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GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 10


Hoje foi dia de acordar bem cedo, pois temos mais de 850km pela frente. Assim logo pelas 8 da manhã saímos do nosso muito charmoso Hotel du Vieux Marais e fazemo-nos à estrada, deixando Paris para trás e indo em direção à nossa primeira paragem: a cidade de Meaux.

Localizada nos arredores de Paris, esta cidade, cuja importância histórica já foi muita, tal como testemunha a sua catedral, é a origem do rei dos queijos franceses: o Brie. Se há produto gourmet francês, esse é o queijo, e para os franceses, o queiio dos queijos é o Brie de Meaux.



Assim depois de um passeio pelo pequeno, mas muito bem conservado centro histórico da cidade, e depois de um pequeno almoço numa muito típica boulangerie, vamos fazer a nossa primeira visita do dia: a Maison du Brie de Meaux.

Visitar uma queijaria revelou-se uma tarefa quase impossível (pois a maior parte delas não recebem visitas e as poucas que recebem, têm horários tão apertados e tão curtos, que nenhum era compatível com o nosso percurso). Mas a escolha da Masion du Brie de Meaux dá-nos uma visão bem interessante e muito completa do que é o rei dos queijos franceses. Com uma exposição com recurso a audiovisuais e a quadros montados com objetos de época, ficamos a perceber o processo de fabrico e, mais importante ainda, ao processo de maturação e afinação deste famoso queijo. É uma visita muito interessante e que recomendamos vivamente!


Já estamos a meio da manhã quando deixamos Meaux, em direção a sul. A nossa próxima paragem é já para um almoço tardio e é na cidade de Lyon. Escolhemos o muito central bistrot L'Institution, que é uma verdadeira instituição da gastronomia lionesa.

Aqui não há dúvidas na escolha do menu. apesar de haverem pratos franceses típicos de várias regiões, a nossa preferência recai sobre as típicas salchichas de Lyon (ou como se chamam por estas bandas andouillette lyonnaise). De sobremesa, mais uma delícia: um mil folhas de alperce com chantilly. Absolutamente divina esta paragem em Lyon. Mas depois de almoço voltamos rapidamente à estrada, para rumar ao nosso destino final de hoje: Marselha.




A segunda maior cidade francesa, capital da região da Provença e Côte d'Azur, foi o nosso destino final deste dia. Depois de fazermos o check in no Moderno Euromed Ibis Centro (que, sendo um Ibis, mais parece um hotel bem superior), saímos para o nosso jantar no restaurante On Dine.


Localizado a dois passos do agitado Porto Velho, este restaurante é especializado em Peixe. Com uma esplanada muito tranquila, entre prédios habitacionais, este é um restaurante que serve até mais tarde, e que portante permite começar a jantar às 22h (o que por frança é uma raridade e que nos deu muito jeito). Aqui comemos umas lulas panadas absolutamente deliciosas, um peixe com molho de pimenta e arroz selvagem e finalizámos com um semi frio de chocolate e cerejas. Tudo absolutamente divino e que, na noite quente que estava, e com o serviço simpático e prestável que tivemos, soube ainda melhor.

Claro que depois de um dia enfiados no carro, e de um jantar tão completo quanto este, terminámos com um passeio pelo animado Porto Velho de Marselha. Aqui a animação reina, com um estilo que mistura a rua e a praça social dos países árabes, com um civismo muito francÊs. É uma mistura que quase que é exótica, mas que tem algo de familiar. Sim é um passeio nocturno muito bom este e que nos deixou cheios de curiosidade para explorar um pouco mais da cidade amanhã de manhã.

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 9


É o nosso segundo dia em Paris e, depois de o dia de ontem ter sido dedicado a uma Paris Clássica, por onde passámos pelo Louvre e pela Chanel, pela Ópera Garnier e pela Chanel, hoje vamos virar agulhas para um Paris mais moderno e mais contemporâneo.

