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RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 12


05.00 A PARTIDA DO TERITÓRIO ANDINO

Depois das duas metrópoles do Sul - Buenos Aires e Santiago do Chile - encerramos esta segunda fase dos Rumos do Sul com a partida de Cusco.

Foram 4 dias de exploração e descoberta de vários dos cenários da cordilheira dos Andes. Foram três países e duas fronteiras, tudo via terrestre. Foram desertos atravessados, tempestades de areia vencidas, cidades exploradas montanhas conquistadas e maravilhas descobertas ... tudo a alta altitude e sempre com uma paixão e entusiasmo de quem descobre um novo e exótico território.

É hora de rumar mais a norte e lear estes Rumos do Sul para temperaturas mais tórridas ... assim deixamos a cidade de Cusco para trás e rumamos ao aeroporto para apanhar o primeiro de três aviões que nos vão levar ao Caribe.


09.30 A ESCALA EM LIMA

Sem grande história o voo da LAN que nos levou de Cusco a Lima permite-nos apenas afirmar uma coisa: temos muita pena de não icluir Lima nestes Rumos do Sul.

A Capital peruana (pelo menos vista de cima) tem um encanto e uma dimensão que nos deixam com bastante curiosidade para a explorar e descbrir ... mas infelizmente estamos apenas três horas em escala ... pelo que esta capital sul americana vai ter de esperar por uma próxima oportunidade ...

Para já rumamos à próxima sala de embarque ... e embarcamos.


15.50 A CHEGADA A BOGOTÁ

Foram cerca de quatro horas de voo que nos conduziram ao nosso destino seguinte: a frenética a única cidade de Bogotá.

Esta cidade, capital da Colômbia, é uma cidade com um trânsito impressionante e um espírito que está entre a tradição e o cosmopolitismo contemporâneo e internacional. Recebendo-nos com um céu azul, o encanto e o charme desta autêntica metrópole latina dos tempos modernos foi imediatamente evidente e conquistou-nos logo nos primeiros momentos.

Bogotá vai ser uma surpresa que vamos descobrir brevemente ... mas que vai valer a pena.


19.00 O HOTEL COM O MORDOMO

Depois de quase uma hora no trânsito para chegar ao nosso hotel, entramos num dos edifícios históricos do mítico bairro da Candelária: o The Orchids Hotel.

Este pequeno e muito particular hotel, tem o savoir faire de uma clássica instituiçao hoteleira, mas com a qualidade de atendimento e de ambiente de um hotel de apenas 8 suites. Instalado num palácio antigo, a traça interior e a sua decoração tornam-no numa referência de espectacularidade contida e de luxo discreto.

O toque especial é dado quando cada quarto tem direito ao seu mordomo ...


21.00 O JANTAR MAIS DIVERTIDO DE BOGOTÁ

Pouco foi o tempo que tivemos para gozar o hotel, porque cerca das 20.00h tivemos de sair em direção àquele que é o mais famoso e mais especial restaurante de Bogotá: o Andrés DC.

Este espaço é um imenso restaurante de cinco pisos, onde o conceito do céu ao inferno orienta toda a sua decoração, ambiente, gastronomia e animação. Nós escolhemos o urgatório ... só porque queríamos o melhor dos dois mundos ... e tivemos! Uma cozinha de qualidade, uma animação imparável e muito divertida e uma noite onde a salsa, o merengue e os ritmos latinos nos fizeram dançar em modo festa até para além dos horários habituais de um jantar num restaurante.

Mas porque a cidade nos espera amanhã ... voltámos para os nossos faustosos quartos e dormimos ... porque Bogotá é uma das mais interessantes metrópoles destes Rumos do Sul ... e amanhã vamos comprovar isso!

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 11


05.00 O DESPERTAR EM CUSCO

É um dos dias maiores desta viagem e o último dia desta seguda fase dos Rumos do Sul, que explorámos estes territórios andinos, tão característicos da América do Sul.

Assim acordamos (por condicionamentos de horários) ainda noite cerrada e, depois de um pequeno-almoço reforçado, rumámos em direção à Praça de Armas e apanhámos um taxi para rumarmos em direção à estação de combóios.

É aqui que começa o nosso dia ...


07.20 O COMBÓIO RUMO A MACHU PICHU

Foi nossa escolha o apanharmos o combóio Expedition da companhia Peru Rail.

