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RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 14


10.00 ACORDAR NO PARAÍSO

Foi a nossa primeira noite em Curaçao e foi uma noite dominada pelo calor húmido da ilha.

Mas o principal desta noite foi o despertar. Já o sol ía alto quando saímos das respetivas cabanas ... e o espetáculo de um jardim bem cuidado, com muitas plantas e flores e um cuidado nos detalhes e pormenores de decoração invad-nos os sentido.

Acordar no Jankok Lodges é verdadeiramente acordar no Paraíso!


11.30 A PRIMEIRA PRAIA DOS RUMOS DO SUL

Foi logo a seguir ao despertar e depois de umas compras para o pequeno-almoço (onde ainda gastámos algum tempo à procura de um supermercado) que rumámos em direção ao nosso primeiro mergulho no mar das Caraíbas.

A praia que escolhemos é a uito popular e muito conhecida Praia de Porto Marie. Com o seu areal, as suas águas critalinas e azul turquesa forte e as suas palhotas, este foi o reúgio perfeito para uma prieira abordagem ao relax e à descontração.

Depois de atravessarmos de Sul a Norte um continente ... este momento de pausa perfeito para entrarmos noutro registo de viagem mais vagaroso e pausado.


14.00 O ALMOÇO COM VISTA PARA O MAR

Foi excactamente, aproveitando o calmo, mas muito concorrido bar da Praia de Porto Marie, que fizemos aqui uma pausa para almoçar.

Aqui, com vista para o mar, e com uma qualidade de cozinha que nos surpreendeu, deleitámo-nos com um almoço digno de um verdadeiro dia de praia. A vista era deslumbrante, a música ao vivo no volume e estilo certos e os sabores bastante apurados, fizeram deste um momento perfeito.

Foi um almoço relaxado e muito saboroso!


16.30 A VISITA A WESTPUNT

Depois do almoço alguns decidiram ficar a tarde na praia ... enquanto outros decidiram meter-se à estrada e rumarem à parte mais remota da ilha de curaçao: a Westpunt.

Assim fizemo-nos à estrada e rumamos a o Oeste, penetrando num território pouco habitado, pontuado, aqui e ali, de algumas povoações pequenas mas muito coloridas e recheado de paisagens naturais um pouco áridas, mas recheadas de uma vegetação abundante.

Esta é uma parte da ilha que tem menos palmeiras do que se esperaria no Caribe, mas está recheada de perspetivas muito interessantes e de uma beleza muito própria.


18.30 A SURPRESA DE CURAÇAO

Depois de um passeio de cerca de 120km, em estradas nem sempre das melhores, decidimos rumar em direção a Willemstad e ir tomar um lanche.

É assim que ao pararmos num Starbucks de um Mall, e depois do respetivo lanche, damos uma volta e descobrimos que estamos mesmo em frente ao postal turístico mais famoso de toda a ilha: as fachadas de Punta em Willemstad.

Foi sem sabermos que aqui viemos parar ... mas foi um final de passeio muito icónico!


21.00 O JANTAR NA PRAIA

Foi mesmo depois de vermos o pôr do Sol nas fachadas classificadas de Willemstad, que voltámos para as nossas casas, nos preparámos para um jantar fora e voltámos a sair, em direção à praia de Rif Saint Marie e ao restaurante Karakter.

Este restaurante fica junto à praia, com grande parte das suas mesas numa plataforma junto à água. Com uma decoração irrepreensível, um serviço simpático e muito acessível e uma comida saborosa e bem confeccionada, este foi um jantar caribenho que podemos considerar perfeito!

Mas a animação da noite não ficou por aqui ...


23.30 A DISCOTECA NA PRAIA

Foi depois de um animado jantar que decidimos (alguns de nós) seguir com anoite para uma das recomendações que nos tinham dado: o Curaçao Boulevard.

É neste espaço de centro comercial a céu aberto (por incrível que pareça) que está uma das noites com melhor música e melhor ambiente da ilha. Assim decidimos descer ao nível da praia e escolher um dos dois espaços abertos para dançar ao som de boa música remixada e divertirmo-nos na companhia de alguns turistas e muitos locais.

