ARQUITETURA

Veja os melhores projetos e obras nacionais e internacionais!

DESIGN

Excelentes objetos e peças de design estão aqui ...

MODA

Conheça todas as novidades e tendências.

INTERIORES

Vejam todas as novidades de interiores e decoração.

A apresentar mensagens correspondentes à consulta gastro france ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta gastro france ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 12



O dia começou com um despertar bem cedo, ou não tivéssemos nós 1ase 2.000 km para percorrer neste último dia da nossa viagem. Sim este é o dia de maior quilometragem de toda a viagem, por isso foi mesmo antes das 8 da manhã que saímos do Ibis Euromed Marselha Centro. Fazemo-nos à estrada, mas antes de deixarmos França, ainda temos uma última visita agendada: O Palácio dos Papas em Avignon.

Este incrível monumento tem uma arquitetura tão imponente quanto o seu papel histórico o demandou. Tendo sido o primeiro palácio papal, este palácio é uma verdadeira fortaleza recheada de histórias para contar e com uma arquitetura verdadeiramente imponente. No entanto não é só a sua escala que impressiona. No final da visita, os frescos dos apartamentos papais e da capela papal são umas verdadeiras obras de arte sublimes e de uma beleza absolutamente inquestionável. Demorámos parte da manhã aqui ... mais do que esperávamos, mas valeu a pena, pois este monumento é uma visita obrigatória para quem vai ao Sul de França.


Depois de sairmos do Palácio dos Papas voltamos à estrada, e então começa realmente a nossa grande jornada de hoje. A nossa primeira paragem é em Barcelona, para podermos almoçar, esticar as pernas e continuar esta saga gastronómica que nos tem conduzido pelo meio de paisagens e sabores absolutamente memoráveis.

O local escolhido para esta nossa paragem gastronómica é o muito clássico 7 Portes. Já aqui viemos numa das nossas viagens passadas, e voltámos porque foi tão inesquecível, que, tendo a oportunidade, não quisemos perdê-la. À entrada de Barceloneta, mesmo no final da Via Laetana, está este templo das paellas catalãs. Assim é com prazer e muita gula que demoramos algum tempo a degustar um arroz negro e uma paella tradicional de frango. Se este é um restaurante clássico "de toda la vida" (como dizem os "nuestros hermanos"), podemos dizer que o tempo não o estragou ... só o apurou. O serviço foi impecável, a comida divina e o preço, absolutamente correto. Gostamos, recomendamos e voltamos ... só ainda não sabemos é quando ...


Mas depois de almoço foi tempo de voltar à estrada e fazer mais umas centenas de quilómetros até à próxima paragem. Também ela gastronómica e também ela numa cidade conhecida pela sua gastronomia: Madrid e as suas Tapas.

Na realidade demorámos um pouco mais de tempo do que estávamos à espera, por isso o local onde queríamos ir jantar já estava a fechar à hora que chegámos, e portanto houve que improvisar. Assim sendo dirigimo-nos ao sempre animado bairro de Chueca e escolhemos À clássica Taberna El Buo. Aqui, desde os idos anos 1970s (quando Chueca ainda não era conhecida, nem era sequer um bairro bem frequentado), servem-se tapas madrilenas, no melhor estilo taberneiro: empregados muito simpáticos, doses servidas em abundância e preço muito (mas mesmo muito) acessível. A qualidade da comida, podem vocês estar a pensar que não é grande coisa ... pois desenganem-se, pois esta verdadeira instituição de uma Chueca já desaparecida, não está no mesmo sítio há quase meio século pela sua decoração ... está pela sua cozinha! Tapas excepcionais, deliciosas, ultra tradicionais e que, dado o adiantado da hora (e o estado ensopado em que estávamos, pois caiu uma bátega de água absolutamente tropical, quando saímos do carro em direção à taberna) foram a melhor experiência gastronómica madrilena que poderíamos ter tido - autêntica, generosa e muito boa!

Estávamos prontos para as centenas de quilómetros finais deste nosso infindável dia de carro, que nos trouxeram a Lisboa e que encerraram verdadeiramente esta viagem que foi verdadeiramente inesquecível. Foi uma viagem que poderia ter sido menos fantástica do que as nossas anteriores, mas não foi ... até nós ficámos surpresos com a qualidade das experiências, comidas e monumentos que vivemos, degustámos e visitámos. Esta foi mais uma viagem absolutamente incrível que fizemos e que tivemos o prazer de partilhar com toos vocês!