Esta companhia de combóios é uma das míticas de todo o mundo. Um dos seus trajetos mais conhecidos é o que liga a cidade de Cusco com a povoação de Machu Pichu. É aqui que nos apercebemos que não estamos a entrar num combóio qualquer. Com um staff de recepção ao passageiro cujas fardas estão impecáveis (inspeccionadas à nossa frente pelo responsável de escala), cuja simpatia no acolhimento é personalizada e irrepreensível e um serviço de carruagem e de refeição equivalente a um avião, este combóio da Peru Rai é um verdadeiro Luxo.

Depois de tanto madrugar, assim começa o nosso dia em grande estilo.


10.00 O PERCURSO DO PERU RAIL ATÉ MACHU PICHU

Se o combóio é um verdadeiro luxo, a paisagem que vemos pelas janelas e pelo teto de vidro, é absolutamente deslumbrante.

Começando num ton mais sereno e bucólico, a paisagem, no percurso de pouco menos de 4h, vai-se alterando e tornando-se cada vez mais dramática e exuberante. Os campos de cultivo em planalto entre montanhas dão lugar a riachos agitados no meio de vales profundos e montanhas descomunais, os pequenos bosques dão lugar a exuperantes florestas e as linhas retas da linha de combóio dão lugar a um espetacular e muito curvilineo percurso entre cenários naturais absolutamente esmagadores.

Estamos definitivamente a entrar num território muito especial ...


11.30 OS AUTOCARROS QUE NOS CONDUZEM AO SANTUÁRIO

É à chegada à povoação de Machu Pichu (mais conhecida por Aguas Calientes) que nos damos conta da dimensão do fenómeno turistico que o Santuário de Machu Pichu tem.

Mesmo à saída da estação de combóios somos obrigados a atravessar um labiríntico, frenético e muito apelativo mercado de artesanato. Perdendo-nos pelo caminho, lá seguimos a passo apressado para a nossa última etapa de acesso ao nosso ponto alto desta segunda fase dos Rumos do Sul: os Autocarros do Santuário Inca.

Estes, de uma forma hiper profissional e surpreendentemente organizada, transportam-nos num percurso ascencional acidentado e vertiginoso para o topo de uma das montanhas mais altas deste vale ... o cenário torna-se avassalador!


12.00 O SANTUÁRIO DE MACHU PICHU

Depois de um percurso único e deslumbrante, chegamos ao que podemos unanimemente afirmar, como um dos locais mais mágicos, grandiosos e impressionantes de todas as nossas vidas: o Santuário de Machu Pichu.

Se dúvidas houvessem de que esta é uma das maravilhas do mundo, quando se chega ao topo do monte da Porta do Sol, estas são dissipadas. A dimensão, a harmonia, a beleza, a perfeição de cumunhão entre natureza e ruína de uma civilização desaparecida são talvez as características que melhor se aplicam a este momento.

É um cenário único, que nenhuma fotografia consegue expressar correctamente. O exímio equilíbrio entre natureza e presença humana, a incrível técnia e engenho necessárias à construção de tal cidade sagrada e o seu estado de conservação e a magnitude territorial fazem desta uma ruína única, não comparável a nada do que tenhamos visto ou experiênciado.

Nem os milhares de pessoas que estão dentro da cidade sagrada ao mesmo tempo, nem a dificuldade física que é percorrr esta ruína (pois os milhares de degraus que nosos obragados a subir e descer e a altitude, tornam esta uma visita dura), nem a escassez de tempo que temos para a visitar, prejudicam levemente estas horas de pro extase e felicidade que se tem ao visitar tal monumento.

É sem dúvida alguma uma maraviha do mundo, que se assume em toda a plenitude e força como um dos momentos altos destes Rumos do Sul e das nossas vidas de turistas e viajantes!


15.50 O COMBÓIO DE VOLTA

Depois de sairmos de Machu Pichu, com todo o entusiasmo da visita a atenuar os 45min de espera que tivemos para apanhar os autocarros de volta à povoação de Machu Pichu, e depois de uma bebida rápida num espetacular café desta, rumamos de novo à estação de combóios e embarcamos de novo no Peru Rail de volta a Cusco.

Mas porque viajar é viver experiências diferentes decidimos (e bem) por uma classe de combóio diferente: o Voiager. Esta classe permite assim ter uma experiência diferente, pois apesar de as carruagens serem tão confortáveis e terem também o teto de vidro, para melhor disfrutarmos da paisagem envolvente ... o serviço mudou.

