ARQUITETURA

Veja os melhores projetos e obras nacionais e internacionais!

DESIGN

Excelentes objetos e peças de design estão aqui ...

MODA

Conheça todas as novidades e tendências.

INTERIORES

Vejam todas as novidades de interiores e decoração.

AVENTURA IBÉRICA | EM DIRETO - DIA 5


Depois de um dia repleto de história e de monumentos centrados no casco antigo, hoje dedicamos o dia à grande zona de Barcelona do século XIX e ao grande símbolo deste grande desenvolvimento da capital catalã: Antoni Gaudí.

O programa de hoje implica um conjunto de deslocações grandes e um ritmo de passeio bastante forte. Por isto decidimos sair novamente cedo de casa e rumar ao nosso primeiro destino: a Plaza de España.


10.15 PLAZA DE ESPAÑA E MONTJUÏC

O nosso dia de hoje começa então pela monumental Plaza de España.

Esta praça foi construída para servir de entrada para a Exposição Mundial de 1929 que se realizou nesta cidade. A monumentalidade de todo o construído, a impressionante escadaria que sobe a colina de Montjuïc em direcção ao imponente Museu Nacional de Arte da Catalunha são os principais atractivos desta zona e que nos encantam logo pela manhã.

Subida a colina e apreciada a magnífica vista sobre a cidade decidimos continuar um pouco mais e fazer uma visita breve a mais dois símbolos desta zona: o Estádio Olímpico de Barcelona 1992 e o respectivo Palau de Sant Jordi (que tanto inspirou o lisboeta Pavilhão Atlântico).


11.45 FUNDAÇÃO JUAN MIRÓ

Para fazer o percurso de descida da maior zona verde da "cidade condal", escolhemos o lado direito (de quem está virado para o centro de Barcelona) e assim fomos directos à Fundação Juan Miró.

Este é talvez um dos melhores museus da cidade catalã, pois alberga uma extensa e qualificada colecção de obras do famoso artista surrealista catalão, doadas pelo próprio autor, num edifício projectado pelo grande arquitecto catalão também Josep Lluis Sert.


13.45 PARK GÜELL

Depois de um começo de dia recheado rumámos até à parte alta da cidade para começar o nosso percurso gaudiano. A primeira obra visitada foi o famoso Park Güell.

Com a genialidade do grande arquitecto símbolo de Barcelona, este parque (construído como casa de férias da abastada família Güell, cuja casa de cidade visitámos ontem em pleno Raval - o Palau Güell) conserva toda a magia e concentra todo um conjunto de símbolos e de técnicas de desenho e de construção que vão ser a assinatura distintiva deste mestre único e maior do Modernismo Arquitectónico Catalão que marca toda a grande expansão da cidade no princípio do século XX.

A espectacularidade da entrada principal, o detalhe e a policromia da fonte do lagarto (o elemento mais fotografado deste parque, pois não há turista que vá lá que não queira tirar uma foto com o lagarto, o que faz deste um dos elementos mais tocados e mais engarrafados e caricatos de toda a visita) ou a dimensão e a beleza da vista da praça superior com o maior banco exterior do mundo, tornam esta uma excelente primeira obra de Gaudí para este nosso roteiro pelo Movimento Modernista Catalão que temos programado para hoje.


15.00 O BAIRRO DE GRACIA E A CASA VICENS

Depois de uma demorada visita ao Park Güell, começamos a descer a pé e entramos no boémio e muito criativo bairro de Gracia.

Este bairro caracteriza-se por um conjunto de edifícios com belas fachadas novecentistas, profusamente trabalhadas e com um ambiente cheio de vida e de pequenas praças animadas por esplanadas e animados grupos de amigos.

Uma das surpresas deste nosso dia foi a descoberta de uma das obras de Gaudí menos conhecidas, mas absolutamente espectacular: a Casa Vicens (na foto).

Esta casa situada em pleno bairro de Gracia, foi pensada para ser uma reinterpretação modernista do palácio das mil e uma noites. Os seus azulejos, as suas cores, a mestria do trabalho em tijolo aparente e a mestria dos trabalhos de ferro e madeiras das portas, portões portadas ou vedações, tornam esta casa um dos símbolos maiores do trabalho de Gaudí, e um dos símbolos maiores do bairro de Gracia em si.


16.30 A SAGRADA FAMÍLIA

Depois de atravessarmos o bairro de Gracia até ao Paseo de Sant Juan, entramos no bairro do Eixample e dirigimo-nos para o maior símbolo da cidade de Barcelona e para o maior trabalho de toda a vida de Antoni Gaudí: a Sagrada Família.

Este é um daqueles monumentos únicos no mundo que, apesar de não estar ainda concluído (pois as obras continuam conforme os desenhos deixados por Gaudí), impõe-se ver para qualquer pessoa amante de arquitectura.

A sua imponência, a riqueza de formas e de decorativismos das fachadas e dos interiores e o simbolismo e a trágica história da morte do arquitecto antes de ver concluída a maior obra da sua vida (à qual dedicou mais de 14 anos em clausura no próprio do estaleiro a dirigir as obras e a desenhar todos os mais ínfimos detalhes antes de morrer), fazem da Igreja da Sagrada Família um ponto obrigatório e ímpar na obra inigualável deste mestre da arquitectura catalã.


17.30 LA PEDRERA

Foi depois do banho de elegância, sofisticação, futurismo e de arte sublime que tomámos na visita à Igreja da Sagrada Família, que rumámos Eixample fora em direcção à segunda mais conhecida obra de Antoni Gaudí: a Casa milá ou La Pedrera.