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 11



Acordámos em pleno centro de Marselha, num hotel moderno, confortável e muito eficiente. O funcionamento destes Ibis Euromed é verdadeiramente bom: tem quartos espaçosos e bem equipados (equivalentes a muitos 4 estrelas), o pequeno almoço é completo e bem servido, e o serviço de recepção e de restauração é atencioso e muito disponível.

Mais ainda, a localização deste hotel é perfeita, pois está a dois passos da Catedral e do muito novo MuCEM – Musée des civilisations de l'Europe et de la Méditerranée e a três passos do Porto Velho. Ora com esta localização decidimos começar a manhã com um passeio a pé por esta zona da cidade, onde vimos o excelente trabalho de recuperação desta zona do porto novo, bem como as excepcionais lojas que por aqui estão a surgir. Claro ... não resistimos a comprar umas camisolas marselhesas (as tão afamadas camisolas de riscas azúis e brancas), os sabonetes artesanais com base de azeite e queijos ... muitos e bons (pois ainda não tínhamos comprado para levar). Foi assim que começámos a nossa manhã, entre a Catedral e Lojas, entre o MuCEM (que não conseguimos visitar, por causa do tempo que perdemos nas compras) e o porto velho.





Depois de voltarmos ao hotel para deixarmos as compras, pegamos no carro e atravessámos a cidade para ir visitar um dos edifícios mais importantes, e mais esquecidos, da cidade de Marselha: a Unité d'Habitation. Desenhada pelo genial mestre do modernismo europeu Le Corbusier, este edifício habitacional de 1947 (projetado em colaboração com o arquiteto e artista português Nadir Afonso), propõe uma revolução na habitação à época. É que a proposta desta obra é criar uma cidade vertical, com habitação, serviços e infra-estruturas comuns a todos os habitantes deste prédio de apartamentos. Por outro lado, é com este projeto, que Le Corbusier atinge a maturidade do seu pensamento sobre o acto de habitar contemporâneo.

Mas se tudo isto é teoria, na realidade o edifício que visitamos, é uma verdadeira obra prima de arquitetura modernista e do betão. É que para onde quer que se olhe todas as perspetivas, todos os detalhes, todos os materiais, todas as formas, tudo está estudado à exaustão. A visita a esta obra de arquitetura é verdadeira lição viva e prática de como a arquitetura modernista tem uma estética e um programa funcional e um pensamento conceptual revolucionário e novo para a época. É uma visita demorada, que nos leva do rés-do-chão aos terraços da cobertura, e nos faz percorrer espaços tão bem desenhados, e ainda melhor construídos, que é um deleite para os olhos e para a alma percorrer esta obra de arquitetura.




Ora depois do início da manhã no centro de Marselha, e o final desta na Unité d'Habitation, estava na hora de sairmos da cidade e nos aventurarmos pelo parque natural das Calenques. Este parque é vizinho à cidade e engloba toda a costa entre a cidade de Marselha e de Cassis. Com vistas espetaculares para umas baías de mar mediterrâneo azul turquesa, é nas escarpas calcárias brancas e íngremes que está a absoluta espetacularidade deste território. A estrada é difícil de fazer, não pelo seu piso, mas pela quantidade de curvas que tem, mas a vista que se tem ao longo deste caminho vale bem a pena.

E é assim que chegamos ao nosso destino de almoço: o La Presqu'Île. Este restaurante fica numa praia privada em Cassis, tendo umas vistas absolutamente espetaculares sobre o mar. Mas, como todos os restaurantes, se se chegar um pouco depois da hora que eles estipulam, já não servem ... e foi o que nos aconteceu. No entanto, e graças à simpatia do porteiro do parque de estacionamento, lá nos deixaram entrar no complexo da Praia das Calenques de Cassis. E foi graças a esta simpatia que ficámos a conhecer o La Plage Bleue. Esta esplanada fica situada entre o restaurante que nos recusou e o mar, tendo assim melhor vista, e ainda por cima, permitindo uma indumentária menos chic, respirando-se assim um verdadeiro ambiente de praia. Foi aqui que comemos um tártaro de salmão, uma ceviche de salmão e um carpácio de polvo ... todos absolutamente divinais. Mais uma vez conseguimos escapar ilesos e muito bem servidos a mais um restaurante que não nos aceitou (desta feita, não porque não tivéssemos reserva, mas porque chegámos 15 minutos atrasados).


