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2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 6

11:00 ADEUS PORTO PIM BAY

Foi uma manhã mais descansada a de hoje, pois foi dia de fazer o check out dos nossos muito favoritos apartamentos do Porto Pim Bay.

Assim hoje é o dia em que deixamos esta ilha, e portanto foi dia também de nos despedirmos deste paraíso secreto de design e  boa arquitetura contemporânea açoriana, e deixarmos para trás um dos melhores alojamentos desta ilha. Para terminar em bem, a dona dos apartamentos veio mais uma vez ter connosco e pedir desculpas pelo contratempo da eletricidade, demonstrando toda a sua atenção, simpatia e serviço exemplar que tem e oferece aos seus hóspedes.

Mas antes de nos dirigirmos para o aeroporto para mudarmos de ilha, ainda tínhamos alguns pontos na agenda do dia.



12:00 A ESPECTACULAR CALDEIRA

Deixámos as malas na recepção dos apartamentos, e pegamos no carro e subimos ao topo da ilha do Faial. É aqui, que com um céu azul e uma vista deslumbrante por todo o caminho, que nos damos conta de uma das melhores vistas da ilha: a montanha do Pico.

Nos últimos dois dias tinha estado totalmente escondida pela tempestade que se abateu sobre estas ilhas do grupo central, mas hoje, com o céu radiante que está, ela surge em todo o seu esplendor, escala e dimensão. Mas o espectáculo visual da ilha do Pico acompanha-nos ao longo dos 25 min que demora a percorrer a incrível estrada bordejada por Hortênsias que nos leva ao primeiro ponto de visita do dia: a Caldeira Central.

Ao chegarmos ao miradouro da Caldeira do Cabeço Gordo deparamos-nos com um espectáculo visual absolutamente digno de um filme de ficção cientifica: Esta caldeira, vista deste ponto, é autenticamente um território imenso, com uma lagoa e vários penhascos, e uma floresta densa e exuberante, que observamos de cima, qual observador distante de um objecto belo e único... só que não é um objeto ou uma filmagem ou fotografia aérea, mas sim realidade está mesmo diante dos nossos olhos. A quem pense que como já vai ver as caldeiras de São Miguel, escusa de subir o Faial para ver esta desengane-se, pois esta também ela é espectacular e incrivelmente bela.




14:00 A TABERNA DO PIM

Quando saímos dos apartamentos Porto Pim Bay esta manhã, cruzámos-nos com um senhor que parecia ser o dono de uma esplanada, e reforçámos a reserva que tínhamos feito já há semanas antes de virmos. Ele ficou a conhecer quem é que queria tanto almoçar no seu restaurante (pois afinal era o dono) e simpaticamente disse-nos que nos reservaria a melhor mesa da esplanada, mesmo por baixo de uns toldos de velas brancas incríveis e com vista para toda a baía do Porto Pim.

Foi aqui que nos dirigimos depois de descer da Caldeira do Cabeço Gordo, e foi aqui que tivemos aquela que foi classificada unanimemente como a melhor refeição desde que chegámos à ilha. Desde um creme de marisco absolutamente divino, até ao melhor arroz de polvo que alguma vez comemos, passando pela carne de vaca em pote de barro incrivelmente temperada e macia, e acabando na fresquíssima e docíssima meloa do Faial e na sublime mousse de lima com raspas da mesma e lascas de chocolate açoriano, tudo foi perfeito. Não há um detalhe que possamos apontar, nem À comida, nem ao exemplar serviço que despretensiosamente criou uma experiência bela, muito boa e com um ritmo de serviço relaxado, mas não desleixado.

Tudo foi perfeito, desde a lindíssima vista da esplanada do restaurante, passando pelo sol espetacular que estava, acabando no serviço e na comida, e ainda mais no preço, pois foi de um equilíbrio muito louvável e acessível para o produto que serve e a localização que tem.

16:00 DESISTIR DAS BALEIAS LEVOU-NOS DE VOLTA AO GIN

Depois de um almoço irrepreensível, fomos caminhando até à famosa marina do Faial para fazermos a última actividade do dia: a observação de baleias. Ao chegarmos fomos informados que o passeio de hoje iria levar um pouco mais de tempo, pois as baleias estavam muito mais longe da ilha do que era habitual, por isso, e porque estávamos pressionados pelo horário do voo de hoje, decidimos desistir de ir ver os famosos cetáceos. Exemplarmente a funcionária do Norberto Diver (a empresa que contratámos o passeio), ofereceu-se logo para fazer o extorno do valor da actividade, uma vez que não a iríamos realizar. E assim se faz um bom negócio, pois mantém-se os clientes contentes. Se formos ver baleias mais alguma vez aqui nos Açores, escolheremos seguramente esta empresa.