Este edifício é o maior edifício de arquitectura civil que Gaudí projectou e construiu. As suas ondulantes fachadas de pedra, os dois pátios interiores e as chaminés de respiradouros e arejamento dos apartamentos, que se situam no telhado, esculpidas em forma (estilizada) de caras ameaçadoras valeram-lhe muitas e valentes críticas dos intelectuais e colegas arquitectos da época.

Mais de 100 anos passados sobre a conclusão da sua construção, este edifício ganha o estatuto de obra prima da arquitectura modernista do principio do século XX e torna-se num símbolo do Eixample e do Paseo de Gracia em si (a principal avenida emblemática da cidade de Barcelona).


18.15 PASEO DE GRACIA

Foi com o espírito do princípio do século XX que saímos da Casa Milá (pois visitámos um primoroso apartamento mobilado da época da construção do edifício) em direcção ao Paseo de Gracia descendo alguns quarteirões e apreciando as montras das grandes lojas de marcas internacionais que aí se localizam.

Nesta larga e movimentadíssima avenida de Barcelona situam-se as lojas das grandes marcas de moda internacionais e as lojas dos grandes criadores e marcas de moda espanhola. Entre a Gucci, a Louis Vuitton ou a Dolce & Gabanna, encontram-se Loewe, Adolfo Dominguez ou Custo Barcelona.

O luxo é a palavra de ordem e a sofisticação uma opção. Um bom exemplo disto é a Galeria Loewe (na foto) que tem em exposição modelos de malas icónicos da marca espanhola desde a sua fundação em finais do século XIX até ao século XXI, misturados com instalações de arte contemporânea encomendadas pela marca a artistas plásticos, criando um ambiente único e mágico que vale a pena visitar.


19.00 CASA BATLLÓ

Descendo um pouco mais o Paseo de Gracia encontra-se um novo símbolo grande da arquitectura de Gaudí (e o último que visitamos neste já longuíssimo dia): a Casa Batlló.

Esta é a obra mais colorida e profusamente decorada de todas as projectadas e construídas pelo famoso arquitecto. A sua fachada, as famosas guardas de varanda em forma de máscara veneziana, o seu telhado em escamas de dragão, ou os coloridos e muito decorados interiores dos apartamentos, fazem desta Casa Batlló um excelente encerramento dos monumentos visitados neste dia.


20.00 RAMBLA CATALUNIA

Saídos desta nossa última visita (e depois de mais de 14 km percorridos a pé), damos descanso aos nossos pés na vizinha Rambla Catalunia.

Esta Rambla do Eixample é um excelente local para ver e observar como os Barceloneses
vivem esta magnífica cidade, longe da agitação turística de outros belos locais, mas com uma qualidade e sofisticação inquestionáveis e sempre muito presentes.

O local eleito para o descanso foi a famosa pastelaria Mauri e a ementa escolhida recaiu sobre uns divinais bolos.

O descanso foi merecido, mas não se pôde prolongar muito, pois ainda antes do jantar quisemos passar por casa e ainda havia algum caminho a percorrer, pelo que tivemos de encurtar esta nossa estadia nesta monumental pastelaria que recomendamos.


22.30 O JANTAR

Foi um dia longo o de hoje e o cansaço acumulado já era algum. Assim optámos por jantar perto do apartamento que alugámos e dirigimo-nos para a movimentada Plaza Real e pusemo-nos da fila do afamado (mas barato) restaurante Les Quinze Nits.

Ao fim de cinco minutos de fila (que apesar de grande andou vertiginosamente rápida), estamos sentados e a escolher a ementa desta noite. Uns Pastéis de Frango à Catalã, um Ninho de Salmão com Mousse de Lavagante, e um Bolo de Legumes com Foie (na foto), foram as entradas que abriram um excelente jantar de cozinha catalã moderna e sofisticada.

A estas seguiram-se apetitosos pratos e ainda mais deliciosas sobremesas ... o que nos garantiu um encerramento deste grande dia em grande estilo (gastronómico).

Porque o cansaço acumulado já é muito ao fim de duas maratonas a pé, decidimos acabar a noite mais cedo e garantir que estamos aptos e nas melhores condições para apreciar o dia de amanhã (o último aqui na capital catalã).

Nós prometemos ... que o que se segue é tão ou mais impactante do que vimos até agora ... por isso não deixem de continuar a seguir-nos nesta nossa Aventura Ibérica, em exclusivo e em directo aqui no blog ... And This is Reality!

AVENTURA IBÉRICA | EM DIRETO - DIA 4


Este é o nosso primeiro dia em Barcelona e esta cidade tem muito que ver, assim decidimos que o melhor seria acordar cedo e por-nos em marcha para um dia repleto de visitas.

O nosso objectivo para este dia foi visitar todo o centro histórico e antigo da cidade. Esta zona da cidade está dividida em três bairros: o Raval que vai das rondas de Sant Antoni e de San Pau até às famosas Ramblas; o Bairro Gótic que vai das Ramblas à Via Laetana; e o Born que vai da Via Laetana ao Parc da Ciudadela.


10.00 O RAVAL

Os três bairros têm características bastante diferentes entre si. O bairro do Raval é o que iniciou a sua caminhada turística mais recente e também o que assinalou o inicio do nosso dia de hoje.

Sendo um melting pot de culturas entre os emigrantes asiáticos (paquistaneses e indianos), a cultura dos skaters e artistas underground e urbanos, este bairro caracteriza-se por uma atmosfera bastante alterativa e garantindo uma experiência urbana muito marcadamente multicultural.

