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À CONQUISTA DO REINO DAS TERRAS ALTAS | EM DIRETO - DIA 7


07:00 As Shetlands

Depois de uma noite passada a bordo, numa cabine privada, com camas, casa de banho e um pequeno toucador, chegámos ao ponto mais a norte da nossa viagem: as Shetlands.

Assim que desembarcamos percebemos que estamos noutro território, mais isolado, mais inóspito e onde a natureza é mais dura com o homem e com ela própria.

Atracamos e Lerwick e decidimos tomar o pequeno almoço (pois tomar o pequeno almoço a bordo era possível, pois os multiplos restaurantes estavam abertos desde as 5 da manhã, mas era mais caro, com o balançar ainda corríamos o risco de enjoar e, mais importante de tudo, implicava que acordássemos mais cedo e dormíssemos menos).


09:30 A Capital Lerwick

Atracamos na capital das shetlands, a cidade de Lerwick.

É uma cidade que se estende ao londo de um anfiteatro natual que rodeia uma baía, dando uma ideia de dimensão bastante grande. No entanto poucos são os edifícios com mais do que três andares e na sua grande maioria têm a cor cinzenta, que vêm da cor da pedra, tradicionalmente usada na construção das casas.

Os edifícios modernos já usam cores, na sua maioria escuras e de paleta pastel, criando assim um mosaico de cores irregular muito discreto, que em conjunto com o verde da paisagem e o cinza generalizado, faz uma paisagem muito interessante.

Mas o mais interessante é uma visita a pé pelo porto velo e pelo centro da cidade, onde constatamos que os edifícios são todos feitos de um granito muito escuro, têm muito poucas aberturas (por causa do frio), e as que existem têm uma superfície de vidro generosa (para deixar entrar a luz, que no Inverno é um bem muito raro). Claro que o charme dos antigos edifícios nos conquista e entramos num para tomar o pequeno almoço.


10:30 O Café Universitário

A nossa escolha de local para a primeira refeição tão a norte é o Peerie Cafe.

Este moderno local oferece não só uma grande variedade de muffins e bolos caseiros, mas também uma grande qualidade e grande variedade de pão, dos scones e dos croissants, cujo cheirinho do forno espalha-se logo de manhã por toda a zona do porto velho (que na realidade foi mesmo o que nos chamou a atenção para este local).

Para além disto, a decoração contemporânea e a sua frequência jovem e de população universitária são também uma grande surpresa, pois transformam totalmente a ideia que temos das Shetlands.

Logo ao pequeno almoço, ao entrarmos no Peerie Cafe, saímos do cenário pituresco para um contexto contemporâneo e movimentado, digno de uma cidade do norte da europa (e dizemos norte da europa, por a maioria da população deste espaço ser loura e alta).


14:30 O Passeio Pelas Ilhas

Depois de um pequeno almoço bem tomado, decidimos agarrar novamente no carro e rumar ao topo norte do arquipélago.

Assim cruzámos a ilha pricipal (Mainland, como eles lhe chamam) e apanhámos um novo barco para a ilha de Yell e ainda outro para a ilha de Unst. Cada barco tem a sua tipologia de horários e, deixamos aqui o conselho, a quem vier visitar estas ilhas: para andar de ilha em ilha têm de se movimentar via ferries, mas cada barco tem um horário próprio, sendo que não têm uma regularidade de hora de partida, pelo que é importante verificarem quais os horários de cada barco.

Mas voltando às paisagens, é preciso dizer que cada ilha tem a sua personalidade, sendo a Main Land a mais despida, mas onde existem mais cavalos típico das Shetlands, a Yell a mais povoada por ovelhas e a Unst a que paisagística e culturalmente é ais interessante, pois a presença do mar, os vestígios da antiga ocupação viking e as zonas de reserva natual ocupam a maior parte da ilha.



Assim, para além de uma divertida paragem para brincar e tirar fotografias com os pequenos cavalos das Shetlands, que decorreu na Main Land e que nos ocupou algum tempo, foi na Unst que nos demorámos mais.


O nosso principal destaque desta ilha, para além de toda a paisagem que nos acompanha ao longo de todo o percurso, é uma replica de um barco e de uma casa viking que estã em Haroldswick. Este espaço cultural é interessante e pouco visitado, deixando-nos à vontade para visitar com tempo cada uma das reconstruções e compreender melhor esta paisagem e a história destas ilhas.

É uma visita que recomendamos, mas sempre inserida neste passeio inter ilhas, que prova que as Shetlands não são só a Main Land.