Ora se estamos em plena Côte d'Azur, o que fazemos durante esta tarde é ir à praia. Assim, depois do almoço divinal que tivemos (e enquanto fazemos a breve digestão do peixe maravilhoso que comemos), vamos até à muito exclusiva Hyères. É aqui que passamos uma tarde na praia (já não muito longa, pois apanhámos algum trânsito a lá chegar) mas mesmo assim deu para dar um mergulho e secar deitado ao sol.

Hyères tem uma península grande mesmo em frente e toda ela com praias de areia (uma raridade na Côte d'Azur) e foi uma tarde entre águas calmas e quentes e uma areia fina e um ambiente muito calmo e tranquilo. Fazer praia na península de Hyères é um luxo ... tal como se pode esperar.





Depois da praia, voltámos à estrada e fomos até à vizinha Aix en Provence para um jantar provençal. Em pleno centro da cidade há uma gema escondida, entre ruas estreitas há o Le Bistrot. Este pequeno restaurante tem a sua carta baseada nas especialidades provençais e todas elas verdadeiramente prodigiosas. A nossa escolha (e como gostámos, recomendamos) recaiu sobre uma tarte tatin de legumes, um maigret de pato com uma tapenade de cogumelos e um souflé de armagnac. Tudo delicioso!

Para encerrar o dia, voltámos à costa e fomos passear na marina de Saint Tropez, ver os espetaculares barcos, viver a agitação dos vários bares e passear nas ruas vizinhas, onde o luxo e a sofisticação não poupam recursos. Aqui sente-se dinheiro, poder e muito bom gosto. Foi assim que se encerrou a nossa viagem Gastro France, com uma nota do melhor que a França tem para oferecer: locais fanásticos e uma gastronomia excepcional!

Amanhã é dia de regressar a Lisboa ... não sem antes fazer uma última visita e mais duas paragens gastronómicas pelo caminho ... por isso voltámos ao nosso hotel em Marselha, fechámos as malas e fomos descansar porque amanhã o dia vai ser um longo dia na estrada!

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 10


Hoje foi dia de acordar bem cedo, pois temos mais de 850km pela frente. Assim logo pelas 8 da manhã saímos do nosso muito charmoso Hotel du Vieux Marais e fazemo-nos à estrada, deixando Paris para trás e indo em direção à nossa primeira paragem: a cidade de Meaux.

Localizada nos arredores de Paris, esta cidade, cuja importância histórica já foi muita, tal como testemunha a sua catedral, é a origem do rei dos queijos franceses: o Brie. Se há produto gourmet francês, esse é o queijo, e para os franceses, o queiio dos queijos é o Brie de Meaux.



Assim depois de um passeio pelo pequeno, mas muito bem conservado centro histórico da cidade, e depois de um pequeno almoço numa muito típica boulangerie, vamos fazer a nossa primeira visita do dia: a Maison du Brie de Meaux.

Visitar uma queijaria revelou-se uma tarefa quase impossível (pois a maior parte delas não recebem visitas e as poucas que recebem, têm horários tão apertados e tão curtos, que nenhum era compatível com o nosso percurso). Mas a escolha da Masion du Brie de Meaux dá-nos uma visão bem interessante e muito completa do que é o rei dos queijos franceses. Com uma exposição com recurso a audiovisuais e a quadros montados com objetos de época, ficamos a perceber o processo de fabrico e, mais importante ainda, ao processo de maturação e afinação deste famoso queijo. É uma visita muito interessante e que recomendamos vivamente!


Já estamos a meio da manhã quando deixamos Meaux, em direção a sul. A nossa próxima paragem é já para um almoço tardio e é na cidade de Lyon. Escolhemos o muito central bistrot L'Institution, que é uma verdadeira instituição da gastronomia lionesa.

Aqui não há dúvidas na escolha do menu. apesar de haverem pratos franceses típicos de várias regiões, a nossa preferência recai sobre as típicas salchichas de Lyon (ou como se chamam por estas bandas andouillette lyonnaise). De sobremesa, mais uma delícia: um mil folhas de alperce com chantilly. Absolutamente divina esta paragem em Lyon. Mas depois de almoço voltamos rapidamente à estrada, para rumar ao nosso destino final de hoje: Marselha.