Devido à sua proximidade com o Porto Velho de Barcelona, este bairro, historicamente, sempre foi um local com uma frequência de marinheiros, emigrantes ilegais e prostituição. Até que em meados do século XX um processo de regeneração do bairro o recuperou no caminho da multi culturalidade e das culturas urbanas mais alternativas e mergentes. Hoje é um bairro pujante do ponto de vista cultural e é essencialmente frequentado por artistas jovens, imigrantes de diversas etnias e muitos amantes das culturas alternativas urbanas e contemporâneas.


10.30 CCCB

Logo pela manhã rumamos ao nosso primeiro destino do dia - o Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona.

Este centro de excelência da arte contemporânea da Catalunhã situa-se em pleno bairro do Raval e assume-se como um centro de exposições temporárias de arte contemporânea de vanguarda. Aqui visitámos uma exposição do fotógrafo catalão Martin Parr e do seu mais recente trabalho sobre o coleccionismo. Foi sem qualquer dúvida uma das melhores e mais desafiantes exposições que vimos ultimamente. Quer pela forma como estava montada quer pela capacidade de desafiar as fronteiras do gosto estabelecido e dos conceitos de arte implantados na sociedade culta dos tempos que correm.


11.30 LA BOQUERIA

Depois de deixarmos uma excelente exposição para trás, dirigimo-nos até às famosas ramblas e descemos até ao mítico Mercado de La Boqueria.

Este típico mercado catalão tem a vivacidade típica dos antigos mercados tradicionais completamente intacta. Apesar do enxame de turistas que o invadem diariamente, o carme e a exuberância das cores de todas as frutas expostas, os agradáveis e muito típicos cheiros dos magníficos enchidos e queijos catalães ou o muito animado cenário da secção dos peixes e das carnes fazem deste mercado uma paragem absolutamente obrigatória nesta visita.

Aqui perdemos algum tempo a contemplar a vida deste mercado, a forma como os vendedores lidam com este fluxo turístico sem perderem a sua autenticidade e a sua genuína simpatia bem como todos os irresistíveis e deliciosos produtos expostos nas muitas bancas deste mercado de Barcelona antiga.


13.00 O ALMOÇO

Saídos do Mercado de La Boqueria, não resistimos a dirigir-nos ao nosso restaurante para o almoço de hoje: o muito charmoso Mama Café.

Situado muito perto das traseiras do mercado, este restaurante respira todo o charme despretensioso e descontraído do Bairro do Raval. Rodeados apenas de Catalães (nem um turista se encontrava no restaurante) escolhemos de entradas um muito catalão Arroz Negro, um creme de tomate e uns canelones de atum frios com molho de iogurte e ervas que estavam absolutamente divinos! O começo deste repasto anunciava um excelente almoço.

Entusiasmados com este inicio os pratos que se seguiram e as sobremesas que encerraram corresponderam por completo às expectativas criadas ... e tudo por um preço impressionantemente económico.


15.00 PALAU GÜELL

Depois do magnífico almoço que tivemos foi hora de deambular pelo Bairro do Raval em direcção ao Mar. Passando pelas estreitas ruas deste bairro, percorrendo a muito recente Rambla del Raval, e metendo-nos por vielas cujo aspecto deserto poderá dissuadir os menos aventureiros (o que não é o nosso caso) chegamos ao nosso próximo destino: o muito ignorado pelos roteiros turísticos menos exploradores Palau Güell.

Esta obra tem a assinatura de Gaudí e é a primeira obra assinada por este nome maior da arquitectura de Barcelona espelhando de forma magistral o seu meticuloso e muito especial trabalho arquitectónico, que mais tarde vai marcar de forma inequívoca toda a identidade da cidade de Barcelona do século XX. Sendo uma casa de uma das mais importantes famílias do princípio do século XIX em Barcelona, a sumptuosidade desta casa espelha todo o poder económico e social desta família num estilo de arquitectura (de exteriores e de interiores) muito própria da linguagem de Antoni Gaudí.


16.00 AS RAMBLAS E CÓLON

Foi com a visita ao Palau Güell que deixámos o bairro do Raval e entrámos no Bairro Gótic (não sem antes descermos à Plaza Colon e vermos este monumento icónico da cidade e vislumbrarmos a magnífica vista que daqui se tem do Porto Velho da cidade).

Mas antes de entrarmos no próximo bairro do casco antigo, não resistimos a passear um pouco nas tão afamadas Ramblas. Esta afamada avenida de Barcelona, que liga a Plaza Catalunia à Plaza Colón (na foto), e onde tudo se passa e (segundo diz o ditado) onde se passa pelo menos uma vez por dia (o que se confirma, pois nós só neste dia passámos pelo menos umas quatro vezes), concentram um movimento de pessoas e turistas e uma animação urbana única em toda a cidade.

O seu nome deve-se ao facto de esta avenida serem na realidade 5 avenidas seguidas e consecutivas com nomes distintos (Rambla de Canaletes, Rambla dels Estudis, Rambla de Sant Josep, Rambla dels Caputxins e Rambla de Santa Mònica), mas que popularmente todos lhes chamam Las Lamblas.


16.30 PLAZA REAL

Entramos então no Bairro Gotic. Este Bairro do casco antigo da cidade caracteriza-se por concentrar os principais edifícios monumentais da cidade antiga. Com uma atmosfera mais turística, o Bairro Gótic tem um conjunto de edifícios bastante antigos e cheios de história.