15:30 O Melhor Fish and Chips do Reio Unido

Pois para aqueles que pensam que o melhor Fish and Chips é servido em Inglaterra, desenganem-se, pois já há três anos consecutivos que ele é servido na Main Land nas Shetlands. O vencedor deste concurso anual e nacional é o Frankies Fishh and Chips de Brae, onde fomos fazer um late lunch.

Sendo um pequeno restaurante de beira de estrada, o restaurante em si, apesar de bem cuidade e limpo, não impressiona. No entanto, a sua comida sim, tem bastante qualidade. O peixe é fresquíssimo, o pome que envolve o peixe frito é de uma suavidade invulgar e as batatas são muito bem feitas.

É assim o nosso momento gourmet das Shetlands, feito de peixe e de muita qualidade ... e melhor que tudo, a preços verdadeiramente económicos!


17:30 De Volta à Mainland da Escócia

São 16:30 quando voltamos ao ferry que nos vai levar numa longa viagem de 13 horas de volta para a Escócia Main Land (como eles lhe chamam aqui).

Durante estas horas vamos fazer umas últimas compras de produtos regionais das Shetlands e das Orkney (nas lojas do barco, que nem são assim tão caras), vamos jantar (atenção que todos os restaurantes fecham às oito e meia da noite, mas se se servirem antes disso e se pedirem para eles porem uma película aderente nos pratos, depois levam para a vossa cabine, e podem jantar mais tarde do que isso, fica aqui mais esta dica) e vamos ao cinema (na sessão das 18:30h) com pipocas e tudo!

É uma noite passada em pleno Atlântico Norte (muito Norte mesmo), com entretenimento a bordo e muito tempo para pôr a conversa em dia e dormir. Pois amanhã só às 7 da manhã aportamos na cidade de Aberdeen.

À CONQUISTA DO REINO DAS TERRAS ALTAS | EM DIRETO - DIA 6


11:00 Despertar num Castelo Escocês

A Oldrig House é um palácio, construído sobre as ruínas de um antigo castelo, que agora é um verdadeiro hotel de charme.

Com quartos grandes, decorados com mobília antiga, mas com os confortos modernos (como por exemplo uma máquina de café expresso em cápsulas), o requinte da nobre casa estende-se ao serviço e aos espaços comuns. As salas, os salões, o pequeno almoço, a simpatia do staff, tudo com um toque familiar e muito confortável.

Hoje foi como se acordassemos numa Downtown Abbey, mas em versão Norte da Escócia e século XXI ... e gostámos muito!


12:00 o Porto de Scrabster

Depois de passarmos a manhã a explorarmos um pouco da casa, e dos seus jardins envolventes, metemo-nos no carro e, passando pela calma e pequena, mas simpática cidade de Thurso, fomos até ao vizinho porto de Scrabster.

Este é um pequeno porto piscatório, mesmo ao lado de Thurso, onde há pouco mais do um pequeno hotel e algumas casas, mas tem um café chamado Poppey ... e foi onde decidimos tomar um café enquanto não embarcavamos no primeiro Ferry da Northern Lines.

O nosso destino desta primeira viagem é o arquipelago de Orkney.


14:35 O Ferry para Orkney

Para quem tem medo de andar de barco ou enjoa, esta é uma viagem que, apesar de ser feita em pleno Atlântico Norte, dura apenas uma hora e meia e não é muito balançada, pelo menos nesta época do ano.

Para quem não tem medo e não enjoa, então esta viagem tem outros atrativos, nomeadamente os vários bares, restaurantes e self services do barco, que conseguem abarcar todos os gostos, exigências de paladar e, obviamente, bolsas. Mas a viagem também podde ser gozada nos decks exteriores e portanto, aproveitando o sol (que nós fizemos durante uma parte da viagem) e as vistas das ilhas que vão ficando pelo caminho e que passamos tão perto, permitindo assim que este seja, também, um passeio cénico.

Foi tranquila a viagem de barco e a sua hora e meia passou-se tranquilamente e muito confortavelmente num dos lounges disponíveis no Deck Superior.


15:30 O Almoço de Caranguejo

Não sabiamos, mas ficámos a saber: a principal especialidade gastronómica das ilhas Orkney é o caranguejo.

Assim logo a seguir a atracarmos o nosso primeiro pensamento foi almoçar. A nossa escolha recaiu sobre o Julia's Bistrot & Cafe e sobre a sua salada de caranguejo. Foi uma excelente escolha pois a frescura dos alimentos, o seu sabor original que foi respeitado ao mínimo detalhe, os molhos que foram postos na quantidade certa e a simplicidade de confeção do caranguejo, bem como a sua combinação com os diversos elementos da salada fizeram deste o prato ideal para comer o famoso Orkney Crab.