A segunda maior cidade francesa, capital da região da Provença e Côte d'Azur, foi o nosso destino final deste dia. Depois de fazermos o check in no Moderno Euromed Ibis Centro (que, sendo um Ibis, mais parece um hotel bem superior), saímos para o nosso jantar no restaurante On Dine.


Localizado a dois passos do agitado Porto Velho, este restaurante é especializado em Peixe. Com uma esplanada muito tranquila, entre prédios habitacionais, este é um restaurante que serve até mais tarde, e que portante permite começar a jantar às 22h (o que por frança é uma raridade e que nos deu muito jeito). Aqui comemos umas lulas panadas absolutamente deliciosas, um peixe com molho de pimenta e arroz selvagem e finalizámos com um semi frio de chocolate e cerejas. Tudo absolutamente divino e que, na noite quente que estava, e com o serviço simpático e prestável que tivemos, soube ainda melhor.

Claro que depois de um dia enfiados no carro, e de um jantar tão completo quanto este, terminámos com um passeio pelo animado Porto Velho de Marselha. Aqui a animação reina, com um estilo que mistura a rua e a praça social dos países árabes, com um civismo muito francÊs. É uma mistura que quase que é exótica, mas que tem algo de familiar. Sim é um passeio nocturno muito bom este e que nos deixou cheios de curiosidade para explorar um pouco mais da cidade amanhã de manhã.

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 9


É o nosso segundo dia em Paris e, depois de o dia de ontem ter sido dedicado a uma Paris Clássica, por onde passámos pelo Louvre e pela Chanel, pela Ópera Garnier e pela Chanel, hoje vamos virar agulhas para um Paris mais moderno e mais contemporâneo.

Assim, depois de acordarmos no nosso tão querido Hotel du Vieux Marais, vamos tomar o pequeno almoço ao vizinho Café Beaubourg. Este café, com mais de 30 anos de existência, foi desenhado pelo famoso arquiteto francês Christian de Portzamparc, e ainda hoje se matém como um dos principais cafés modernos da cidade. É aqui que tomamos o nosso pequeno almoço do dia ... na esplanada e com uma vista priveligiada sobre o Centro Pompidou!



Depois de um pequeno almoço numa esplanada à chuva, mas sem nos cair uma pinga em cima (algo só possível em Paris), lá nos dirigimos até ao Centre Pompidou (a nossa primeira visita do dia).

É aqui que passamos a manhã inteira, literalmente a passear e a vaguear pelas salas onde uma excepcional coleção de arte moderna está exposta. Este museu de arte moderna do Centre Georges Pompidou, é um luxo (para quem gosta de arte moderna). Aqui podemos apreciar obras de artistas tão diferentes e diversos quanto Paul Cézanne ou Francis Pablo Bacon, Pablo Picasso e Andy Warhol, Piet Mondrian, Yves Klein, entre muitos outros. E tudo inserido numa obra de arquitetura notável, que só percorre-la é um autêntico privilégio.




Depois de uma manhã passada entre obras de arte moderna e contemporânea, almoçamos um crepe rápido, passeamos um pouco pela zona de Montorgueil e da Bolsa, e apanhamos um Uber que nos leva até ao nosso próximo destino parisiense: a Fundação Louis Vuitton. Situada em pleno Bois de Boulogne, esta instituição cultural concentra duas atrações: a coleção de arte daquele que é o maior grupo de luxo do mundo (o LVMH, cujas casas bandeira, com esta visita, visitamos todas nesta nossa viagem) e um edifício notável do starquiteto Frank Ghery.

De facto o edifício é em si uma verdadeira obra de arte, mas ao contrário do Guggenheim de Bilbau (que visitámos no início desta viagem), este edifício, no seu interior, não se sobrepõe às obras que tem expostas. A arquitetura é notável, e a coleção é muito interessante, pelo que esta é uma visita que vale a pena fazer. Aqui passamos a tarde, no meio da melhor e mais contemporânea arte patrocinada pela Louis Vuitton. Hoje regressamos cedo ao hotel, porque temos jantar de aniversário marcado e um programa logo a seguir!



Depois de descansados e arranjados, saímos então em direção ao nosso último destino artistico do dia: o Palais Tokyo. Aqui vamos jantar, no meio do local mais famoso de instalações de arte de toda a cidade. O restaurante chama-se Les Grands Verres e tem uma ementa que cruza a cozinha francesa com pratos internacionais. Deliciosamente bem feitos, saboreamos tudo e temos mais um jantar digno d enota. O nosso destaque vai para um Paris Brest bastante especial e maravilhosamente bem feito.