Foi uma verdadeira noite a dançar na praia a que assinalou o encerramento deste primeiro dia em Curaçao!

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 13


09.30 UM ACORDAR DE LUXO

Foi depois de uma noite bem divertida, de muita dança e de uma celebração de aniversário tardia, que regressámos ao nosso hotel privado. Dormimos e acordámos principescamente, mas o melhor estava para vir: um pequeno almoço servido pelo nosso Mordomo Juan.

Foi numa sala de jantar onde todos nos juntámos logo pela manhã que cada um escolheu o que queria comer, beber e em que ordem ... e assim, deforma expedita e correta, foram chegando as coisas à mesa. Nesta viagem os pequenos-almoços têm sido um momento importante do dia ... e este foi o pequen-almoço mais marcante e luxuoso até ao momento.

Se as suites já eram um luxo, este serviço particular de Mordomo é o toque final para definitivamente o The Orchids ser um dos melhores hotéis destes Rumos do Sul.


10.00 O BAIRRO DA CANDELAREA

Estando o nosso hotel localizado bem no coração da cidade velha de Bogotá, permitiu que nesta primeira hora da manhã dessemos uma volta pelo icónico, histórico e muito popular bairro da Candelarea de Bogotá.

Neste passeio, pelo meio de ruas estreitas, antigos palacetes ou casas senhoriais e igrejas (existem tantas que parece ue há uma "em cada esquina"), o grande destaque vai para a Praça Simon Bolivar. Dedicada ao fundador desta nação, é nesta praça que estão localizados alguns dos edifícios mais monumentais da cidade. Mas se esta praça é de vsita obrigatória, também a Catedral de Bogotá (aqui situada também) o é.

Com a sua arquitetura barroca colonial hispânica, esta igreja umpressiona pela sua imponência e pela profusão de decoração das suas fachadas. Sim o bairro da Candelarea é o centro de uma cidade cosmopolita ... mas ainda se conserva com a sua identidade original ... aqui sente-se a verdadeira e autêntica Bogotá!


10.30 O MUSEU DO OURO

É muito perto da Praça Simon Bolivar que está uma das atrações turísticas mais populares e mais visitadas da capital colombiana: o Museu do Ouro.

Este museu, dedicado à cultura de trabalh do metal precioso, nas civilizações pré-hispânicas, tem na sua coleção de excelência e na arquitetura do próprio museu, e na forma como esta potencia de forma sublime cada objeto, os seus pontos fortes.

Da loja à Caixa Forte, das instalações multimédia às salas de exposições permanentes e temporárias, tudo está feito de forma tão elegante e espetacular, que se percebe porque é que este museu é um dos mais afamados do continente Sul Americano.


11.00 O MUSEU BOTERO

Se Bogotá tem um artista icónico a nível global, este é sem dúvida Fernando Botero.

Assim, a três quarteirões do Museu do Ouro (em pleno coração do Bairro da Candelarea), instalado numa antiga casa colonial, está instalado o museu de arte da Casa de La Moneda, onde está exposta, no palacete do lado, o Museu Casa Botero, onde se pode ver a maior coleção de quadros e de esculturas e de estudos deste famoso artista plástico colombiano.

É uma visita imperdível e que nos dá a conhecer melhor o processo e o universo criativo deste tão peculiar pintor e escultor sul americano.


13.00 ADEUS COLOMBIA

Porque a nossa viagem de verão Rumos do Sul segue o seu caminho, depois da visita ao Museu Casa Botero (e de uma passagem pela loja do mesmo, ue tem das coleções de merchandising mais interessantes que temos visto), regressámos ao nosso hotel, onde já tínhamos os nossos motoristas à espera para nos levarem de volta ao aeroporto ... e assim rumarmos a outras paragens.