Como se uma salada de caranguejo excepcional não bastasse, no final ainda descobrimos um incrível bolo de cenoura com nós e um glacé em cima.

Se falarmos de um bom momento gastronómico que nos apanhou de surpresa nesta viagem até agora, este foi definitivamente esse momento!


16:00 A Cidade de Stromness

Depois do almoço demos uma volta na única rua com algum movimento nesta pequena cidade portuária de Stromness.

Quase todos os edifícios são feitos em pedra e quase todos também têm o piso térreo e umas águas furtadas em cima. Quer sejam a galeria de arte contemporânea local - o The Pier Art Center - quer sejam a casa particular, todos têm este tipo de dimensão. Assim, só três edifícios se destacam na cidade: a escola; a igreja principal e o hotel central. De resto esta é uma cidade de pequenas casinhas, ou pequenos edifícios, todos eles feitos numa pedra cinzenta ou revestidos a chapa metálica, com formas bastante simples, mas muito charme e personalidade.

É uma cidade discreta, mas cheia de subtilezas e que vale a pena visitar.


16:30 O Maes Howe

Apesar de termos gostado bastante de Stromness, o grande encanto destas ilhas não está ái, mas sim nas suas paisagens.

Assim sendo o nosso caminho seguinte foi exatamente o interior das ilhas e passear ao longo das estradas. Mas não sem rumo, porque tínhamos uma vista que queriamos ver: a Maes Howe.

Esta pequena colina verde, que passa bastante desapercebida, no meio de uma paisagem tão ondulante e profusamente cultivada, é um dos mais antigos edifícios destas ilhas e é um túmulo que data da primeira ocupação da ilha principal, pelos vikings. A simplicidade deste monumento a sua integração na envolvente e a elegância da sua forma são os aspetos que mais ressaltam desta visita.

Conduzimos na estrada que passa ao lado, mas seguimos, porque a paisagem das Orkney é tão tranquila e perfeita, que nos atraiu mais continur a conduzir e explorar as ilhas.


17:00 A Capital das Orkney

Depois do pequeno passeio por Stromness, voltamos a egar no carro e dirigimo-nos à capital deste arquipelago escocês: a cidade de Kirkwall.

É aqui que está o principal (se não o único) hospital do arquipelago, é aqui que está a alfândega para todos os produtos importados por via marítima, é aqui que estão os principais hotéis da ilha (se bem que ao longo das estradas e ruas percebemos que a ilha está polvilhada de pequenos e familiares B&Bs) e é aqui que vamos passear a seguir e explorar um pouco do centro histórico e das suas ruas e lojas.

Aqui descobrimos alguns dos produtos tradicionais da ilha ... e obviamente que não resistimos a comprar alguns deles. Mas porque o dia não fica ainda por aqui em termos de visitas, voltamos ao carro e fazemo-nos de novo à estrada.


18:00 As Paisagens da Ilha

Quando saímos de Kirkwall são novamente as paisagens verdes que se estendem até ao mar, que dominam a nossa atenção.

A beleza de tudo o que a vista alcança é de uma suavidade e de uma perfeição, que parece saído de um quadro de uma paisagem campestre, que podemos ver nas paredes de um museu de arte antiga. É esse sentimento de estar no meio de uma paisagem inglesa que combina campo e mar, num equilíbrio único e sublime, que nos domina quando fazemos estas estradas.

Sem grande fama, estas ilhas são verdadeiramente uma jóia delicada e subtil, que vale a pena descobrir!


18:00 A Capela Italiana

É talvez o edifício mais visitado de toda a ilha, mas também o mais inusitado de todos: a Capela Italiana.

Este pequeno templo situa-se verdadeiramente no meio de campos sem mais nada à volta que não seja os campos verdes e cultivados, mas a cor da pintura da sua fachada principal e o contraste das cores com a envolvente, fazem desta pequena obra arquitetónica, num momento estético muito pituresco e inusitadamente belo.

Este é talvem o monumento mais visitado da ilha ... e com razão!


20:30 O Jantar de Real Food

Com o pôr do sol, voltamos à cidade e procuramos um local para comer, e paramos no Real Food Cafe.

É aqui que ficamos até irmos para o barco onde vamos passar a noite, deliciando-nos com uma tábua de produtos gourmet locais que nos deixa verdadeiramente rendidos à qualidade da cozinha de Orkney e à frescura e dos seus produtos.