Agora inclui não só uma pequena refeição com iguarias típicas andinas do Perú, como também termos uma animação da dança do tradicional diavolo andino, dando-nos a conhecer melhor a cultura da região ... e tudo feito de uma forma bastante elegante e sofisticada. Muito boa decisão tomámos ao mudar de classe.


20.30 O MUSEU DO PISCO

À saída da estação de combóios regateamos o preço de taxis que nos levem ao nosso próximo destino: o Museu do Pisco.

Se falamos de Cusco, falamos obrigatoriamente da sua bebida tradicional e muito mítica - o Pisco. Assim, nesta última noite, e mesmo antes de irmos refazer as malas para partirmos bem cedo (amanhã levantamo-nos às 04.30 da manhã) em direção à terceira e última etapa destes Rumos do Sul, decidimos ir comer uma refição leve ao muito conceituado Museu do Pisco de Cusco ... e assim provar em primeira mão os melhores cocktails do mundo feitos de Pisco.

É um final de noite bastante animado, muito agradável e que encerra em grande um dos dias mais marcantes desta viagem e das nossas vidas. Se Machu Pichu é sem dúvida uma maravilha do mundo ... o Pisco é uma das maravilhas de custo, e o Museu do Pisco a sua catedral.

Para já voltamos ao hotel, fechamos as malas e deitamo-nos ... porque amanhã os Rumos do Sul vão-nos levar a outras paragens bem mais quentes ...

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 10


06.00 O AMANHECER NO LAGO

Foi depois de uma noite verdadeiramente bem dormida, que temos mais um momento memorável desta viagem: o despertar no meio do Lago Titikaka.

O amanhecer numa cabana de palha, nestas ilhas de também todas elas feitas de palha, é uma experiência única e marcante. Sem um ruído envolvente que não as águas do lago ou as garças reais que povoam este lago, com uma luz de nascer do sol magicamente coada pela nublina que paira sobre as águas, num cenário tão autêntico quanto característico e belo, esta manhã foi um dos momentos altos desta viagem.

Assim tivemos um amanhecer absolutamente inesquecível!


10.00 NAS ESTRADAS DO ALTIPLANO PERUANO

Depois de um pequeno almoço ultra simples, depois de um passeio de barco entre as dezenas de ilhas que fazem a comunidade de Uros (o povo do Lago Titikaka), metemo-nos à estrada e mal saímos de Puno deparamo-nos com uma paisagem absolutamente surpreendente: o Altiplano Peruano.

Esta imensa região do Perú é formada por um gigantesco planalto que se formou entre os Andes e onde se formou não só o Lago Titikaka, mas também um conjunto de território de terras fertéis com um pasto dourado até perder de vista. A imensidão deste território, as suas cores amareladas e douradas, a dimensão das montanhas que nunca deixam a linha do horizonte e a luz ... a incrível luz ... desta região, tornam esta parte da viagem cenicamente um percurso a não perder ... e nós não perdemos.

A beleza da natureza é impressionante.


12.30 VISITA À COMUNIDADE DE ARTESÃOS

Ao fim de algumas horas de estrada (e ainda com algumas horas de estrada pela frente) decidimos fazer a nossa primeira paragem do dia para visitar a comunidade de artesãos de Abra La Raya.

É numa berma da estrada mais larga, a mais de 4,300m de altitude, que paramos a nossa carrinha e que, mais de uma dezena de mulheres, expõe em cima de muros de pedra, de forma vistosa mas muito informal, os seus produtos. Especializada em tecelagem e textil, esta comunidade de artesãos apresenta-nos uma variedade de produtos muito boa, com uma qualidade inquestionável e preços verdadeiramente baixos. Além do entorno natural ser espetacular, também as cores, texturas e materiais tornam tudo perigosamente apetecível.

Obviamente que não resistimos a regatear um pouco os preços (para não parecer mal), e a comprar mantas e ponchos a estas simpáticas e muito típicas artesãs.


15.00 O VALE SAGRADO

Continuando estrada fora, já bastante mais à frente saímos da estrada principal e toda a paisagem muda.