Assim, depois de acordarmos no nosso tão querido Hotel du Vieux Marais, vamos tomar o pequeno almoço ao vizinho Café Beaubourg. Este café, com mais de 30 anos de existência, foi desenhado pelo famoso arquiteto francês Christian de Portzamparc, e ainda hoje se matém como um dos principais cafés modernos da cidade. É aqui que tomamos o nosso pequeno almoço do dia ... na esplanada e com uma vista priveligiada sobre o Centro Pompidou!



Depois de um pequeno almoço numa esplanada à chuva, mas sem nos cair uma pinga em cima (algo só possível em Paris), lá nos dirigimos até ao Centre Pompidou (a nossa primeira visita do dia).

É aqui que passamos a manhã inteira, literalmente a passear e a vaguear pelas salas onde uma excepcional coleção de arte moderna está exposta. Este museu de arte moderna do Centre Georges Pompidou, é um luxo (para quem gosta de arte moderna). Aqui podemos apreciar obras de artistas tão diferentes e diversos quanto Paul Cézanne ou Francis Pablo Bacon, Pablo Picasso e Andy Warhol, Piet Mondrian, Yves Klein, entre muitos outros. E tudo inserido numa obra de arquitetura notável, que só percorre-la é um autêntico privilégio.




Depois de uma manhã passada entre obras de arte moderna e contemporânea, almoçamos um crepe rápido, passeamos um pouco pela zona de Montorgueil e da Bolsa, e apanhamos um Uber que nos leva até ao nosso próximo destino parisiense: a Fundação Louis Vuitton. Situada em pleno Bois de Boulogne, esta instituição cultural concentra duas atrações: a coleção de arte daquele que é o maior grupo de luxo do mundo (o LVMH, cujas casas bandeira, com esta visita, visitamos todas nesta nossa viagem) e um edifício notável do starquiteto Frank Ghery.

De facto o edifício é em si uma verdadeira obra de arte, mas ao contrário do Guggenheim de Bilbau (que visitámos no início desta viagem), este edifício, no seu interior, não se sobrepõe às obras que tem expostas. A arquitetura é notável, e a coleção é muito interessante, pelo que esta é uma visita que vale a pena fazer. Aqui passamos a tarde, no meio da melhor e mais contemporânea arte patrocinada pela Louis Vuitton. Hoje regressamos cedo ao hotel, porque temos jantar de aniversário marcado e um programa logo a seguir!



Depois de descansados e arranjados, saímos então em direção ao nosso último destino artistico do dia: o Palais Tokyo. Aqui vamos jantar, no meio do local mais famoso de instalações de arte de toda a cidade. O restaurante chama-se Les Grands Verres e tem uma ementa que cruza a cozinha francesa com pratos internacionais. Deliciosamente bem feitos, saboreamos tudo e temos mais um jantar digno d enota. O nosso destaque vai para um Paris Brest bastante especial e maravilhosamente bem feito.

Mas o final da noite reserva-nos mais um ponto alto desta viagem: uma ida ao famoso cabaré parisiense Lido. Situado em plenos Champs-Élysées, este é um dos mais famosos da capital francesa, e é conhecido pelo glamour e brilho dos seus espectáculos. Sendo este um programa feito para turista, a sessão das 23h (a que nós fomos, permitindo-nos assim jantar descansadamente), torna-se ainda mais mágica, pois o turista desta hora mais nocturna é mais civilizado, não vem à procura do jantar com espetáculo, mas sim do espetáculo em si. A sala está composta, mas não cheia e o espetáculo segue-se a um ritmo correto, com uma cenografia incrível, uns audiovisuais muito bons, e um guarda roupa absolutamente perfeito. Foi um final de noite de aniversário muito especial e que nos deixou todos a aplaudir convictamente!

A noite não acaba sem antes passearmos pelos Champs-Élysées acima e vermos o último dos símbolos da cidade que ainda não tínhamos visto nesta viagem: o Arco do Triunfo. Agora já podemos ir descansar ... porque amanhã deixamos Paris e voltamos à estrada para uma última etapa antes da derradeira que nos vai levar a de volta casa.