Mas o final da noite reserva-nos mais um ponto alto desta viagem: uma ida ao famoso cabaré parisiense Lido. Situado em plenos Champs-Élysées, este é um dos mais famosos da capital francesa, e é conhecido pelo glamour e brilho dos seus espectáculos. Sendo este um programa feito para turista, a sessão das 23h (a que nós fomos, permitindo-nos assim jantar descansadamente), torna-se ainda mais mágica, pois o turista desta hora mais nocturna é mais civilizado, não vem à procura do jantar com espetáculo, mas sim do espetáculo em si. A sala está composta, mas não cheia e o espetáculo segue-se a um ritmo correto, com uma cenografia incrível, uns audiovisuais muito bons, e um guarda roupa absolutamente perfeito. Foi um final de noite de aniversário muito especial e que nos deixou todos a aplaudir convictamente!

A noite não acaba sem antes passearmos pelos Champs-Élysées acima e vermos o último dos símbolos da cidade que ainda não tínhamos visto nesta viagem: o Arco do Triunfo. Agora já podemos ir descansar ... porque amanhã deixamos Paris e voltamos à estrada para uma última etapa antes da derradeira que nos vai levar a de volta casa.

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 8


Acordamos em Paris, em Pleno coração do Marais, no nosso Hotel, prontos a começar o dia. Mas o nosso início de dia é obviamente o pequeno almoço.

Claro que este pequeno hotel não tem serviço de pequeno almoço, a não ser o serviço de quartos, por isso decidimos que, em vez de pedirmos o serviço de quartos, iríamos tomar o café à rua, num dos cafés do bairro. Assim pensámos e assim fizemos.

Não mais do que uma esquina e encontrámos um simpático café do bairro, que tinha menús de pequeno almoço, e que nos serviu, a preços aceitáveis, a famosa baguette com manteiga e doces, um sumo de laranja e um café, espantosamente, aceitável (quando se viaja é sempre um problema que temos é encontrar um café expresso que nos seja aceitável a nós portugueses, pois o nosso gosto de café é tão específico, que poucos são os locais que nos servem um café ao nosso gosto). É assim que começamos o dia cinzento que temos pela frente ...



O nosso primeiro destino é o mais óbvio: o Museu do Louvre. Assim com bilhetes na mão e hora marcada para entrar lá nos dirigimos à entrada preferencial do museu e passamos à frente da enorme fila que já se forma às 10.40h da manhã para entrar neste colosso cultural. Mais uma vez percebemos as vantagens de ter uma hora marcada para a entrada, é que assim escusamos de estar na enorme fila para a segurança da entrada da pirâmide e, como está a começar a chuviscar, é algo que verdadeiramente agradecemos.

Descemos e encontramos já um mundo de gente já lá dentro. Como eu conheço relativamente bem o museu, seguimos diretos à obra mais famosa de todas: a La Gioconda. Entramos na ala Denon, subimos a escadaria principal, passamos pela magnífica Vitória de Samotrácia (apenas a minha escultura favorita) e seguimos para a grande galeria de pintura italiana, e quando chegamos à porta que dava acesso à Gioconda ... está fechada, com um letreiro que a mudaram para a ala Richelieu (que é só do lado oposto do maior museu do mundo). Claro que isto motiva alguma reorganização da estratégia de visita e decidimos fazer então a volta pela ala Sully até à ala Richelieu.

Só que depois de passarmos por uma espetacularmente renovada ala Sully (que nem sabíamos que tinha sido toda refeita), onde pudémos ver algumas obras primas como o Escriba Sentado ou os portões Mesopotâmicos, percebemos que a ligação entre a ala Sully e a ala Richelieu foi cortada, e que temos de sair até à pirâmide para conseguirmos entrar. Assim o fazemos e percebemos que é na pirâmide que começa uma fila para ver a La Gioconda. A fila anda rápido, mas é enorme, pelo que esperamos pelo menos uma meia hora para conseguir chegar ao segundo andar da ala e entrar na sala da famosa pintura de Leonardo Da Vinci. Mas o sistema está verdadeiramente bem feito, pois apesar de estas serem umas instalações temporárias (como percebemos ao chegar, pois o quadro está numa vitrine à prova de bala em frente aos outros quadros da sala), todos consegue ver de perto (ou pelo menos sem ninguém à frente) a mais famosa pintura de todo o mundo. Demorámos, mas conseguimos!