O nosso primeiro destino é a muito movimentada Plaza Real, que com as suas muitas e muito movimentadas esplanadas, as frondosas palmeiras e as muito oitocentistas fachadas nos recebe em grande neste novo bairro antigo do centro histórico.


17.00 A CATEDRAL

Rumando ao centro do Bairro (e passando pela bela igreja de Santa Maria del Pi), chegamos à magnífica e muito impressionante Catedral de Barcelona.

Esta catedral, começada a construir ainda no século XIII, guarda na sua arquitectura mais de sete séculos de construção (por incrível que pareça, esta capital de estilo gótico foi apenas terminada a sua construção em 1913).

É um dos tempols mais impressionantes do reino de Espanha pela sua beleza e elegância góticas. O seu cadeiral em madeira negra e o seu claustro são os dois elementos mais impressionantes desta imponente construção.


17.30 PLAZA SANT FELIPE NERI

Depois de entrarmos pela porta principal da catedral optamos por sair pela porta do claustro e dirigimo-nos pela pequena e não muito movimentada rua em frente em direcção ao nosso próximo destino deste dia: a praça San Felipe Neri.

Nesta pequena praça a calma reina. Longe das multidões de turistas que invadem os principais espaços monumentais do Bairro Gótic, encontramo-nos rodeados de fachadas de pedra com muitos séculos de história.

Com uma bucólica fonte no centro, a principal curiosidade deste espaço são os impressionantes danos que a parte baixa destas fachadas da praça têm. Este paraíso histórico encerra em si uma história bastante dramática: durante a famosa guerra civil espanhola, foi nesta praça que se deu a explosão da maior bomba que rebentou em Barcelona. Ainda hoje visíveis, os danos causados por esta explosão nas fachadas dos monumentos que a conformam são impressionantes e não deixam qualquer pessoa indiferente à violência que esta guerra deve ter sido.


18.00 PLAZA DE SANT JAUME

Descemos então mais um pouco por ruas estreitas repletas de antiquários curiosos e pouco turísticos e chegamos à praça que é considerada como o centro cívico da cidade de Barcelona: a Plaza de Sant Jaume.

Remontando as suas origens à ocupação romana, esta praça concentra hoje em dia (e desde o século XIX) os dois edifícios sede do poder catalão e do poder de Barcelona: o Palau de la Generalitat (Palácio do Governo Autonómico) e a Casa de La Ciutat (ou Câmara Municipal).

Estes dois edifícios concentram todas as atenções nesta praça com a sua majestática e muito imponente arquitectura neoclássica.


18.15 PLAZA DEL REI

Foram cinco minutos a pé e já estávamos no nosso próximo destino a Plaza del rei.

Esta muito curiosa e bem conservada praça medieval concentra um conjunto de edifícios bastante curiosos, sendo de destacar o palácio Condal (residência real quando os reis se deslocavam à cidade condal) e que serviu para receber Cristovão Colombo depois da sua primeira viagem à América.

Foi exactamente neste palácio que os Reis Católicos (Isabel e Fernando), depois de unificarem toda a península Ibérica, se encontravam e receberam em 1492 tão immportante personagem histórica para receber a notícia que iria revolucionar o mundo dessa época em diante.

É uma grande curiosidade termos visitado os dois edifícios onde os reis católicos receberam Cristovão Colombo depois das suas duas primeiras viagens à América (a Casa de Cordon em Burgos e agora o Palácio Condal de Barcelona).


19.00 O BORN

É já ao final da tarde que nos dirigimos para o terceiro bairro do casco antigo da cidade de Barcelona: o Born.

Devido à sua localização central, à abundância de palácios e praças mercantis e à sua mais qualificada malha urbana (pois está bastante pontuada por praças e pracetas, este é talvez o bairro do casco antigo mais elegante e sofisticado.


19.05 MERCADO DE SANTA CATERINA

Começamos a nossa visita por visitar (por fora, pois pelo avançado da hora já não foi possível entrar) o renovado Mercado de Santa Caterina.

Renovado e modernizado em 2005 com um projecto assinado pelo muito conceituado (e já falecido) arquitecto de Barcelona Enric Miralles, este mercado de meados do século XIX concentra actualmente, não só as funções de mercado tradicional de frutas peixes e carnes, mas também um conjunto de restaurantes e cafés, lojas de arte e design e de moda que animam toda a zona em redor e lhe dão uma vida e um ambiente muito cosmopolita.


19.20 CARRER MONTCADA

Dirigindo-nos pelas traseiras do mercado em direcção ao porto, entramos rapidamente na mais famosa e conhecida rua do Bairro do Born: a Carrer Montcada.

A importância desta rua está em dois factores distintos: a grande quantidade de palácios do século XVII que ainda hoje se encontram intactos, e em excelentes condições de conservação, com fachadas de belos traços arquitectónicos e lindíssimos pátios interiores que são possíveis de visitar; e uma concentração grande de importantes e interessantes museus, entre os quais se destaca o Museu Picasso (que não pudémos visitar dado o adiantado da hora a que lá chegámos).


19.45 SANTA MARIA DEL MAR

É exactamente no final da Carrer Montcada que se encontra o animado Paseio do Born (com as suas esplanadas cheias) e as traseiras do último Monumento que queremos visitar hoje: a Basílica de Santa Maria del Mar.