Apesar de breve, esta estadia de menos de 24h em Bogotá revelou-nos uma cidade surpreendentemente cosmopolita, moderna, diversa e culturalmente muito rica. O património contruído, a simpatia das pessoas, a sofisticação dos restaurantes, bares e lojas, a qualidade da cultura, fazem desta uma cidade que unanimenten afirmamos que queremos voltar e explorar mais profundamente.

Para já ... temos de dizer "Adeus Colômbia" e "Olá Caribe".


19.00 OLÁ CURAÇAO

Depois de um voo que partiu uma hora atrasado e depois de um voo com alguma turbolência lá chegámos ao nosso destino de hoje: à muito caribenha ilha de Curaçao.

O calor e a humidade foram as primeiras impressões desta ilha, onde já chegámos de noite. Sendo o seu aeroporto muito simples, a ideia que temos é de estar numa ilha europeia mas fora do contexto. O estilo do caribe mistura-se de forma estranha e muito peculiar com a herança cultural e histórica eurpeia ... ou não estivessemos nós numa antiga colónia holandesa.

Depois de tantos dias em que o frio reinou ... e com uma passagem temperada por Bogotá, chegamos à terceira e última fase destes Rumos do Sul - o calor tropical das Caraíbas!


21.00 O JANKOK LODGE

Levantado o carro que alugámos, fazemo-nos à estrada  rumamos ao nosso muito típico paraíso privado nesta ilha tropical: o Jankok Lodge.

Chegados ao nosso destino entramos num pequeno jardim paradisíaco, onde temos três cabanas à nossa espera. Cada uma tem um quarto e casa de banho privativa (decorados com uma elegância e sofisticação muito boas) e uma sala exterior ... todos elas ligadas por este jardim do eden no Caribe.

Enfim chegamos ao calor ... e também, ao que parece, ao paraíso!


21.30 JANTAR COM OS LOCAIS

Depois de um acolhimento verdadeiramente simpático e efusivo por parte da muito sorridente e prestável Frederieke, decidimos aceitar o concelho dela e dirijirmo-nos a Williwood e ir jantar  um dos restaurantes que só os locais frequentam.

Ao chegarmos descobrimos que a cozinha fechava às 21 ... mas a insistência da dona e a disponibilidade da muito bem disposta e muito típica cozinheira, lá conseguimos que nos sirvam um repasto, que não sabemos se foi da hora, do calor, da fome ou da boa cozinha ... nos soube divinalmente. Foi um final de dia de viagem com um mood muito relaxado e animado.

Mas porque o dia já ía logo e amanhã temos uma ilha das caraíbas para descobrir, decidimos voltar ao nosso paraíso privado, dar uns mergulhos na piscina e ir dormir ... porque amanhã será o nosso primeiro dia no paraíso quente dos nossos Rumos do Sul

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 12


05.00 A PARTIDA DO TERITÓRIO ANDINO

Depois das duas metrópoles do Sul - Buenos Aires e Santiago do Chile - encerramos esta segunda fase dos Rumos do Sul com a partida de Cusco.

Foram 4 dias de exploração e descoberta de vários dos cenários da cordilheira dos Andes. Foram três países e duas fronteiras, tudo via terrestre. Foram desertos atravessados, tempestades de areia vencidas, cidades exploradas montanhas conquistadas e maravilhas descobertas ... tudo a alta altitude e sempre com uma paixão e entusiasmo de quem descobre um novo e exótico território.

É hora de rumar mais a norte e lear estes Rumos do Sul para temperaturas mais tórridas ... assim deixamos a cidade de Cusco para trás e rumamos ao aeroporto para apanhar o primeiro de três aviões que nos vão levar ao Caribe.


09.30 A ESCALA EM LIMA

Sem grande história o voo da LAN que nos levou de Cusco a Lima permite-nos apenas afirmar uma coisa: temos muita pena de não icluir Lima nestes Rumos do Sul.

A Capital peruana (pelo menos vista de cima) tem um encanto e uma dimensão que nos deixam com bastante curiosidade para a explorar e descbrir ... mas infelizmente estamos apenas três horas em escala ... pelo que esta capital sul americana vai ter de esperar por uma próxima oportunidade ...

