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RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 9


09.00 ACORDAR NA CASA SENHORIAL DE LA PAZ

Foi um verdadeiro prazer acordar num doa edifícios mais centrais e mais históricos da capital boliviana.

Assim acordámos e deambulámos por um edifício recheado de história e acabámos a tomar o pequeno almoço num dos páteos de pedra que esta antiga casa senhorial oferece como cenário para os seus hóspedes.

Foi uma manhã relaxada, simpática, divertida e num ambiente requintado a que abriu o dia 9 desta viagem (o que marca o meio destes nossos Rumos do Sul).


10.30 O PASSEIO EM LA PAZ

Se La Paz é a capital mais alta do mundo, também é a mais acidentada. Nada nesta cidade é a direiro, pelo que qualquer passeio nesta cidade, onde, devido à altitude, é mais difícil de respirar, temo-nos de preparar para subidas íngremes e difíceis do ponto de vista físico.

A cidade é um misto de caos desorganizado, com uma antiga cidade colonial espanhola, que, infelizmente, não conserva o seu património como este o merecia. Assim temos uma metrópole de vários milhões de habitantes, que se encaixa no meio de montanhas altas, e as cobre de milhares de casas formando assim uma trama e uma textura urbana incrível e caótica.

É uma cidade captivante e relativamente exótica a que nos espera!


11.00 A RUA JAEN

O nosso primeiro destino em La Paz é muito conhecida e muito pequena Calle Jaen.

Esta pequena rua de apenas 100m tem a maior concentração de edifícios coloniais ainda em bom estado de toda a cidade. A arquitetura de inspiração espanhola, as cores, os pátios, as grades nas janelas e toda a morfologia da rua transporta-nos para outras épocas e para referências culturais dignas de qualquer cidade histórica ibérica.

É um verdadeiro postal o que se estende em frente aos nossos olhos!


11.30 O CENTRO DO PODER

Depois da Rua Jaen, descemos novamente, passámos pelo teatro municipal e dirigimo-nos à conhecida e muito importante Plaza Murillo.

Aqui encontra-se numa só praça o centro de todo o poder da Bolivia. Lado a lado encontram-se a catedral, o palácio do Governo, o palácio dos deputados e o Banco da Bolívia. Esta praça, além de monumental e muito bonita, tem no seu simbolísmo um dos mais impressionantes aspectos.

Separação de poderes que tanto valorizamos na democracia europeia, aqui encontram-se separadas apenas por uma parede ... monumental!


12.00 O MERCADO DAS BRUXAS

Mas se falamos de La Paz, temos obrigatoriamente de falar dos seus inúmeros e sempre presentes mercados.

Ao passear pelas ruas percebemos que todas elas são territórios de venda ... mas algumas ruas são mais emblemáticas do que outras. Assim dirigimo-nos ao mítico e muito exótico Mercado das Bruxas.

Aqui no meio das ruas, vendem-se todos os tipos de produtos para feitiços, altares ou rituais mais pagãos ou cristãos ... tornando este um mercado muito específico e bastante esquisito para todos os viajantes ... mas absolutamente a não perder!


15.00 O PRIMEIRO TEMPLO INCA

Depois da visita ao mercado das Bruxas em La Paz, voltamos aos carros e deixamos para traz esta cidade, que pelo seu exotismo e a sua forte personalidade, nos conquistou definitivamente.

É a pouco menos de duas horas que paramos novamente, não só para almoçarmos, mas também para fazermos a visita ao primeiro templo Inca desta nossa viagem: o complexo de Tiwanaku.

Sendo património classificado da UNESCO, este complexo arqueológico, impressiona pela sua extensão territorial e pela sua pedra vermelha. A aintiguidade destas pedras, a sua simplicidade, mas ao mesmo tempo a sua ancestralidade, e o seu contexto paisagísico envolvente, tornam Tiwanaku um destino importante para se visitar. Não sendo grandioso, é impactante, e é um excelente primeiro momento de contacto com a cultura Inca.


17.00 A PASSAGEM DA FRONTEIRA

Porque decidimos ir diretamente de Tiwanaku para a fronteira mais próxima (entre a Bolívia e o Perú), fizemos o que nenhum turista faz que é passar pela fronteira de do Desaguadero.