Esta igreja é a favorita dos habitantes de Barcelona. Pela sua popularidade, pela sua excelente acústica e pela sua excelente visibilidade interior (pois é constituída por um único e aberto espaço, o que permite uma visualização de todo o espaço da igreja de qualquer ponto onde nos encontrmos), esta Basílica é muitas vezes utilizada para concertos.

Construída no século XV em apenas 55 anos (um prazo bastante curto para a Idade Média) com o dinheiro dos ricos mercadores e construtores navais que viviam na vizinha Carrer Montcada, esta é a única igreja de estilo puramente gótico que existe na cidade de Barcelona.


20.00 AS TAPAS DE FIM DE TARDE

Depois de um dia tão recheado de visitas e uma vez que conseguimos cumprir o objectivo do dia decidimos ir celebrar com umas tapas de fim de tarde (pré jantar) antes de irmos até ao nosso apartamento deixar os vários sacos de compras que se acumularam durante todo o dia.

Assim rumamos até ao muito discreto mas muito bem frequentado e muito trendy Marguerita Blue (Carrer Ample, 46) e tomar uns cocktails e uns sumos a acompanhar umas tapas de estilo mexicano soberbamente elaboradas.


22.30 O JANTAR

Depois passarmos pelo apartamento e deixarmos os nossos muitos sacos, descarregarmos as muitíssimas fotos do dia para o computador e de descansarmos um pouco (bem como de comprarmos o essencial para o pequeno almoço de amanhã num mini mercado paquistanês tão típico do bairro do Raval), rumamos ao nosso destino final do dia: o Restaurante El Jabali de Ronda.

Este muito tradicional e nada turístico restaurante de tapas catalãs (situado na Ronda Sant Pau, 15) foi mais uma verdadeira experiência gastronómica única. Com as famosas Patatas Bravas na ementa, a menos conhecida mas muito típica Esqueixada de Bacalau na mesa e um Pan amb Tomate também presente (entre outras iguarias verdadeiramente deliciosas), este foi mais um jantar de tapas memorável, em que respeitámos a gastronomia tradicional local e ao mesmo tempo não repetimos nem uma especialidade espanhola.

Depois de mais um luxo gastronómico rumámos a casa, pois o cansaço já era muito e o programa do dia seguinte ainda promete ser mais exaustivo e extenso que o deste dia ... por isso viemos dormir, porque temos de nos poupar para amanhã em que temos a certeza que mais ícones da capital catalã vão marcar o dia e em que mais surpresas e locais menos visitados vão nos trazer muitas surpresas que aqui vamos trazer para partilhar em directo com todos.

Até amanhã ... e até cá a todos os que nos estão a seguir!

AVENTURA IBÉRICA | EM DIRETO - DIA 3

 

Neste terceiro dia da nossa Aventura Ibérica, o programa leva-nos em direcção a outros territórios mais inexplorados e selvagens, a grandes paisagens e a impressionantes cenários naturais, mas um contratempo surgiu - a chuva.

Depois de dois dias cheios de sol e de altas temperaturas, acordámos com um céu bastante nublado e com ameaças de chuvas ao longo do dia em várias regiões por onde íamos passar. A alta temperatura mantém-se, mas a chuva pontuou todo o nosso percurso do dia ... sem no entanto estragar ou perturbar os nossos inabaláveis planos de viagem.


10.30 GUGGENHEIM DE BILBAU

Mas logo pelas primeiras horas da manhã, conforme o programado, assim que concordámos e fizemos o check out do Grand Hotel de Bilbau, dirigimo-nos para o famoso Guggenheim de Bilbau.

O magnífico edifício desenhado pelo arquitecto americano Frank Ghery tem, não só uma espectacular forma exterior (e uma mutação de cores do seu revestimento de titânio, conforme a luminosidade ao longo do dia), mas também uma impressionante arquitectura interior. O ponto mais impactante desta arquitectura interior é o esmagador atrio central do edifício de 60 metros de altura, delimitado por formas fluídas e verticais de uma elegância e ritmos inegáveis. Mais do que uma visita a este museu pela sua colecção permanente (como é habitual nos grandes museus mundiais), este vale essencialmente pela sua arquitectura e espacialidade de excelência.

Com uma colecção permanente feita de obras de arte contemporânea com assinaturas dos maiores nomes da arte mundial dos últimos 50 anos, a sua arquitectura assume-se como um dos elementos artísticos mais relevantes de toda a visita.

Foi uma manhã bem passada e que recomendamos vivamente!


12.30 A ESTRADA AO LONGO DOS PIRINÉUS

Depois da visita ao Museu de Bilbau, voltámos a entrar no carro e rumámos em direcção ainda mais a norte para podermos fazer um percurso ao londo dos Pirinéus de Navarra e Aragão (para este dia, e por forma a não perdermos tempo, optámos por comprar antes de sair de Bilbau, comida suficiente para fazer o almoço e lanches a bordo, por forma a poupar tempo e assim conseguir fazer a extensão grande de quilómetros que tínhamos planeado sem grandes atrasos.

Circulando por estradas nacionais (desde Pamplona até à província de Huesca, já em plena região autonómica de Aragão - primeiro pela N 240 e depois pela N 260), conseguimos um percurso bastante interessante ao longo de toda a tarde. Com a calma que toda a paisagem inspirava, passámos e apreciámos lagos de tons azuis turquesa impressionantes, pequenos riachos bucólicos e românticos, campos de trigo de um dourado espectacular ou mágicas terras de montanha com uma arquitectura tão pitoresca quanto rural.

