas. Ainda é mais marcante quando esta ópera é vista numa das principais óperas mundiais e com uma encenação e interpretação tão perfeitas ... se ir à ópera é então uma experiência única na vida, então foi o caso desta noite!


23:00 O JANTAR PÓS ÓPERA

Como manda a tradição, a seguir à ópera fomos então comer um late snack. Assim sendo, e porque estamos em plena Austrália rumámos à antiga zona de armazéns da base da ponte, conhecida como The Rocks.

Este bairro, contrariamente ao CBD, vê-se que é um dos locais de vida noturna da cidade, e portanto, a estas horas tem os restaurantes absolutamente cheios e os bares já a começarem a ter fila à porta. O trânsito de pessoas e carros nas ruas, a música que sai de cada estabelecimento e a animação do ambiente que aqui se vive confirma-nos que estamos no local certo para acabar uma noite perfeita, num sábado à noite em Sidney. Assim rumamos à nossa escolha para o nosso jantar australiano: o icónico e popular Pancakes on The Rocks.

Aqui estamos num ambiente popular, rodeados de um público absolutamente eclético e variado, quer em estilos quer em idades, mas todos a quererem comer algo fora de horas (pois este restaurante serve até à 1h da manhã). E claro, que estando na Austrália não conseguimos resistir a umas autênticas ribes com molho Barbecue e a terminar uma escolha óbvia: uma panqueca com doce.

Acertámos na escolha, pois este restaurante consegue um serviço rápido, eficiente mas com qualidade e simpatia. E tudo a um preço acessível e num ambiente descontraído e que nos permite experimentar o ambiente animado de um sábado à noite de inverno em Sidnei. Nem todas as escolhas gastronómicas têm de ser ultra requintadas, pois às vezes os ambientes mais populares e descontraídos também reservam bons sabores ... e este é um destes casos.

É com esta nota operática e gastronómica que termina o nosso dia Australiano desta Volta ao Mundo, pois amanhã voltamos ao aeroporto para rumarmos a um próximo destino ... mas termina em apoteose e com um excelente sabor!

VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 6


10:00 DESCANSO DE QUALIDADE

Quando escolhemos os hotéis para estas nossas viagens, é essencial a qualidade dos mesmos, porque numa viagem deste tipo (e por maioria de razão numa Volta ao Mundo) o descanso é pouco, por isso o conforto dos quartos (mais do que os serviços extra que o hotel presta) é a nossa principal preocupação.

Ora neste Klub Hotel de Banguecoque os quartos são verdadeiramente confortáveis: têm boas áreas, têm todas as comodidades para a nossa estadia e os quartos têm ainda uma parede de vidro com uma vista sobre as torres da zona nova da cidade, que torna qualquer acordar numa experiência bem agradável. Assim hoje aproveitámos o conforto do quarto até um pouco mais tarde e acordámos em grande estilo e relaxadamente.

Mas há mais vantagens quando se chega ao pequeno almoço. A estação de ovos e a estação de noodles são uma boa imagem do que oferece este hotel como primeira refeição do dia: um buffet de pequeno almoço que junta os sabores e gostos orientais (como caris, os legumes satai e outras iguarias) com os clássicos fiambres, cereais e marmeladas e doces dos pequenos almoços ocidentais.

Assim foi o nosso acordar de hoje ... e assim ficámos prontos para mais umas visitas à capital tailandesa!





13:30 O PALÁCIO REAL

É um dos edifícios mais icónicos da cidade de Bangcoque e um dos mais visitados pelos turistas o que foi o nosso destino desta manhã: o Palácio Real.

Com os seus edifícios monumentais, os seus templos espectaculares e o palácio real (que só se pode ver a fachada principal), este é um dos complexos edificados mais monumentais da cidade de Banguecoque. A riqueza da decoração dos edifícios, quer no seu exterior, quer no seu interior, é talvez o que mais impressiona, mas também a forma luxuosa e exótica da sua arquitectura surpreende e conquista-nos.