Ora com algum tempo vago em mãos, decidimos que estava na hora de irmos dar uma volta à famosa marina da Horta e ver um dos seus símbolos maiores: os seus molhes pintados com pinturas de lembrança de vários dos barcos que por lá já passaram. Os muros, bancos e pavimentos dos molhes e dos passeios à volta da marina tornam-se assim um testemunho vivo de toda a história deste porto, e da sua situação única no mundo: no centro do Oceano Atlântico Norte, sendo assim ponto de paragem quase obrigatório para todos os velejadores que se aventuram na sua travessia.

Mas como ainda tínhamos uma hora livre, decidimos voltar a um dos nossos locais favoritos na ilha: o Peter Café Sport. Desta vez, com o sol que estava, instalámos-nos na esplanada e antes de nos dirigirmos para o aeroporto, tomámos um último gin tónico e despedimos-nos deste grupo central de ilhas, que desta esplanada quase todas se viam, de tão limpo que estava o céu (pois víamos parte da marina da Horta, a ilha do Pico e a ilha de São Jorge, faltavam só a Terceira e a Graciosa, mas estas não se vêem desta ilha, por mais limpo que esteja o céu).



20:15 A CHEGADA A PONTA DELGADA

Depois de irmos para um aeroporto absolutamente vazio (apenas com uma mão cheia de funcionários, sem exageros), termos esperado pela hora do nosso avião de ligação entre ilhas e termos tido um voo de 45min sereno e num avião meio cheio chegamos à última ilha deste arquipelago que vamos visitar nesta nossa viagem: a Ilha de São Miguel.

Aqui somos recebidos logo à saída do aeroporto pelo nosso amigo Henrique Câmara, que nos abraça como quem já não nos vê há muitos anos ... o que de facto é verdade. É o primeiro momento em que percebemos que há uma diferença de comportamento de quem vive no continente e tem as preocupações sociais do COVID19 e quem vive numa ilha em que existem 17 casos activos. Claro que os cuidados com as máscaras, o álcool gel ou a higienizarão dos locais está presente em tudo o que visitamos, mas a descontracção interpessoal aqui nos Açores é verdadeiramente maior do que no continente.

Ora depois da calorosa recepção rumamos até à capital do arquipélago - a cidade de Ponta Delgada. Aqui chegados, e porque temos bastante tempo até à hora de jantar, estacionamos o carro e decide o Henrique fazer-nos uma breve e rápida, mas repleta de informação volta pelo centro da cidade. Desde as icónicas Portas da Cidade, à vizinha Igreja Matriz, passando pelo Clube Micaelense, passamos a seguinte hora e meia a conhecer um pouco melhor as histórias e a História desta cidade e desta região tão especial de Portugal.


23:00 DO JANTAR NA TASCA CHIC À CASA TRADICIONAL MICAELENSE

Mesmo no centro da cidade de Ponta Delgada, está um dos mais trendy e tradicionais restaurantes da cidade: a Tasca.

Com um formato e um ambiente típico de uma tasca, este restaurante tem tudo de qualidade. Desde um serviço atento e cuidadoso, a uma cozinha correcta e cheia de bons pratos (das típicas Lapas, Grelhadas, mas que aqui sãp negras, indicando que estas são selvagens, ao Pudin de feijão, passando por um fresquíssimo atum braseado, tudo foi excelente), a uma carta de vinhos recheada de boas referências, há um pouco de tudo ... e em bom.

Esta foi uma sugestão do nosso amigo micaelense, e foi excelente, pois não só conseguimos provar uma excelente cozinha, como ainda tivemos a tranquilidade e as condições necessárias para matar saudades e pôr a cnversa e as novidades em dia. foram longas horas de conversa as que se seguiram ... e que só terminaram quando chegámos à casa de família onde amavelmente o Henrique nos acedeu a hosedar, no meio de tantas memórias de família e preciosidades da sua história e da sua infância. Foi um final de dia excelente, como só os bons amigos de longa data conseguem proporcionar. Por hoje pernoitamos nesta tradicional casa micaelense, para amanhã sairmos cheios de energia para explorar a ilha e irmos conhecer algumas das suas maravilhas!