Todo este percurso, depois de um primeiro e segundo dias dedicados à grande arquitectura medieval de Castela e Leão, e depois de uma manhã dedicada à excelência de arquitectura e da arte contemporâneas do País Basco, veio trazer uma nova componente importante - as paisagens de montanha da grande Cordilheira dos Pirinéus.


16.30 PARQUE NATURAL DE ORDESA

Uma referência que é essencial neste nosso percurso foi a última etapa deste - o Parque Natural de Ordesa.

Situado a pouco mais de 60 quilómetros acima da cidade aragonesa de Huesca, este é o principal ponto turístico de toda a cordilheira, e onde se pode apreciar todo o explendor e a esmagadora dimensão da paisagem destas montanhas.

Por uma estrada que serpenteia as várias montanhas e os imensos e profundos vales, os cenários esmagadores de precipícios imensos, pequenas aldeias equilibradas em declives acentuados ou encaixadas em estreitos vales, montanhas exemplarmente cobertas por bosques frondosos e estreitos túneis cavados na rocha natural com um cuidado extremo e de forma quase artesanal, fazem deste parque um território perfeito para o culminar deste dia dedicado aos grandes cenários naturais que estas montanhas ainda conservam de forma quase original.


18.30 A ALDEIA DE TORLA

Encaixada num dos pontos mais altos do Parque Natural de Ordesa está a pequena, mas muito bela (e turística) aldeia de Torla.

Este pequeno povoado, além de conservar toda a sua arquitectura tradicional integralmente feita em alvenaria de pedra, tem como atractivo extra sobre as demais povoações de montanha aragonesas por que passámos o magnífico cenário dos três cumes de penhascos rochosos dos pirinéus mais altos - o Monda Fuego (2.848 m), o El Taillón (3.144 m) e o Monte Perdido (3.355 m).

A magia deste cenário natural, combinado com a lindíssima arquitectura tradicional da aldeia, fez de Torla o final perfeito para este nosso dia de montanha e de natureza.


22.30 BARCELONA

Depois da nossa visita à Aldeia de Torla rumamos a Lérida e apanhamos a auto-estrada em direcção ao nosso destino final do dia - a cidade de Barclona.

Com um percurso de cerca de 700 quilómetros percorridos neste dia, a chegada a Barcelona decorre sem grandes problemas (pois seguimos directos até à zona da cidade que pretendíamos sem nos perdermos) e seguimos directos para o nosso alojamento: um apartamento típico de Barcelona em pleno Raval.

Neste bairro histórico e centralíssimo da cidade condal, somos recebidos pela nossa simpática anfitriã a dona do "piso" (como lhe chamam em castelhano), que nos vem dar as chaves e explicar todos os detalhes necessários.

Depois de um hotel histórico medieval na cidade de Segóvia, depois de um hotel moderno e com design em Bilbau, decidimos alugar um apartamento típico, histórico e com muito estilo, onde vamos ficar nos próximos três dias.

Foi um final de dia fantástico e que foi rematado com um breve e rápido jantar em plena Plaza Real, uma aventurosa busca de um parque para o carro (onde possa ficar a preços módicos durante os três dias que vamos ficar nesta cidade) e por um breve passeio nocturno em plenas Ramblas para recolher os primeiros acordes desta mágica e muito cosmopolita capital da Catalunha.

Com o dia de amanhã a prometer muitas visitas e passeios interessantes, a noite foi curta para começarmos a viver Barcelona bem recuperados desta longa e mágica jornada de hoje.

AVENTURA IBÉRICA | EM DIRETO - DIA 2



Foi bem cedo que o nosso dia começou neste segundo dia de Aventura Ibérica ... e o que nos esperava, depois de um pequeno almoço continental tomado em pleno ambiente medieval era um passeio pela bela e formosa cidade de Segóvia antes de nos fazermos novamente à estrada e rumarmos para o nosso destino seguinte.

Foi com um sol radioso e uma paisagem histórica e naturalmente regeneradoras, que deixámos para traz o simpático hotel de estilo histórico onde pernoitámos.


09.30 O CENTRO HISTÓRICO

Dirigimo-nos então directos para o famoso centro histórico onde deixámos o carro estacionado mesmo junto à Plaza Mayor onde tínhamos jantado na véspera.

Nesta praça encontram-se duas construções que marcam todo o seu ambiente: o Teatro Juan Bravo e o pitoresco Coreto que se encontram no seu topo nascente e no seu centro, respectivamente. Estes dois edifícios dedicados às artes dominam as atenções do edificado, criando um ambiente bastante simpático e com uma escala bastante humana e simpática para todo o espaço urbano.

Mesmo num dos lados desta praça principal da cidade (que tem o seu centro histórico classificado como Património Mundial pela UNESCO) encontra-se a pequena Igreja de San Miguel, onde a famosa e importantíssima Isabel a Católica de Castela foi coroada em 1474.


09.45 A CATEDRAL

O magnífico edifício de estilo gótico tardio domina também o horizonte desta praça e é para lá que nos dirigimos de seguida.

Com uma beleza elegante e leve, a sua cúpula mais trabalhada (revelando já um estilo bastante desenvolvido e em mutação para o Renascencimento) e os seus pináculos profusamente decorados e leves e acutilantes são pontos altos de uma arquitectura que não passa despercebida em todo o horizonte da cidade velha.


10.15 O ALCÁZAR

Por ruas estreitas e dominadas por prédios medievais e um traçado bastante orgânico e muito adaptado à acidentada topografia do terreno, dirigimo-nos até ao ponto máximo desta visita: o Alcázar.