Mas há um outro tesouro escondido dentro deste complexo do palácio Real: o Museu da Rainha e do Têxtil. É que a Rainha Sirikit da Tailândia foi conhecida nos idos anos 1960s pela sua elegancia e beleza. Assim este museu tem na sua colecção os fatos e acessórios criados por Pierre Balmain, pessoalmente e especialmente para esta rainha, para a sua tournet mundial de 5 anos que levou a família real tailandesa a maus de 50 países no mundo.

Mas se a qualidade da colecção é digna de estar em qualquer dos melhores museus de moda do mundo, a sua forma de exposição talvez tão magnífica quanto as obras expostas. Aqui, se dúvidas ainda houvesse, elas são esclarecidas: a monarquia tailandesa é sofisticada desde há bastantes séculos (como comprovam estes edifícios), mas essa sofisticação estende-se até à actualidade.



15:30 O ALMOÇO NO THE 6TH

Mesmo atrás do Wat Pho, junto aos cais de desembarque dos barcos que atravessam o rio, está escondida uma das gemas desta cidade ... e é aqui que nós escolhemos almoçar: no The 6Th.

Este café/restaurante, em estilo bistrô francês, mas assumidamente em versão tailandesa contemporânea, tem nos seus 16 lugares um dos elementos de selecção natural. é que além de ser muito pequeno mesmo,tem também muito poucos lugares sentados ... mas com muita sorte nós conseguimos ocupar metade da casa e assim deliciar-nos com o outro elemento de selecção natural: a cozinha tailandesa contemporânea.

Fundindo a street food, servida pelos pequenos locais na envolvente, com a sabedoria de um chef, aqui no The 6Th o que se prova é uma outra cozinha tailandesa, com raízes populares, mas intelectualizada e sofisticada por quem tem a mestria da alquimia dos sabores. Assim destacamos aqui os dois pratos que mais gostámos: o teriaki de frango com arroz e legumes ao vapor (que estava incrivelmente feito, pois o sabor do molho era mágico, a textura do frango estava no ponto e o arroz e os legumes tinham o ponto de cozedura perfeito e um sabor intenso); e o Tok Soi de leite de Coco e Frango (que é uma sopa de frango aromatiada com cove, bambu e gengibre, e acabada com um muito perfumado leite de coco, que a tornou ainda mais fenomenal.

No final terminámos com um coulin de chocolate digno dos mais gulosos, regado com um chutney de manga, de deixar qualquer foodie rendido ... e assim ficámos nós!


17:00 AS ÚLTIMAS COMPRAS

Não esquecendo que estamos nas docas, e que aqui se situa um dos mercados de iguarias populares da cidade, bem como de produtos tradicionais, dedicámos estes últimos momentos antes de rumarmos ao aeroporto a umas compras de produtos verdadeiramente tailandeses.

Com dezenas de lojas à disposição, que vendiam desde malas de couro com design de autor a peixe seco e iguarias cuja descrição não conseguimos aqui fazer, pois não identificámos o que era, esta é uma das zonas mais interessantes e eclécticas da cidade. Para os nossos olhos estrangeiros parece uma zona em profunda transformação, pois tem lojas e locais de comida extremamente sofisticados (como o The 6Th onde almoçámos), mas ainda tem os vendedores tradicionais de frutas e peixe (seco e salgado), indicando assim que se encontra num processo de modernização que funde o tradicional e o contemporâneo, mas que neste momento se encontra numa fase de equilíbrio entre estes dois mundos muito interessante.

É por aqui que se encontra a Siam Exotique. Esta loja tem uma colecção de produtos que vão desde os imans mais básicos para os frigoríficos, até aos trabalhos de vidro e cerâmica mais sofisticados e raros. É aqui que nos perdemos, por entre máscaras, os indispensáveis imans e bonecas étnicas ... tudo de grande qualidade e com um equilíbrio no preço assinalável e digno de nota.

Gostámos e fomos, por isso partilhamos e recomendamos ... claro!