Foram umas horas bem passadas ... e para já vamos embarcar num novo Ferry Boat rumo ao nosso próximo destino: as distantes e exóticas Shetland!

À CONQUISTA DO REINO DAS TERRAS ALTAS | EM DIRETO - DIA 5


09:30 O Pequeno Almoço Escoçês

Foi novamente um despertar matinal, o que tivemos hoje. Dormimos num hotel que estava inserido numa pequena povoação no meio dos bosques, e que apesar de ser melhor do que o do dia anterior, pois não era um mero hotel de beira de estrada, mas sim uma antiga casa que foi transformada em Hotel Rural, também era bastante familiar.

Uma das dicas que aqui deixamos para quem quiser vir passear para a Escócia, é que os hotéis na província (ou seja fora de Edimburgo e de Glasgow) fecham a sua receção às 21h, pelo que qualquer check in mais tarde do que isso (e ontem nós chegámos ao hotel às 2 da manhã) tem de ser avisado ao hotel e combinado onde se deixa a chave.

Mas depois de uma excelente noite de sono (pouco, mas muito repousado), descemos para mais um pequeno almoço Escocês, que mais uma vez nos deixa verdadeiramente satisfeitos!

E assim começamos o nosso dia.


12:30 O Lago Ness

É um dos locais mais conhecidos de toda a Escócia, e hoje vai ser o nosso primeiro destino: o Lago Ness.

Porque o monstro é algo que não se vê, mas que (segundo a exposição do Centro do Lago Ness) é bem real, decidimos começar a nossa visita pelo centro de interpretação do Lago Ness. Depois foi far a volta a metade dele, passando pela povoação Fort Augustus.

Mais do que uma beleza natural estonteante, mais do que uma dimensão impressionante, este lago tem é uma mística muito grande, dada por toda a lenda do monstro, mas também por todas as florestas, bosques e zonas arborizadas que o envolvem.

É uma visita obrigatória, mas não é a última de hoje, e por isso continuamos rumo ao interior da Escócia.


15:15 A Paisagem do Interior

É por estradas estreitas que avançamos em direção ao interior da escócia e nos deparamos com as grandes paisagens naturais.

Um retalho irregular e orgânico de verdes cobrem as colinas ondulantes numa extensão a perder de vista. A dimensão destas paisagens bem como a simplicidade das mesmas, são o seu ponto forte ... e que nos acompanham durante horas.

É um território pouco habitado, e muitas vezes ingnorado, mas que vale a pena ser cruzado!


18:00 A Destilaria do Scotch Wiskey

É no meio desta paisagem que se situa uma das principais zonas de produção do famoso Scotch Wiskey. Segundo a nossa guia na visita que fizemos "porque antigamente produzir o wiskey era ilegal, pois tinha um grau de álcool tão elevado, que tinha de ser feito clandestinamente, pelo que só no meio do nada se conseguia fazer isso ... " daí estarem aqui!

Porque ontem na destilaria da Talisker percebemos que arranjar bilhetes par a visita à destilaria não poderia ser à última hora, escolhemos a destilaria da Glenlivet, por ser das que fechava mais tarde e chegámos muito antes do horário final das visitas - às 16:30h. Enquanto a visita não começa vamos até ao restaurante e tomamos um chá, comemos uma soupa ou um snack mais consistente. Depois do pequeno almoço que comemos, é este o almoço que nos apetece - rápido, menos pesado e tardio.

A visita à destilaria é apenas permitida em pequenos grupos e com guia, mas passa em revista não só uma breve história da bebida, como explica como é que ela se produz, bem como os seus padrões de qualidade e de apreciação. Depois desta pequena introdução, damos então uma volta à destilaria (que funciona 365 dias por ano, 24h por dia) e terminamos com uma prova de três wiskeys - um de 3 anos diretamente do barril (com 60% de álcool) e um de 15 anos e outro de 18 anos, ambos engarrafados (um com 40% de alcool e outro com 20% de alcool).

É uma visita muito interessante e que é muito reveladora do que foi a Escócia, do que é a sua herança cultural e do que é a Escócia hoje.


19:00 A Paisagem do Interior Norte

A seguir à visita à destilaria voltamos à estrada para irmos em direção à capital do norte: a cidade de Inverness.

No entanto, nesta zona, a paisagem muda e torna-se totalmente cultivada, pontuada por pequenos lagos, e com pequenas casas rurais separadas por quilómetros. É uma verdadeira paisagem bucólica aquela que cruzamos, novamente sozinhos na estrada e com uma vontade de fotografar todas as ovelhas ou vistas que nos rodeiam.