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 8


Acordamos em Paris, em Pleno coração do Marais, no nosso Hotel, prontos a começar o dia. Mas o nosso início de dia é obviamente o pequeno almoço.

Claro que este pequeno hotel não tem serviço de pequeno almoço, a não ser o serviço de quartos, por isso decidimos que, em vez de pedirmos o serviço de quartos, iríamos tomar o café à rua, num dos cafés do bairro. Assim pensámos e assim fizemos.

Não mais do que uma esquina e encontrámos um simpático café do bairro, que tinha menús de pequeno almoço, e que nos serviu, a preços aceitáveis, a famosa baguette com manteiga e doces, um sumo de laranja e um café, espantosamente, aceitável (quando se viaja é sempre um problema que temos é encontrar um café expresso que nos seja aceitável a nós portugueses, pois o nosso gosto de café é tão específico, que poucos são os locais que nos servem um café ao nosso gosto). É assim que começamos o dia cinzento que temos pela frente ...



O nosso primeiro destino é o mais óbvio: o Museu do Louvre. Assim com bilhetes na mão e hora marcada para entrar lá nos dirigimos à entrada preferencial do museu e passamos à frente da enorme fila que já se forma às 10.40h da manhã para entrar neste colosso cultural. Mais uma vez percebemos as vantagens de ter uma hora marcada para a entrada, é que assim escusamos de estar na enorme fila para a segurança da entrada da pirâmide e, como está a começar a chuviscar, é algo que verdadeiramente agradecemos.

Descemos e encontramos já um mundo de gente já lá dentro. Como eu conheço relativamente bem o museu, seguimos diretos à obra mais famosa de todas: a La Gioconda. Entramos na ala Denon, subimos a escadaria principal, passamos pela magnífica Vitória de Samotrácia (apenas a minha escultura favorita) e seguimos para a grande galeria de pintura italiana, e quando chegamos à porta que dava acesso à Gioconda ... está fechada, com um letreiro que a mudaram para a ala Richelieu (que é só do lado oposto do maior museu do mundo). Claro que isto motiva alguma reorganização da estratégia de visita e decidimos fazer então a volta pela ala Sully até à ala Richelieu.

Só que depois de passarmos por uma espetacularmente renovada ala Sully (que nem sabíamos que tinha sido toda refeita), onde pudémos ver algumas obras primas como o Escriba Sentado ou os portões Mesopotâmicos, percebemos que a ligação entre a ala Sully e a ala Richelieu foi cortada, e que temos de sair até à pirâmide para conseguirmos entrar. Assim o fazemos e percebemos que é na pirâmide que começa uma fila para ver a La Gioconda. A fila anda rápido, mas é enorme, pelo que esperamos pelo menos uma meia hora para conseguir chegar ao segundo andar da ala e entrar na sala da famosa pintura de Leonardo Da Vinci. Mas o sistema está verdadeiramente bem feito, pois apesar de estas serem umas instalações temporárias (como percebemos ao chegar, pois o quadro está numa vitrine à prova de bala em frente aos outros quadros da sala), todos consegue ver de perto (ou pelo menos sem ninguém à frente) a mais famosa pintura de todo o mundo. Demorámos, mas conseguimos!


E já que estamos aqui na ala Richelieu, seguimos em direção ao Café Richelieu (também ele explorado pelos mesmos do Angelina de Versailles) para almoçar. Chegamos e não encontramos fila nenhuma (pois pelos vistos todos os visitantes evitam a ala Richelieu por causa desta fila imensa na única entrada possível da ala) e sentam-nos. Com alguma decepção percebemos que a carta é igual à que tinha o Palácio de Versailles, mas ainda por cima mais reduzida, pois os pratos mais elaborados não estavam disponíveis no Louvre.  Mas como estava tão bom lá, decidimos repetir alguns pratos e experimentar outros.

Ora se o almoço em Versailles correu maravilhosamente, no Café Richelieu, foi exactamente o contrário. Os pratos que em Versailles estavam deliciosos, aqui estavam sofríveis, e os pratos novos que pedimos estavam quase ao ponto de serem enviados para trás (uma salada com anchovas e queijo azul, não tinha nem umas nem outro ... e nem uma palavrinha foi dada, ou um pedido de desculpas). Salvaram-se uns ovos Benedict e uns Raviollis ... e mesmo assim não estavam fabulosos.