20:18 O STRESS DO NOVO EMBARQUE

Acabadas as compras, negociado o táxi para regressar ao hotel, passado algum tempo de trânsito, abertas as malas para encaixarmos todas as compras que fizemos nas respectivas malas, voltamos a meter-nos num transfer que marcámos no hotel para voltarmos para o Aeroporto de Banguecoque e assim partirmos rumo ao nosso próximo destino desta volta ao mundo.

Desta vez voamos em low cost: na Scoop. Depois da experiência da viagem na Ethiad (que aqui tanto elogiámos), agora podemos dizer que também a Scoop é digna de nota muito positiva. O primeiro percalço surge logo no check in, pois no sistema informático deles os nomes de alguns de nós estavam abreviados, e por questões de entrada no nosso próximo destino (a Austrália) os nomes do sistema da companhia têm de coincidir ipisi verbis com o que está em passaporte e o que está no visto. Mas se isto poderia ser um problema em qualquer low cost, aqui foi apenas o primeiro de uma série de serviços de qualidade que nos surpreenderam muito e pela positiva.

O problema foi prontamente e calmamente resolvido pelo chef de escala que se deslocou até ao check in e inseriu os nossos nomes correto no sistema da companhia, ultrapassando assim o problema. E como forma de compensar o atraso no check in do qual nós não tínhamos qualquer culpa, ofereceu-se para nos sentar a todos juntos nos dois voos que se seguiam (de Banguecoque para Singapura e de Singapura para Sidney) ... e assim o fez.

O segundo problema foi que, como nos demorámos um pouco mais porque ficámos a comprar alguns snacks para a viagem (pois ir numa low cost quer dizer que não há comida disponibilizada), tivemos de correr para o embarque ... mas no meio da correria um de nós deixou cair os cartões de embarque dos dois voos (com etiqueta das bagagens colada, obviamente) para uma ranhura entre as passadeiras rolantes, tornando-se virtualmente impossível de recupera-lo. Ora o mesmo chef de escala que estava à nossa espera a meio de uma das passadeiras rolantes seguintes e que nós alertámos do sucedido, contactou imediatamente a porta de embarque, que quando chegámos lá já tinha os novos cartões de embarque impressos (dos dois voos), bem como um papel da companhia com o tracking number da bagagem, para o caso de algo se passar com a mesma.

Esta eficiência foi impressionante e a Scoop continuou com esta nota positiva a bordo, pois a juventude da tripulação, o espaço por cadeira e a coolness do serviço foram uma constante ao longo de todo o voo.

Foi uma experiência muito boa esta de voar na Scoop entre Banguecoque e Singapura ... e que esperamos que continue no voo seguinte (pois este é que é maior e como tal o nosso cansaço vai ser maior e a nossa necessidade de um bom serviço de bordo vai crescer proporcionalmente).



23:30 UM LUXO DE AEROPORTO

Depois de um voo fantástico (que até chegou 20 minutos adiantado depois de partir 10 minutos atrasado, chegámos ao mítico aeroporto de Changi em Singapura.

Este é conhecido com o mais luxuoso aeroporto do mundo e um dos maiores do mundo, e confirma-se a sua fama. Este aeroporto é um edifício gigantesco, todo ele recheado das melhores marcas de tudo o que se possa imaginar (desde as melhores marcas de moda, às melhores marcas de eletrónica têm cá lojas próprias), mas também com lounges abertos a todos os passageiros para se poder descansar gratuitamente em chaise longs bem desenhadas, enquanto se carregam os telemóveis ou os lap tops, ou jardins de flores naturais para que todos os passageiros possam passear no meio deles e apreciar flores tão exótivas como orquídias, estrelícias e plantas carnívoras ... tudo natural e tudo ao acesso de todos. Tudo é pensado em função de uma experiência de aeroporto que marque por quem cá passa, e ao mesmo tempo faça com que se queira voltar a voar para ou voar por Changi.

Normalmente escolhem-se os voos pelos destinos ou pelo preço, mas quem queira ter em conta a comodidade, então, seja como destino seja como escala, Changi é um aeroporto que vale a pena escolher.