Para já rumamos à próxima sala de embarque ... e embarcamos.


15.50 A CHEGADA A BOGOTÁ

Foram cerca de quatro horas de voo que nos conduziram ao nosso destino seguinte: a frenética a única cidade de Bogotá.

Esta cidade, capital da Colômbia, é uma cidade com um trânsito impressionante e um espírito que está entre a tradição e o cosmopolitismo contemporâneo e internacional. Recebendo-nos com um céu azul, o encanto e o charme desta autêntica metrópole latina dos tempos modernos foi imediatamente evidente e conquistou-nos logo nos primeiros momentos.

Bogotá vai ser uma surpresa que vamos descobrir brevemente ... mas que vai valer a pena.


19.00 O HOTEL COM O MORDOMO

Depois de quase uma hora no trânsito para chegar ao nosso hotel, entramos num dos edifícios históricos do mítico bairro da Candelária: o The Orchids Hotel.

Este pequeno e muito particular hotel, tem o savoir faire de uma clássica instituiçao hoteleira, mas com a qualidade de atendimento e de ambiente de um hotel de apenas 8 suites. Instalado num palácio antigo, a traça interior e a sua decoração tornam-no numa referência de espectacularidade contida e de luxo discreto.

O toque especial é dado quando cada quarto tem direito ao seu mordomo ...


21.00 O JANTAR MAIS DIVERTIDO DE BOGOTÁ

Pouco foi o tempo que tivemos para gozar o hotel, porque cerca das 20.00h tivemos de sair em direção àquele que é o mais famoso e mais especial restaurante de Bogotá: o Andrés DC.

Este espaço é um imenso restaurante de cinco pisos, onde o conceito do céu ao inferno orienta toda a sua decoração, ambiente, gastronomia e animação. Nós escolhemos o urgatório ... só porque queríamos o melhor dos dois mundos ... e tivemos! Uma cozinha de qualidade, uma animação imparável e muito divertida e uma noite onde a salsa, o merengue e os ritmos latinos nos fizeram dançar em modo festa até para além dos horários habituais de um jantar num restaurante.

Mas porque a cidade nos espera amanhã ... voltámos para os nossos faustosos quartos e dormimos ... porque Bogotá é uma das mais interessantes metrópoles destes Rumos do Sul ... e amanhã vamos comprovar isso!

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 11


05.00 O DESPERTAR EM CUSCO

É um dos dias maiores desta viagem e o último dia desta seguda fase dos Rumos do Sul, que explorámos estes territórios andinos, tão característicos da América do Sul.

Assim acordamos (por condicionamentos de horários) ainda noite cerrada e, depois de um pequeno-almoço reforçado, rumámos em direção à Praça de Armas e apanhámos um taxi para rumarmos em direção à estação de combóios.

É aqui que começa o nosso dia ...


07.20 O COMBÓIO RUMO A MACHU PICHU

Foi nossa escolha o apanharmos o combóio Expedition da companhia Peru Rail.

Esta companhia de combóios é uma das míticas de todo o mundo. Um dos seus trajetos mais conhecidos é o que liga a cidade de Cusco com a povoação de Machu Pichu. É aqui que nos apercebemos que não estamos a entrar num combóio qualquer. Com um staff de recepção ao passageiro cujas fardas estão impecáveis (inspeccionadas à nossa frente pelo responsável de escala), cuja simpatia no acolhimento é personalizada e irrepreensível e um serviço de carruagem e de refeição equivalente a um avião, este combóio da Peru Rai é um verdadeiro Luxo.

Depois de tanto madrugar, assim começa o nosso dia em grande estilo.


10.00 O PERCURSO DO PERU RAIL ATÉ MACHU PICHU

Se o combóio é um verdadeiro luxo, a paisagem que vemos pelas janelas e pelo teto de vidro, é absolutamente deslumbrante.