Este espampanante palácio do século XV (apesar de o que existe na actualidade ser uma reconstrução do século XIX, pois o original foi totalmente destruído por um incêndio em 1862) ergue-se em cima de uns enormes penhascos numa das extremidades da antiga e histórica povoação.

O seu estilo de palácio de contos de fadas, cheio de torreões redondos, muralhas com ameias e uma espectacular e dominante torre torna-o num dos edifícios mais importantes de toda a zona dos antigos reinos de Castela e Leão.

Outra das grandes curiosidades deste palácio é o facto de, os seus interiores, estarem mobilados e organizados por forma a dar a conhecer e a dar a ideia de como seria a vida e a vivência na sua época áurea. Com uma sala do trono, sala de refeições, capela e demais divisões, um claustro, instalações de armas e de artilharia, um dos aspectos a salientar é a imecável e impressionante fidelidade com que tudo está recriado.


12.15 A ESTRADA

Depois de deixarmos o espectacular Alcázar de Segóvia para traz voltamos à estrada por estradas nacionais e por paisagens de campos e de montes de uma beleza estival bastante única.

É um passeio agradável (desde que se tenha ar condicionado) e que nos dá tempo para nos apercebermos da Espanha mais profunda. Atravessam-se várias povoações, realizam-se várias diferenças entre diversas zonas e surgem conversas ao som das músicas castelhanas da rádio que estimulam a diversão.

É um passeio que recomendamos até ao nosso próximo destino ... pois é um tempo de estrada mais relaxado (sem as grandes velocidades das auto vias ou auto estradas) e que é dado por bem aproveitado.


13.30 BURGOS

A nossa próxima paragem é a obrigatória cidade de Burgos.

Com a motivação de visitar a famosíssima catedral e alguns monumentos mais que fazem parte do centro histórico da cidade (referimo-nos em concreto à Plaza Mayor, ao Arco de Santa Maria e à Casa del Cordon), a primeira prioridade foi encontrar um local único e típico para um almoço rápido.


13.45 O ALMOÇO

A nossa escolha recaiu sobre a Taberna Pecaditos, que mesmo ao lado da Plaza Mayor (em plena Calle Sombrerería) serve uma espécie de pequenos bocadillos (pequenas sandes espanholas) com todo o tipo de recheios e condutos.

O apetite era grande, mas a excelência da culinária e a animação do ambiente superaram qualquer uma das melhores expectativas para o almoço rápido que tínhamos pretendido.

É depois deste repasto que nos dirigimos para a famosa Catedral pelo meio de ruas estreiras e cheias de edifícios coloridos e bem castelhanos.


15.00 A CATEDRAL

Para quem não saiba ou não conheça, impõe-se referir que esta é a terceira maior catedral de Espanha e uma das mais espectaculares também.

Com o seu estilo tardo gótico (a sua forma actual foi concluída em 1522) este espectacular edifício tem todo o explendor de um dos maiores e mais belos edifícios religiosos de toda a Europa. Um dos destaques maiores dos seus interiores é a fabulosa e mágica cúpula de pedra rendilhada que marca o centro da Catedral.


16.30 O ARCO DE SANTAMA MARIA E A CASA DEL CORDON

Estes dois edifícios marcantes da história da cidade de Burgos encontram-se a muita curta distância da Catedral e são dignos de uma visita também.

Enquanto que o Arco de Santa Maria (na foto) é uma das originais e mais célebre (e bonitas) portas da cidade antiga, a Casa del Cordon tem uma história associada que faz dela um local de visita curioso. Deve o seu nome ao adorno da sua porta principal e adquire a sua importância por ter sido o local on Critovão Colombo é recebido pelos Reis Católicos depois de voltar pda sua segunda viagem à América e de confirmar que este território não é a tão ansiada Índia.

Depois destas duas visitas voltamos ao Carro e rumamos de novo à auto estrada que nos levará mais a Norte


18.45 BILBAO

É esta famosa cidade Basca que se constitui como o nosso destino do Dia.

Motivados pelo famoso e muito trendy museu (mesmo depois de ter sido inaugurado há 15 anos), vimos até esta cidade portuária para mudar um pouco o rumo desta viagem e entrar um pouco na modernidade depois de tantas visitas a tempos históricos e medievais.

Infelizmente, pelo adiantado da hora não conseguimos fazer a visita a este museu neste dia (pois a última entrada é feita às 19.30 e com o tempo do check in e de nos deslocarmos até lá perdemos chegámos com um ligeiro atraso, pelo que decidimos que seria a primeira visita do dia seguinte), mas conseguimos isso sim dar um passeio pelo meio de algumas das mais recentes obras de arquitectura contemporânea que a cidade ganhou mais recentemente. Arata Isozaki, Rafael Moneo ou Álvaro Siza Vieira são apenas alguns dos nomes cujas obras já fazem parte do património arquitectónico da cidade basca.

Depois de um banho de arquitectura contemporânea de excelência rumamos a pé até ao Casco Antigo para começarmos explorar as nossas opções de locais para janta.


21.30 O JANTAR

A mais famosa comida da gastronomia basca são os Pinchos: pequenas porções de pão com um condimento delicioso e meticulosamente esculpido por cima.

Este foi o nosso objectivo de jantar para este segundo dia e encontrámos um excelente porto de abrigo no resttaurante Berton (Calle Jardines Kalea, 11). O jantar foi tão maravilhosa e surpreendentemente servido de iguarias únicas e divinalmente executadas que foi o encerramento mais glorioso que poderíamos ter aspirado para um dia tão recheado como o de hoje.