A beleza aqui tem a intervenção humana, mas sem a ajuda da natureza ela não seria tão intensa!


20:00 A Cidade de Inverness

Sabiamos à partida que a cidade de inverness era a cidade capital das Highlands, mas o que não sabíamos é que o seu centro histórico era tão interessante.

No seu centro histórico, além do castelo altaneiro, e das duas igrejas, há um conjunto de ruas e de casas que formam uma malha urbana muito pituresca e interessante de explorar. Desenvolvendo-se junto a um rio, que lhe acrescenta uma dimensão paisagística tranquila e de comunhão entre a intervenção humana e a natureza, esta é uma cidade que nos apanhu de surpresa e nos conquistou.

Gostámos e recomendamos!


21:30 O Pub Moderno

É exatamente em Inverness que decidimos jantar e elegemos o The Den para o fazer.

Situado junto ao rio, mesmo ao lado da zona antiga da cidade, está este pub moderno que conjuntamente com o clássico Johny Fox, é um dos locais de eleição dos locais para um jantar tardio. Claro que comer num Pub o que se encontra é a comida tradicional britânica, sem grande sofisticação, mas bem feita ... e é exatamente isso que encontramos aqui.

A nossa escolha recaiu sobre uns Mexilhões com Molho de mostarda e chili de entrada e como pratos o famoso Halabote em Fish and Chips e uma Pie de vaca e ervilhas. Estavam todos muito bem confeccionados e estavam feitos com as receitas verdadeiramente tradicionais e que têm um objetivo: serem a verdadeira confort food!

É já com o estômago reconfortado que voltamos à estrada e vamos subir até Turso (a cidade mais a norte da Grande Bretanha) onde vamos pernoitar.


00:30 A Casa Senhorial do Norte

Foram cerca de duas horas e meia, pelo meio de estradas que nos surpreenderam pela qualidade e pelo seu bom traçado, que subimos até ao ponto mais a norte da Escócia Mainland.

Aqui começamos a perceber que estamos a ficar muito a norte, pois o céu já não fica totalmente negro (mesmo não tendo nós nenhuma luz de cidade, vila ou aldeia por perto (ou que se vislumbre no horizonte), tal como sería de esperar nesta altura do ano.

Outro dos aspetos que nos surpreende é a constante visão das luzes de inúmeras plataformas petrolíferas no meio do mar, que à noite, nos acompanham ao longo de todo o percurso.

É neste contexto que chegamos ao nosso hotel de hoje: a Oldrig House. Mas para já ficamos na nossa suite, sem explorar a casa, pois já é muito tarde ... mas amanhã revelamos tudo sobre este palácio escocês do Norte.

À CONQUISTA DO REINO DAS TERRAS ALTAS | EM DIRETO - DIA 4


09:00 O Pequeno Almoço Escocês

A nossa noite foi passada no meio de uma estrada num pequen hotel que não só tinha uma internet que não funcionava, como nem sequer rede de telemóvel tinha. Estávamos decididamente, no meio do nada!

Mas o acordar foi totalmente diferente, pois percebemos que estávamos no meio de um apaisage natural absolutamente incrível e com apenas uma presença humana - o nosso hotel e a estrada ue passa em frente a ele. A simpática recepcionista da véspera é quem nos serve o pequeno almoço e nós decidimo-nos pelo famoso Pequeno Almoço Escocês.

Composto por uma delíciosa salchicha, umas fatias de bacon frito, um mufin de tomate e outro de batata e uma morcela, esta refeição torna-se um verdadeiro momento gourmet, pois sendo um dos pratos famosos da região, prová.lo pela primeira vez num local típic e popular (pois a sala de pequeno almoço estava verdadeiramente cheia).

Assim o começamos bem o dia de hoje.


11:30 Eilean Donan - O Castelo Escocês

Mas se o dia começou bem, logo seguir (já nós estávamos na estrada), tivemos a desilusão do dia: telefonaram-nos dos Bela Jane Cruises, a avisar que, por questões climatéricas, o cruzeiro que tínhamos marcado para as 10:30 para irmos até ao Lago Coruisk, não se iria realizar!

Foi aqui que adaptámos o nosso plano para o dia e incluimos nele o castelo escocês mais famoso de todos: o Eilean Donan Castle. Este é o castelo escocês que aprece sistematicamente em todos os filmes e que encerra em si todo o imaginário que temos para estas míticas construções.

De facto, este é um local mágico na escócia, entre a espetacularidade da envolvente natural, a escala da construção e nossa relação de aproximação dele, esta é uma visita que marca e que corresponde totalmente às expetativas elevadas que se tem para este castelo. Não só é espetacular, como está bem conservado e tem uma situação de paisagem envolvente única e de uma beleza rara.