Por hoje ficamos por aqui, pois vamos apanhar um novo voo da Scoop que nos vai levar até Sidney (num voo que vai durar toda a noite, mas vai permitir que descansemos, se tudo correr como no anterior). Por isso, amanhã o nosso relato já começará num novo continente e num novo país. Até agora fizemos duas paragens na Europa - Roma e Atenas - e duas paragens na Ásia - Amman e Banguecoque - visitámos duas Maravilhas do Mundo - o Coliseu e Petra - e exercemos dois ideais - a Democracia e a Tolerância - e tivemos uma experiência - a provar cozinha Tailandesa - agora mudamos de continente e entramos na fase da Oceanía ... e a cidade que se segue é Sidney na Austrália ... dentro de poucas horas aí aterraremos.

Amanhã contaremos tudo aqui no blogue, claro!

VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 5


09:30 CHEGADA A BANGCOQUE

Depois de uma noite em voo de Abu Dhabi para Bangcoque, com a Ethiad, num voo absolutamente lotado e cuja única coisa boa foi de facto ter sido operado pela Ethiad (que como referimos ontem, tem um serviço de bordo de excepção) chegamos ao aeroporto de Bangcoque.

Este colosso da aviação é um dos maiores do sudoeste asiático e um dos maiores aeroportos do Mundo, ou não estivéssemos a falar da principal porta de entrada de Turistas na Tailândia (o maior destino turístico do Mundo). Mas se isto faria supor um caos, o que se encontra é uma máquina, absolutamente lotada de pessoas (nem imaginamos quantos milhões de pessoas passam por este aeroporto por ano, mas são definitivamente muitos), mas muitíssimo eficiente.

Onde isso se vê melhor é na rapidez com que as filas de passagem do controlo de passaportes andam (são grandes, mas não demoram muito), e na entrega da bagagem (que já está à nossa espera quando chegámos à zona das malas).

Modernos e eficientes, assim são os primeiros momentos tailandeses desta Volta ao Mundo.



12:30 O KLUB HOTEL

Depois de um café tomado no starbucks do aeroporto (para acordar melhor da noite dormida a bordo), depois de encontrar uma carrinha que nos trouxesse directamente ao Hotel, e depois de passarmos quase uma hora em auto-estradas, trânsito e ruas frenéticas de uma cidade de uma dimensão que nem percebemos bem qual é, chegamos ao nosso hotel em Bangcoque: o Klub Hotel.

Situado em plena zona dos hotéis chics da cidade (mas sendo mais económico, está numa das ruas interiores do quarteirão), este hotel tem um design muito cool e um look verdadeiramente Pop. Com cores fortes, elementos de surpresa divertidos como um carro de pipocas, ou uma sala de cinema exclusiva e uma escadaria vermelha absolutamente monumental.

É uma escolha smart, que permite ter um hotel com um design bem contemporâneo, e um preço absolutamente conveniente!





14:30 WAT PHO

Check in feito, banho tomado e depois de levantarmos dinheiro (e de esclarecer o câmbio) rumamos à principal atracão de Bangcoque: Wat Pho.

Este templo, conhecido pelo seu Buda deitado, é um complexo de edifícios de uma riqueza arquitectónica e de um deslumbre visual, absolutamente apaixonante. Com os telhados em telhas de cerâmica, os trabalhados dourados e em espelhos, os Budas às dezenas em folha de ouro e altares incríveis, este templo tem o título de maior atracão turística da cidade, mas justificadamente.

Aqui percebemos o encanto desta cidade, o exótico desta arquitectura e o misticismo desta gente. É que ao assistirmos às cerimónias que assistimos, ao passearmos despreocupadamente pelo recinto e ao deixarmo-nos imbuir do espírito deste templo, entramos noutra lógica de tempo e espaço, que nos deixa rendidos a uma Bangcoque monumental.

Wat Pho é o ponto obrigatório de todos os turistas que vêm à Tailândia ... e foi por onde nós começámos ... e bem!


