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MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 2 - CHRISTOPHE SAUVAT |


Christophe Sauvat fez uma ode ao clássico e ao cool, numa colecção fundamentalmente cruise, concebida a partir da autêntica cultura marítima francesa. Um olhar ao pitoresco de uma vista sobre o mar, com o recorte de silhuietas silhuetas confortáveis ... onde há também brisas da educação e filosofia da cultura beatnik dos anos 50.



Os tons em contrates, como a costa, o mar e o céu muitas vezes nos maravilham. Os tons frios oferecem um estilo de vida chique e relaxado, requintado em detalhes e abundante em ornamentos. E os tons quentes rompem-se o pitoresco europeu... como uma combinação selvagem de cores e motivos da savana, com o retrato do tigre Sumatra criticamente ameaçado da Indonésia.





Uma mistura de tons, com os quentes a atacarem os frios... onde Christophe Sauvat quer deixar, sobre nós que vemos a colecção, um alerta à nossa responsabilidade em relação à extinção de espécies e mudanças climatéricas.

E já daqui a pouco o esperado desfile de Dino Alves. Nós estamos preparados para o directo! Até já!


MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 2 - RICARDO ANDREZ | A FANTASIA DA MÁQUINA


Esta é uma colecção que se explica, como se uma breve notícia, de rodapé, num jornal. Curto e certeiro: um barco naufragado, na costa, junto a uma praia.Mas esta forma de escrever como se de uma síntese de tratasse é redutora.


A verdade é que a colecção "Machinist" é uma viagem imaginada por Ricardo Andrez ... a partir do cenário artificial criado pelo Navio Reijin encalhado na praia da Madalena. Uma navio japonês gigante que transportava mais de cinco mil automóveis.

Depois deste quase melancólico e maior que fantasia, vamos daqui a pouco ... aqui, em directo, revelar o que preparou Christophe Sauvat.


MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 2 - CIA. MARÍTIMA | DE CUBA COM FRESCURA


De Cuba com a paixão quente do Verão e com a frescura das águas do Caribé. A ilha que se abre cada vez mais ao Mundo, é o ponto de partida da Cia.Marítima ... mas a inspiração vai atrás no tempo, aos anos de 1950, numa viagem num possante conversível americano dos anos de 1950. 


Nesta colecção "Uma vez em Cuba - Da Art Deco aos encantos da terra das cores" há uma partilha dos segredos do passado e da cultura do presente.


As cores vão salmão, verde militar e turquesa ao rosa, amarelo e marinho. Um mix colorido, com uma gama variada de padrões com inspiração na natureza, com linhas e estampagens.
Depois da peças frescas para um verão quente, vai chegar Ricardo Andrez com um sonho de um barco encalhado.
Até mais daqui a pouco!


MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 2 - ALEKSANDAR PROTIC | COMO QUE UMA ESCULTURA


Voltamos à sala grande da ModaLisboa, com Aleksandar Protic e a sua visão inspirada na obra de Barbara Hepworth. As esculturas são o pano de fundo do desenho de uma colecção que segue as linhas da artista, nomeadamente as aberturas e os fios que ligam e conectam  ...que aqui chegam com cintos e pregas que suportam a forma das peças. E que mudam também as mesmas formas suaves e orgânicas e também rígidas e geométricas.


Uma colecção onde as cores marcam: mostarda, dourado, bronze, azeitona, nougar, off-white e preto. Cores de tecidos como sedas e misturasde lá, seda e algodão.


E depois da colecção de peças inspiradas em escultura... as propostas para os corpos que já estão a pensar numa ida à praia em 2018. Até já. Fique bem.



MODALISBOA LUZ EM DIRETO | DIA 2 - NUNO GAMA | DEDILHAR O EU INTERIOR


Portugalidade como sendo por aqui que marcamos a diferença na globalidade. Como sendo por aqui que marcamos a diferença no encontro do Eu próprio. Esta é a consciência que Nuno Gama mostra nas propostas para a primavera/verão do próximo ano. Dá destaque à particularidade, no mundo global, como o único ponto necessário na relação com tudo e com todos. E de nós, seres únicos, com os outros todos.


O desfile desta colecção "Globalidade" ...  começa primeiro no corpo, quase despedido, mas a camada de pó acumulado ao longo dos anos e das vivências. Os homens de Nuno Gama ganham camadas de peças em branco e azuis. E é aqui que entra o Eu Português dos azulejos, como “refresco”, tonal e gráfico.
Matérias primas de estruturas abertas como malha Inglesa, bordados, efeitos de favos de mel ou ainda as “dobragens” que vão desde as simples nervuras às pregas ou a interpelações ligeiras dos detalhes de Norfolk jacket à la Portugaise.



O formalismo clássico deseja cada vez mais a respiração da desconstrução da rigidez ... da estrutura das peças e das matérias primas. O casaco, peça omnipresente é aqui mais ligeiro, com jogos entre o opaco e o translúcido, o curto e comprido. E nas sub-camadas há analogia com as aguadas de azulejos que poeticamente se desmultiplicam em ritmadas tonalidades de azuis.


E nesta globalidade de reencontro com o ser próprio, Nuno Gama recuperou a voz de Villaret e os sons únicos da guitarra portuguesa, toda ao vivo.
Daqui a pouco, há o segundo desfile do dia no interior do Pavilhão Carlos Lopes, com Aleksandar Protic. Até já!