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 5

10:00 MAIS UM BARCO, MAIS UMA ILHA

Foi logo pela manhã que saímos de casa (sim gostamos tanto destes apartamentos do Porto Pim Bay que já lhe chamamos casa) e fomos até ao terminal de ferries da Horta (apesar de um pouco mais tarde do que ontem, graças a um atraso do primeiro barco, que nos foi comunicado via sms pela companhia de ferries, o que foi bastante eficiente) par apanhar um novo ferry para uma nova ilha - a ilha do Pico.

Localizada mesmo em frente à ilha do Faial, esta ilha tem na sua montanha o seu maior ex libris, mas hoje ela está escondida sobe uma nuvem baixa que não a deixa revelar-se.

É neste contexto de chuva, nuvens baixas e ventos fortes (não tão fortes quanto na véspera, em são Jorge, mas fortes q.b.) que chegamos a mais esta nova ilha.


12:00 O MUSEU DOS BALEEIROS

A pouco mais de meia hora de caminho entre a Madalena (onde chega o ferry do Faial) encontramos a pequena povoação das Lages do Pico. É aqui que se situa o nosso primeiro destino de visita na ilha: o Museu dos Baleeiros.

Este edifício, vizinho ao posto de turismo da povoação, esta localizado em velhos armazéns de barcos baleeiros junto ao mar, que foram delicada e exemplarmente recuperados pela mestria de um arquiteto local com muito bom gosto.

Mas tão ou mais interessante do que o edifício em si, é a forma como numa exposição simples e com um filme documentário antigo, a arte da caça da baleia, que era tradicional nestas paragens, nos é explicada e muito poeticamente evocada. Este é um exemplo de como um pequeno museu pode ser algo bastante interessante.

14:00 AS TRÊS DECEPÇÕES

Depois de uma visita que nos encheu as medidas, vieram três pequenas desilusões seguidas: o Centro de Artes do Mar estava fechado (supostamente por causa do COVID19, e desde 1 de Março e ainda não abriu); o restaurante Magma recusou reservar uma mesa, apesar de a ter, mas preferiu dá-la a quem apareceu; depois, porque perceberam o que fizeram, reencaminharam-nos para outro restaurante a poucos kms de distância, que era na melhor das hipóteses mediano, apesar da pretensão a ser de topo (o qual não nomeamos, pois não merece nem a publicidade de ser aqui referido pelo nome).

Referirmos aqui estas três pequenas decepções tem um factor essencialmente informativo para os nossos leitores. A primeira é o espelho do que sentimos ao longo de todo o arquipélago: um medo surreal de um vírus que não existe em nenhuma ilha do arquipélago, com excepção da Terceira e de São Miguel. A quantidade de lojas, espaços culturais, ou equipamentos e actividades que estão encerrados por causa do COVID19, é alucinante e sem uma presença do vírus na sociedade e na comunidade ... e mais alucinante ainda é perceber que esta atitude é motivada por uma premissa falsa: que não há vírus por causa de haver todas essas actividades económicas e culturais suspensas!?!?!?

Segunda decepção e terceira são outro sintoma do que encontramos aqui: quem tem um produto sofisticado e de qualidade tem serviço ao público descuidado, e quem não tem um bom produto/serviço, torna-se irritante e injustificadamente pretensioso. Nestas paragens o melhor de tudo é o autêntico, pois a qualidade está na tradição e na cultura autóctone, e nas pessoas simples e humildes, que têm brio profissional no que fazem e se empenham em perpetuar essa arte portuguesa (e portanto, também ela açoreana) de receber bem a quem vem à nossa terra para nos conhecer melhor e nos vazlorizar naquilo e que somos melhores. Esta é uma característica que está infelizmente, arredada dos bons espaços que existem em todas as ilhas que visitámos até ao momento.

16:00 MAIS UM MUSEU EXEMPLAR

Depois das três situações que decorreram durante o período de almoço, fomos até à povoação de São Roque, encontrámos mais um local digno de nota de tão bom que é: o Museu da Indústria Baleeira.

Localizado numa antiga fábrica de processamento de baleias, aqui percebemos o quanto pesada era esta indústria, e todas as suas diversas vertentes. Mas esta outra pequena estrutura museológica, volta a ter um projeto de arquitetura muito delicado e inteligente e volta a respeitar a sua pré-existência arquitetónica, tudo complementando um bom projecto expositivo e assente nas antigas máquinas da fábrica.