12:30 A Ilha de Skye

O nosso dia de hoje é dedicado então a um dos destinos turísticos da Escócia mais apreciads pelos locais: a Ilha de Skye.

Esta é uma ilha mágica, com as suas paisagens de grandes horizontes, de uma natureza arrebatadora, pontuadas por pequenas casas brancas com telhados negros, e repletas de rebanhos de ovelhas (que são seguramente mais do que os habitantes).

Mas esta ilha tem duas característcias que poucos referem e que a tornam em algo bastante especial. A primeira é as suas estradas muito estreitas. Exceptuando a estrada principal que dá a volta à ilha, as restantes estradas que existem (e que conduzem aos principais locais turisticos da ilha são verdadeiramente estreitas, onde dificilmente cabe um carro, mas que na realidade têm dois sentidos. o que acontece é que têm bolsas de duas faixas onde os carros se podem cruzar, tornando a condução à esquerda algo verdadeiramente desafiante. Outra das características são as suas povoações. A sua dimensão é de veras reduzida, todas elas com pouco mais do que duas ruas, e localizadas junto ao litoral da ilha, concentrando-se, na sua maior parte, em volta de um porto piscatório com dimensão para pouco mais do que 10 barcos.

Tudo isto faz desta ilha um local muito especial ... e por isso esta é ua visita que nos deixou absolutamente rendidos!


14:30 O Abrigo das Ostras

Se no dia de ontem as experiências gastronómicas tinham sido inexistentes, hoje o dia foi verdadeiramente memorável.

Começámos ao pequeno almoço, mas continuámos ao almoço. Assim rumámos ao conhecido e conceituado Oyster Shed de Carbost, onde nos decidimos por provar as tão afamadas ostras, mas também meia lagosta e oito vieiras. A simplicida do local (um barracão pré fabricado), condiz com a simplicidade da confeção dos mariscos que escolhemos.

Foi um momento de degustação de marisco que teve tanto e sublime como de inesquecível. Se as ostras era incrivelmente frescas e saborosas, as vieiras foram unanimemente reconhecidas por todos como as melhores que alguma vez comemos na vida, tornando-se definitivamente numa das experiências gourmet desta viagem.

Este foi um almoço que será inesquecível, pelo contraste entre a simplicidade do local, com a qualidade da comida nele servida!


16:00 A Destilaria Talisker

Mesmo ao lado do Oyster Shed, está a conhecida Destilaria Talisker.

Sendo esta a maior destilaria de Scotch Wiskey da ilha de Skye, não podíamos deixar de lá dar um salto, mas infelizmente os bilhetes para a útima visita (que começava às 16:00h - ou seja 15 minutos depois da nossa chegada) já estavam esgotados. No entanto só a visita à loja valeu a pena, para começarmos a perceber a riqueza desta bebida e a sua impressionante diversdade de nuances e a imensidão de fãs que tem.

Ficámos com pena de não visitar esta destilaria (que ainda produz o famoso wiskey com o mesmo nome), mas continuamos a nossa visita.


17:30 As Fairy Pools

Depois de almoço foi hora de nos dedicarmos a uma caminhada pelo meio da natureza e como tal rumámos às pouco conhecidas Fairy Pools de Skye.

Estas cascatas são um verdadeiro espetáculo visual, pois, novamente o seu entorno natural, na sua escala e na sua beleza, são esmagadores. Assim caminhamos cerca de 30 minutos fora da estrada até lá, e deparamo-nos com umas cascatas com uma água límpida e transparente, que corre abundantemente das altas montanhas em redor, e se juntam aqui neste local formando depois um serpenteante riacho, que desce o vale.

É um momento de comunhão com a natureza único e que nos faz verdadeiramente experienciar Skye em todo o seu explendor e magia.

Uma surpresa agradável que tivémos nesta caminhada, foi ver o arco-íris mesmo por cima das Fairy Pools, como se fosse um sinal de que as fadas morassem mesmo ali!


19:00 A Capital Portree

Logo depois do nosso passeio no meio da natureza, decidimos rumar até à capital desta ilha mágica: a cidade de Portree.

Tal como em todas as outras localidades da ilha, também aqui a dimensão de pituresco, se sobrepõe a qualquer aspeto monumental. No entanto, como cidade capital que é, a sua dimensão é um pouco maior do que a restantes povoações da ilha criando assim as condições e a atmosfera ideal para sairmos e darmos um pequeno passeio.