17:00 O MELHOR PAD THAI DAS RUAS DE BANGCOQUE

Saímos de Wat Pho já com fome, e obviamente que a primeira coisa que se deve comer na Tailândia é o seu prato nacional: o Pad Thai. Mas rezam as crónicas, que os melhores Pad Thais são feitos nas ruas ... e é isso mesmo que vamos fazer: comer um Pad Thai num local de Street Food em Bangcoque.

Assim rumamos a pé até ao número 313 da Maha Chai Road, e pomo-nos na fila, pois este é um dos locais de culto gastronómicos da cidade. O Pad Thai do restaurante Thip Samai é conhecido internacionalmente pela sua qualidade e pela sua originalidade. Já o viemos provar na viagem do Novo Expresso do Oriente ... mas não resistimos a passar por aqui outra vez.

Melhor que tudo é que está exactamente como estava há 5 anos atrás. A sala está na mesma, os cozinheiros continuam a fazer o Pad Thai de forma única e exímia (só de vê-los a cozinhar na rua é um verdadeiro espectáculo, equivalente a ver um artista a pintar um quadro ao vivo) e os sabores continuam exactamente como eram ... absolutamente divinais.

A acompanhar tudo, vem um sumo de laranja único e ultra fresco e uma conta reduzida ... coo convém e street food aqui na Tailândia!


18:30 OS ALUCINANTES PERCURSOS DE TUK TUK TAILANDESES

Depois do "late lunch" que tivemos (e porque os monumentos já se encontravam todos fechados) decidimos voltar ao hotel para descansar um pouco antes do jantar, mas não o quisemos fazer sem ser em grande estilo ... e assim decidimos fazê-lo em Tuk Tuk.

Quem vem à Tailândia tem de andar nos Tuk Tuks. Não apenas porque é um folclore turístico com piada, mas porque, definitivamente, em hora de trânsito (e final de tarde é sinal de trânsito caótico em Bangcoque), as únicas coisas que se mexem nas ruas são motoretas e Tuk Tuks. Assim, e porque somos oito tivemos que conseguir negociar três Tuk Tuks com um preço simpático, que nos levassem até ao hotel. Depois de algumas dificuldades ... que obviamente eles não gostam de negociar muito ... mas no final há sempre quem aceite ... lá subimos aos Tuk Tuks e começamos uma viagem absolutamente alucinante pelo meio de carros, motas e pessoas, que todas estão na estrada (as pessoas a atravessá-las), mas que como os Tuk Tuks conseguem esgueirar-se por qualquer buraco (e assim o fazem, daí a sua eficiência) se torna numa viagem de alta velocidade de contorno de obstáculos permanente.

Melhor que tudo é que não temos qualquer protecção para não sairmos borda fora do Tuk Tuk, por isso a nossa viagem torna-se ainda mais alucinante.

É neste cenário de adrenalina que chegamos ao hotel para descansar umas horas antes de um jantar que promete ser memorável!





23:30 O JANTAR DE ALTA COZINHA THAI

Vestidos a rigor, e depois de o concierge nos arranjar (e negociar) dois táxis (sim aqui todos os táxis tê taxímetro, mas negoceiam o preço com os turistas), rumamos então ao restaurante desta noite: o Issaya.

Situado em pleno Siamese Club, uma antiga casa colonial no centro de Bangcoque, com um jardim luxuriante a envolve-la, está uma das jóias gastronómicas da cidade. Orientada pelo Chef Ian Kittichai, a cozinha deste restaurante é tipicamente tailandesa, fazendo jus a todos os sabores e ingredientes da cozinha Thai, mas modernizando-a, e dando-lhe um cunho pessoal, como só os grande chefs conseguem.

Quando o Issaya é considerado um dos top 50 restaurantes do mundo durante 5 anos seguidos, então estamos em terreno seguro. E estamos mesmo!