Foi mais uma visita que nos deixou cheios, e muito satisfeitos com a qualidade deste pequeno museu desta ilha açoriana.


18:00 OS VINHOS DO PICO

Mas se há elemento cultural da ilha que é icónico e bem conhecido é a cultura do vinho. Por isso o nosso destino seguinte foi uma das mais independentes mas mais interessantes adegas deste vinho tão especial.

Ao chegarmos ao local de provas da Azores Wine Company, demo-nos conta do especial que este local é. Localizado numa pequena, mas muito bem desenhada casa branca, a sala de provas está no meio de uma impressionante e dramática paisagem negra de currais com vinhas que se perdem até onde o olhar alcança e que se estende até à falésia que dá para o mar.

A paisagem é absolutamente única e de uma beleza sublime e os vinhos que nos dão a provar (quem nos faz a prova é o simpático João, a quem agradecemos todo o calor e a simpatia no acolhimento excepcional, bem como todas as explicações que nos deu), são especiais e de uma qualidade que surpreende pela positiva e pela diferença, pelo equilíbrio e pela simplicidade, pela diversidade e pela profundidade de sabor. É mais um momento incrível que vivemos nesta ilha e num local de uma simplicidade incrível e cuja autenticidade que aplaudimos e que foi essencial para que toda a experiência fosse perfeita.


20:00 O MELHOR BAR DA ILHA (E UM DOS MELHORES DE PORTUGAL)

Depois da prova de vinhos excepcional que tivemos na Azores Wine Company, vamos até outro local de culto na ilha: o Cella Bar.

Conhecido mundialmente pela qualidade da sua arquitetura contemporânea, este bar é muito mais do que isso. A simpatia do dono, a subtileza, eficiência e afabilidade do serviço, e a espetacularidade do espaço e a calma e serenidade do seu ambiente são pontos essenciais nesta experiência que se vive neste bar.

Porque tínhamos jantar marcado noutro local, não podemos atestar que a qualidade que se tem no bar, se vive também no restaurante, mas tudo indica que sim, pois todos os ingredientes que fazem a qualidade da experiência estão lá.


23:00 O JANTAR NO PRAYA

Depois de um final de tarde com outro copo de vinho do pico de qualidade excepcional e num dos bares mais incríveis que estivemos na vida, voltámos para os ferries e regressámos à ilha do Faial.

Aqui chegados dirigimos-nos sem demoras ao nosso destino final do dia: o restaurante Praya. A arquitetura do espaço é incrível, a simpatia e disponibilidade do serviço é admirável, mas as falhas no mesmo não estão em consonância com a experiência que se pretende viver. Desde comida servida no ponto errado, até acompanhamentos trocados, passando por descrições de pratos no menu que afinal não correspondem ao servido, há pequenas falhas um pouco por toda a refeição, desde as entradas à saída.

Este foi mais um potencial excelente restaurante açoriano, que infelizmente tem tudo para ser, mas não o é, por descuido, soberba, arrogância ou falta de conhecimento, este local veio confirmar a nossa teoria que afirmámos mais acima. Mas como o espaço era extraordinário e o serviço muito disponível e simpático (e o vinho mais uma edição limitada monocasta de absoluta excepção), foi um bom final de dia, que nos mostrou que os Açores são muito mais do que paisagem e que a sua cultura moderna ou ancestral são dignas de se explorarem e conhecerem!

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 4

08:00 O FERRY DA MANHÃ

Foi bem cedo que hoje acordámos e saímos de casa pois, devido às mudanças drásticas do tempo que ontem se previam, e hoje se concretizaram, tivemos de modificar o plano desta viagem e assim apanhar o primeiro ferry do dia para outra ilha: a ilha de São Jorge.

Os ferrys partem de um terminal situado mesmo no porto da Horta e ligam esta cidade várias vezes por dia às ilhas de São Jorge e do Pico. Por causa do mau tempo que se vai fazer sentir hoje e amanhã, decidimos ir hoje à ilha de São Jorge e amanhã à ilha do Pico.

Assim foi a nossa manhã, acordar, tomar um pequeno almoço reforçado e ir para este novo terminal para uma travessia calma de 1h40m até à verdejante ilha de São Jorge.

