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A ARTE DA MÚSICA COM ELECTRODOMÉSTICOS - MAIS UM DESAFIO SIM


Na semana em que vamos começar mais uma maratona em de estilo em Directo, com o nosso Experimenta Design 2011 Em Directo, a Samsung volta à ribalta da criatividade nacional.

Desta vez é através da música que a Samsung junta a tecnologia com a arte no aclamado movimento SIM. E o artista que o conseguiu foi o músico português Noiserv.

O movimento SIM juntou o músico a um telemóvel, um tablet, uma cama de filmar, um microondas, uma impressora, um aspirador e mais alguns electrodomésticos do dia-a-dia. O resultado foi uma surpreendente junção de uma palete de sons e sonoridades com a voz única de Noiserv.

A Samsung vai continuar a mostrar como a arte está até nos objectos mais improváveis, a o ... And This is Reality vai continuar a partilhá-lo com os seus leitores.

TECNOLOGIA+CONFORTO=JOGG JEANS


Mais uma vez, nesta semana marcada pelo nosso Experimenta Design 2011 em Directo trazemos um artigo de moda (a dar já a nota para o nosso directo da próxima semana - o ModaLisboa Transfusion em Directo) que combina duas características essenciais do design - inovação e função ... ou por outras palavras, tecnologia e conforto.

A Diesel chega-nos neste Inverno com uma invenção que vai revolucionar o mundo do denim. As Jogg Jeans.

As Jogg Jeans combinam o melhor de dois materiais: a malha e o denim. A sua estrutura entre o tecido e o tricotado, dá-lhe uma elasticidade de 360º. O resultado é a aparência de denim e o conforto de uma malha.

Uma invenção que vai certamente revolucionar o mundo denim.

DIET COKE REINVENTA-SE


Manter a embalagem de um produto que celebra este ano 125, não é fácil. Mas a Coca-Cola mostra como é possível com mais uma das suas edições especiais.

O projecto teve a assinatura do designer gráfico Turner Duckworth que pegou no logótipo habitual da "Diet Coke",e usando apenas o D e o K criou esta embalagem que vem mais uma vez surpreender os fãs desta bebida.

A Coca-Cola diz que esta é apenas uma edição especial. Mas esperemos que tenha vindo para ficar!

É ou não é um excelente inicio de semana dedicada ao maior evento do Design em Portugal - a Experimenta Design?

Amanhã já estaremos em modo Experimenta Design 2011 em Directo e traremos as primeiras novidades desta edição ... não perca e siga tudo em directo ao longo dos próximos dias (e com actualizações em directo dos locais dos eventos da semana) aqui no ... And This is Reality, em exclusivo e em directo para os nossos leitores!

EXPERIMENTA DESIGN 2011 EM DIRECTO | PASSEANDO PELA EXD'11


Está mesmo à porta a tão esperada bienal de design de Lisboa, a EXD’11, onde o … And This is Reality irá fazer mais uma das suas tão bem sucedidas coberturas em directo - a Experimenta Design 2011 em Directo.

Como sabemos, em qualquer exposição ou evento, uma parte muito importante do que o torna inesquecível é a sua localização, e nesta questão a Experimenta não olhou a meios, trazendo este ano atracções a vários dos sítios mais emblemáticos de Lisboa.

Mas a parte mais importante dos sítios por onde tudo vai andar, é que além de emblemáticos marcos Lisboetas, são também a oportunidade perfeita para fazer um passeio a pé pela zona histórica da cidade. Para tal sugerimos 3 itinerários.


O primeiro começa com o Museu das Artes Decorativas Portuguesas no Palácio Azurara, bem no topo de Alfama, num largo cuja vista tem poucas comparações por Lisboa, o Largo das Portas do Sol.

Este museu, que normalmente alberga importantes colecções de mobiliário, tecelagem, baixelas de prata, porcelanas e pintura que vão desde o séc. XV ao séc. XIX, vai receber nos próximos tempos a exposição “Sidelines”, que analisa o acto de coleccionar, nomeadamente a sua utidade.


E não é preciso descer muito para chegar ao segundo ponto deste passeio: o Museu do Teatro Romano fica mesmo ao lado da Sé de Lisboa.

Num edifício que data desde os anos 1600, com exposições arqueológicas que nos mostram como em tempos a baixa lisboeta foi o berço da cidade Felicitas Iulia Olisipo, está mais um núcleo da exposição “Sidelines”.


Depois de seguir mais uns metros a linha do eléctrico 28, cruzando a famosa Rua Augusta, chegamos ao MUDE – Museu do Design e da Moda.

Aqui poderá ser encontrada a exposição “Useless?”, que como diz o nome, desafia os seus visitantes a aferir a utilidade (ou ausência da mesma) dos vários elementos expostos. Esta será certamente uma crítica a muitas das coisas que encontramos diariamente no mercado.