Desde a atmosfera da varanda onde pedimos para ficar a nossa mesa (quando fizemos a marcação referimos que queríamos comer na varanda do jardim de cheiros), passando por todo o desfile de iguarias sofisticadas, delicadas e de uma mestria técnica e criativa, como só os génios da cozinha mundial conseguem fazer, até à simpatia do staff que não quis deixar nada por fazer ... nem sequer uma pergunta discreta para saber se era o aniversário de algum dos do grupo, até as simpáticas fotografias de grupo ou de comida (pois disponibilizaram-se para tudo prontamente, o que neste tipo de restaurantes nem sempre é fácil) ... este foi um jantar sem um único reparo, sem um único descuido (até o aparente ritmo rápido de serviço se devia a que como atrasámos a nossa reserva uma hora e pedimos um menu de degustação, eles precisaram de acelerar o paço do serviço para não deixar nada de fora do serviço) e com toda a delicadeza e simpatia do serviço tailandês, como só este povo consegue.

Foi um final de dia perfeito, numa atmosfera perfeita, com o requinte e a sofisticação como só os melhores conseguem!

Mas se hoje o dia foi perfeito ... amanhã mais visitas e mais emoções virão ... por isso rumamos ao hotel e descansamos ... por hoje é tudo, mas amanhã a Volta ao Mundo continua!

VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 4


08:30 ACORDAR NUM CLÁSSICO NO MÉDIO ORIENTE

Acordar no Amman International Hotel é sinónimo de acordar num clássico do Médio Oriente, pois o conforto dos quartos é grande e os mimos são cuidados ao pormenor.

Um dos detalhes que ontem acabámos por não referir, mas hoje, mal descemos para o pequeno almoço se tornou presente novamente, foi ter a Guest Relations, em Pessoa, a dar os bons dias e a perguntar se a noite tinha sido agradável, indicando-nos o chefe de sala que nos sentou onde quisemos, numa sala toda ela envidraçada com a Piscina de um lado e um jardim do outro. Obviamente que o pequeno almoço é digno de um clássico, com os ovos mexidos feitos na hora e os sumos e as frutas frescas com uma variedade que faz a novamente diferença.

Assim se acorda em estilo no médio oriente, porque aqui a hotelaria é uma arte ... clássica, mas uma arte!



09:30 A CAMINHO DO PONTO MAIS BAIXO DO PLANETA

Depois do pequeno almoço tomado e do check out feito, entramos nos carros e rumamos ao nosso próximo destino o Mar Morto.

Saindo de Amman, por meio de um trânsito caótico, rumamos então em direcção ao Mar Morto, pelo meio de um deserto absoluto. Sem uma casa à vista ou sem um verde na paisagem, porque o Mar Morto é o ponto mais baixo da terra, pois encontra-se a cerca de 450m abaixo do nível do mar, mal saímos da principal estrada da Jordânia e entramos na estrada normal de acesso ao Mar Morto, começamos a descer abruptamente e a ver a paisagem a transformar-se em grandiosas montanhas, absolutamente despidas, e em profundos vales de cor de areia e terra.

É um caminho com uma beleza despojada de artifícios, mas avassaladoramente inóspito e impiedoso!




12:30 O MAR MORTO

Antes de descrevermos o que se passou, damos um aviso aos nossos seguidores (sim, MUITO OBRIGADO por seguirem a par e passo a nossa viagem): há três formas de tomar banho no Mar Morto ou numa praia informal e não oficial, ou na praia pública (que se paga 20 JOD para ter acesso aos chuveiros e balneários); ou num dos resorts da zona (obviamente mais caros, mas também melhor equipados e menos cheios). Por questões de higiene, conforto e porque daqui fomos direitos para o aeroporto, escolhemos a última e a nossa escolha foi o internacional cinco estrelas Marriot.

Assim, quando chegamos ao Marriot, depois das formalidades de segurança habituais (revistarem o carro em busca de bombas, pedirem passaportes e identificação de todos nas viaturas) e depois de pagarmos a entrada (30 JOD por pessoa), entramos num paraíso de palmeiras, relvados e edifícios cor de terra, mas bem desenhados, que nos indica logo que a escolha foi acertada.