De facto o tempo passa e um dos melhores locais para comer dentro do Museu do Louvre tornou-se num mau local para almoçar. Se as salas continuam lindíssimas, o serviço desaparece e a cozinha é no mínimo incompetente. Os preços ... esses, infelizmente e inexplicavelmente são superiores aos de Versailles, o que faz de toda a experiência um autêntico flop (o primeiro da viagem ... mas tem sempre de haver um numa viagem, e na nossa foi este).





Depois deste almoço, visitámos mais umas salas, descemos até à pirâmide e saímos pelo Carroussel do Louvre, que continua um autêntico centro comercial de qualidade, com lojas boas, e uma excepcional oferta de food court ...mas já tinhamos almoçado e portanto ... saímos em direção à próxima visita. o Ópera Garnier.

Este é um dos monumentos mais icónicos da cidade de Paris, e, como acontece em todos, não se espere pouca gente. No entanto, tal como acontece nas restantes visitas, também esta está organizada de forma a que se consegue ver tudo, ao nosso ritmo, com calma e a atenção que cada um deseja.

Assim passamos as próximas duas horas a maravilhar-nos com a famosa escadaria, o grandioso Salão Nobre, ou a elegante Sala, tudo sem esquecer os corredores e as salas anexas. É uma visita a um edifício cuja aquitetura é impressionante, esmagadora e de uma beleza incomparável.


Já a tarde vai avançada e quando saímos da Ópera Garnier, decidimos dedicar o resto do nosso tempo a passear nesta zona dos Grand Boulevards. Desde a Place de la Madelaine, e do seu icónico Fauchon, até às Galeries La Fayette, nada nos escapou.

Fomos passeando, sentando em esplanadas (quando chuviscava, pois apesar de calor os chuviscos eram periódicos, mas as esplanadas aqui em Paris são cobertas exactamente por causa disto) e fazendo algumas compras.

Como estamos na capital da moda, obviamente que não resistimos a uma pequena e singela sessão de compras. Assim desde o traiteur Fauchon, passando pela muito popular Uniqlo, até às trendy Galleries La Fayette, conseguimos passar por várias lojas e demorar-nos o resto da tarde. Assim foi com sacos que voltámos ao hotel, para nos arranjarmos para o jantar e programa desta noite.




Compras no hotel, descansados e de duche tomado, arranjados saímos para o nosso restaurante parisiense de hoje: o discreto Café des Abattoires. Este restaurante, conforme o nome indica, é especializado em carnes e situa-se junto à muito chic e central zona dos Grands Boulevards.

Assim o nosso jantar de hoje é, obviamente carne. Mas não se pense que há apenas vaca, porco e frango, pois no menu existe veado, javali e caça. Assim cada um escolhe uma carne diferente por forma a todos provarmos. Mas para além da qualidade da carne (e dos pontos certos em que cada uma veio), a grande surpresa está no ambiente calmo e familiar deste local (que apesar de muito trendy, conserva uma atmosfera muito acolhedora) e no excepcional serviço, com os empregados de uma simpatia extrema, sem ser exuberante, e surpresas da cozinha aos clientes, como foi a oferta das entradas (um gaspacho maravilhoso, um humús excelente e uns mexilhões à marinheira divinos). Tudo foi perfeito, e foi um verdadeiro jantar digno da capital da gastronomia mundial. Melhor que tudo foi o preço muito equilibrado no final, o que fez deste um dos melhores jantares da viagem.

Ora como tinha deixado de chover, decidimos que era hora de explorar um pouco mais a zona, e passear entre a vizinha Place Vendôme até à mítica sede da Chanel, em plena Rue Cambom. Mas o final da noite foi mesmo a meia noite na Torre Eiffel, pois sem chuva e como um de nós fazia anos à meia noite, era o local perfeito para estar e ver este impressionante monumento a brilhar como que a celebrar o aniversário que estava a começar. Foi uma noite perfeita, para um dia excelente de um Paris eterno que é lindíssimo e tem tanto para visitar!