E o primeiro passeio acaba em mais um ponto histórico: a Praça da Figueira.

Nesta praça estarão membros de cinco estúdios de design gráfico que foram convidados a criar intervenções urbanas sob o tema Useless. E claro, vale a pena acabar este passeio com um bolo na Confeitaria Nacional!


O segundo itinerário que sugerimos afasta-se um pouco da icónica baixa lisboeta, mas não perde nenhum ponto por isso. Começa com a dupla Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva e Mãe D’agua, no jardim das Amoreiras.

Aqui podemos encontra a exposição "Utilitas Interrupta” que se propõe a examinar de perto obras infraestruturais que num dado momento foram de importância vital e que jazem esquecidas.


Seguindo o passeio, vai ser preciso começar a enveredar pelas ruas do Príncipe Real, para chegar à próxima paragem: o Museu Geológico.

Este é referido pelos especialistas como o “Museu dos Museus” pela sua singularidade de apresentar referências museológicas do século XIX, pela sua disposição, mobiliário e características espaciais.


E agora será preciso subir um pouco, até aos lados do Bairro Alto, perto do famoso miradouro de Santa Catarina, esta o Museu da Farmácia.

Aqui além de poder ver reconstituições de autênticas farmácias portuguesas desde a antiga botica do século XVIII, até à Farmácia Liberal do início do século XX, encontramos mais um núcleo da colecção “Sidelines”.


Acabamos o nosso segundo passeio cruzando-nos mais uma vez com o mítico eléctrico 28. Na calçada do Combro, encontramos a Biblioteca Camões.

A Biblioteca ocupa o Palácio Valada-Azambuja ou Palácio dos Condes de Azambuja, e é mais um foco da exposição “Sidelines”.


E quem quer fazer o seu passeio pelo icónico Chiado pode escolher o nosso terceiro percurso, que começa no Museu de São Roque, no largo com o mesmo nome.

Aqui encontramos a ricamente decorada e admirável Igreja de São Roque que está anexada ao Museu, integrando no seu património o Tesouro da Capela de S. João Baptista, e mais algumas peças da exposição “Sidelines”.


Basta andar uns metros para chegar à próxima paragem, o Antigo Convento da Trindade.

Além de ser uma belíssima construção, este antigo convento alberga a livraria Barateira Lda., uma paragem a não perder, e a exposição do famoso designer Português “Fernando Brízio: Desenho Habitado”.


Mais uns metros, descendo até ao largo do Carmo, está o Museu Arqueológico do Carmo.

O primeiro Museu português de Arte e Arqueologia, instalado nas Ruínas da antiga Igreja do Carmo onde pode ver mais uma colecção da exposição Sidelines.


Agora claro é só acabar o passeio em grande no Lounging Space da EXD’11, no Tribunal da Boa Hora a relaxar e apreciar mais algumas actividades da bienal.

E aqui ficam as sugestões de passeios para aproveitar ao máximo a EXD’11 e os locais fantásticos por onde vai passar este ano. A bienal fica pelas ruas de Lisboa por dois meses por isso faça estes percursos sem pressa … até dá para repetir!

Para todos os leitores ainda indecisos de qual fazer primeiro, pode acompanhar a cobertura em Directo no … And This is Reality que começa já na próxima quarta-feira.

REALITY PROFILE | PETER DANCKAERTS


Durante a loucura que foi a Vogue Fashion's Night Out, onde o ... And This is Reality teve a fazer uma cobertura online, tivemos a oportunidade de conhecer uma das pessoas que torna possível o estilo G-Star RAW chegar a Portugal - Peter Danckaerts.

Depois de se ter licenciado em Direito, Peter Danckaerts viu o seu caminho a enveredar para o mundo da moda. Estávamos no ano de 1989. Desde então que trabalha na internacional bilionária G-Sart Raw, hoje em dia no cargo de director de vendas de Península Ibérica.

Gosta de viajar, de descobrir novas culturas e filosofias. Considera-se uma mente aberta, o que contribui bastante para a filosofia da própria G-Star, onde gosta de trabalhar porque todos os dias são um desafio, entre outras razões, claro.


Deve ser uma responsabilidade enorme, dirigir um grande departamento de uma marca luxuosa de denim como a G-Star, deve tê-lo moldado bastante?
Enquanto crescemos como uma empresa internacional, as responsabilidades acumulam-se … é verdade que às vezes todas as responsabilidades caem em cima de nós. Senti isso sobretudo quando em 1996 entrámos no mercado internacional, foi o nosso primeiro teste … os Estados Unidos, o Japão e muitos outros mercados estavam a descobrir a G-Star, a responsabilidade era muita!