Aqui eramos os únicos turistas, de tal forma que ne sequer os bacões para os turistas respeitámos, pois era óbvio e notório que o éramos. Melhor que tudo foi mesmo a passagem, pois depois de ficarmos numa fila par passarmos a imgigração boliviana, numa alfândega digna de um filme de série B, anunciam-nos que teremos de passar a ponte que une os dois países a pé com as malas ... como todos fazem aqui ... e que depois temos então, do outro lado da ponte, de ir novamente para outra fila (como todos os milhares de pessoas) e preencher os formulários da imigração para podermos ter entrada no Perú.

Assim o fazemos e é assim, tal e qual imaginamos, no meio de mulheres a empurrar carrinhos com tudo o que se possa imaginar (desde ovos, a papel higiénico, passando por feno), no meio de homens que passam com as suas bicicletas pela mão, crianças fardadas das escolas, vendedores de toda a forma e feitio, que entramos no Perú, de malões na mão passaportes em riste!


18.30 O LAGO TITICACA

Já nos vinha acompanhando desde a Bolívia, mas é do lado do Perú que este enorme lago de altitude se assume em todo o seu explendor.

No meio de montes e vales totalmente esculpios em socalcos e todos eles cultivados, surge uma imensa massa de água, de um azul intenso e magnético, que nos acompanha ao longo de todo o nosso caminho desde a fronteira até ao nosso destino de Puno.

É um lago imponente, maravilhoso e ao pôr do Sol (como nós o vimos) uma visão de uma beleza extasiante.


19.30 O JANTAR EM PUNO

Depois da fronteira, os nossos dois jeeps ficaram para trás e tivemos então direito a um mini bus ... o que quer dizer que viemos todos juntos outra vez.

Assim depois de uma sessão de músicas pedidas e de muita diversão consequente, chegamos a Puno para podermos jantar com vista para a praça central onde está a imponente catedral, e o governo da cidade.

Foi um jantar bom, mas rápido, pois infelizmente tivemos de nos dispachar para apanharmos novamente o nosso bus e seguirmos até ao cais onde nos esperava um barco que nos vai levar à ilha onde vamos pernoitar hoje.


21.00 A VIAGEM DE BARCO À NOITE E A CHEGADA À ILHA DE PALHA FLUTUANTE

Foi claro para nós que o que tínhamos de levar até à ilha era o mínimo possível, pois íamos num barco privado para nós apenas ... mas pequeno, onde cabíamos nós e poucas mochilas mais ... muito menos malas.

Assim depois de abrir as malas no meio da estrada (onde ficou o bus que nos trouxe até ao cais) fomos para o barco e começámos a rumar para o escuro. O lago não tem uma luz, e só com a aproximação percebemo-nos da quantidade de ilhas e de sapais que este tem no meio.

A vista do barco para Puno é verdadeiramente deslumbrante, pois a cidade torna-se num rendihar de lzes mágicas e muito serenas. O silêncio das águas é apenas interrompido pelo barulho do motor do nosso barco, e ocasionalmente pelo canto de um pássaro que não conseguimos identificar ... e é no meio deste ambiente que chegamos à ilha onde vamos passar a noite.

Pois quando chegamos temos a primeira surpresa: andar nesta ilha os pés enterram-se na palha, pois esta é mesmo apenas palha, não existindo terra firmo por baixo (apenas água). É na mais pura diversão que nos dirigimos cada um para o seu quarto ... ou a sua palhota. Por hoje é tudo ... mas amanhã traremos imagens da nossa ilha ... pois até nós estamos curiosos de a conhecer ...

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 8


07.30 O DESPERTAR NO SAL

É um dos despertares mais impressionantes que já vivemos: acordar no meio do Deserto do Sal de Uyuni.

O Hotel Luna Salada, o único hotel ainda em funcionamento, mesmo à entrada do Salar (como chamam por aqui ao deserto do sal), proporciona uma das visões de amanhecer mais incríveis de todo o mundo.

Não temos medo de o afirmar ... tal como não teos medo de antecipar que o Salar de Uyuni vai ser um dos pontos altos destes Rumos do Sul,


09.20 O SALAR

É talvez das mais impressionantes sensações que se pode ter na vida: o mundo é apenas branco!

No meio dos seus 12.000 km2 de sal, o mundo tem apenas duas cores: a do céu e branco. Nada mais importa, as dimensões e proporções perdem-se por falta de referencial, não há fronteiras nem barreiras, tudo é um único espaço ... infinito.