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 7


Com o dia a começar cedo, neste sétimo dia da nossa Viagem de Verão em Direto 2019 - Gastro France, deixamos as terras de Champagne e rumamos ao nosso próximo alojamento: Paris.

Mas como é habitual, antes de chegarmos ao nosso destino final, temos um dia recheado de visitas, e assim é antes das 8h da manhã que nos levantamos, tomamos o pequeno almoço, fazemos o Check Out do muito prático Confort Suites de Epernay e nos fazemos de novo à estrada.

O percurso até à nossa primeira paragem do dia é feito por uma paisagem lindíssima, cujas luzes da manhã ainda potenciam mais as suas cores e os matizes de verde e de laranka que as vinhas da região de chamgane têm. Esta manhã é um passeio lindíssimo, pelo meio de estradas regionais e departamentais até ao nosso destino final desta manhã: o Palácio de Fontainebleau.



A pouco mais de uma hora e meia de distância fica este mítico palácio dos arredores de Paris, e que é conhecido pelo seu imenso fausto, pela sua incrível arquitetura maneirista e a sua dimensão e riqueza que impressiona e conquista.

Aqui, a visita não tem multidões, faz-se tranquilamente e todos os salões são autênticas maravilhas. Para quem gosta de visitar palácios, este, tendo sido um palácio real durante muitos séculos, e um dos preferidos dos reis, por causa da floresta que o envolve (e que o transformava num dos mais populares destinos de caça de toda a frança), é uma visita absolutamente obrigatória e que revela bem o que era o fausto da tão falada monarquia francesa.

Mas não são só os palácios que interessam. Como em muitos dos grandes palácios franceses, a arte dos jardins, também aqui é absolutamente explendorosa, e assim, tendo estes jardins servido de modelo para os famosos jardins de Versailles, não resistimos a acabar a manhã a passear pelo meio deles.




Depois de uma manhã pelo meio de salões em Fontainebleau, seguimos então para a grande visita do dia: o icónico Palácio de Versailles.

Depois de uma hora de estrada, e depois de algumas voltas para estacionar o carro (pois os parques oficiais já estavam totalmente cheios àquela hora), dirigimo-nos à entrada e apanhamos talvez o maior susto da viagem até ao momento: a fila para entrar acumulava tanta gente e dava tantas voltas que nem em duas horas nós entrariamos. Ora como tínhamos bilhetes comprados e com hora marcada, depois de perguntarmos a vários orientadores, lá houve um que nos esclareceu que a nossa entrada era sem filas e fazia-se por uma porta especial. Esta foi mais uma prova (se não a maior de todas) que a compra dos bilhetes via internet e com hora marcada, é a melhor opção para os grandes monumentos, durante os dias que correm.

Foi assim que chegámos ao nosso local de almoço o Café Angelina, em plenos salões do Palácio de Versailles. Aqui (depois de passar à frente de uma demorada fila, pois nós íamos para o restaurante e não para a cafetaria (aqui fica mais uma dica para os nossos leitores), sentámo-nos numa sala toda ela apainelada de madeira trabalhada e pintada, e com o teto todo trabalhado e um lustre ao centro. De todo o menú que pedimos, o nosso destaque vai para as duas excepcionais sopas - uma sopa de cebola e um velouté de espagos - que estavam absolutamente perfeitos, quer na sua confeção, quer na sua quantidade. A nossa primeira paragem em Versailles foi para almoçar ... e tivemos um repasto digno do local onde estávamos: clássico, sofisticado e de qualidade!




Só depois do almoço nos dedicámos então a explorar os diversos salões deste imenso palácio e os descomunais jardins. Foi uma tarde entre talha dourada, frescos, mobiliário antigo, muita pintura de retratos de reis, raínhas e damas e nobres da corte, e um fausto como só se pode sonhar nos grandes palácios mundiais.