Começando num ton mais sereno e bucólico, a paisagem, no percurso de pouco menos de 4h, vai-se alterando e tornando-se cada vez mais dramática e exuberante. Os campos de cultivo em planalto entre montanhas dão lugar a riachos agitados no meio de vales profundos e montanhas descomunais, os pequenos bosques dão lugar a exuperantes florestas e as linhas retas da linha de combóio dão lugar a um espetacular e muito curvilineo percurso entre cenários naturais absolutamente esmagadores.

Estamos definitivamente a entrar num território muito especial ...


11.30 OS AUTOCARROS QUE NOS CONDUZEM AO SANTUÁRIO

É à chegada à povoação de Machu Pichu (mais conhecida por Aguas Calientes) que nos damos conta da dimensão do fenómeno turistico que o Santuário de Machu Pichu tem.

Mesmo à saída da estação de combóios somos obrigados a atravessar um labiríntico, frenético e muito apelativo mercado de artesanato. Perdendo-nos pelo caminho, lá seguimos a passo apressado para a nossa última etapa de acesso ao nosso ponto alto desta segunda fase dos Rumos do Sul: os Autocarros do Santuário Inca.

Estes, de uma forma hiper profissional e surpreendentemente organizada, transportam-nos num percurso ascencional acidentado e vertiginoso para o topo de uma das montanhas mais altas deste vale ... o cenário torna-se avassalador!


12.00 O SANTUÁRIO DE MACHU PICHU

Depois de um percurso único e deslumbrante, chegamos ao que podemos unanimemente afirmar, como um dos locais mais mágicos, grandiosos e impressionantes de todas as nossas vidas: o Santuário de Machu Pichu.

Se dúvidas houvessem de que esta é uma das maravilhas do mundo, quando se chega ao topo do monte da Porta do Sol, estas são dissipadas. A dimensão, a harmonia, a beleza, a perfeição de cumunhão entre natureza e ruína de uma civilização desaparecida são talvez as características que melhor se aplicam a este momento.

É um cenário único, que nenhuma fotografia consegue expressar correctamente. O exímio equilíbrio entre natureza e presença humana, a incrível técnia e engenho necessárias à construção de tal cidade sagrada e o seu estado de conservação e a magnitude territorial fazem desta uma ruína única, não comparável a nada do que tenhamos visto ou experiênciado.

Nem os milhares de pessoas que estão dentro da cidade sagrada ao mesmo tempo, nem a dificuldade física que é percorrr esta ruína (pois os milhares de degraus que nosos obragados a subir e descer e a altitude, tornam esta uma visita dura), nem a escassez de tempo que temos para a visitar, prejudicam levemente estas horas de pro extase e felicidade que se tem ao visitar tal monumento.

É sem dúvida alguma uma maraviha do mundo, que se assume em toda a plenitude e força como um dos momentos altos destes Rumos do Sul e das nossas vidas de turistas e viajantes!


15.50 O COMBÓIO DE VOLTA

Depois de sairmos de Machu Pichu, com todo o entusiasmo da visita a atenuar os 45min de espera que tivemos para apanhar os autocarros de volta à povoação de Machu Pichu, e depois de uma bebida rápida num espetacular café desta, rumamos de novo à estação de combóios e embarcamos de novo no Peru Rail de volta a Cusco.

Mas porque viajar é viver experiências diferentes decidimos (e bem) por uma classe de combóio diferente: o Voiager. Esta classe permite assim ter uma experiência diferente, pois apesar de as carruagens serem tão confortáveis e terem também o teto de vidro, para melhor disfrutarmos da paisagem envolvente ... o serviço mudou.

Agora inclui não só uma pequena refeição com iguarias típicas andinas do Perú, como também termos uma animação da dança do tradicional diavolo andino, dando-nos a conhecer melhor a cultura da região ... e tudo feito de uma forma bastante elegante e sofisticada. Muito boa decisão tomámos ao mudar de classe.


20.30 O MUSEU DO PISCO

À saída da estação de combóios regateamos o preço de taxis que nos levem ao nosso próximo destino: o Museu do Pisco.