E já que estamos aqui na ala Richelieu, seguimos em direção ao Café Richelieu (também ele explorado pelos mesmos do Angelina de Versailles) para almoçar. Chegamos e não encontramos fila nenhuma (pois pelos vistos todos os visitantes evitam a ala Richelieu por causa desta fila imensa na única entrada possível da ala) e sentam-nos. Com alguma decepção percebemos que a carta é igual à que tinha o Palácio de Versailles, mas ainda por cima mais reduzida, pois os pratos mais elaborados não estavam disponíveis no Louvre.  Mas como estava tão bom lá, decidimos repetir alguns pratos e experimentar outros.

Ora se o almoço em Versailles correu maravilhosamente, no Café Richelieu, foi exactamente o contrário. Os pratos que em Versailles estavam deliciosos, aqui estavam sofríveis, e os pratos novos que pedimos estavam quase ao ponto de serem enviados para trás (uma salada com anchovas e queijo azul, não tinha nem umas nem outro ... e nem uma palavrinha foi dada, ou um pedido de desculpas). Salvaram-se uns ovos Benedict e uns Raviollis ... e mesmo assim não estavam fabulosos.

De facto o tempo passa e um dos melhores locais para comer dentro do Museu do Louvre tornou-se num mau local para almoçar. Se as salas continuam lindíssimas, o serviço desaparece e a cozinha é no mínimo incompetente. Os preços ... esses, infelizmente e inexplicavelmente são superiores aos de Versailles, o que faz de toda a experiência um autêntico flop (o primeiro da viagem ... mas tem sempre de haver um numa viagem, e na nossa foi este).





Depois deste almoço, visitámos mais umas salas, descemos até à pirâmide e saímos pelo Carroussel do Louvre, que continua um autêntico centro comercial de qualidade, com lojas boas, e uma excepcional oferta de food court ...mas já tinhamos almoçado e portanto ... saímos em direção à próxima visita. o Ópera Garnier.

Este é um dos monumentos mais icónicos da cidade de Paris, e, como acontece em todos, não se espere pouca gente. No entanto, tal como acontece nas restantes visitas, também esta está organizada de forma a que se consegue ver tudo, ao nosso ritmo, com calma e a atenção que cada um deseja.

Assim passamos as próximas duas horas a maravilhar-nos com a famosa escadaria, o grandioso Salão Nobre, ou a elegante Sala, tudo sem esquecer os corredores e as salas anexas. É uma visita a um edifício cuja aquitetura é impressionante, esmagadora e de uma beleza incomparável.


Já a tarde vai avançada e quando saímos da Ópera Garnier, decidimos dedicar o resto do nosso tempo a passear nesta zona dos Grand Boulevards. Desde a Place de la Madelaine, e do seu icónico Fauchon, até às Galeries La Fayette, nada nos escapou.

Fomos passeando, sentando em esplanadas (quando chuviscava, pois apesar de calor os chuviscos eram periódicos, mas as esplanadas aqui em Paris são cobertas exactamente por causa disto) e fazendo algumas compras.

Como estamos na capital da moda, obviamente que não resistimos a uma pequena e singela sessão de compras. Assim desde o traiteur Fauchon, passando pela muito popular Uniqlo, até às trendy Galleries La Fayette, conseguimos passar por várias lojas e demorar-nos o resto da tarde. Assim foi com sacos que voltámos ao hotel, para nos arranjarmos para o jantar e programa desta noite.




Compras no hotel, descansados e de duche tomado, arranjados saímos para o nosso restaurante parisiense de hoje: o discreto Café des Abattoires. Este restaurante, conforme o nome indica, é especializado em carnes e situa-se junto à muito chic e central zona dos Grands Boulevards.

Assim o nosso jantar de hoje é, obviamente carne. Mas não se pense que há apenas vaca, porco e frango, pois no menu existe veado, javali e caça. Assim cada um escolhe uma carne diferente por forma a todos provarmos. Mas para além da qualidade da carne (e dos pontos certos em que cada uma veio), a grande surpresa está no ambiente calmo e familiar deste local (que apesar de muito trendy, conserva uma atmosfera muito acolhedora) e no excepcional serviço, com os empregados de uma simpatia extrema, sem ser exuberante, e surpresas da cozinha aos clientes, como foi a oferta das entradas (um gaspacho maravilhoso, um humús excelente e uns mexilhões à marinheira divinos). Tudo foi perfeito, e foi um verdadeiro jantar digno da capital da gastronomia mundial. Melhor que tudo foi o preço muito equilibrado no final, o que fez deste um dos melhores jantares da viagem.