É uma visão arrepiante, que não vamos esquecer nunca ... o Salar de Uyuni é dos momentos de natureza que já vimos um dos mais impressionantes ... esta é uma sensação unânime neste grupo!


11.20 A AVARIA DA PRAXE

Sempre que fizemos viagens de carro, há sempre um contratempo.

Pois estes Rumos do Sul não podiam ser excepção. Assim em pleno Salar um dos nossos jeeps decidiu não arrancar. Nós no meio de uma paisagem sublimemente bonita, mas assustadoramente longe de tudo ... e o carro sem pegar.

Depois de muita conversa dos três motoristas que temos connosco, depois de muitas tentativas, e depois de várias chamadas telefónicas, chegou-se à conclusão de que o problema era a bateria ... Fácil, assim basta mandar vir um carro de Uyuni (leva só meia hora) e ele trás uma bateria nova, que se monta em pouco tempo e seguimos viagem.

E assim foi, depois de quase uma hora de paragem forçada ...


15.30 A TEMPESTADE DE AREIA

Infelizmente, por causa da avaria de um dos jeeps tivemos que tomar a decisão de deixar por visitar o cemitério de combóios de Uyuni. Saídos do Salar e fomos em direção a La Paz.

Já viamos uma núvem esquisita no horizonte há algumas horas (desde manhã no Salar), que os nossos motoristas nos tinham esclarecido que era uma tempestade de areia do deserto. O que não nos tinham dito era que a íamos atravessar ... e atravessámos.

A sensação de atravessar esta tempestade de areia é como se tivessemos em pleno filme. Com ventos bastante fortes que levantam areia e pó por todos os lados, vimo-nos de repente num ccenário digno de um filme apocalíptico muito ao estilo Mad Max ... mas desta vez real ... e quem estava a levar com o pó todo, a respira-lo, a comê-lo, a senti-lo ... eramos nós!


17.00 AS FAMOSAS LAMAS ANDINAS

Após a passagem da tempestade de areia a paisagem começa a mudar. Ao fim de mais de 5 horas de carro (e ainda com mais 4 pela frente) só mesmo com uma paisagem deslumbrante poderíamos aguentar esta viagem ... e foi o que aconteceu.

No meio desta paisagem, que variou do deserto às montanhas com neve, encontrámos vários grupos de Lamas Andinas. Já as tínhamos avistado no dia anterior, mas foi neste dia que elas assumiram uma verdadeira preponderância.

Não só vimos Lamas de várias cores, como as vimos também misturadas com as famosas Alpacas. Os Andes assumiram-se assim, perante os nossos olhos, no seu total explendor!


21.00 O CAOS DA CAPITAL MAIS ALTA DO MUNDO

Ao fim de quase 10 horas de jeep, durante quilómetros por estradas que nem deviam merecer esse título, que nos fizeram inclusive duvidar da nossa sanidade mental ao entrar numa aventura destas, a chegada à cidade de La Paz foi por nós verdadeiramente celebrada.

Já noite cerrada, pudémos constatar o caos do trânsito, a miríade de vendedores ambulantes à beira da estrada que nos vêm vender tudo o que se possa imaginar de comida (muitos dos produtos, nem os identificámos bem), as centenas de camiões, camionetas, jeeps, carrinhas, motos, bicicletas, carrinhos de mão e pessoas que circulam pelas avenidas de acesso à capital, fazem desta uma entrada verdadeiramente apoteótica.

Foi uma chegada que nos deixou já com curiosidade para ir conhecer um pouco desta que é a capital mais alta do mundo ... mas isso é só amanhã ... porque agora seguimos para o hotel.


21.30 A CASA DE PEDRA POR FORA E PALACIANA POR DENTRO

Para pernoitar nesta cidade escolhemos um pequeno hotel de charme: a Casa de Pedra.

Localizado num edifício classificado como património construído, este pequeno hotel tem nos seus dois páteos interiores e nas pinturas de tetos e paredes os dois pontos mais bonitos de todo o edifício.

Por hoje subimos aos quartos, acomodamos as nossas coisas, descemos para jantar aqui no hotel, e voltamos a subir para descansar da tareia de estrada que hoje levámos. Porque amanhã espera-nos esta cidade ... e muito mais ...

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 7


07.00 SAÍDA DE SANPEDRO D'ATACAMA

Estamos de saída de San Pedro D'Atacama, muito cedo de manhã, para podermos ser dos primeiros a chegar à fronteira e assim podermos ser dos primeiros a passar.

