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GIRO AL NORTE | EM DIRETO - DIA 4



A SÁBIA BOLOGNA

Desepertámos nium quarto bom, num hotel que correspondeu totalmente às nossas expectativas (e tem uma excelente relaçao preço qualidade) e que, essencialmente, tem um serviço muito atento e muito simpático. Mas só no dia seguinte a chegarmos (ou seja hoje de manhã) descobrimos a sua grande vantagem: está situado em pleno centro histórico da cidade de Bologna.

Esta cidade, de origens medievais tem nas suas intrincadas ruas e nos seus muito antigos edifícios monumentais, o seu principal trunfo. é uma cidade onde se sente a história, o peso da longevidade da sua cultura e essencialmente, a sabedoria da sua universidade. Para quem não saiba, a Universidade de Bologna (ou Alma Mater, como lhe  chamam por aqui) é a mais antiga da Europa e do Mundo, tendo sido fundada no início do século XI.


Mas há outra xaracterística desta medieval metrópole contemporâ - as suas torres. Por todo o centro histórico existem torres altíssimas que marcam o skyline da cidade medieval. São impressionantemente altas, elegantemente esguias, e misteriosamente soberbas, mas dão a esta cidade (já ela própria cheia de torrs sineiras pela multiplicidade de igrejas que tem, como acontece em qualquer cidade italiana) uma nota de exotismo ou de mistério adicional, que lhe fica verdadeiramente bem!

No nosso passeio matinal fizemos a Via Maggiore (onde ficava o nosso hotel), a Piazza Maggiore onde entrámos na Basílica de San Petronio, visitámos a catedral, entrámos no Palazzo de Regione (antiga sede da Universidade de Bologna) e na sua muito conhecida Biblioteca da Salaborsa, visitámos o Mercato in Mezzo (onde vimos as famosas bancas de pasta fresca e as maravilhosas bancas de beixe fresco e passeámo-nos pelas ruas deste centro magnífico até à hora de almoço, aproveitando o sol matinal que, pela primeira vez nesta viagem, limpou o céu de núvens e faz com que este dia em Bologna tenha sido absolutamente perfeito.


O CLÁSSICO DONATELLO

Mas não podíamos deixar a cidade sem entrar numa das suas instituições gastronómicas. A nossa escolhida (por recomendação do nosso amigo e guia da véspera) recaiu no muito charmoso e famoso Donatello.

Situado entre o Teatro de Ópera e o Teatro Nacional, este restaurante é conhecido por ter sido e ainda ser o local de paragem de muitos dos artistas que passaram pelos principais palcos da cidade (como atestam as centenas de fotos nas altas paredes). Mas é também conhecido por ter um serviço excepcional e uma cozinha clássica de Bologna muito boa. E nós provámos, atestamos e recomendamos.

No menú não há grandes invenções modernas, mas estão lá todos os clássicos e foi a esses que nos dedicámos, pois foi por eles que viemos. Assim, claro que veio uma Lasagna Bolognese, uns Raviolis em Caldo (dois na realidade, pois somos quatro nesta viagem) e um Filetto Bolognese ... tudo terminado com um Tiramisú do melhor que se pode provar na vida. A regar a refeição tivemos o clássico da região de Bologna San Giovese tinto, que aqui neste país tão rico em vinho, cada cidade/zona tem o seu vinho especial. É assim que terminamos a nossa curta, mas intensa e excepcional estadia em Bologna. Estava na hora de voltar à estrada e seguir para o nosso próximo destino.

VENEZA A MAGNÍFICA

Ao fim de pouco mais de duas horas de caminho deixámos o nosso carro alugado na rent a car (que não ficava no aeroporto Marco Polo, mas perto e preparamos-nos para próxima etapa da viagem, toda ela sem carro. Graças à simpatia do rapaz do transfer da rent a car, que nos devia levar ao aeroporto, e graças ao nosso italiano (que apesar de macarrónico, já se começa a entender), ele ao perceber que vamos para a cidade de Veneza e não apanhar um voo, recomenda-nos ficar na paragem de autocarro ali mesmo na estrada e seguirmos na carreira normal (é mais rápido e mais barato, pois o preço do bilhete até Veneza é de 1 e não de 8 euros por pessoa). E assim fazemos, ficamos na berma de uma estrada à espera da carreira, que em menos de três chega, pagamos os bilhetes e seguimos até Veneza como qualquer veneziano. Só que as nossas caras maravilhadas com a aproximação à cidade pela moderna ponte que a liga ao continente, e obviamente as nossas malas, denunciam-nos.