A visita do Palácio em si faz-se pelo meio de uma multidão de turistas, mas está toda ela organizada em circuito, o que quer dizer que mais depressa ou mais de vagar, vemos tudo e com o nosso ritmo. Claro que estamos no paradigma dos palácios de todo o mundo, por isso será difícil conseguir ver o que quer que seja em sossego ou em isolamento, mas tudo se vê ... e portanto, a visita torna-se muito completa e agradável.

Já nos jardins, é o contrário. A escala destes jardins provocam uma dispersão de turistas tão grande, que só na entrada damos por eles, sendo assim fácil andar à nossa vontade, ver o que queremos, quando queremos e ao ritmo que queremos ... e, surpresa das surpresas, ao som de uma música clássica que invade todos os jardins de forma suave, elegante e muito agradável. Esta é uma visita que surpreende, pois consegue (apesar das multidões que estão no recindo do palácio e dos jardins) ser agradável e muito informativa e completa.


É já mesmo junto ao horário de fecho das visitas diurnas do palácio (pois existem visitas nocturnas, durante os meses de temporada alta) que saímos, regressamos ao carro e nos fazemos de novo à estrada, e rumamos então à "Cidade Luz" e ao nosso hotel mesmo no coração do muito animado bairro do Marais: o Hotel Vieux Marais.

É um pequeno hotel de três estrelas situado mesmo entre a Rue des Archives e a Rue Vielle du Temple e que tem quartos espaçosos e muito bem desenhados ... e tem uma sala e uma recepção muito bem decorada, num estilo que mistura o antigo e o moderno. Tudo a preços (para Paris) muito razoáveis.

Chegamos então, fazemos o check in e vamos estacionar o carro (pois em Paris decidimos que vamos deixar o carro de lado e andar de Uber). E aqui temos outra dica para dar: mesmo vizinho do hotel está o famoso Centro Pompidou, que tem tarifas de estacionamento diário (que se tem de reservar via internet) bastante razoáveis. Assim temos o carro bem estacionado, a um preço acessível e conseguimos usufruir da cidade sem constrangimentos e sem preocupações.


Depois de descansar um pouco no hotel, arranjamo-nos e rumamos até ao restaurante desta noite: o Aprés. Este moderno restaurante situa-se no hotel Kube de Paris, e tem um ambiente muito original: dentro deste pequeno palacete situado no 18º Bairro, foi transformada a cour da frente numa esplanada com um cubo de vidro no meio (que é a recepção do Hotel) e todo o seu piso térreo é um jardim interior com jardins verticais, palmeiras e trepadeiras, onde se situa o bar e o restaurante do hotel.

O ambiente aqui é sofisticado, moderno e muito cool, e a cozinha aqui servida acompanha na perfeição todo este conceito. Com uma carta que mistura a gastronomia francesa, com a cozinha internacional, o nosso jantar foi verdadeiramente sofisticado, repleto de bons sabores e com um ambiente calmo e muito "branché" (como se diz por estas partes).

Só foi pena o atendimento, mas é algo que nestes restaurantes de gama média alta em Paris infelizmente não é muito cuidado. Parece que os empregados nos fazem um favor de atender, pois como trabalham num local chic, acham-se quase mais chics que os clientes. Pena também que já no final do jantar, enquanto esperávamos pela conta, um "ratatouille" tenha atravessado a sala de jantar a correr e nos tenha lembrado um dos grandes problemas da cidade de Paris: é que os ratos são uma constante nesta cidade ... e infelizmente este hotel sofria deste problema. Mas como foi no final da refeição, e ela tinha sido tão boa ... encarámos este "encontro imediato" como um elemento caricato, mais do que como algo que nos fizesse levantar e ir embora (o que estávamos prestes a fazer, ou seja ... não iria mudar em nada o nosso comportamento ... só mudou foi a crítica que fizemos no site de reservas). É assim que voltamos ao nosso hotel para descansar para estarmos aptos para o longo dia de visitas do dia seguinte, não sem antes tomar um copo numa das esplanadas do animado Marais, porque é sexta-feira à noite e a animação reina naquele bairro.