Ainda era noite quando chegamos ao posto fronteiriço do Chile com a fronteira da Bolívia, e foi aqui que vimos um nascer do sol absolutamente inacreditável. Depois de esperarmos pela abertura do posto fronteiriço, e depois de fazermos todos os trâmites fronteiriços, onde os guardas nos perguntam apenas o nome, mas olham-nos com um ar desconfiado, seguimos caminho para o nosso programa do dia: atravessar o Deserto D'Atacama.


10.30 AS LAGOAS BRANCA E VERDE

Pouco tempo depois de passarmos os três postos fronteiriços mudamos de carros (pois os carros do Chile não podem ir para a Bolivia) e seguimos caminho, por estradas de terra batida em direção à nossa primeira paragem: as duas lagoas.

É nesta primeira paragem que nos damos conta da verdadeira beleza natural deste cenário natural. A imensidão a intensidade das cores e a magnitude do impacto em todos os sentidos torna este um momento verdadeiramente marcante. Passo a explicar: estamos em pleno deserto, onde a imensidão espacial é única e arrebatadora; no meio da lagoa branca e da lagoa verde, com um intensidade de cores inacreditáveis, quase dignas de photoshop; e com uma temperatura negativa e um vento absolutamente gélido, o que torna este um momento de grande intensidade sensorial.

Estas duas lagoas são verdadeiros espetáculos naturais imperdíveis.


12.30 AS TERMAS DE POLQUES

Já com os efeitos da altitude a fazerem-se sentir em alguns de nós, chegamos à nossa paragem seguinte: as Termas de Polques.

No meio do deserto, fruto de manifestações vulcânicas, surgem duas piscinas de água quente e borbulhante, onde se pode tomar banho e aproveitar para aquecer do frio de graus negativos que se faz sentir. O cenário é único, a paisagem é desoladoramente bela só é pena que alguns de nós não estejam em condições para tomar este banho ... porque se assim não fosse, todos tínhamos trazido o fato de banho para tal aventura.

Assim sendo, tirámos umas fotografias, vimos a temperatura da água, e seguimos caminho para a próxima paragem.


14.30 A LAGOA COLORADA

É este o último local que visitamos no Parque Natural de Eduardo Avaroa (que entrámos na fronteira do Chile com a Bolívia e ainda não saímos): a Lagoa Colorada.

Esta imensa lagoa, é o maior dos espectáculos visuais desta visita que fizemos esta manhã. Com a sua cor rosada intensa (também ela digna de um trabalho de photoshop), com os seus milhares de flamingos cor-de-rosa a confundirem-se com a paisagem e com a magnitude do seu tamanho e do seu enquandramento paisagistico, a Lagoa Colorada é sem dúvida um espetáculo visual magistral, que nos mostra a força da beleza da natureza e a sua incrível estética.

Assim fechamos o programa das visitas de hoje ... mas fechamos em grande!


21.30 O HOTEL DE SAL

Várias horas de caminho depois, chegamos ao nosso destino: o Hotel Luna Salada.

Este hotel, para além de ser o hotel mais perto do nosso primeiro destido de amanhã, tem também uma particularidade: é totalmente feito de sal. As paredes, as camas, as mesas ... tudo é feito de sal, criando assim uma atmosfera bastante peculiar e muito própria. Sendo que tudo é feito de sal, também o pavimento do quarto o é, mas desta vez é de sal picado, criando assim uma textura agradável para andar.

Por hoje jantamos por aqui e vamos descansar ... porque se o dia de hoje foi duro (14 horas de carro, mais de metade delas por estradas de terra batida) ... o dia de amanhã será o mais duro de toda a viagem ... assim só nos resta, dormir numa cama de sal!

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 6


10.30 OS ÚLTIMOS MOMENTOS EM SANTIAGO

Com poucas horas ainda nesta verdadeira cidade cosmopolita, decidimos ir ver o que nos faltava. Assim dirigimo-nos em direção ao centro da cidade - o Downtown (como lhe chamam por aqui).

Este nome "assenta (neste bairro) que nem uma luva". A sua arquitetura (que combina edifícios de séculos XVIII e XIX com edifícios de todas as épocas do século XX e XXI), as suas ruas estreitas para a altura dos edifícios, o ambiente das ruas de homens engravatados e de pequenos cafés típicos de zonas de escritórios, o trânsito de pessoas e de carros, fazem de facto lembrar o "Downtown" mais famoso do mundo - o de Nova Iorque.