As grandes perspectivas do planalto, transformam-se em profundos e inclinados vales com riachos ao longo da estrada que serpenteia vertiginosa e habilmente entre entre impressionantes montanhas rochosas, cobertas de vegetação mais exuberante. A mudança de paisagem dá-se em menos de 10km, o que torna este contraste ainda mais acentuado.

Estamos a entrar no território do Vale Sagrado, que é a região envolvente de Machu Pichu e que concentra os mais impressionantes templos Incas.


16.00 AS RUÍNAS DE PISAQ

É um dos conjuntos arqueológicos incas mais impressionantes de toda esta região o que vamos visitar a seguir: o Castelo de Pisaq.

Sendo um dos oito castelos e cidades que rodeavam e protegiam a cidade sagrada de Machu Pichu, este conjunto edificado Inca é de uma dimensão e de uma imponência que nos deixa absolutamente rendidos. O esculpir em socalcos de uma montanha incrivelmente alta e a construção de um castelo e uma cidade no topo da mesma, fazem destas ruínas um testemunho da capacidade tecnológica e da força civilizacional que foi a civilização Inca.

Depois de um subtil mas muito elegante Tiwanaku, Pisaq é mais um monumento Inca que nos conduz em direção à cidade santa de Machu Pichu ... mas isso fica para amanhã ... por hoje passeamos por estas ruínas por mais de duas horas ...


18.30 O TERRA VIVA CENTRO DE CUSCO

É já noite cerrada quando chegamos à muito monumental cidade de Cusco.

Classificada como Património Universal pela UNESCO (apenas o seu centro histórico), esta cidade é um verdadeiro entreposto turistico, não só como ponto de partida para Machu Pichu, como também pelo seu valor patrimonial intrínseco. Por todas as ruas do seu centro histórico se respira história. Desde os seus palácios, aos mais anónimos prédios, deste as suas igrejas às suas praças e jardins, tudo está impecavelmente cuidado ... e é muito interessante e rico historica e arquitetonicamente.

É nesta cidade que vamos passar as próximas noites e é no hotel Terra Viva Centro que vamos pernoitar. Localizado a poucos quarteirões do centro da cidade, este está localizado num edifício histórico, totalmente remodelado e recheado de todos os confortos que uma hotelaria contemporânea e internacional requer ... fazendo deste mais um alojamento digno dos melores Rumos do Sul.


20.30 AS PRIMEIRAS COMPRAS EM CUSCO

Depois de fazermos o check in, e depois de tomarmos um duche e nos prepararmos para o jantar saimos do hotel e rumamos até à Plaza de Armas para levantar os bilhetes de combóio da Peru Rail, que amanhã de manhã (bem cedo, claro) nos vão levar até Machu Pichu.

Mas como ainda é cedo para jantarmos, rumamos à muito típica e ainda pouco turística zona de San Blas e perdemo-nos nas pequenas lojas de artesanato que aqui abundam. O nosso destaque vai para a muito caótica loja do atelier de arte Muñoz. Mesmo na esquina entre a Hatun Rumiyoc e a Choquechaca está esta pequena gruta de tesouros, todos feitos à mão pelo cunhado do fundador António Muñoz, o muito simpático (mas difícil negociador) César Augusto.

Simpatia, bons preços, lojas com poucos turistas e produtos de qualidade ... claro que voltámos a não resistir ... e lá foram mais umas compras!


21.30 O PRIMEIRO JANTAR EM CUSCO

É com bastante fome (uma vez que nem almoçámos hoje, pois comemos, em plena estrada, umas frutas que tínhamos connosco) que chegamos ao nosso destino final de hoje: o restaurante Pacha Mamma.

Não sendo um dos vistosos restaurantes da monumental Plaza de Armas, este é um restaurante modesto, com um ar muito turístico, mas que esconde uma das melhores cozinhas para uma das maiores especialidades de Cusco: o Lomo Saltado. Sendo um prato apenas comido em Cusco, e sendo a especialidade da casa, foi isso mesmo que unanimemente pedimos. Podemos assim atestar a qualidade da cozinheira deste restaurante sem grande aspecto: está aprovadíssima!

E só porque amanhã o dia começa novamente muito cedo, decidimos deixar o passeio pelo centro de cusco para o dia seguinte e rumar ao nosso hotel e doirmir ... porque amanhã temos uma Maravilha do Mundo à nossa espera ... Estes Rumos do Sul prometem voltar a ter mais um momento alto ...