O autocarro deixa-nos em plena Porta Roma e daqui decidimos comprar um passe de 48h para todos os vaporettos (que são os autocarros cá da cidade, mas só que são obviamente barcos) da cidade para podermos ter liberdade de movimentos sem pensar no preço (já que cada viagem de Vaporetto são 7,5 euros, e o passe de 48h fica a 30 euros, sai bastante mais barato). Daqui fazemos então todo o Gran Canal até à icónica Piazza de San Marco.

Este é um passeio maravilhoso e a melhor forma de entrar na cidade, pois percebe-se de facto o quão magnífica, especial, mágica e delicada é esta cidade. A cada edifício que vemos temos um momento de deleite visual indescritível. A cada vista que temos só nos apetece tirar tantas fotografias, que ficamos com a sensação que "o  rolo da máquina fotográfica não vai aguentar esta cidade" (piada que fazemos bastantes vezes nesta primeira viagem de vaporetto). A cada momento desta travessia de ponta a ponta do Gran Canal (o mais largo e espetacular da cidade de Veneza) sentimo-nos dentro de um filme de época digno de um romance de Casanova ou do uma cena do Mercador de Veneza. Esta é uma cidade magnífica, que ao se desenbarcar na Piazza de San Marco, se torna avassaladoramente bonita!


O NOSSO PALAZZO E O DOS DOGES

Assim que desembarcamos e nos habituamos à magnificência que está perante os nossos olhos, dirigimo-nos ao nosso Hotel San Moisé. Situado a pouco mais de 5 min a pé da Piazza di San Marco, este pequeno hotel fica num antigo Palazzo do sec XIX, onde abundam tetos altos e os restetivos lustres e arte e mobiliário antigo. É um verdadeiro Palazzo veneziano, digno dos melhores roteiros turisticos da cidade, mas só que é uma jóia do low cost ainda não descoberta pelas multidões, e que aqui deixamos como uma das nossas grandes descobertas nesta viagem.

Fazemos o Check in, deixamos as malas no quarto (deslumbrante por sinal) e voltamos rapidamente a sair, pois já são 17.20h e temos que ir visitar o grande monumento da cidade: o Palácio dos Doges. Este é o grande edifício da cidade e o seu principal monumento, e visitámo-lo (graças a estarmos em época baixa) sem fila alguma e praticamente sozinhos no palácio. Isto é um Luxo!

Mas luxo verdadeiro é este palácio. Se o seu exterior já impressiona pela riqueza do  trabalhado de mármore das suas imensas fachadas, os seus interiores são absolutamente de cortar a respiração. A cada sala surge um novo tecto trabalhado, ainda mais impressionante que o anterior, a cada sala surge um espaço ainda maior do que o anterior e a cada sala as pinturas de paredes e teto são ainda mais incríveis do que a anterior. Aqui percebe-se a riqueza que a república de Veneza teve, e a sua influência no mundo das artes e do imaginário colectivo de todos. É que aqui tudo era em bom ... aliás em Muito Grande e em Muito Bom!

É esmagador visitar este palácio sozinhos e é uma visita digna de ser classificada entre os melhores e mais faustosos espaços do mundo, pelo que (com filas e multidões, ou sozinhos e à vontade) é absolutamente a não perder!




O JANTAR NA HOSTERIA E OS COCKTAILS DE VENEZA

Saímos do Palazzo Ducal e já estavamos na hora de jantar, pelo que seguimos até ao nosso restaurante eleito de hoje: a Hosteria Osottoosopra.