Para chegar ao cargo do diretor de vendas, deve ter um segredo, à parte do trabalho árduo é claro, qual é esse segredo? A paixão pela moda ou antes o olho para os negócios?
Acho que a moda é um fenómeno sociológico, é como preparar uma refeição, precisas dos ingredientes necessários para a confeccionar e precisas de pensar, para pensar precisas de observar o mercado. Tens que perceber o seu humor, o seu ambiente económico e político, perceber o que as pessoas pensam, o que mexe com elas, o que as faz escolher uma marca em detrimento de outra, precisas de ouvir o mercado e fazer o melhor dentro daquilo que fazes.

Ouvindo o mercado português … cerca de um ano e meio atrás, abriram a vossa primeira loja em Lisboa, de que forma o mercado tem estado a responder a esta aventura?
Acho que uma das forças da G-Star é ser uma marca que torna as suas colecções numa experiência completa para o consumidor. Este posicionamento num ambiente de monobrand store, dá a oportunidade de mostrar quem é que tu és na realidade, permitindo criar uma aura à volta da marca. Quando o consumidor entra nas lojas G-Star, sente que vai encontrar algo de novo, vai encontrar o detalhe. Treinamos os nossos colaboradores para a importância e o valor que o detalhe representa para a marca, queremos surpreender com pormenores e sentimos que os portugueses gostam disso.

Como são os portugueses enquanto consumidores?
Em geral, penso que são consumidores muito leais, esperam um serviço exemplar, são exigentes, querem ser bem tratados e informados. O nosso target situa-se entre os 22 e os 45 anos de idade, são pessoas que sentem a qualidade e vêm o detalhe dos nossos produtos. Temos expectativas muito elevadas para o mercado português, queremos entrar com os nossos produtos, com o nosso estilo, deixar as pessoas descobrirem-nos passo a passo e nos tempos que correm é sem dúvida óptimo ter clientes leais.

Na sua opinião quais são os aspectos positivos dos consumidores portugueses? São demasiado "picuinhas", conservadores, acha que têm mente fechada?
Em geral sim, os portugueses não são muito extrovertidos, mas se são levados para uma loja e recebem um serviço adequado às suas necessidades, tornam-se clientes muito fiéis. O consumidor pode e deve ser exigente, a partir do momento em que se estabelece um preço, as expectativas têm que corresponder. Acho que os portugueses vestem-se muito bem, estão cada vez com melhor aspecto. São muito criativos e possuem um sentido de estilo excelente.

Porque acha que Portugal, e sobretudo Lisboa, ultimamente tem tido cada vez mais atenção das marcas internacionais? Desde que a G-Star abriu aqui a sua primeira loja, muitos têm seguido o exemplo.
Bem, acho que isto acontece porque Lisboa é uma cidade muito interessante e as marcas podem aprender com o mercado português. Quando as pessoas têm acesso, conseguem providenciar feedback e inspirar as empresas, para que estas percebam o que está a acontecer no mercado. A G-Star gosta das combinações proibidas, gostamos de experimentar, as pessoas inspiram-nos, Nova Iorque, Milão e Lisboa inspiram-nos e nós gostamos de misturar estas inspirações criando novas ideias.

Voltando a si, sendo um consumidor masculino ... e os consumidores masculinos são por norma mais racionais ... tendo em conta a sua paixão pela moda considera-se um fashionisto?
Absolutamente que não! Não sou um fashionista, aprecio produtos bonitos, adoro alfaiataria por exemplo Cesare Attolini – para mim é o melhor que há, o seu trabalho artesanal é muito simples e extremamente bonito. Não gosto muito de comprar nas lojas, esse tipo de consumismo já não me inspira como outrora.

O Peter trabalha na indústria da moda e qualquer um que trabalhe na indústria tem que tratar da sua imagem, de que forma trata a sua?
É importante ter um certo estilo, o teu estilo particular, como é o teu estilo é totalmente secundário, o mais importante é sentirmo-nos confiantes e termos um estilo que reflicta a nossa alma, os nossos defeitos e as nossas virtudes.

Os valores da G-Star são os seus próprios valores ou os seus valores são os valores da G-Star.
Se os meus valores são os valores da G-Star? Estão em pé de igualdade sim, sinto-me muito identificado com a nossa empresa porque os nossos valores reflectem-se nos produtos que fazemos.

Qual é o seu sonho? Paz no Mundo não conta!
Não, paz no mundo não seria demasiado chato (risos) sei lá … gosto muito de viajar. Quando ficamos mais velhos é bom olharmos para trás e sentirmo-nos satisfeitos com tudo o que conseguimos profissional e pessoalmente. Um sonho … seria óptimo com um estalar dos dedos descobrir o mundo durante um ano, talvez pedalando a minha bicicleta, e depois voltar ao trabalho como se nada tivesse acontecido, porque mesmo quando amamos a nossa profissão, por vezes sabe bem, estar a sós com a nossa vida!