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VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 11 (V1.0)


10:00 A METRÓPOLE DA NOVA ZELÂNDIA

Depois de uma noite bem dormida, levantámo-nos, e saímos para a rua em busca de um local para tomar o pequeno almoço.

Foi aqui que nos demos conta que estávamos na metrópole deste país: Auckland tem 1,5 milhões de habitantes, num país que tem menos de 5 milhões de população residente.

Assim esta metrópole tem tudo o que uma metrópole tem: um burburinho de pessoas, que se nota que estão a trabalhar nas torres de escritórios, um trânsito (que aqui é totalmente ordenado e fluído) constante e mais intenso e um ambiente corporate vincado e presente. Estamos definitivamente numa cidade de negócios, que produz mais de metade da riqueza do país, cheia de torres e de ambiente cosmopolita.

Depois de tantos quilómetros no meio do campo e das imensas e maravilhosas paisagens, acordamos na metrópole ... e que bem que isto sabe!





12:00 O AUCKLAND ART GALLERY

Depois de tratarmos de todos os check outs, de guardarmos os carros num parque de estacionamento e de nos localizarmos no mapa, partimos então em direção à nossa primeira visita do dia: a Auckland Art Gallery.

Como estávamos instalados no centro, o passeio a pé até à Auckland Art Gallery foi rápido, e assim começamos cedo com as visitas do dia. Este museu junta num só edifício um universo de belas artes muito diferente do que estamos habituados. Nesta Art Gallery conseguimos conhecer um conjunto de artistas e de movimentos e correntes artísticas que vão desde os antigos retratos novecentistas dos chefs Maoris, até aos artistas contemporâneos da Nova Zelândia.

Ora neste passeio damo-nos conta de uma identidade comum que atravessa dois séculos (sec XIX e XX) e que, apesar de atravessar vários estilos inseridos nas correntes internacionais, tem uma especificidade identitária que se nota quando visto neste conjunto coerente e inteligentemente exposto.

Aparte de uma visita a um edifício de museu muito interessante, uma visita a esta Art Gallery é obrigatório para os amantes da pintura e da escultura internacional.




14:00 A SKY TOWER

Mas se há símbolo desta cidade de Auckland é a famosa High Tower.

A sua preponderância em todo o centro da cidade é muito grande, pois está quase sempre presente cada vez que olhamos na sua direção. Do alto dos seus 192m, a sua imponência é grande, sobrepondo-se a tudo o que se encontra nesta cidade.

Claro que (quem não tem vertígens) teve de subir e teve um espetáculo adicional: uma vista 360º da cidade de Auckland, descobrindo mais uma dimensão do seu charme e beleza. Mesmo com o céu totalmete nublado, as vistas alcançadas são largas e espetaculares, conseguindo assim um espetáculo visual único.

A imponência da Sky Tower não é portanto apenas vista de baixo, mas também de que vê as vistas de cima!



15:00 O ALMOÇO JAPONÊS

Saídos de um espetáculo visual tão forte, decidimos que está na hora de almoçar e portanto escolhemos um dos muitos restaurantes que encontramos no centro da cidade.

Depois de explorarmos algumas hipóteses a nossa escolha recai sobre o Donburi, onde depois de pedirmos, damo-nos conta de que somos os únicos ocidentais na sala. É sempre um bom sinal quando acontece ... e neste caso o sinal, confirma-se. A comida que nos é servida é incrivelmente deliciosa, sofisticada e súbtil, como só a cozinha japonesa consegue ser.

Assim podemos afirmar: se vierem a Auckland, não deixem de provar a cozinha japonesa que por aqui se faz, pois é verdadeiramente deliciosa (pelo menos quando é bem escolhida ... e a servida no Donburi é).





17:30 UM PASSEIO PELO CENTRO

Para desmoer um almoço incrível, a seguir ao almoço decidimos dar um passeio pelo centro da cidade.