Passamos pelo detector de metais, revistam-nos as mochilas e atravessamos o grande hall de entrada em direcção à piscina, onde saímos para uma paisagem incrível. Serena, silenciosa e de umas cores que nos fazem perceber que estamos num sítio de uma beleza natural rara e inquestionável.

Desde a cor azul profundo do Mar Morto, ao azul celeste do céu limpo, passando pelos ocres e laranjas da terra e das montanhas israelitas do outro lado deste mar, que se vislumbram no meio de uma bruma densa que se torna mais densa junto à água (indicando a famosa evaporação desta água). Junto à margem os cristais de sal acumulam-se nas rochas criando crostas brancas nas rochas laranja e avermelhadas, e os poços de lama transformam a água de transparente nas margens em verde e depois no tal azul profundo que se fundo com a bruma.

É um espectáculo cromático e visual forte, incrível e quase indescritível ... mas claro, que o mais divertido está quando se entra na água e se vê que a condensação de sal é tanta que até a andar custa ... mas flutuar não. Este é lugar especial na terra e vir aqui, num espaço tão bem conseguido como o Marriot, faz desta uma experiência ainda mais inesquecível.

Mas depois de tomarmos um banho no Mar Morto, de nos barrarmos com as lamas, de as lavarmos novamente, tomamos duche para tirar o sal, ainda damos um mergulho numa das piscinas do resort (escolhemos a infinity pool para o Mar Morto). Foi uma manhã em grande estilo ... mas agora está na hora de seguirmos viagem, por isso tomamos duche num dos balneários do resort, e voltamos para os carros, para irmos para o Aeroporto.


14:00 A PARTIDA DA JORDÂNIA E AS NOVIDADES DO REGRESSO À VIAGEM DA NOSSA VIAJANTE QUE FICOU SEM PASSAPORTE

Depois de uma viagem de carro tranquila e a comentar a nossa manhã, chegamos ao muito moderno aeroporto de Amman.

Aqui juntamo-nos à nossa colega de Volta ao Mundo que teve de regressar a Lisboa por causa de fazer um novo passaporte e ficamos a saber de todas as aventuras por que passou. E se pensam que as aventuras foram por causa de conseguir o novo passaporte, desenganem-se, pois foi mesmo por causa dos voos. O percurso de volta à viagem que tinha incluía um bilhete Lisboa Tel Aviv e outro Tel Aviv Amman. Ora a dificuldade foi posta por uma suposta autoridade que voa a bordo dos voos da companhia aérea israelita El Al, que não acreditou que a nossa companheira fosse uma pessoa normal e segura e então a submeteu ainda em Lisboa e antes do check in (pois este interrogatório, aparentemente é feito antes do check in, ou seja em solo e território português e sob autoridade portuguesa) a um interrogatório absolutamente digno de filme. Detalhes violentos, humilhantes e sórdidos à parte, a curiosidade é que essa mesma autoridade só acreditou na história da nossa companheira de viagem quando ela lhe mostrou o blogue e lhe traduziu o que lá estava escrito ... e foi assim que conseguiu fazer o check in para Tel Aviv.

Mas se esta não fossa já uma cena difícil, ela repetiu-se à chegada a Tel Aviv (apesar de ela não sair da zona internacional do aeroporto, o que torna esta situação ainda mais sui generis) e à partida para Amman. Enfim, foi um pesadelo que apenas a existência de registos neste blogue de uma viagem de grupo e a contar a história que ela estava a contar (verificando assim a sua veracidade), salvou a situação.

Mas agora, já todos juntos e com a tranquilidade de termos já tudo programado, voltamos à nossa viagem e a embarcar em direção a Abu Dhabi com uma das melhores companhias do mundo: a Ethiad.


19:30 A VOAR NUMA DAS MELHORES COMPANHIAS DO MUNDO

O voo que nos retirou da Jordânia e nos levou até Abu Dhabi foi operado pela Ethiad, que é considerada uma das melhores companhias do Mundo.