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 9


09.00 ACORDAR NA CASA SENHORIAL DE LA PAZ

Foi um verdadeiro prazer acordar num doa edifícios mais centrais e mais históricos da capital boliviana.

Assim acordámos e deambulámos por um edifício recheado de história e acabámos a tomar o pequeno almoço num dos páteos de pedra que esta antiga casa senhorial oferece como cenário para os seus hóspedes.

Foi uma manhã relaxada, simpática, divertida e num ambiente requintado a que abriu o dia 9 desta viagem (o que marca o meio destes nossos Rumos do Sul).


10.30 O PASSEIO EM LA PAZ

Se La Paz é a capital mais alta do mundo, também é a mais acidentada. Nada nesta cidade é a direiro, pelo que qualquer passeio nesta cidade, onde, devido à altitude, é mais difícil de respirar, temo-nos de preparar para subidas íngremes e difíceis do ponto de vista físico.

A cidade é um misto de caos desorganizado, com uma antiga cidade colonial espanhola, que, infelizmente, não conserva o seu património como este o merecia. Assim temos uma metrópole de vários milhões de habitantes, que se encaixa no meio de montanhas altas, e as cobre de milhares de casas formando assim uma trama e uma textura urbana incrível e caótica.

É uma cidade captivante e relativamente exótica a que nos espera!


11.00 A RUA JAEN

O nosso primeiro destino em La Paz é muito conhecida e muito pequena Calle Jaen.

Esta pequena rua de apenas 100m tem a maior concentração de edifícios coloniais ainda em bom estado de toda a cidade. A arquitetura de inspiração espanhola, as cores, os pátios, as grades nas janelas e toda a morfologia da rua transporta-nos para outras épocas e para referências culturais dignas de qualquer cidade histórica ibérica.

É um verdadeiro postal o que se estende em frente aos nossos olhos!


11.30 O CENTRO DO PODER

Depois da Rua Jaen, descemos novamente, passámos pelo teatro municipal e dirigimo-nos à conhecida e muito importante Plaza Murillo.

Aqui encontra-se numa só praça o centro de todo o poder da Bolivia. Lado a lado encontram-se a catedral, o palácio do Governo, o palácio dos deputados e o Banco da Bolívia. Esta praça, além de monumental e muito bonita, tem no seu simbolísmo um dos mais impressionantes aspectos.

Separação de poderes que tanto valorizamos na democracia europeia, aqui encontram-se separadas apenas por uma parede ... monumental!


12.00 O MERCADO DAS BRUXAS

Mas se falamos de La Paz, temos obrigatoriamente de falar dos seus inúmeros e sempre presentes mercados.

Ao passear pelas ruas percebemos que todas elas são territórios de venda ... mas algumas ruas são mais emblemáticas do que outras. Assim dirigimo-nos ao mítico e muito exótico Mercado das Bruxas.

Aqui no meio das ruas, vendem-se todos os tipos de produtos para feitiços, altares ou rituais mais pagãos ou cristãos ... tornando este um mercado muito específico e bastante esquisito para todos os viajantes ... mas absolutamente a não perder!


15.00 O PRIMEIRO TEMPLO INCA

Depois da visita ao mercado das Bruxas em La Paz, voltamos aos carros e deixamos para traz esta cidade, que pelo seu exotismo e a sua forte personalidade, nos conquistou definitivamente.

É a pouco menos de duas horas que paramos novamente, não só para almoçarmos, mas também para fazermos a visita ao primeiro templo Inca desta nossa viagem: o complexo de Tiwanaku.

Sendo património classificado da UNESCO, este complexo arqueológico, impressiona pela sua extensão territorial e pela sua pedra vermelha. A aintiguidade destas pedras, a sua simplicidade, mas ao mesmo tempo a sua ancestralidade, e o seu contexto paisagísico envolvente, tornam Tiwanaku um destino importante para se visitar. Não sendo grandioso, é impactante, e é um excelente primeiro momento de contacto com a cultura Inca.


17.00 A PASSAGEM DA FRONTEIRA

Porque decidimos ir diretamente de Tiwanaku para a fronteira mais próxima (entre a Bolívia e o Perú), fizemos o que nenhum turista faz que é passar pela fronteira de do Desaguadero.