Esta é uma cidade pequena, que concentra muita da atividade de serviços da ilha, e que tem nestes a sua principal atividade. No entanto é no seu porto de pesca que está a sua maior atração, pois as fachadas coloridas dos seus edifícios são o principal postal turístico da cidade.

É uma visita que não sendo espetacular, se torna obrigatória, pois encarna todo o espírito da presença humana na ilha.


23:00 O Jantar no Three Chimneys

O nosso último momento do dia é o jantar em Skye e no credenciado e prestigiado Three Chimneys.

Este restaurante situa-se novamente numa povoação com pouco mais de cinco casas, e cuja casa central é exatamente este autêntico local de romaria para os apreciadores da boa cozinha. Este restaurante é um autêntico templo da alta cozinha escocesa, que se situa no meio de uma paisagem natural incrível, e que inspira a sua cozinha, quer em sabores, quer nos ingredientes usados.

A excelência do menu servido vai desde o amuse bouche inicial, ao chocolate final posterior ao café, a incrível qualidade do serviço e do ambiente deste restaurante (que combina sofisticação com despretensiosismo militante), são os dois fatores que nos fazem afirmar sem qualquer dúvida que uma visita que tem uma vertente gastronómica muito forte e importante.

Se as expetativas estavam altas para esta experiência, foram mais do que cumpridas: foram dignas de um aplauso de pé!

Depois de jantar seguiram-se quatro horas de estrada até ao nosso hotel ... mais um no meio do campo e sem wi-fi ... mas igualmente numa paisagem linda, onde vamos acordar amanhã!

À CONQUISTA DO REINO DAS TERRAS ALTAS | EM DIRETO - DIA 3


11:00 STIRLING CASTLE

Começámos o dia por dizer adeus à gentil e discreta cidade de Glasgow. Foi um excelente início da nossa Conquista do Reino das Terras Altas, mas está na hora de prosseguir caminho ... rumo Às terras altas.

No entanto, e antes de seguirmos rumo a Norte, fazemos um pequeno desvio para visitarmos o icónico e imponente Stirling Castle.

Localizada a meio caminho entre Glasgow e Edimburgo, está a formosa cidade de Stirling. Esta cidade quinhentista é dominada por um imenso e majestoso castelo, cujas muralhas e palácio, se impõem na paisagem da cidade e envolvente. Aqui sim, todos os caminhos vão dar ao Castelo ... literalmente!

Depois de um café rápido numa pitoresca esplanada no centro histórico da cidade (numa rua que terminava no Castelo, claro), subimos a colina e começamos a nossa visita. O castelo é de uma dimensão que não esconde a sua origem como residência de reis (nomeadamente Henrique V, o polémico rei que teve Maria e Isabel como filhas e que separou Inglaterra da igreja católica de Roma) bem como a sua importância histórica enquanto cenário de um dos eventos mais importantes da história do Reino Unido - Stirling e o seu castelo tornaram-se residência real quando a Inglaterra conquista a Escócia, tornando-se assim o símbolo de um novo poder real num Reino Unido. Arquitectonicamente este é um castelo bastante importante também, quer pela dimensão dos seus edifícios, quer pela sua riqueza artística e tecnológica.

Assim começámos o nosso assalto às Terras Altas ... e assim começa este nosso primeiro dia de Escócia Profunda.


12:30 O Lago Lomond

Se há algo que caracteriza as terras altas são os seus magníficos lagos, e o primeiro que visitamos (um dos maiores e um dos mais a Sul) é o Lago Lomond.

Este é um lago bastante comprido, que tem na paisagem verde das suas margens a sua mais importante característica cénica. São quilómetros e quilómetros de água a separar montanhas, ocupando os vales e transformando toda a paisagem de floresta em algo de um a beleza única e de uma beleza inquestionável.

Sendo que a entrada nas High Lands foi feita por aqui ... é uma entrada bastante auspiciosa!


14:30 Espetáculo de Glencoe

Mais à frente e já depois do final do Lago Lomond, começa a paisagem a mudar e a tornar-se mais despida de grandes bosques e o relevo a tornar-se ainda mais acidentado: estamos a entrar no Glencoe.

Esta é uma zona de montanhas (as mais altas da Escócia) muito conhecida pela espetacularidade dos seus picos e dos seus imensos e serpenteantes vales, pontuados com pequenos riachos e cascatas ... e tudo se confirma. A harmonia com que toda a paisagem natural se conjuga, cria uma cena de uma beleza sublime e dramática. Elegante nas suas formas, mas brutal na sua escala, rica na sua paleta de cores mas simples na sua natureza, com a calma de uma verdadedeira paisagem bucólica mas impactante como só as grandes paisagens épicas conseguem ser.