Exploramos a movimentada Queen Street, perdemo-nos nas paralelas e nas perpendiculares, encontramos praças e descobrimos edifícios históricos. Passeamos a pé pelo centro e percebemos que há zonas melhores e menos melhores em termos de comércio ... e uma das que são melhores e nos fizeram perder a cabeça em compras foi a zona mais baixa de Queen Street, onde as lojas de souvenirs, que se situam na zona das marcas de luxo, também têm souvenirs que são um verdadeiro luxo.

Assim sendo confessamos: perdemo-nos nas compras ... mas também, não é todos os dias que vimos à Terra Média ... certo?




20:30 O JANTAR DE CHEF

Os nossos últimos momentos de estadia na Nova Zelândia são dedicados a provar e a comprovar os talentos de um dos mais renomados chefs neozelandeses: o Chef Al Brown.

Assim, acompanhados por um amigo de longa data residente aqui em Auckland (e que se juntou a nós para jantar) dirigimo-nos ao Depot Eatery, localizado mesmo na rua ao lado da Sky Tower. Este restaurante é um dos templos da nova gastronomia da nova zelândia, e merecidamente. Quer em peixe, quer em carne, quer seja borrego, quer seja vaca, quer seja em entradas, quer seja nos pratos principais, os sabores e a alquimia das misturas está equilibrada e bem temperada.

Depois de termos provado a carne em restaurantes de província (como no almoço do dia anterior em Rotorua), agora chegou a hora de nos despedirmos da Nova Zelândia com novos sabores e inovação de uma tradição bem forte e saborosa.


23:00 A VOAR PARA TRÁS NO TEMPO

E já estamos de novo prontos para voar para outro destino desta nossa Volta ao Mundo. Estamos a meio do caminho, literalmente nos antípodas da nossa partida - Lisboa - e portanto agora rumamos ao Aeroporto Internacional de Auckland, para entregar o carro, e fazermos o check in na Hawaian Airlines para entrarmos noutro continente e noutro destino: o idílico Hawai.

Serão mais de oito horas de voo para nos levar até Honolulu e às praias onde surgiu o surf ... e onde vamos reviver o dia de hoje. Sim o dia 8 de Agosto de 2018, para nós vai ser vivido duas vezes, uma na Oceania e na Nova Zelândia e depois metemo-nos dentro de um voo que parte dia 8 de Agosto às 23h55m de Auckland e aterramos em na América do Norte e na capital do estado americano do Hawai, em Honolulu, dia 8 de Agosto às 10h50m da manhã desse mesmo dia. Por causa dos fusos horários voltamos a reviver o dia 8 de Agosto de 2018 ... e este vai ser o maior dia das nossas vidas.

Se este cenário não é digno de um filme ... então parece, porque viver o mesmo dia duas vezes ... é digo de nota.

Assim sendo voltaremos dentro de umas horas para dar conta da segunda vez que vivemos este dia memorável nas nossas vidas ... e partilhar tudo o que fizemos no Hawai.

Até já, noutro país e noutro continente!

VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 10



10:00 UMA CAPITAL QUE SURPREENDE

Depois de uma noite bem dormida, e de um pequeno almoço tomado, fazemos o check out do Park Hotel e vamos explorar a cidade de Wellinghton.

A capital da Nova Zelândia é a segunda cidade do país, em termos de população, e não se pense que é menos cosmopolita que a Auckland. Prédios de arquitetura moderna, alternam com prédios de arquitectura clássica, em largas avenidas, com um aspecto de uma urbe moderna e de estilo internacional.

Mas há outro aspeto que torna Wellinghton uma surpresa: o seu enquadramento geográfico. É que esta cidade situa-se num anfiteatro natural virado para o mar. Ora além do charme de ser uma cidade portuária com uma luz muito especial, ainda está rodeado de um conjunto de montanhas, bastante verdejantes, onde se situam todo um conjunto de bairros de pequenas moradias, onde parece morar muita da população da cidade.

Em termos de passeio pela cidade, claro que há que ver o parlamento e os seus edifícios anexos, bem como as duas catedrais da cidade (uma do século XIX e outra já bem ao estilo do século XX.