Se falamos de Cusco, falamos obrigatoriamente da sua bebida tradicional e muito mítica - o Pisco. Assim, nesta última noite, e mesmo antes de irmos refazer as malas para partirmos bem cedo (amanhã levantamo-nos às 04.30 da manhã) em direção à terceira e última etapa destes Rumos do Sul, decidimos ir comer uma refição leve ao muito conceituado Museu do Pisco de Cusco ... e assim provar em primeira mão os melhores cocktails do mundo feitos de Pisco.

É um final de noite bastante animado, muito agradável e que encerra em grande um dos dias mais marcantes desta viagem e das nossas vidas. Se Machu Pichu é sem dúvida uma maravilha do mundo ... o Pisco é uma das maravilhas de custo, e o Museu do Pisco a sua catedral.

Para já voltamos ao hotel, fechamos as malas e deitamo-nos ... porque amanhã os Rumos do Sul vão-nos levar a outras paragens bem mais quentes ...

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 10


06.00 O AMANHECER NO LAGO

Foi depois de uma noite verdadeiramente bem dormida, que temos mais um momento memorável desta viagem: o despertar no meio do Lago Titikaka.

O amanhecer numa cabana de palha, nestas ilhas de também todas elas feitas de palha, é uma experiência única e marcante. Sem um ruído envolvente que não as águas do lago ou as garças reais que povoam este lago, com uma luz de nascer do sol magicamente coada pela nublina que paira sobre as águas, num cenário tão autêntico quanto característico e belo, esta manhã foi um dos momentos altos desta viagem.

Assim tivemos um amanhecer absolutamente inesquecível!


10.00 NAS ESTRADAS DO ALTIPLANO PERUANO

Depois de um pequeno almoço ultra simples, depois de um passeio de barco entre as dezenas de ilhas que fazem a comunidade de Uros (o povo do Lago Titikaka), metemo-nos à estrada e mal saímos de Puno deparamo-nos com uma paisagem absolutamente surpreendente: o Altiplano Peruano.

Esta imensa região do Perú é formada por um gigantesco planalto que se formou entre os Andes e onde se formou não só o Lago Titikaka, mas também um conjunto de território de terras fertéis com um pasto dourado até perder de vista. A imensidão deste território, as suas cores amareladas e douradas, a dimensão das montanhas que nunca deixam a linha do horizonte e a luz ... a incrível luz ... desta região, tornam esta parte da viagem cenicamente um percurso a não perder ... e nós não perdemos.

A beleza da natureza é impressionante.


12.30 VISITA À COMUNIDADE DE ARTESÃOS

Ao fim de algumas horas de estrada (e ainda com algumas horas de estrada pela frente) decidimos fazer a nossa primeira paragem do dia para visitar a comunidade de artesãos de Abra La Raya.

É numa berma da estrada mais larga, a mais de 4,300m de altitude, que paramos a nossa carrinha e que, mais de uma dezena de mulheres, expõe em cima de muros de pedra, de forma vistosa mas muito informal, os seus produtos. Especializada em tecelagem e textil, esta comunidade de artesãos apresenta-nos uma variedade de produtos muito boa, com uma qualidade inquestionável e preços verdadeiramente baixos. Além do entorno natural ser espetacular, também as cores, texturas e materiais tornam tudo perigosamente apetecível.

Obviamente que não resistimos a regatear um pouco os preços (para não parecer mal), e a comprar mantas e ponchos a estas simpáticas e muito típicas artesãs.


15.00 O VALE SAGRADO

Continuando estrada fora, já bastante mais à frente saímos da estrada principal e toda a paisagem muda.

As grandes perspectivas do planalto, transformam-se em profundos e inclinados vales com riachos ao longo da estrada que serpenteia vertiginosa e habilmente entre entre impressionantes montanhas rochosas, cobertas de vegetação mais exuberante. A mudança de paisagem dá-se em menos de 10km, o que torna este contraste ainda mais acentuado.

Estamos a entrar no território do Vale Sagrado, que é a região envolvente de Machu Pichu e que concentra os mais impressionantes templos Incas.