É uma surpresa o charme deste centro histórico, pois consegue a sofisticação novaiorquina combinada com a monumentalidade de um país com uma história de séculos e alguns monumentos dessas mesmas épocas douradas. É um inicio de dia que nos vem confirmar a ideia formada no dia anterior: Santiago tem um nível de sofisticação ao melhor nível internacional.


11.00 A PLAZA DE ARMAS

O coração do centro da cidade de Santiago é a famosa e muito monumental Plaza de Armas.

Aqui estão concentrados vários dos mais monumentais edifícios da cidade: a Catedral; o Correo Central; o Banco do Chile, bem como um sém número de edifícios que fazem desta praça um cenário magistral e imperdível. Aqui se reunem chilenos e turistas, manifestantes (tipo speakers corner em Londres), vendedores ambulantes, executivos dos escritórios à volta, tornando esta praça um melting pot de todas as tribos desta cidade, conseguindo assim ser de facto o seu ponto central e mais representativo.

Aqui decidimos entrar na Catedral, onde encontrámos uma igreja basílica barroca, verdadeiramente rica, monumental e impressionante. Não conseguimos distinguir se foi apenas as imensas alas, se o ouro dos altares, ou se o trabalhar da pedra e das madeiras, que nos impressionou, ou se foi a missa cantada de ordenação de padres que o bispo de Santiago estava a presidir na altura em que entrámos. Mas que impressionou ... impressionou!


11:30 O PALÁCIO DE LA MONEDA

Se a cidade de Santiago tem um espaço monumental é a Plaza de Armas, mas se tem um edifício icónico, este é sem dúvida o Palácio de La Moneda.

Com o objetivo de ser a residência oficial do presidente da república, neste momento é um símbolo de tudo o que aconteceu na história contemporânea do país. Desde os golpes militares dos idos anos 1950 aos 1970, que este é um local central do regime chileno, tornando-se assim um dos ícones monumentais da cidade ... por isso quisemos vir aqui logo no nosso início da visita à cidade.

Discreto, mas imponente, subtil, mas aformativo, elegante mas curiosamente diferente dos outros palácios a que estamos habituados, este local é um must see desta cidade.


11.45 O CENTRO CULTURAL DE LA MONEDA

Se pensam que ir ao Palácio de La Moneda é apenas ver as fachadas, pois desenganem-se. por de baixo da praça em frente a este, existe um centro cultural dedicado à promoção, conservação e qualificação e desenvolvimento das culturas andinas.

Decidimos que depois de descobrirmos ontem uma Santiago de bairros todos encantadores e charmosos (e diferentes) e depois de nesta manhã terms visitado uma Santiago monumental, acabaríamos a nossa visita com a culturalidade, modernidade e contemporaneidade, que esta cidade merece e tem ... e assim entrámos e fomos ver as exposições que estavam patentes.

Não só a entrada é gratuita, como a qualidade da arquitetura de todo o espaço e a excelência das exposições fazem deste um dos centros culturais contemporâneos de média dimensão que mais gostámos em todo o mundo!


12.30 ADEUS COSMOPOLITISMO

Foi com chave de ouro que fechámos a nossa visita de Santiago. Depois de decorarmos avidamente as maravilhosas exposições de cultura andina que estavam no Centro Cultural La Moneda, voltámos a casa (pssando no supermercado para comprarmos alimentos para os próximos dias), fechámos as malas e rumámos ao aeroporto. Agora deixamos as grandes cidades e vamos desviar estes Rumos do Sul para outro tipo de paisagens - os Andes.

Assim chegamos à segunda etapa da viagem: depois de visitarmos as duas grandes cidades do Sul do continente Sul Americano vamos subir aos Andes e fazer um percurso mais agreste, fisicamente mais exigente e naturalmente mais desconhecido.

A nossa próxima paragem fica a pouco mais de 2h de voo: o Aeroporto de Calama.


15.00 OS ANDES DESPIDOS

A nossa viagem volta a trazer o avião por cima de paisagens únicas e impressionantes e as sessões fotográficas regressaram à cabine do avião.

Mas se os Andes de Santiago estavam brancos de neve, estes novos Andes de altitude estão castanhos de terra e rocha. Sem uma vegetação à vista, um território inóspito e austero estende-se perante o nosso o olhar até ao infinito.

Estamos definitivamente a entrar numa segunda fase da viagem ...