Wellinghton é assim uma surpresa, e como tal, uma excelente forma de começarmos o dia.





12:00 O MUSEU TE PAPA

Em Wellinghton há uma instituição cultural que não se pode deixar de visitar: o Museu Te Papa.

Localizado no lado oeste da baía, há um edifício de arquitetura moderna gigantesco, onde no seu interior estão guardadas duas excelentes coleções: uma que conta a história do país nas suas múltiplas vertentes, desde o povo Maori e a sua história e cultura, até à história da colonização desde a chegada dos ingleses, até aos tempos contemporâneos; e outra de arte contemporânea de artistas nacionais, que se apresenta de forma temática e muito interactiva.

Mas há mais: desde exposições temáticas sobre diversos temas, passando por uma excelente loja de museu (onde apetece comprar tudo), até um café de museu digno de uma visita (e de umas provas). Foi aqui que passámos mais de uma hora ... e foi aqui que ficámos a conhecer um pouco melhor a Nova Zelândia, o seu povo, a sua história e a sua cultura.




15:00 ON THE ROAD AGAIN

Logo depois da nossa visita ao Museu Te Te Papa, voltamos aos carros e rumamos de volta à estrada, pois temos um longo dia de condução até ao nosso destino final do dia: a cidade de Auckland.

À medida que nos afastamos de Wellinghton, a área urbana vai diminuindo e a dimensão das paisagens vai crescendo até horizontes bem espetaculares. Assim depois de uma paisagem dominada por pequenas cidades de periferia da capital do país, chegam grandes horizontes de pastagens e de campos cutivados. Com culturas ou com pastos, com pastorícia ou exploração pecuária, esta zona mais a Sul da Ilha do Norte é dominada por uma paisagem agrícola completa, ordenada, mas com um diálogo com a natureza muito orgânico e fluido.

No entanto, quando nos começamos a aproximar do interior centro da Ilha, as montanhas começam a surgir e os cumes brancos das montanhas de Ngauruhoe e o vulcão Tongariro, com a sua cratera envolta em núvens e o seu dominar da planície do deserto de Rangipo, são a apoteose final deste dia.

Por aqui, em Agosto, é o pico do Inverno, por isso anoitece perto das 17h30m, e desde então até às 23:30 (hora em que chegamos a Auckland) o nosso percurso é feito por estradas com apenas duas faixas (uma para cada sentido) e milhares de camiões, muitas zonas em obras pelo meio, com trânsito condicionado, casas que são transportadas por camiões à noite (sim novamente cruzamo-nos com casas que são transportadas por camiões e como tal ocupam a estrada toda, obrigando-nos a sair desta e ir para a berma), ovelhas que pularam a cerca e fugiram para o meio da estrada e zonas em que o GPS se perde e nós ficamos a navegar à deriva de uma orientação absolutamente cega e intuitiva.


23:30 O QUARTO COM VISTA PARA A CIDADE

Depois de muitos quilómetros e quase 12 horas a conduzir (parando algumas vezes para descansar, e comer, obviamente) chegamos a Auckland e ao City Lodge Backpackers de Auckland.

Aqui os quartos são minimais, mas bem desenhados, pois as malas cabeme conseguem-se abrir, sem bloquear a passagem, a casa de banho é simples, mas cumpre a sua função de forma exemplar e a cama é bastante confortável. Mas há um elemento de surpresa adicional: é que nos pisos superiores (onde ficámos), a vista para a cidade tem como bónus a famosa Torre.

É neste contexto que passamos a noite ... num quarto com vista para a cidade ... e para o seu principal símbolo!

Amanhã vai ser um dia muito longo ... e recheado de muitas coisas para contar ... mas disso falaremos amanhã ... por isso não percam, o dia das nossas vidas que nós nunca iremos esquecer!

VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 9



10:00 A TERRA DOS HOBBITS

Acordamos num Inn, que de dia tem um ar tão desolador e datado como o que aparentava ontem quando chegámos, mas como esta hospedaria se situa em pleno centro da localidade, saímos logo e  vamos dar um passeio por Matamata. Estamos numa terra pequena, que tem na sua população (saberemos depois) cerca de 6000 habitantes (incluindo as quintas à volta) e que foi aqui que foram recrutados os famosos Hobbits da icónica saga do Senhor dos Anéis.

Esta pequena localidade tem na produção de lacticínios e na agricultura, bem como no Turismo as suas três principais fontes de rendimento, mas dá uma ideia bem concreta do que é a Nova Zelândia rural. Nesta terra existe um pouco de tudo: o pequeno café, a padaria local, o posto dos correios e o supermercado, mas também restaurantes de várias cozinhas, advogados, lojas de várias especialidades e várias instituições de saúde privadas como uma clínica dentária, um osteopata, ou um oftalmologista e uma universidade local.

Aqui enquanto tomamos o pequeno-almoço no Eats Raw (que tem um capuccino e umas pies absolutamente deliciosas), reflectimos sobre a qualidade de vida que estes "Hobbitantes" de uma Nova Zelândia rural têm, nomeadamente no acesso a um leque de serviços que é raro nas pequenas comunidades na Europa.

Matamata é a terra dos Hobbits literalmente (pois foram aqui que todos foram recrutados), mas é também uma terra de fantasia para todos os habitantes de zonas rurais na europa, que sonham ter ao pé de casa todo um conjunto de serviços, que normalmente só estão reservados às grandes cidades!





12:30 O HOBBITTON

Eram exactamente 10:30 quando, em pleno centro de Matamata, entrámos num autocarro que nos conduziu até Alexander Farm, nos arredores de Matamata. Alexander Farm, para quem não identifica é uma quinta que se dedica à pastorícia e produção pecuária, mas que é mais conhecida por ter sido o cenário onde se construiu o Shire.

Para quem viu o Senhor dos Anéis, o Shire é a terra média rural, e é a terra dos Hobbits. Este é um dos cenários míticos do filme, e existe ... hoje em dia. É que o cenário original era a Alexander Farm e as suas ondulantes colinas verdejantes e idílicas. Actualmente (e depois da filmagem do Hobbit) foi construída no meio destas colinas, uma verdadeira aldeia do Shire. Com as suas casas, as suas pequenas ruas e caminhos, a estalagem do Green Dragon, o Terreiro das Festas, a roupa a secar, o seu lago central e toda uma panóplia de acessórios que torna o Shire uma realidade.

A visita é feita a pé, portanto depois do autocarro nos ir buscar a Matamata, deixa-nos a na entrada do famoso Shire (aquela que no primeiro filme da saga, o Frodo se encontra com o Gandalf) e é essa perspectiva que temos logo à entrada do famoso Hobbitton. A partir daqui todo o percurso, guiado por uma verdadeira Hobbit (pois foi figurante nos filmes), é uma sucessão de momentos dos filmes passados no Shire. É uma visita muito engraçada, pois as paisagens naturais e as respectivas vistas são absolutamente incríveis e o cenário construído para o filme é verdadeiramente pitoresco e deliciosamente detalhado.

É uma visita que, mesmo para não fãs da saga, se torna muito divertida e, sem qualquer dúvida, memorável!






14:00 ALMOÇO NAS FURNAS DE ROTORUA

Depois do idílico shire, metemo-nos nos carros e rumamos até Rotorua.

Esta terra, um pouco mais a Sul de Matamata e localozada à beira de um imenso lado, é conhecida pelas suas furnas e atividades vulcânicas. É neste cenário de fumarolas e de águas fervilhantes e cheiro a sais de enxofre que paramos para almoçar. Escolhido o Third Place Cafe, entramos, instalamo-nos numa mesa e deliciamo-nos com um autêntico repasto de sandes e hamburgers de carne neozelandesa de grande qualidade e sabor. Não é à toa que este café é eleito pelos visitantes e clientes, há três anos consecutivos, como o café de referência da região.