Assim a experiência de voar nesta companhia é digna de uma referência aqui, pois a simpatia, disponibilidade e profissionalismo do pessoal de cabine é absolutamente irrepreensível. Mas o mais impressionante é que esta companhia disponibiliza em Económica um espaço por passageiro equivalente a muitas primeiras classes (e realçamos que estamos a falar de um voo de pouco mais de duas horas), um serviço de refeição a bordo de qualidade e um serviço de entretenimento a bordo que faz as delícias de qualquer um.

Assim saímos da Jordânia e chegámos aos Emiratos.




20:30 A GRANDE MESQUITA ALVA

Com o tempo contado, saímos rapidamente do aeroporto de Abu Dhabi (para um bafo de 35º à noite com mais de 70% de humidade, que fazem com que os óculos se embaciem de imediato quando saímos do terminal), negociamos um preço com um motorista com uma carrinha de 8 lugares que está mesmo à saída do aeroporto e dirigimo-nos à Grande Mesquita do Xeique Zayed.

Este impressionante edifício é uma das principais mesquitas dos Emiratos e celebra religiosamente um homem que conseguiu unificar os vários emiratos, num único país. Além do significado deste local (que celebra sob o símbolo do Islão e da religião islâmica a unificação de diferentes povos), é a sua imensa escala, beleza arquitetónica e incrível limpeza e brancura que impressionam.

Tal como referimos ainda antes de partirmos, dar uma Volta ao Mundo não é apenas um exercício de acumular milhas ou de percorrer muitos destinos, é também acumular conhecimento e simbolismos. Assim depois de visitarmos duas maravilhas oficialmente declaradas como tal - o Coliseu de Roma e Petra, e depois de celebrarmos a democracia no seu local de nascimento - Atenas - viemos a esta Grande Mesquita Alva, que celebra a união de povos, para celebrar outro dos ideais que achamos necessário para o mundo de hoje e essencial para o mundo futuro - a Tolerância. E, propositadamente, fazemo-lo numa mesquita que celebra isso mesmo: a tolerância das diferenças e a unificação nas semelhanças, que celebra a força da união e nos ensina que a tolerância é o caminho mais correto e poderoso.

No dia em que um dos membros do nosso grupo de viagem foi alvo de desconfianças infundadas, e como tal de injustiças perpetadas por autoridades israelitas, celebramos a tolerância num edifício muçulmano. ... Icónico e Irónico!


22:30 DE VOLTA AO AEROPORTO

Depois da visita à Grande Mesquita do Xeique Zayed, voltamos rapidamente para o aeroporto.

Este é um edifício antigo (pois o gigantesco e novo aeroporto ainda não acabou a construção ... que começou no ano em fizemos o Novo Expresso do Oriente e passámos por aqui durante uma escala) mas, com todas as remodelações e os investimentos que lhe fizeram está ultra confortável e completamente moderno.

Todos os espaços são pensados em favor do conforto dos passageiros, com todas as comodidades modernas e alguns luxos (como lounges com SPAs ou controlo de passaportes totalmente eletrónicos à saída do país), que o transformam num dos melhores aeroportos para fazer escalas que conhecemos. Aqui embarcar e passar pela segurança é quase um procedimento pazeroso, esperar (como se espera em todos os aeroportos) é algo que não custa e a experiência aeroportuária volta a fazer do ato de viajar algo qualificado e digno de ser considerado algo especial.

É por aqui, e neste ambiente requintado, que embarcamos no segundo voo da Ethiad, já rumo ao nosso próximo destino: Banguecoque.

Hoje vamos portanto ter uma noite a bordo de um avião confortável e com um serviço de primeira ... e assim viajar não custa!

Porque as nossas aventuras vão continuar ... e pelos vistos são muitas, e muitas mais do que antecipámos, não percam os próximos relatos ... pois prometem trazer experiências diferentes, mas igualmente memoráveis, pois uma coisa sabemos: Muito ainda está para vir nesta Volta ao Mundo ... e Banguecoque nunca decepciona!