Este restaurante encontra-se fora do principal circuito turístico da cidade, e o seu acesso só é possível ou acompanhado por um local, ou pelo google maps ... no nosso caso foi o segundo.

É um local pequeno, discreto, sem brilhos ou chamarizes, mas com um serviço tão simpático e descontraído e com uma cozinha tipicamente veneziana e tão sofisticada, quanto a própria cidade merece. De Cicchetti de Bacalhau, de Polvo e de Sardinha a Sépia Nera com Polenta, passando pelo óbvio Prosseco, o jantar foi absolutamente perfeito. Mais ainda, quando a conta acompanhou a perfeição do repasto exemplarmente veneziano.

Ora para rematar a noite, e já um pouco ébrios (como bons casanovas contemporaneos, ou não estivéssemos em Veneza) das duas garrafas de prosseco que bebebos ao jantar, vamos até ao clássico bar da cidade beber a sua bebida oficial: o Harry's e os seus Bellinis. Foi uma chegada a Veneza em grande, com tudo o que temos direito e que nos deixa bastante inspirados para o dia que se segue ... porque nestas altas horas da noite, só nos resta vaguear pelas ruas apertadas da cidade até ao nosso hotel palazzo e dormir num quarto com um lustre de murano e tetos trabalhados ... como o fazemos!


GIRO AL NORTE | EM DIRETO - DIA 3




ARRIVEDERCI FIRENZA, CIAO PISA

Esta foi a nossa última noite na delicada cidade de Florença, pois logo a seguir ao pequeno almoço, voltamos à estrada e rumamos ao nosso próximo destino: a vizinha cidade de Pisa.

Pelo caminho, entre autoestradas e estradas regionais, apreciamos a magnífica paisagem da famosa região da Toscânia, onde as paisagens cultivadas pontuadas por villas rodeadas de ciprestes, são uma constante. Apesar de ser inverno, é uma região lindíssima, e que faz falta percorrer de carro, passar pelas pequenas terras e apreciar o seu ritmo e estética de vida.

É neste contexto que chegamos a Pisa, cidade conhecida por apenas uma coisa: a sua famosa torre inclinada. É para lá que nos dirigimos logo à chegada, e ´r com muita sorte que encontramos um lugar de estacionamento, mesmo a 100m da entrada da zona monumental. Esta nossa chegada foi absolutamente perfeita, tal como foi a nossa subida à icónica torre (que comparativamente à subida da torre de Florença, na véspera, foi "brincadeira de meninos"), ou a nossa visita à catedral. Tudo decorreu sem filas, sem esperas e sem multidões de turistas. O único detalhe menos perfeito foi a multa que encontrámos no para brisas do nosso carro de aluguer, pois excedemos os 30 minutos de parqueamento permitido na zona onde deixámos estacionado o nosso carro ... mas enfim, isso foi apenas um detalhe.



A CIDADE GOURMET

Recolhemos a multa para depois pagar via internet, e seguimos para a nossa paragem de almoço: já na cidade de Parma. Pouco depois de 60 minutos de estrada chegamos a esta famosa cidade e deparamo-nos com um sinal da UNESCO que nos informa que estamos a entrar numa região classificada pelos seus produtos gastronómicos. Concluímos que escolhemos bem a nossa paragem de almoço. Mas melhor ficamos impressionados quando chegamos ao local onde decidimos almoçar: a Salumeria Garibaldo.

Esta loja gourmet faz juz à classificaçao da cidade como património da humanidade pelos seus produtos e cultura gastronómica. Assim aqui decidimos não só provar alguns dos pratos que aqui se servem (pois esta loja tem também uns quantos lugares para comer sentados e confortáveis), mas também fazer algumas compras de alguns produtos gourmet, nomeadamente de queijo parmesão (com várias curas) e de presunto de Parma.

Graças à simpática empregada da loja, ficamos a saber que um queijo parmesão deve ter no mínimo 6 meses de cura, e que só a partir dos 24 meses deve ser ingerido como queijo (antes disso deve ser apenas utilizado e cozinhados), pois todo o leite só perde a lactose a partir desta cura. Este é verdadeiramente um queijo especial e uma verdadeira maravilha gastronómica apurada ao longo de décadas de saber.