Só depois do almoço é que decidimos ir passear um pouco pela vila e terminamos junto a uma capela, situada junto ao lago, no meio de um nevoeiro de fumos que saem das furnas que se encontram em toda a zona e que transformam todo o clima num autêntico cenário de filme ... neste caso quase de terror.

Se não foi aqui que os pântanos cheios de fumarolas foram filmados (pois aqui há muitas construções), pode ter sido aqui que nasceu a ideia desse território da Terra Média!



18:30 A ESTRADA, A PAISAGEM E O PÔR DO SOL

De facto, a saga do Senhor dos Anéis catapultou a Nova Zelândia para o panorama internacional dos destinos turísticos, pois toda a saga foi filmada neste país e deu a conhecer ao mundo um conjunto de paisagens absolutamente épicas. Assim uma viagem à Nova Zelândia tem de incluir, sem qualquer dúvida, uma road trip pelo interior das ilhas.

Porque aqui é inverno e porque sendo inverno, o melhor é fugir das estradas de neve e de gelo, escolhemos a ilha do Norte (de clima mais ameno do que a ilha do Sul) para fazer esta road trip. Assim decidimos fazer aquilo que nem os locais fazem, que é ir de carro de Auckland até Wellinghton, e assim conhecer um pouco e apreciar as famosas paisagens deste país.

Sendo que as estradas que existem são o equivalente às nossas nacionais (mas com bom piso) a viagem faz-se bem, mas é muito cansativa e longa. No entanto as paisagens que encontramos pelo caminho são verdadeiramente de cortar a respiração. O nosso principal destaque vai para o pôr do sol que apanhámos em pleno Lago de Taupo, com as cores de todas as árvores e florestas em volta a assumirem todos os tons de verde, castanho e dourado possíveis de imaginar, a água e o céu dois azuis incríveis e ao fundo as montanhas e o vulcão Ngauruhoe.

É de cortar a respiração este momento que vivemos ... e justifica todos os quilómetros que fizemos, pois só assim é possível ver e viver estas paisagens incríveis que a Nova Zelândia tem no seu interior.



22:30 O PARK HOTEL DE WELLINGHTON E O JANTAR NO TASTING ROOM

A capital da Nova Zelândia é no extremo Sul da Ilha do Norte e é o nosso destino de hoje. Assim, após seis horas de carro para fazer 445 km em estradas de apenas duas faixas, cá chegamos.

A nossa prioridade é fazer o check in no hotel e irmos jantar um bife Wellinghton. Assim despachamo-nos a fazer o check in no Park Hotel (onde aligámos dois apartamentos) e rumámos ao centro da cidade e á Tasting Room, conhecida pelo seu Bife Wellinghton. Achámos que, apesar da origem desta clássica receita de bife não estar ligada a esta cidade, seria engraçado provar o melhor Wellinghton de Wellinghton.

Só que chegámos tarde demais, pois aqui janta-se muito cedo e, apesar de abertos, os restaurantes têm uma cozinha aberta até às 22h e depois só servem snacks até às 23h. Assim, como chegámos às 22h15m à Tasting Room da conhecida e reconhecida capital e gastronómica deste país, já não conseguimos provar esta delícia ... e por isso contentámo-nos com uns snacks de frango e umas batatas fritas, que apesar de bem feitas, nos deixaram com água na boca ... mas foi o que foi possível.

Cansados e moidos de tanta estrada, mas alimentados e cheios de paisagens incríveis na nossa mente vamo-nos deitar, porque amanhã é dia de conhecer esta cidade e fazer outros tantos quilómetros para cima de volta a Auckland.

VOLTA AO MUNDO | EM DIRETO - DIA 8




08:00 ADEUS AUSTRÁLIA

Logo de manhã tomamos o pequeno almoço internacional no nosso hotel de cadeia mundial, fazemos o check out, chamamos um Uber e rumamos novamente ao Aeroporto de Sidney para apanhar um novo voo.