15.45 OLÁ DESERTO

Quando se aterra am Calama, imediatamente quando se sai do aeroporto (ultra-moderno, por sinal) percebemos que mudámos de contexto - estamos em pleno Deserto de Atacama.

Este deserto é um deserto de altitude que resultou dos movimentos das placas, movimentos esses que criaram os Andres e que retiraram de debaixo de água, todo este planalto do Deserto de Atacama. Assim este é um território diferente, de características especiais, com uma morfologia muito própria e cores verdadeiramente especiais.

É neste contexto de uma espacialidade que segue até ao horizonte, que seguimos viagem, com os nossos simpáticos motoristas, de Calama para San Pedro D'Atacama.


16.45 O VALE DA LUA

É mesmo antes de chegarmos a San Pedro D'Atacama que fazemos a nossa primeira paragem desta nova realidade: o Vale da Lua.

A espectacularidade deste local reside na dimensão e extensão dos seus massiços rochosos, criados há milhões de anos debaixo do nível do mar e que entretante com a deslocação das placas ficaram a mais de 2.400 metros de altitude e expostos à erosão dos agentes atmosféricos poderosos deste deserto. A paisagem é imponente, as cores com a luz deste final de tarde faz com que as cores desta paisagem sejam fortes e vibrantes e a as formas e as suas respetivas sombras, bem como os brilhos brancos dos sais que compõem estes macissos rochosos, tornam esta uma visão deslumbrante e memorável.

Assim chegamos à lua ... mesmo às portas de San Pedro D'Atacama.


17.30 A CHEGADA ÀS CASAS DO DESERTO

É pouco mais de meia hora de caminho que separa o Vale da Lua de San Pedro D'Atacama ... e portanto do nosso Iorana Tolache, um complexo de casas, no meio do deserto, onde vamos pernoitar.

Este complexo turístico situa-se mesmo no limite da povoação de San Pedro D'atacama e conta com uns pequenos Bungalows, feitos em Adobe, que reinterpretam a mística das casas do deserto, conseguindo conferir-lhe uma estética mais contemporânea e atual.

Este vai ser o nosso alojamento ... e será exactamente esta a nossa primeira morada nestes territórios altos andinos.


18.30 SAN PEDRO D'ATACAMA

Depois de fazermos o check in seguimos até à nossa povoação de destino de hoje: San Pedro D'Atacama.

Esta é uma terra pequena, com casas muito baixas e muito dispersas pelo oásis onde se situa. As ruas não se encontram alcatroadas, as casas são feitas de adobe, e a cor dominante é o castanho avermelhado de toda a região.

Sendo o ponto de partida para explorar todo o deserto, esta é uma população que vive à base do turismo. Assim as lojas de produtos tradicionais (informa-nos o Eric com quem organizámos todos os transportes), as lojas de conveniência, as casas de câmbio, os restaurantes e cafés, sucedem-se a um rimto tão alucinante quanto necessário. Mas o melhor de tudo é mesmo a qualidade destes estabelecimentos e a simpatia e qualidade de atendimento dos empregados.


20.30 UM JANTAR À FOGUEIRA

Porque o dia de amanhã vai ser longo e porque já discutimos os últimos detalhes com o Eric, dirigimo-nos ao restaurante que elegemos para este primeiro jantar no deserto e último jantar no Chile: o Adobe.

Este espaço tem nas suas traseiras um pátio onde as mesas se dispõem em redor de um espaço central onde está uma fogueira. Este detalhe, não só permite que se jante no exterior em pleno pino do inverno num deserto de mais de 2000m de altitude, como ainda, cenicamente, cria um ambiente muito especial. Escusado será dizer que a simplicidade de sabores e ingredientes da sopa andina, a qualidade de confeção das quesadillas e da tortilla e a excelência do bolo três leites, completou na perfeição esta noite.

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 5


05.30 ADEUS BUENOS AIRES

Como diz o refrão da famosa cação "Don't cry for me Argentina, The truth is I never left you, All through my wild days, My mad existence, I kept my promise, Don't keep your distance".

Foi com um sentimento de tristeza e de quase arrependimento de não termos mais tempo para explorar a cidade que partimos de Buenos Aires a esta hora matinal, deste quinto dia destes Rumos do Sul ... Rumo o nosso próximo destino - a cidade de Santiago.

Assim dirigimo-nos ao aeroporto de Buenos Aires, embarcamos e deixamos esta cidade mágica para trás.