Glencoe é um espetáculo visual digno de nota, que nos surpreendeu pela positiva ... e que em vez de ser conquistado por nós, nos conquistou a nós!


16:10 O Susto e a Magia de Harry Potter

Cehgámos a Fort William ainda sob o feitiço de Glencoe, e dirigimo-nos logo para a estação de combóios para apanhar o conhecido combóio a vapor dos filmes de Harry Potter: o Jacobite.

Assim que chegamos à estação pomo-nos na fila para trocar o nosso voucher por bilhetes e somos então informados que o combóio que queríamos apanhar partiu às 14:30, tal como estava escrito no voucher e que nós confundimos (não sabemos como). Bom aqui o nosso "feitiço" passou e deu lugar a um susto de termos perdido o Combóio a Vapor dos filmes. No entanto houve uma salavação: "por magia" estava a partir em 10 minutos um combóio normal que ia para Mallaig e que chegava lá mesmo a tempo de apanharmos o Jacobite de volta a Fort William.

Esta foi a nossa salvação ... e como que por magia, fomos a caminho do combóio de Harry Potter, pelo meio de um apaisagem linda, mas numa carruagem moderna.


18:00 A Vila Pescatória de Mallaig

Cerca de uma hora e 15 minutos depois da nossa partida de Fort William chegamos à pitoresca vila pescatória de Mallaig. Pequena, totalmente localizada à volta de um pequeno porto de pesca, com a Ilha de Skye no horizonte do mar, esta vila tem um charme muito próprio.

É com pena que não exploramos mais do que duas ruas à volta da estação de combóio, mas temos mesmo de voltar rapidamente, pois não queremos perder novamente o Jacobite.

Assim bebemos um café, visitamos uma loja, tiramos umas fotos e voltamos à estação de combóios.


19:30 O Jacobite

Depois de um embarque simples e rápido, é com estrondo que a velhinha locomotiva a vapor se põe em andamento, puxando as seis carruagens impecavelmente tratadas no seu exterior, mas nem tanto no seu interior.

Mas se o interior das carruagens pode decepcionar um pouco, o passeio em si, as paisagens, os lagos, as pontes de ferro, o famoso viaduto do vale de Glenfinan, são elementos que fazem desta uma viagem que não se vai esquecer. É um momento muito engraçado e que cria a atmosfera ideal para desfrutar de um chá inglês ... e é isso mesmo que fazemos.

Assim sendo pedimos um High Tea para cada um de nós, e suegem-nos umas caizas com tudo o que se pode ter direito num chá à inglesa: pequenas sandes de pastas de salmão, ovo e atum, doce e creme de natas frescas para pôr no scone, e fatias de bolos ... mais um chá por pessoa. Foi um momento divertido e que nos saciou a fome e nos divertiu durante parte do caminho.

Entre o High Tea, as fotografias e a conversa animada ... as duas horas de caminho passaram como que por magia!


22:30 Uma Noite no Meio do Nada

Depois de sairmos do combóio voltamos à estrada e rumamos até ao nosso hotel de hoje: o Cluanie Inn.

A meio caminho entre Fort William e a Ponte da Ilha de Skye, está uma terra sem ninguém, com grandes hoizontes, mas sem uma única casa habitada. É exatamente neste cenário, a quilómetros de uma casa habitada, que vamos pernoitar: no Cluanie Inn. Assim que chegamos pedimos algo para comer que seja quente e informam-nos que a cozinha fechou às 21:30, pelo que não podem servir nenhuma comida, mas quando pedimos uma soupa, rapidamente dizem que isso pode ser ... e assim foi. Largamos as malas no quarto e vamos para a sala de refeições onde nos espera então uma sopa de lentilhas com cenoura (deliciosa por sinal) e um sorriso do jovem empregado.

Este foi o momento gourmet do dia, conjuntamente com o High Tea do Jacobite Steam Train ... e com uma sandes de queijo que comprámos na loja de conveniência da estação de combóio. Mal alimentados, mas muito contentes, porque este foi o nosso primeiro dia nas Terras Altas, mas vimos cenários naturais avassaladores e tivemos um momento muito divertido com o combóio, não sem antes termos um imprevisto (tal como tem havido todos os dias)!

Para já ficamos por aqui, e amanhã voltaremos à estrada para visitar e coquistar (ou deixar-nos cnquistar) um dos locais que mais curiosidade temos de ver: a Ilha de Skye!