Neste domingo de manhã, a cidade ainda dorme, por isso, se achámos as ruas do CBD vazias ontem à tarde, hoje elas estão verdadeiramente desertas. A cidade de torres e arranha-céus ainda não acordou e nós já a estamos a abandonar rumo ao seu aeroporto, para irmos para um novo destino.

Depois de dois destinos europeus e de dois destinos asiáticos, agora é altura do segundo destino da Oceânia: a Nova Zelândia.



16:30 A CHEGADA A OUTRA TERRA COM OUTRAS REGRAS

Depois de um voo de 3h30m, absolutamente calmo e tranquilo, com a muito boa companhia de aviação chilena Latam, que forneceu um serviço de bordo incrivelmente simpático, como só os latinos conseguem, chegamos àquela que é conhecida, desde a trilogia do Senhor dos Anéis, como a Terra Média: a Nova Zelândia.

Desembarcamos, percorremos corredores sem fim, passamos os passaportes, e recolhemos as malas, e logo a seguir começa a nossa aventura de sair deste aeroporto. A primeira das peripécias é o controlo de bagagens depois de as recolher. É que, em todos os países por onde viajámos, nenhum tem um controlo exaustivo de todas as bagagens de todos os passageiros estrangeiros (e apenas estrangeiros). Para que se tenha ideia do controlo que este país faz, basta dizer que na passagem pelo controlo de raio x das bagagens detetaram uma sandwich que um de nós tinha guardado do voo da Latam, e esta foi imediatamente confiscada, apesar de ainda estar hermeticamente fechada e ter o símbolo da companhia na embalagem, conjuntamente com a data de produção (hoje) e a data de validade. É um controlo absurdo e verdadeiramente discriminatório anti estrangeiros/turistas, pois apenas estes são revistados desta forma, os cidadãos nacionais não o são.

Mas se pesávamos que o absurdo tinha sido alcançado no seu ponto limite, bastou-nos chegar à fila da multinacional de rent a car Avis. Quando chegou a nossa vez fomos informados que não poderíamos alugar um carro na Nova Zelândia sem termos uma de duas situações: ou uma tradução oficial de uma entidade da Nova Zelândia da nossa carta de condução portuguesa, ou uma carta internacional ou escrita em Inglês. Depois de mostrarmos o contrato que tínhamos em mão da reserva já totalmente paga, feito diretamente com a Avis internacional pela nossa agência, e depois de mostrarmos uma cláusula que dizia exatamente que não necessitávamos de uma carta internacional a não ser que tivéssemos uma carta escrita com um alfabeto não romano, o responsável da Avis no aeroporto de Auckland (sim já tinha sido chamado o responsável do balcão da Rent-a-car) disse que esse contrato feito pela Avis internacional, aqui na Nova Zelândia, não é válido, o que está escrito em português e eles aqui não conseguem ler em português.

Assim a solução que tivemos foi pagar uma tradução de cada uma das cartas de cada um dos condutores dos carros na hora, esperar uma hora por cada tradução, e depois então recolher o carro junto da Rent-a-car. Sem alternativas e sem podermos resolver este problema de outra forma que não fosse assim (pois o responsável desta Avis não deu qualquer outra possibilidade, nem se mostrou disponível para falar com a central de reservas internacional ... era assim ou não era, porque aqui na Nova Zelândia, esta é a lei). Melhor que tudo é que nos pediram o cartão de crédito para pagar as traduções, desapareceram com ele durante algum tempo e depois quando voltaram pediram desculpa mas afinal tinham cobrado não só as traduções das cartas, mas também tinham cobrado de novo o aluguer do carro, pelo que tinha também já devolvido para o cartão ... isto tudo sem nós marcarmos um código, fazer uma assinatura ou anuir com qualquer um destes movimentos.

Foi um momento surreal e sem qualquer alternativa, mas lá saímos finalmente do aeroporto já perto das 20h30m da noite para começarmos então a nossa volta à ilha do Norte da Nova Zelândia.