10.15h OS ANDES BRANCOS

A meio de uma viagem tranquila, com um staff de uma atenciosidade e de uma simpatia verdadeiramente notáveis, o capital avisa todo o voo que vamos aproximar-nos dos alpes e que esta será uma zona que vai permitir uma sessão fotográfica muito boa ... mas em contra há a questão da muita turbulência que existe sempre em cima desta cordilheira, e que portante estas sessões fotográficas seríam apenas feitas pela janela imediatamente ao lado.

Com a aproximação a estas gigantescas e impressionantes montanhas, que atravessam de Sul a Norte este continente que estamos a explorar nesta viagem, os telemóveis e as câmaras começam a disparar e o espectáculo visual torna-se avassalador em termos de escala e beleza paisagística.

Como em todas as viagens que passam por cima de montanhas, este é sempre um momento único e interessante ... e este não decepcionou!


12.30 SANTIAGO DO CHILE

Quando se sai do avião no aeroporto de Santiago, percebe-se que mudámos definitivamente de contexto.

A organização e sistematização de espaços e processos alfândegários fizeram com o tempo de espera fosse não mais do que 5 min, a simplicidade que foi para apanhar um taxi para o nosso alojamento, ou a lisua com que o preço do mesmo nos foi apresentado, deu-nos a confiança que se avisinhavam bons momentos.

Quando começamos a circular pela cidade dissipam-se quaisquer dúvidas. Esta é uma grande metrópole de 7 milhões de habitantes, com uma organização e um respeito das regras totalmente disciplinado, com uma paisagem urbana interessante, e um buzz citadino verdadeiramente cosmoplita.


13.00 O ABRACADABRA B&B

O nosso destino final deste primeiro (e único) táxi em Santiago do Chile é o muito simpático (e acreditem que simpático é eufemismo, pois é verdadeiramente perfeito) Abracadabra B&B.

Esta pequena casa de dois pisos é a residência de Cristiano, que muito simpaticamente nos recebeu pessoalmente e que, depois de nos explicar que a casa tem apenas 6 quartos e que como nós ocupávamos 4, ele tinha decidido (para nosso conforto) de bloquear os restantes dois quartos para que podessemos ficar com o B&B todo para nós e assim ter uma boa estadia na capital chilena.

Esta casa além de ter a dimensão ideal, tem também como conceito a defesa e divulgação da cultura chilena. Assim temos à nossa disposição uma biblioteca de literatura, toda ela chilena, uma secção de DVDs apenas com filmes chilenos e uma seleção de música chilena ... totalmente à nossa disposição. Além deste luxo cultural, ainda recebemos uma lição de história (muito breve e bastante interessante) sobre o Chile, bem como um conjunto de dicas verdadeiramente úteis e interessantes que fizeram deste nosso dia um verdadeiro sucesso!


14.00 O BAIRRO BRASIL

É num dos bairros menos turísticos do centro de Santiago onde estamos alojados: o Bairro Brasil.

Se em todo o mundo Brasil é nome de rua, avenida ou praça, aqui em Santiago, é nome do bairro que outrora (no início do séc XVIII) foi um dos bairros mais chiques da cidade para viver, mas cujo crescimento da cidade votou ao abandono. Abandono esse que foi quebrado nos anos 1980 começa a ser ocupado por uma forte imigração brasileira para o Chile e para a sua capital, conferindo assim uma nova identidade ao bairro.

Pela alegria que os seus novos habitantes trouxeram, pela inquestionável centralidade e pela sua excelente arquitetura civil, esta é uma zona ainda bastante aut~entica, mas já muito cool aternativa da cidade.


15.30 O BAIRRO DE LASTARRIA

Um pouco mais à frente do Palácio de La Moneda (circundando o cerro de Santa Lucia), encontra-se o muito boémio e trendy bairro de Lastarria.

Este simpático, muito cuidado e bastante interessante bairro está repleto de bares, restaurantes e lojas, muito bem conseguidas. Com a subtilez de quem sabe o que faz, os donos de cada um dos locis preocupam-se ao detalhe para que o seu negócio seja especial ... e conseguem-no.

Foi por aqui que comemos rapidamente um almoço leve ... e seguimos caminho para outro dos pontos altos da cidade ...


16.50 UMA DAS MELHORES 25 GELATARIAS DO MUNDO

Por gulodice, curisidade ou apenas porque nos apetecia, dirigímo-nos à gelataria Emporio La Rosa.