Ora como tinha deixado de chover, decidimos que era hora de explorar um pouco mais a zona, e passear entre a vizinha Place Vendôme até à mítica sede da Chanel, em plena Rue Cambom. Mas o final da noite foi mesmo a meia noite na Torre Eiffel, pois sem chuva e como um de nós fazia anos à meia noite, era o local perfeito para estar e ver este impressionante monumento a brilhar como que a celebrar o aniversário que estava a começar. Foi uma noite perfeita, para um dia excelente de um Paris eterno que é lindíssimo e tem tanto para visitar!

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 7


Com o dia a começar cedo, neste sétimo dia da nossa Viagem de Verão em Direto 2019 - Gastro France, deixamos as terras de Champagne e rumamos ao nosso próximo alojamento: Paris.

Mas como é habitual, antes de chegarmos ao nosso destino final, temos um dia recheado de visitas, e assim é antes das 8h da manhã que nos levantamos, tomamos o pequeno almoço, fazemos o Check Out do muito prático Confort Suites de Epernay e nos fazemos de novo à estrada.

O percurso até à nossa primeira paragem do dia é feito por uma paisagem lindíssima, cujas luzes da manhã ainda potenciam mais as suas cores e os matizes de verde e de laranka que as vinhas da região de chamgane têm. Esta manhã é um passeio lindíssimo, pelo meio de estradas regionais e departamentais até ao nosso destino final desta manhã: o Palácio de Fontainebleau.



A pouco mais de uma hora e meia de distância fica este mítico palácio dos arredores de Paris, e que é conhecido pelo seu imenso fausto, pela sua incrível arquitetura maneirista e a sua dimensão e riqueza que impressiona e conquista.

Aqui, a visita não tem multidões, faz-se tranquilamente e todos os salões são autênticas maravilhas. Para quem gosta de visitar palácios, este, tendo sido um palácio real durante muitos séculos, e um dos preferidos dos reis, por causa da floresta que o envolve (e que o transformava num dos mais populares destinos de caça de toda a frança), é uma visita absolutamente obrigatória e que revela bem o que era o fausto da tão falada monarquia francesa.

Mas não são só os palácios que interessam. Como em muitos dos grandes palácios franceses, a arte dos jardins, também aqui é absolutamente explendorosa, e assim, tendo estes jardins servido de modelo para os famosos jardins de Versailles, não resistimos a acabar a manhã a passear pelo meio deles.




Depois de uma manhã pelo meio de salões em Fontainebleau, seguimos então para a grande visita do dia: o icónico Palácio de Versailles.

Depois de uma hora de estrada, e depois de algumas voltas para estacionar o carro (pois os parques oficiais já estavam totalmente cheios àquela hora), dirigimo-nos à entrada e apanhamos talvez o maior susto da viagem até ao momento: a fila para entrar acumulava tanta gente e dava tantas voltas que nem em duas horas nós entrariamos. Ora como tínhamos bilhetes comprados e com hora marcada, depois de perguntarmos a vários orientadores, lá houve um que nos esclareceu que a nossa entrada era sem filas e fazia-se por uma porta especial. Esta foi mais uma prova (se não a maior de todas) que a compra dos bilhetes via internet e com hora marcada, é a melhor opção para os grandes monumentos, durante os dias que correm.

Foi assim que chegámos ao nosso local de almoço o Café Angelina, em plenos salões do Palácio de Versailles. Aqui (depois de passar à frente de uma demorada fila, pois nós íamos para o restaurante e não para a cafetaria (aqui fica mais uma dica para os nossos leitores), sentámo-nos numa sala toda ela apainelada de madeira trabalhada e pintada, e com o teto todo trabalhado e um lustre ao centro. De todo o menú que pedimos, o nosso destaque vai para as duas excepcionais sopas - uma sopa de cebola e um velouté de espagos - que estavam absolutamente perfeitos, quer na sua confeção, quer na sua quantidade. A nossa primeira paragem em Versailles foi para almoçar ... e tivemos um repasto digno do local onde estávamos: clássico, sofisticado e de qualidade!