Mas ao sairmos do aeroporto confrontamo-nos com outro facto: aqui na Nova Zelândia não só se conduz ao contrário, como também tudo no carro é ao contrário, isto é: o manípulo dos piscas e o manípulo do limpa para brisas estão ao contrário dos nossos e se esperavam que por estarmos a conduzir ao contrario as unidades do conta quilómetros fossem milhas, pois não, são mesmo km/h!

Enfim, aqui nesta terra as regras normais não se aplicam ... e a isso temos de nos habituar!





21:30 O JANTAR NO FOOD HALL CHIC

Nesta cidade há restaurantes, cafés e food halls. Sim dos Food Halls, normalmente associados aos centros comerciais, aqui são um dos locais mais populares para comer.

Assim e porque estamos numa Terra cujas regras normais não se aplicam, assim fizemos nós também e escolhemos então o Queen's Rise, em plena Queen Street. Este complexo de restaurantes junta num mesmo espaço, espaços que servem carnes grelhadas em carvão, massas e pizzas, cozinha árabe, cozinha francesa, hamburgeria e cozinha japonesa. A nossa opção foi quase unanimemente esta última.

É assim que nós acabamos com uns dumplings absolutamente divinos, que só nos dão uma certeza: numa próxima viagem temos de ir ao Japão para fazer uma viagem absolutamente gourmant!

Mas o nosso dia ainda não fica por aqui, e portanto voltamos ao carro e fazemo-nos à estrada até ao nosso destino final de hoje: Matamata.



23:45 A ALUCINANTE VIAGEM ATÉ AO INUSITADO HORSE & JOCKEY INN

Não nos cansamos de referir que este é um país que tem as suas próprias regras ... e dentro deste espírito, assim continuámos a noite.

Depois do jantar metemo-nos à estrada para rumarmos a Matamata, onde pernoitamos esta noite, e depois de alguns desvios do caminho e do GPS recalcular o caminho, lá saímos de Auckland na direção certa. Enquanto que os primeiros quilómetros foram relativamente tranquilos (dentro da tranquilidade possível de conduzir ao contrário), quando saímos da autoestrada para uma estrada nacional, aí é que tudo começou a ser novamente alucinante.

Desde estradas com sentidos cortados, em que o sinal que o homem das obras fazia com a sua lanterna para parar é o que nós na Europa conhecemos como para passar (abanar a lanterna no sentido da circulação), o que obviamente criou um susto gigante quando nos apercebemos que havia uma barreira não iluminada a cortar a estrada e tivemos de parar em cima da mesma, até um camião TIR que vinha na direção contrária numa estrada de duas faixas e dois sentidos, e que transportava em cima de si, sem qualquer sinalização adicional ou iluminação especial, no lugar do contentor e da carga, uma casa inteira (sim ... uma casa mesmo), e que ultrapassava os limites da estrada e portanto nos forçou a, mesmo em cima, sairmos da estrada e passarmos ao lado da casa pela berma, passando por várias linhas de comboio que cruzava a estrada sem qualquer sinalização especial e que só nos apercebíamos mesmo em cima delas ... houve um pouco de tudo ... e foi no meio destas aventuras que chegámos a nosso destino final: o Horse & Jockey Inn em Matamata.

Este estabelecimento é nada mais nada menos do que um bar e um salão de jogos, localizado em Matamata com uns quartos em cima. Escusado será dizer que tudo o que se possa pensar de um hotel de beira de estrada que ficou nos anos 1970's é pouco para descrever este estabelecimento hoteleiro. Neste cenário, bviamente que não tem um wifi a funcionar. Assim sendo foi neste contexto único e digno de um CSI do tempo do "Crime Disse Ela" que nos fomos deitar, porque amanhã o dia vai começar connosco já mergulhados na Nova Zelândia profunda.

Amanhã entraremos oficialmente na Terra Média, porque a outra terra de onde nos lêem vamos deixá-la para trás durante alguns dias ... mas não deixaremos de mandar notícias!