16.00 AS RUÍNAS DE PISAQ

É um dos conjuntos arqueológicos incas mais impressionantes de toda esta região o que vamos visitar a seguir: o Castelo de Pisaq.

Sendo um dos oito castelos e cidades que rodeavam e protegiam a cidade sagrada de Machu Pichu, este conjunto edificado Inca é de uma dimensão e de uma imponência que nos deixa absolutamente rendidos. O esculpir em socalcos de uma montanha incrivelmente alta e a construção de um castelo e uma cidade no topo da mesma, fazem destas ruínas um testemunho da capacidade tecnológica e da força civilizacional que foi a civilização Inca.

Depois de um subtil mas muito elegante Tiwanaku, Pisaq é mais um monumento Inca que nos conduz em direção à cidade santa de Machu Pichu ... mas isso fica para amanhã ... por hoje passeamos por estas ruínas por mais de duas horas ...


18.30 O TERRA VIVA CENTRO DE CUSCO

É já noite cerrada quando chegamos à muito monumental cidade de Cusco.

Classificada como Património Universal pela UNESCO (apenas o seu centro histórico), esta cidade é um verdadeiro entreposto turistico, não só como ponto de partida para Machu Pichu, como também pelo seu valor patrimonial intrínseco. Por todas as ruas do seu centro histórico se respira história. Desde os seus palácios, aos mais anónimos prédios, deste as suas igrejas às suas praças e jardins, tudo está impecavelmente cuidado ... e é muito interessante e rico historica e arquitetonicamente.

É nesta cidade que vamos passar as próximas noites e é no hotel Terra Viva Centro que vamos pernoitar. Localizado a poucos quarteirões do centro da cidade, este está localizado num edifício histórico, totalmente remodelado e recheado de todos os confortos que uma hotelaria contemporânea e internacional requer ... fazendo deste mais um alojamento digno dos melores Rumos do Sul.


20.30 AS PRIMEIRAS COMPRAS EM CUSCO

Depois de fazermos o check in, e depois de tomarmos um duche e nos prepararmos para o jantar saimos do hotel e rumamos até à Plaza de Armas para levantar os bilhetes de combóio da Peru Rail, que amanhã de manhã (bem cedo, claro) nos vão levar até Machu Pichu.

Mas como ainda é cedo para jantarmos, rumamos à muito típica e ainda pouco turística zona de San Blas e perdemo-nos nas pequenas lojas de artesanato que aqui abundam. O nosso destaque vai para a muito caótica loja do atelier de arte Muñoz. Mesmo na esquina entre a Hatun Rumiyoc e a Choquechaca está esta pequena gruta de tesouros, todos feitos à mão pelo cunhado do fundador António Muñoz, o muito simpático (mas difícil negociador) César Augusto.

Simpatia, bons preços, lojas com poucos turistas e produtos de qualidade ... claro que voltámos a não resistir ... e lá foram mais umas compras!


21.30 O PRIMEIRO JANTAR EM CUSCO

É com bastante fome (uma vez que nem almoçámos hoje, pois comemos, em plena estrada, umas frutas que tínhamos connosco) que chegamos ao nosso destino final de hoje: o restaurante Pacha Mamma.

Não sendo um dos vistosos restaurantes da monumental Plaza de Armas, este é um restaurante modesto, com um ar muito turístico, mas que esconde uma das melhores cozinhas para uma das maiores especialidades de Cusco: o Lomo Saltado. Sendo um prato apenas comido em Cusco, e sendo a especialidade da casa, foi isso mesmo que unanimemente pedimos. Podemos assim atestar a qualidade da cozinheira deste restaurante sem grande aspecto: está aprovadíssima!

E só porque amanhã o dia começa novamente muito cedo, decidimos deixar o passeio pelo centro de cusco para o dia seguinte e rumar ao nosso hotel e doirmir ... porque amanhã temos uma Maravilha do Mundo à nossa espera ... Estes Rumos do Sul prometem voltar a ter mais um momento alto ...