BOLONHA A CIDADE DO DESIGN, DO BALSÂMICO E DE PAVAROTTI

Depois da nossa pausa para almoço seguimos estrada fora, já com o tempo contado, para chegarmos à cidade que se segue: Modena. Aqui nesta cidade nasceram três símbolos da cultura mundial: a Ferrari, o Aceto Balsâmico e Luciano Pavarotti.

É por esta ordem que decidimos conhece-los um pouco melhor. Assim a nossa primeira paragem é no Museu Casa Enzo Ferrari. Aqui celebra-se o nascimento desta incontornável marca da identidade italiana, e principalmente o trabalho e o legado de automóveis e de design do seu fundador. Tendo sido aqui a primeira fábrica da marca, o Museu divide-se entre o original edifício da fábrica e um moderno e muito estilizado edifício. Se no primeiro estão os motores e as maiores maiores façanhas na F1 da marca, já no segundo está uma exposição que nos leva numa viagem pelos mais distintivos modelos da marca, desde o seu início até ao mais recente protótipo apresentado. Mas o mais divertido está no final da visita: um simulador de F1 onde se pode conduzir um Ferrari F1, em qualquer pista do actual campeonato mundial. Esta é sem dúvida uma visita que recomendamos a todos os nossos leitores.




Ora saídos do museu, ligámos ao nosso amigo Alberto (a quem muito agradecemos tudo o que nos fez e explicou), que se ofereceu para nos mostrar a sua cidade natal, e vamos até ao centro histórico a pé. Pelo caminho o nosso cisserone vai-nos explicando os vários edifícios notáveis a cidade, desde a academia militar, até à catedral ou à pequena capela. Mas a nossa tinha um destino: a loja gourmet mais antiga do mundo, ainda em actividade - a Giuseppe Giusti que foi fundada em 1605.

Especializada em Aceto Balsâmico, esta loja é o local perfeito para, com sofisticação e requinte ficarmos a saber tudo sobre este produto tão especial. Por exemplo ficamos a saber que um cada lote de Balsâmico tem um número determinado de anos de envelhecimento em barris, e que o que o distingue do vinho é que o sumo de uvas é cozido e aquecido de forma a evaporar o álcool. Ficamos ainda a saber que há regras específicas para poder produzir tal néctar gastronómico, como por exemplo que o mínimo de anos que um Balsâmico pode ficar nos barris são 6 anos, e daqui pode ir até mais de 100 anos. Pode também ser aromatizado com diversas coisas, sendo os mais requintados com figos e trufas, mas que estes só podem ser feitos com os produtos da época, daí os bons acetos aromatizados serem tão raros e caros. Na Giuseppe Giusti o Aceto Balsâmico é tratado como ouro, e de tão precioso que se torna, toda a loja está repleta de raridades e de produtos embalados e mostrados como se de uma ourivesaria se tratasse.




O JANTAR TÍPICO E A DESPEDIDA COM O LUCIANO

Já com vários sacos de Balsâmico na mão rumamos ao nosso local de jantar (escolhido pelo nosso precioso Alberto): a muito típica Trattoria Giardinetto. Localizada em pleno centro histórico, numa das mais discretas praças desta requintada cidade, está esta trattoria especializada em pratos regionais de Modena. Claro que todo o menu do jantar (vinho incluído) é escolhido pelo nosso anfitrião, mas tudo estava absolutamente divino: desde a muito típica entrada de Gnocco e Tijelle, passando pelo incrível Filetto di Manzo al Balsamico, ou acabando no clássico doce Zupe Inglese, tudo estava absolutamente irrepreensível.