Aqui eramos os únicos turistas, de tal forma que ne sequer os bacões para os turistas respeitámos, pois era óbvio e notório que o éramos. Melhor que tudo foi mesmo a passagem, pois depois de ficarmos numa fila par passarmos a imgigração boliviana, numa alfândega digna de um filme de série B, anunciam-nos que teremos de passar a ponte que une os dois países a pé com as malas ... como todos fazem aqui ... e que depois temos então, do outro lado da ponte, de ir novamente para outra fila (como todos os milhares de pessoas) e preencher os formulários da imigração para podermos ter entrada no Perú.

Assim o fazemos e é assim, tal e qual imaginamos, no meio de mulheres a empurrar carrinhos com tudo o que se possa imaginar (desde ovos, a papel higiénico, passando por feno), no meio de homens que passam com as suas bicicletas pela mão, crianças fardadas das escolas, vendedores de toda a forma e feitio, que entramos no Perú, de malões na mão passaportes em riste!


18.30 O LAGO TITICACA

Já nos vinha acompanhando desde a Bolívia, mas é do lado do Perú que este enorme lago de altitude se assume em todo o seu explendor.

No meio de montes e vales totalmente esculpios em socalcos e todos eles cultivados, surge uma imensa massa de água, de um azul intenso e magnético, que nos acompanha ao longo de todo o nosso caminho desde a fronteira até ao nosso destino de Puno.

É um lago imponente, maravilhoso e ao pôr do Sol (como nós o vimos) uma visão de uma beleza extasiante.


19.30 O JANTAR EM PUNO

Depois da fronteira, os nossos dois jeeps ficaram para trás e tivemos então direito a um mini bus ... o que quer dizer que viemos todos juntos outra vez.

Assim depois de uma sessão de músicas pedidas e de muita diversão consequente, chegamos a Puno para podermos jantar com vista para a praça central onde está a imponente catedral, e o governo da cidade.

Foi um jantar bom, mas rápido, pois infelizmente tivemos de nos dispachar para apanharmos novamente o nosso bus e seguirmos até ao cais onde nos esperava um barco que nos vai levar à ilha onde vamos pernoitar hoje.


21.00 A VIAGEM DE BARCO À NOITE E A CHEGADA À ILHA DE PALHA FLUTUANTE

Foi claro para nós que o que tínhamos de levar até à ilha era o mínimo possível, pois íamos num barco privado para nós apenas ... mas pequeno, onde cabíamos nós e poucas mochilas mais ... muito menos malas.

Assim depois de abrir as malas no meio da estrada (onde ficou o bus que nos trouxe até ao cais) fomos para o barco e começámos a rumar para o escuro. O lago não tem uma luz, e só com a aproximação percebemo-nos da quantidade de ilhas e de sapais que este tem no meio.

A vista do barco para Puno é verdadeiramente deslumbrante, pois a cidade torna-se num rendihar de lzes mágicas e muito serenas. O silêncio das águas é apenas interrompido pelo barulho do motor do nosso barco, e ocasionalmente pelo canto de um pássaro que não conseguimos identificar ... e é no meio deste ambiente que chegamos à ilha onde vamos passar a noite.

Pois quando chegamos temos a primeira surpresa: andar nesta ilha os pés enterram-se na palha, pois esta é mesmo apenas palha, não existindo terra firmo por baixo (apenas água). É na mais pura diversão que nos dirigimos cada um para o seu quarto ... ou a sua palhota. Por hoje é tudo ... mas amanhã traremos imagens da nossa ilha ... pois até nós estamos curiosos de a conhecer ...

RUMOS DO SUL | EM DIRETO - DIA 8


07.30 O DESPERTAR NO SAL

É um dos despertares mais impressionantes que já vivemos: acordar no meio do Deserto do Sal de Uyuni.

O Hotel Luna Salada, o único hotel ainda em funcionamento, mesmo à entrada do Salar (como chamam por aqui ao deserto do sal), proporciona uma das visões de amanhecer mais incríveis de todo o mundo.

Não temos medo de o afirmar ... tal como não teos medo de antecipar que o Salar de Uyuni vai ser um dos pontos altos destes Rumos do Sul,


09.20 O SALAR

É talvez das mais impressionantes sensações que se pode ter na vida: o mundo é apenas branco!

No meio dos seus 12.000 km2 de sal, o mundo tem apenas duas cores: a do céu e branco. Nada mais importa, as dimensões e proporções perdem-se por falta de referencial, não há fronteiras nem barreiras, tudo é um único espaço ... infinito.