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 6



E mais uma vez acordámos em plena cidade de Epernay, no muito prático e eficiente Confort Suites. E tal como no dia anterior, o nosso programa do dia começa com uma visita a uma cave de champagne. A eleita do dia é a icónica e muito glamourosa Moët & Chandon.

Localizada também junto ao centro da cidade, esta casa de champagne exala luxo, glamour e qualidade. A visita começa exactamente na antiga casa de Claude Moët (o seu fundador), onde percebemos a história da casa, a sua ligação a Napoleão Bonaparte (justificando assim o nome Imperial para o seu champagne Brut, que era o seu favorito, conforme nos explicam), a sua expansão na aliança à família Chandon e toda a trajetória da mítica casa, cujo nome se confundo com o champagne em si.

Depois de uma pequena introdução sobre o passado da casa, das duas famílias que a formam e a visita a algumas salas oitocentistas da Maison começa a visita às caves.




Quando se desce às caves percebemos que é uma zona de trabalho com dezenas de pessoas a andarem de um lado para o outro (muitas vezes em carrinhos ou em empilhadores) e que estamos mesmo no coração de uma estrutura de produção da casa ... mas com centenas de anos.

É durante o passeio a pé pelos largos e impressionantes túneis destas caves que nos explicam os segredos deste mítico Champagne. Desde as castas utilizadas, ao método de viragem das garrafas (pois o Champagne é o único vinho totalmente produzido nas garrafas que chegam a nossa casa ... pelo que quando abrimos uma garrafa de Champagne Francês estamos a beber um produto que ali se formou), passando pelos vários processos de fermentação, ou como eles afinam os lotes (uma vez que não há passagem do vinho pelos tonéis), até à especificação da bolha de gás do Champagne Moët & Chandon.

Se se pensa que a visita a esta casa não corresponde às expectativas, desenganem-se os que assim pensam, porque corresponde e ultrapassa. Aqui os dourados, o design sofisticado (desde as fardas, à sala de Provas, passando pelo saco que nos dão na loja, quando fazemos compras ... que obviamente fizemos) e o serviço personalizado são um verdadeiro luxo e tudo é cuidado ao mais pequeno detalhe. Mas o melhor está para vir e é a sessão de provas: numa sala privada para o grupo, o escanção da marca o guia e dois empregados servem o champagne para prova e depois, numa conversa personalizada entre cada um dos grupos, explicam diferenças entre os vários tipos de Couvets (ou gamas) da marca, dando recomendações mediante o gosto (e o eventual tipo de cliente que se apercebam que somos) de qual o Couvet mais adequado a cada um de nós. É uma experiência incrível e que nos fez render a toda esta região logo às 10h da manhã (que é a primeira visita do dia)



Rendidos à incrível visita da casa Moët & Chandon, percorremos durante pouco mais de meia hora. as estradas da famosa região de Champagne até à próxima paragem Reims. Diga-se que esta região (classificada como Paisagem Património Mundial pela UNESCO) é de uma beleza rara e verdadeiramente captivante. Desde os pequenos palácios no cimo das colinas, às pequenas aldeias e vilas todas espetacularmente arranjadas até ao ondulante tapete de vinhas e floresta que se estende até perder de vista, tudo concorre para um passeio espetacular. Mais ainda, conseguimos ter um sol generoso e abundante, o que fez toda a paisagem ganhar uma miríade de cores absolutamente única.

Mas se Epernay é conhecida como o coração de Champagne, é Reims que é a sua capital, e por isso fomos até ao centro da cidade onde, pelo meio de pequenos palacetes, casas de mais marcas de champagne (com destaque para a famosa Veuve Clicquot Ponsardin, ou para as mais desconhecidas, mas igualmente boas Taitinger e Ruinart) e palácios de antigas famílias nobres está uma pérola do património de França: a Catedral de Reims. Esta impressionante catedral, não só é um incrível exemplar do melhor gótico flamejante francês como ainda por cime tem a uns interiores absolutamente incríveis, pois eram aqui que eram coroados todos os reis de França.