Foi um jantar fenomenal, mas faltava ainda prestarmos homenagem a um dos símbolos da cidade: Luciano Pavarotti. Assim foi no meio de uma nublina intensa e persistente que, no caminho de volta ao carro, passamos pela discreta, mas muito realista estátua de homenagem ao imortal cantor lírico da cidade. É com esta nota de cultura que terminamos a nossa visita a Modena e que nos fazemos de novo à estrada (deixando o nosso incrível anfitrião em sua casa) e vamos até ao nosso destino final de hoje: a cidade de bolonha e o simpático e muito charmoso hotel Pedrini.

É aqui que pernoitamos hoje, para amanhã nos dedicarmos a explorar mais esta famosa e muito icónica cidade italiana1

GIRO AL NORTE | EM DIRETO - DIA 2


QUANDO O HOTEL NÃO É BOM ... NÃO NOS ESTRAGA OS PLANOS

De facto, ao chegar já tarde à noite ao hotel Aline em Florença, damo-nos conta de que as fotografias nada tem que ver com o que estava no Booking. Mais ainda, que em vez de quatro camas o quarto só tinha três (sendo uma delas de casal). Se o mood já não era bom, quando descobrimos que o hotel nem pequeno almoço serve ... ficou definitivamente classificado como um hotel a não repetir.

Sim, nem tudo corre às mil maravilhas nas nossas viagens, às vezes, por mais planeamento que façamos, por mais pesquisa que tenhamos, nem tudo corre como o planeado ... e este hotel foi um desses momentos em que saiu bastante ao lado.

Mas o que vale é que estamos em Florença e que a nossa alegria e vontade de passear é muita ... e portanto, nem o péssimo hotel que escolhemos nos desanima. Assim sendo, saímos, procuramos um lugar aberto para tomar o pequeno almoço ... e seguimos com o nosso programa do dia.




A PONTE VECHIA, O PALAZZO PITTI E OS JARDINS BOBOLI

Por causa da demora com a falta de pequeno almoço no hotel e termos de ir à procura de um local ... e por causa deste local servir um menu de pequeno almoço, mas mais lentamente que qualquer hotel, decidimos que o nosso primeiro ponto no programa terá de ser anulado: a Academia de Belas Artes onde está o icónico David de Miguel Ângelo. É com muita pena que tomamos esta decisão, mas só assim conseguiremos cumprir o apertado horário de visitas que temos programado para hoje, nesta monumental e lindíssima cidade. Assim encaminhamo-nos rapidamente para o nosso primeiro destino do dia: a Ponte Vechia.

Esta ponte é um dos símbolos da cidade e com razão, pois a construção que nela está suspensa, a sua cromática, as suas conhecidas ourivesarias e toda a sua mística, fazem dela um verdadeiro monumento difícil de ficar indiferente. Vemos, apreciamos, fotografamos e, claro, atravessamos ... porque o nosso destino da manha de hoje está do outro lado: o Palazzo Pitti e os seus Jardins Boboli.

Como hoje é o primeiro domingo do mês, muitos monumentos são de entrada gratuita ... e é o caso deste. No entanto, tem-se sempre de levantar bilhetes na bilheteira ... ou não estivéssemos em Itália. Assim, apesar de ser cedo ainda, temos de enfrentar logo duas filas (uma para agarrar os bilhetes, pois são gratuitos e não temos de pagar nada, é um mero ritual, e outra para entrar no imenso e imponente Palazzo Pitti.

Infelizmente, porque é dia de entrada gratuita, as salas mais imponentes estão fechadas, mas o tesouro dos Medici, os Jardins Boboli estão abertos. Entao a nossa visita, apesar de não ser completa, é um bom começo deste nosso dia. O palácio tem salas (pelo menos as que estavam abertas) com frescos impressionantes, os jardins têm vistas sobre a cidade incríveis e o passeio matinal por este monumento é algo que nos põe logo de boa disposição.






O DUOMO, O BATISTÉRIO E AS FOCCACIAS DO GHIOTTO

Depois da visita ao Palazzo Pitti e aos seus incríveis jardins românticos, rumamos então até ao maior e mais conhecido monumento de Florença: o Duomo (ou a catedral, como dizemos em Português).