Porque o carro tinha ficado nas imediações do Guggenheim, e porque este ficava a cerca de 20 minutos a pé do centro da cidade, acabámos por disfrutar de um excelente e muito reconfortante (para gastar algumas das calorias ingeridas de bom grado durante o jantar) passeio nocturno junto aos novos e contemporâneos jardins que servem de margem ao rio Nervión.

O dia de amanhã promete, pois temos como plano uma total e alucinante alteração de cenários ao longo do dia ... por isso o levantar é cedo e o destino final que nos aguarda é um dos maiores de toda a viagem ... é absolutamente a não perder ... venham connosco nesta nossa e vossa Aventura Ibérica!

AVENTURA IBÉRICA | EM DIRETO - DIA 1


Conforme o prometido aqui estamos com as muitas novidades do nosso primeiro dia de viagem desta Aventura Ibérica.

A partida de Lisboa deu-se ao final da manhã e via Autoestrada do Norte e Autoestrada das Beiras (ou A23) rumámos à nossa primeira paragem. Com pouco trânsito, muitos pórticos de portagens virtuais e uma típica paisagem portuguesa o nosso caminho decorreu sem grandes acontecimentos ao som de músicas e êxitos nacionais.


13.30 CASTELO BRANCO

Por volta da hora do almoço decidimos parar nesta cidade da Beira Baixa para almoçar.

Sem destino traçado e deixando um pouco à sorte a escolha do local onde iríamos tomar a primeira refeição rumámos ao centro da cidade escalabitana (no centro há sempre bons restaurantes ... foi esta ideia feita que nos dominou o pensamento).

Chegados a um parque de estacionamento decidimos rumar em direcção à Sé da cidade e perguntar a um transeunte onde se poderia comer a preços razoáveis e com alguma qualidade. A escolha recaiu sobre o Refúgio do Relógio. Nesta pequena e muito típica tasca delíciámo-nos com umas iscas em vinha de alhos absolutamente divinais.

Depois do repasto demos mais uma volta pela cidade e rumámos ao carro para prosseguirmos caminho então em direcção a Espanha.


16.30 SALAMANCA

Depois de alguns quilómetros de auto-estrada e de auto via, e já ao som de música espanhola chegámos ao nosso primeiro destino - a grande cidade de Salamanca.

Foi aqui o nosso primeiro passeio turístico. Esta cidade tem um centro histórico bastante rico e que tem vários monumentos dignos de visita. Depois de um percurso pelas diferentes igrejas e largos visitámos a famosa Catedral de Salamanca e a ainda mais famosa Universidade.

Com a sua arquitectura flamejante e as suas fachadas deslumbrantes, esta é uma das paragens que recomendamos vivamente, pois tem um património arquitectónico e artístico que é verdadeiramente imperdoável não visitar.

Mas o nosso caminho por hoje ainda não tinha acabado e foi nesse sentido que agarrámos no carro novamente (depois de umas muito típicas tapas numa esplanada em plena Plaza Real) e rumámos novamente à estrada.


23.30 SEGÓVIA

Esta pequena cidade do antigo reino de Castela foi o destino escolhido para pernoitar nesta primeira noite desta nossa Aventura Ibérica.

Ainda sem hotel marcado decidimo-nos pelo Hotel Alcazar. Este charmoso hotel de quatro estrelas fica situado num edifício cheio de história, mesmo junto às muralhas do centro histórico e com uma vista deslumbrante para o famoso castelo da cidade.

Foi uma escolha de última hora, mas muito bem conseguida, pois o charme deste edifício do século XVII está complementado com as modernidades do século XXI e uma decoração de época muito bem feita. Um pormenor bem divertido é que cada quarto está decorado de acordo com uma rainha ou princesa espanhola famosa (por curiosidade calharam-nos os quartos de Ana de Áustria e de D.ª Isabel Clara Eugénia, cujas histórias ficámos a conhecer melhor pelas placas que estavam à porta de cada quarto).


00.00 JANTAR NA PLAZA MAIOR

Foi exactamente depois de fazermos um rápido Check in que rumámos ao centro histórico para jantarmos. Nesta deliciosa e magnífica praça de Segóvia encontrámos o Restaurante Jose. Por mera sorte encontrámos um local cuja gastronomia e a qualidade da sua cozinha eram inexcedíveis.

Uns Chupitos a la José, uma salada russa muito bem feita, umas divinas beringelas recheadas de pescada e camarão e regadas por vinagre balsâmico e um muito tradicional leitão assado à moda de Segóvia (ficámos a saber que este é o prato tradicional desta cidade, pelo que não pudemos deixar de pedir) foram um repasto divinal para encerrar um dia cheio de visitas, quilómetros e alguns momentos únicos. Para encerrar não resistimos a um gelado de baunilha e pinhões que foi uma agradável e muito recomendável surpresa, pois é o perfeito encerramento para um repasto tão maravilhosos.

Perante um jantar animado, muito rico gastronomicamente e num cenário verdadeiramente típico e histórico decidimos dar uma volta pelo centro histórico para explorar o que nos espera amanhã na visita à cidade.

Foi aqui que descobrimos um emaranhado de ruas medievais únicas, pontuadas por igrejas românicas, renascentistas e góticas absolutamente únicas e um conjunto de praças de uma elegância medieval de espantar. O primeiro dia já foi bom ... mas o de amanhã promete ... pelo que já vimos e pelo que ainda nos falta ver ... esta vai ser uma aventura ibérica verdadeiramente Low Cost e absolutamente com muito muito estilo!