Este é um local muito famoso em Santiago pois garante (e garante mesmo) sabores originais (como o nosso preferido framboesa com menta), ou sabores tradicionais inacreditavelmente bem feitos (como é o caso do doce de leite).

É paragem obrigatória, pois a sua qualidade não é fruto de um concurso que lhe atribui o título (que orgulhosamente exibem à porta) de uma das 25 melhores gelatarias do mundo ...


17.20 LA CHASCONA

É um dos locais mais icónicos de Santiago do Chile e que não é ignorável em qualquer passagem pela cidade a paragem que se seguiu: a La Chascona.

Esta é a casa na cidade capital, do famoso e mítico poeta chileno Pablo Neruda, que neste momento é pertença da fundação com o seu nome, e que é possível visitável. No seu interior vai-se encontrar um universo de peças de mobiliário, decoração, acessórios que nos dão a conhecer um dos personagens literários mais incríveis de toda a cultura mundial. Amante do bom e do belo, onírico e artistico, colecionador de peças raras e esteta de vocação, esta casa reflecte exactamente isso mesmo.

Esta é uma visita mágica ... que nos faz compreender e apaixonar ainda mais pela poesia deste mestre das palavras e que nos conquista definitivamente para esta cidade de Santiago.


18.00 EL CERRO DE SAN CRISTOBAL

Despois de percorrermos todas as salas, salinhas, quartos e jardins e seus anexos da La Chascona, vamos até ao ascensor de San Christobal e subimos até ao cimo do Cerro que lhe dá o nome.

Sendo o ponto mais alto de toda a cidade, quando lá chegamos acima deparamo-nos com dos cenários mais grandiosos de toda esta visita a Santiago: a vista sobre toda a cidade. É o único ponto em que se consegue ver a 360º e que temos a real dimensão desta moderna metrópole de 7 milhões de habitantes.

Com um território imenso, esta cidade impressiona, intimida e apaixona, pela sua dimensão e pela beleza de ver este tapete de bairros urbanos e ululantes que se estende até aos magestosos e grandiosos Andes.


19.00 O BAIRRO DE BELLAVISTA

Assim que chegamos novamente ao nível normal da cidade, atravessamos o muito boémio, e muito animado Bairro de Bellavista.

Este bairro é conhecido por ser um dos bairros mais populares entre a população mais jovem de Santiago. Pelas suas esplanadas, pelos seus multiplis bares, pelos seus imensos restaurantes, este bairro ao entardecer ganha uma vida nova ... e nós testemunhámos isto mesmo.

Há no entanto uma paragem obrigatória neste bairro: o Pateo Bellavista. Situando-se mesmo no coração de toda a animação, este pateo é um excelente exemplo de como o interior de um quarteirão pode ser um território comercial muito interessante e bem agradável. Uma inteligente intervenção arquitetónica transformou este espaço num conjunto de restaurantes e de esplanadas, com muito charme, qualidade e estilo.

Este é um espaço obrigatório ... não porque os guias o digam, mas simplesmente porque é só muito bom!


20.30 O GRANDE TERREMOTO

Depois de um dia que nos revelou uma cidade muito cosmopolita, cheia de sofisticação e com uma personalidade muito forte: decidimos rumar ao nosso local de jantar: a Piojera.

Aqui, neste lugar hiper popular, mega cheio de gente, barulhento e muito pouco sofisticado, encontra-se a bebida original e caracterítica de Santiago do Chile: o Terremoto. Esta bebida que mistura gelado, groselha, vinho (dois diferentes), licor (que não conseguimos saber) e ervas aromáticas, nasceu aquando do forte terramoto de 1985, que danificou as arcas frigoríficas deste muito popular estabelecimento (mesmo ao lado do Mercado Central). Assim o dono, para que não se estragasse o gelado, começa a mistura-lo com o vinho e a dar às pessoas ... assim pelo menos não se desaproveitava tudo. O sucesso foi tanto que. em pouco mais de 3 décadas, o negócio se tornou num dos locais mais populares de toda a cidade.

Sendo que fomos advertidos para que a bebida era bastante forte (apesar de não parecer nada) decidimos então comer neste muito popular local. O local é um must go, a comida é muito típica, mas muito bem feita, o serviço é de cada um se virar por si (mas o ambiente assim o propicia), a bebida é divertida, e os efeitos desta ... fazem juz ao seu nome!