A deslumbrante catedral de Florença é um edifício absolutamente esmagador, quer em escala, que no trabalhado do mármore das suas fachadas. E em conjunto com o grandioso batistério e a gigantesca torre sineira, fazem um conjunto incontornável em qualquer viagem ao norte de Itália. É a visitar estes três edifícios que ficamos até à hora do almoço, deslumbrados com a magia destes edifícios e conquistados com a sua riqueza monumental.

Ora como o dia já ia adiantado e a fome já apertava, seguimos para a nossa pausa para almoço. A nossa escolha foi almoçar uma das muito famosas foccacias fiorentinas. Para tal escolhemos o muito típico I' Girone de Ghiotto. Este pequeno espaço é especializado em foccacias florentinas e tem uma qualidade incrível e uma variedade infindável de combinações ... todas elas absolutamente deliciosas. São tão boas, que decidimos provar cada um uma diferente e assim provar mais sabores e combinações diferentes. Ficámos rendidos a este pequeno segredo do centro de Florença.





A DECEPÇÃO COM AS GALERIAS UFIZZI E A MUDANÇA DE PLANOS

Depois de almoço dirigimos-nos então para o nosso programa da tarde: a visita às Galerias Ufizzi. Mal chegamos apanhamos outra surpresa desagradável: como é o primeiro domingo do mês, também este famoso museu é de entrada gratuita, no entanto, o número de bilhetes é limitado e quando lá chegamos (perto das 15h da tarde) já não há bilhetes disponíveis. Foi um balde de água fria, mas não havia nada a fazer. Assim mudam-se os nossos planos e pomos em marcha um plano B: vamos até à vizinha Piazza della Signoria e vamos visitar o Palazzo Vechio.

Este magnífico edifício medieval é um palácio com salas com frescos renascentistas nos tetos e paredes e uma pequena colecção de mobiliário e pintura muito interessante. As salas de protocolo e os aposentos dos Medicci (pois esta foi a primeira residência dos duques florentinos, antes do Palazzo Pitti) são de uma riqueza e de uma imponência impressionante. Aqui percebe-se a prosperidade e a importância histórica que Florença teve.

Mas já que a visita ao Palazzo Vechio foi menos demorada do previsto para as Galerias Ufizzi, decidimos recuperar a nossa visita da manhã que não fizemos: a Academia de Belas Artes de Florença e o incontornável David de Miguel Ângelo. Este museu fica a pouco mais de 15 minutos a pé da lindíssima Piazza della Signoria (onde estávamos) e portanto é com uma visita a esta academia e ao seu importante espólio de arte que terminamos o dia de visitas. Sim foi com a beleza magnética de David que terminamos o nosso dia ... e assim um dia que teve muitos percalços, tornou-se um dia de visitas muito completo e bastante bom.




JANTAR SUBLIME NUMA FLORENÇA MODERNA

Depois de voltarmos ao hotel e de descansar um pouco, vestimo-nos e vamos até ao restaurante La Ménagère. Com uma decoração hiper moderna, uma gastronomia sofisticada e um serviço muito cool, este restaurante, situado em pleno centro histórico da cidade, mostra-nos uma Florença diferente.

A Florença que este restaurante transmite é contemporânea, recheada de design e com o que de mais avançado se está a fazer em termos de cozinha ... demonstrando que a comida em Itália (e mais especificamente, em Florença) não é apenas uma tradição: é uma forma de cultura e de estar. Digamos que foi um jantar absolutamente perfeito, com sabores sublimes, vinho requintado, e uma conta equilibrada e condizente com o momento perfeito que acabámos de viver!

Gostámos, deliciámos-nos e terminámos este dia atribulado com a melhor nota possível: Florença não são só monumentos incríveis, é uma cidade lindíssima e com um requinte e um charme muito especial!

Agora é dormir, pois amanhã segue-se mais um dia recheado ... mas de volta à estrada e em peregrinação por monumentos e momentos que se antecipam muito, mas mesmo muito especiais!