Infelizmente a nossa visita aos interiores não pode ser bem feita, pois como é feriado religioso, o cardeal de Reims estava a celebrar uma missa especial à hora que chegámos. Mas ficámos a assistir um pouco à celebração e os cânticos em conjungação com o aparato de flores e panejamentos que estavam a engalanar a missa, os incensos que defumavam toda a catedral e todo que aquele cenário fizeram daquele um momento muito especial.




Depois de um momento tão especial como a missa na Catedral, saímos ainda a meio, e demos uma volta pelo centro da cidade. Passámos pela Ópera, pelo palácio da justiça e por várias ruas pedonais cheias de comércio ... fechado! Sim aqui em França, quando é feriado tudo fecha. Se já nos dias de semana os horários são bastante reduzidos e muito limitados, em dias de feriado, as ruas têm algumas pessoas a passear, mas têm 90% dos comércios fechados. Eé neste cenário que rumamos ao restaurante que elegemos para o nosso almoço em Reims: a Brasserie Excelsior.

Esta clássica Brasserie francesa fica localizada um pouco mais retirada das ruas pedonais do centro, e fica situada num muito bonito pequeno palacete do século XIX. É nas salas deste palacete de dois pisos que almoçamos e todo o menú, o serviço e a qualidade da carta são dignos de uma verdadeira Brasserie Francesa.

A nossa escolha recaiu sobre umas ostras, um fois gras e umas térrines de entrada, e depois os clássicos bifes com batatas dauphinoise. No final encerramos a refeição com uma tartlet de limão merengada. Tudo está excepcionalmente confeccionado, é maravilhosamente servido e tem um ambiente duma sofisticação clássica e muito familiar. Foi o almoço perfeito para continuar o luxo clássico do nosso dia. Mas como é óbvio o nosso dia de visitas não acabou aqui e voltámos ao carro e à estrada, para fazer mais uns quilómetros até ao nosso luxo seguinte.





A nossa paragem seguinte foi ainda mais a Norte, na cidade de Lens: o Louvre de Lens. Sendo um dos percursores desta nova moda de franchisação dos museus, o Museu do Louvre tem, desde 2012, uma nova casa, mas desta feita no Norte da França, em Lens.

Com projeto dos starquitetos japoneses SANAA, o edifício é de um minimalismo e de uma simplicidade aparente, absolutamente prodigiosa. Com o alumínio, o aço e o vidro como materiais base, este museu é uma obra de arquitetura absolutamente notável e que, por si só, vale a pena uma visita.

Mas no seu interior está também uma coleção permanente de uma qualidade inquestinonável. Não que as principais obras do maior museu do mundo tenham sido mudadas para Lens, mas as obras que foram escolhidas para esta exposição permanete são elas também de uma qualidade assinalável. De pintura a escultura, de mobiliário a artes decorativas, o museu tem uma coleção incrível e que estabelece um diálogo muito interessante com toda a arquitetura contemporânea do edifício.




Depois de uma visita demorada a este museu, decidimos ir até à costa da região de Pas de Calais, mais propriamente à pequena estância balnear do Canal da Mancha, para jantarmos e conhecermos um pouco do ambiente desta zona francesa.

Aqui as casas de veraneio são uma versão colorida e garrida, das conhecidas casas de estrutura de madeira aparente, que povoam todo o centro e norte do País. Assim é mesmo em frente à imensa praia e numa promenade de casas ultra coloridas que jantamos no muito popular JFK Pub. A especialidade da casa é a nossa escolha para o jantar e são Moules Sauce Moutarde avec Frites. Como é de esperar, esta especialidade está absolutamente divina. Com um cenário da Praia em frente, um pôr do sol em tons de vermelho e laranja e uns mexilhões que estão uma delícia (que acompanhámos com cerveja artesanal da região), este é o final de dia perfeito para este dia de luxo que tivemos.

É assim que terminamos o dia ... e voltamos a Epernay para descansarmos e nos prepararmos para mais um dia de visitas amanhã!