É uma visão arrepiante, que não vamos esquecer nunca ... o Salar de Uyuni é dos momentos de natureza que já vimos um dos mais impressionantes ... esta é uma sensação unânime neste grupo!


11.20 A AVARIA DA PRAXE

Sempre que fizemos viagens de carro, há sempre um contratempo.

Pois estes Rumos do Sul não podiam ser excepção. Assim em pleno Salar um dos nossos jeeps decidiu não arrancar. Nós no meio de uma paisagem sublimemente bonita, mas assustadoramente longe de tudo ... e o carro sem pegar.

Depois de muita conversa dos três motoristas que temos connosco, depois de muitas tentativas, e depois de várias chamadas telefónicas, chegou-se à conclusão de que o problema era a bateria ... Fácil, assim basta mandar vir um carro de Uyuni (leva só meia hora) e ele trás uma bateria nova, que se monta em pouco tempo e seguimos viagem.

E assim foi, depois de quase uma hora de paragem forçada ...


15.30 A TEMPESTADE DE AREIA

Infelizmente, por causa da avaria de um dos jeeps tivemos que tomar a decisão de deixar por visitar o cemitério de combóios de Uyuni. Saídos do Salar e fomos em direção a La Paz.

Já viamos uma núvem esquisita no horizonte há algumas horas (desde manhã no Salar), que os nossos motoristas nos tinham esclarecido que era uma tempestade de areia do deserto. O que não nos tinham dito era que a íamos atravessar ... e atravessámos.

A sensação de atravessar esta tempestade de areia é como se tivessemos em pleno filme. Com ventos bastante fortes que levantam areia e pó por todos os lados, vimo-nos de repente num ccenário digno de um filme apocalíptico muito ao estilo Mad Max ... mas desta vez real ... e quem estava a levar com o pó todo, a respira-lo, a comê-lo, a senti-lo ... eramos nós!


17.00 AS FAMOSAS LAMAS ANDINAS

Após a passagem da tempestade de areia a paisagem começa a mudar. Ao fim de mais de 5 horas de carro (e ainda com mais 4 pela frente) só mesmo com uma paisagem deslumbrante poderíamos aguentar esta viagem ... e foi o que aconteceu.

No meio desta paisagem, que variou do deserto às montanhas com neve, encontrámos vários grupos de Lamas Andinas. Já as tínhamos avistado no dia anterior, mas foi neste dia que elas assumiram uma verdadeira preponderância.

Não só vimos Lamas de várias cores, como as vimos também misturadas com as famosas Alpacas. Os Andes assumiram-se assim, perante os nossos olhos, no seu total explendor!


21.00 O CAOS DA CAPITAL MAIS ALTA DO MUNDO

Ao fim de quase 10 horas de jeep, durante quilómetros por estradas que nem deviam merecer esse título, que nos fizeram inclusive duvidar da nossa sanidade mental ao entrar numa aventura destas, a chegada à cidade de La Paz foi por nós verdadeiramente celebrada.

Já noite cerrada, pudémos constatar o caos do trânsito, a miríade de vendedores ambulantes à beira da estrada que nos vêm vender tudo o que se possa imaginar de comida (muitos dos produtos, nem os identificámos bem), as centenas de camiões, camionetas, jeeps, carrinhas, motos, bicicletas, carrinhos de mão e pessoas que circulam pelas avenidas de acesso à capital, fazem desta uma entrada verdadeiramente apoteótica.

Foi uma chegada que nos deixou já com curiosidade para ir conhecer um pouco desta que é a capital mais alta do mundo ... mas isso é só amanhã ... porque agora seguimos para o hotel.


21.30 A CASA DE PEDRA POR FORA E PALACIANA POR DENTRO

Para pernoitar nesta cidade escolhemos um pequeno hotel de charme: a Casa de Pedra.

Localizado num edifício classificado como património construído, este pequeno hotel tem nos seus dois páteos interiores e nas pinturas de tetos e paredes os dois pontos mais bonitos de todo o edifício.

Por hoje subimos aos quartos, acomodamos as nossas coisas, descemos para jantar aqui no hotel, e voltamos a subir para descansar da tareia de estrada que hoje levámos. Porque amanhã espera-nos esta cidade ... e muito mais ...