GIRO AL NORTE | EM DIRETO - DIA 1


A PARTIDA

O dia da partida desta nossa primeira Viagem de Inverno chegou e portanto foi hoje logo pelas 08:30 da manha que o nosso Giro al Norte começou. Como quase todas as nossas viagens, esta também começou por uma ida até ao aeroporto de Lisboa, onde apanhámos o voo da Ryan Air com destino a Bergamo.

Apesar de esta ser a maior companhia aérea low cost do mundo, com todos os extras que cobra, o preço dos bilhetes fica sensivelmente ao mesmo preço da viagem numa companhia normal ... mas quando estamos a programar a viagem e a fazer o respectivo orçamento, nao resistimos aos preços baixos. Somos de facto sensíveis aos truques do marketing.




A BELA CIDADE DE VERONA

Depois de um voo bastante clamo, com um serviço regular chegamos ao aeroporto de Bergamo, onde rapidamente conseguimos levantar o carro da rent a car que escolhemos... e fazemos-nos à estrada. Ainda em plena autoestrada paramos numa estação de serviço e matamos a nossa fome (que já era bastante, ou não fossem quase 15h locais) com umas focaccias e uns snacks. É quase um crime num país com tanta riqueza gastronómica almoçar uma comida tão de plástico ... mas estávamos sem tempo para chegar ao nosso primeiro destino de hoje: a bela cidade de Verona.

Esta cidade, já dentro da região de Venetto´foi imortalizada pela icónica obra de William Shakespear Romeu e Julieta ... e é exactamente a suposta casa de Julieta que é a nossa primeira paragem. Chegamos já de noite a esta simples, mas bonita casa veronesa. Aqui a estrela é a estátua da Julieta (que não há turista que não tire uma foto com ela) e a famosa varanda de onde namorou o seu Romeu.

Já o interior da casa não tem grande história, pois apesar de ser uma casa antiga, os seus interiores estão bastante despojados e a visita em si não tem grande interesse. Fica a curiosidade de ter visitado o local e a belísisma varanda.

Depois desta visita (que é bastante rápida), damos ainda uma volta pelo centro histórico da cidade, onde vemos a nobre Piazza Delle Erbe, a imponente Torre Dei Lamberti, a também bonita Piazza Dei Signori, e a discreta Casa de Romeu. Este pequeno passeio (já de noite) pela cidade deu-nos uma boa ideia da beleza discreta e subtil da cidade. Foi uma pequena cidade, com alguma importância e alguma nobreza, que está bem conservada, quer nos seus edifícios, quer nos monumentos, mas essencialmente no seu charme.



O JANTAR EM MÂNTUA

Mas depois do passeio nocturno por Verona, voltamos ao carro e à autoestrada, para irmos até Mântua e ao discreto, mas interessante restaurante Casa de Ferrucci. Este restaurante, onde jantámos hoje está situado nos arredores da cidade de Mântua (não deixar de entrar na cidade e fazer a ponte fronteira ao imponente castelo quinhentista) numa pequena vila - Rivalta Sul Mincio.

O espaço é moderno e sofisticado sem ser pretensioso, a simpatia do serviço é a inquestionável, a carta é interessante e a comida é correcta. Sim apenas correcta. Não estava mal feita, mas nao houve nada que nos arrebatasse. Excepção feita a uma sobremesa de dois salames (um de doce de leite e outro de chocolate negro) com creme de ovos e natas (suberbamente leve). O vinho, já foi outro campeonato, pois apesar de ser o vinho da casa, era excepcionalmente aromático e super frutado, mas levíssimo e cheio de nuances na boca.

Já o preço foi de facto o correcto, pois com entrada, prato, sobremesa e vinho e cafés, pagámos menos de 30 euros por pessoa.

É depois deste repasto (que mais conversa, menos vinho) demorou cerca de três horas, que voltamos à estrada e rumamos ao nosso hotel de hoje: o hotel Aline em pleno centro histórico de Florença. Sim vamos dormir nesta mítica cidade, pois amanha o nosso dia vai ser entre alguns dos monumentos mais célebres de Itália, da Europa e do Mundo. Mas do hotel e de Florença falaremos amanhã!