Só depois do almoço nos dedicámos então a explorar os diversos salões deste imenso palácio e os descomunais jardins. Foi uma tarde entre talha dourada, frescos, mobiliário antigo, muita pintura de retratos de reis, raínhas e damas e nobres da corte, e um fausto como só se pode sonhar nos grandes palácios mundiais.

A visita do Palácio em si faz-se pelo meio de uma multidão de turistas, mas está toda ela organizada em circuito, o que quer dizer que mais depressa ou mais de vagar, vemos tudo e com o nosso ritmo. Claro que estamos no paradigma dos palácios de todo o mundo, por isso será difícil conseguir ver o que quer que seja em sossego ou em isolamento, mas tudo se vê ... e portanto, a visita torna-se muito completa e agradável.

Já nos jardins, é o contrário. A escala destes jardins provocam uma dispersão de turistas tão grande, que só na entrada damos por eles, sendo assim fácil andar à nossa vontade, ver o que queremos, quando queremos e ao ritmo que queremos ... e, surpresa das surpresas, ao som de uma música clássica que invade todos os jardins de forma suave, elegante e muito agradável. Esta é uma visita que surpreende, pois consegue (apesar das multidões que estão no recindo do palácio e dos jardins) ser agradável e muito informativa e completa.


É já mesmo junto ao horário de fecho das visitas diurnas do palácio (pois existem visitas nocturnas, durante os meses de temporada alta) que saímos, regressamos ao carro e nos fazemos de novo à estrada, e rumamos então à "Cidade Luz" e ao nosso hotel mesmo no coração do muito animado bairro do Marais: o Hotel Vieux Marais.

É um pequeno hotel de três estrelas situado mesmo entre a Rue des Archives e a Rue Vielle du Temple e que tem quartos espaçosos e muito bem desenhados ... e tem uma sala e uma recepção muito bem decorada, num estilo que mistura o antigo e o moderno. Tudo a preços (para Paris) muito razoáveis.

Chegamos então, fazemos o check in e vamos estacionar o carro (pois em Paris decidimos que vamos deixar o carro de lado e andar de Uber). E aqui temos outra dica para dar: mesmo vizinho do hotel está o famoso Centro Pompidou, que tem tarifas de estacionamento diário (que se tem de reservar via internet) bastante razoáveis. Assim temos o carro bem estacionado, a um preço acessível e conseguimos usufruir da cidade sem constrangimentos e sem preocupações.


Depois de descansar um pouco no hotel, arranjamo-nos e rumamos até ao restaurante desta noite: o Aprés. Este moderno restaurante situa-se no hotel Kube de Paris, e tem um ambiente muito original: dentro deste pequeno palacete situado no 18º Bairro, foi transformada a cour da frente numa esplanada com um cubo de vidro no meio (que é a recepção do Hotel) e todo o seu piso térreo é um jardim interior com jardins verticais, palmeiras e trepadeiras, onde se situa o bar e o restaurante do hotel.

O ambiente aqui é sofisticado, moderno e muito cool, e a cozinha aqui servida acompanha na perfeição todo este conceito. Com uma carta que mistura a gastronomia francesa, com a cozinha internacional, o nosso jantar foi verdadeiramente sofisticado, repleto de bons sabores e com um ambiente calmo e muito "branché" (como se diz por estas partes).

Só foi pena o atendimento, mas é algo que nestes restaurantes de gama média alta em Paris infelizmente não é muito cuidado. Parece que os empregados nos fazem um favor de atender, pois como trabalham num local chic, acham-se quase mais chics que os clientes. Pena também que já no final do jantar, enquanto esperávamos pela conta, um "ratatouille" tenha atravessado a sala de jantar a correr e nos tenha lembrado um dos grandes problemas da cidade de Paris: é que os ratos são uma constante nesta cidade ... e infelizmente este hotel sofria deste problema. Mas como foi no final da refeição, e ela tinha sido tão boa ... encarámos este "encontro imediato" como um elemento caricato, mais do que como algo que nos fizesse levantar e ir embora (o que estávamos prestes a fazer, ou seja ... não iria mudar em nada o nosso comportamento ... só mudou foi a crítica que fizemos no site de reservas). É assim que voltamos ao nosso hotel para descansar para estarmos aptos para o longo dia de visitas do dia seguinte, não sem antes tomar um copo numa das esplanadas do animado Marais, porque é sexta-feira à noite e a animação reina naquele bairro.