11:00 A PONTA DOS ROSAIS

Depois de desembarcarmos na maior povoação da Ilha de São Jorge, a vila de Velas, dirigimos-nos logo para o nosso primeiro ponto de visita desta nossa estadia na ilha: a Ponta dos Rosais.

Situada na ponta ocidental da ilha, esta ponta tem no seu farol, novamente em ruínas o seu ponto forte de interesse.

Mas por causa do mau tempo que se fez sentir hoje durante o dia em toda a ilha de São Jorge, o caminho até esta ponta da ilha foi ligeiramente difícil ... ou pelo menos pensávamos nós, pois mais à frente no dia, iríamos perceber que estas condições que encontrámos na ponta ocidental - ventos super fortes e rajadas de chuva - seriam as melhores do dia.





13:00 NO MEIO DAS NUVENS A CAMINHO DA TABERNA

Quando saímos da Ponta dos Rosais não adivinhávamos que a caminho do nosso almoço, iríamos circular exactamente no meio de uma constante nuvem. Sim, leram bem, no meio de uma nuvem.

Depois de cruzarmos o desvio da estrada que cruza a ilha para Velas, começamos a subir ao topo da ilha e assim que lá chegamos o nevoeiro, a chuva e os ventos tornam-se bastante fortes, ao ponto de nos fazer diminuir a nossa velocidade ao ponto de demorar mais do dobro do tempo que tínhamos previsto para chegar ao nosso local de almoço.

A visibilidade da estrada estava reduzida a menos de 5 m, os ventos eram tão fortes que a própria nuvem em que estávamos envoltos se transformava em remoinhos à nossa volta, a chuva batia tão forte nos vidros do carro que pareciam pequenas pedras de granizo (mas eram apenas gotas de chuva aceleradas pelo vento) e o carro abanava todo e fugia na estrada sinuosa.

Sim chegar à Taberna Águeda foi uma aventura, mas depois de descermos do topo da ilha até à Fajã de São João, o tempo melhorou significativamente, pois apenas tínhamos uma leve chuva, e nada nem de vento, nem de nevoeiro. Foi neste contexto que descemos por uma sinuosa estrada até à nossa primeira Fajã do dia, e que percebemos a beleza destes locais mágicos da ilha de São Jorge.

Uma nota merecida para a simpatia e a qualidade da comida na humilde, mas muito acolhedora e autêntica Taberna Águeda, onde comemos uma bifana temperada em vinha de alhos e uma linguiça picante deliciosas.



14:30 AS DELÍCIAS DA ILHA VERDE

Depois de um delicioso e reparador almoço na autêntica Taberna Águeda da Fajã de São João, voltamos a subir para a nuvem que ainda estava instalada no topo da ilha, e dirigimos-nos para uma das principais cooperativas de lacticínios da ilha para conseguir comprar o famoso Queijo da Ilha: a Cooperativa de Lacticínios de Lourais. Claro que aqui chegados não resistimos e trazemos queijos de todas as curas existentes na loja, pois são todos absolutamente irresistíveis.

Mas a viagem gourmet pela ilha de São Jorge não acabou por aqui, pois a próxima paragem foi no café Nunes, em plena Fajá dos Vimes. Aqui ficamos a conhecer não só o mítico café, como os seus donos e aquilo que o torna tão especial: a sua plantação de café, que é a mais antiga da Europa ainda em actividade. Todas as explicações são-nos dadas pela dona da casa, enquanto o simpático Sr. Nunes nos serve deliciosos e muito especiais expressos a acompanhar umas das últimas especialidades da casa: as deliciosas queijadas de Café e de Inhame, feitas com os produtos cultivados na propriedade do próprio café.

Esta experiência é absolutamente única, pois ficamos a perceber não só a história da plantação (com pés de café centenários e com mais de 5 m de altura), mas também toda a história do próprio café, bem como alguns dos novos projetos que a família Nunes está a criar para potenciar toda a economia da fajá e da ilha.

Mas a volta gastronómica não acaba aqui, pois um pouco mais acima e mais perto de Velas, chegamos à nossa próxima paragem: a Dulçores. Esta padaria é um dos segredos mais bem guardados, mas tem uns biscoitos e uns bolos feitos com especiarias que são absolutamente deliciosos: chama-se as espécies. Estas delicias de São Jorge são um dos elementos que deveriam ser obrigatórios provar para todos os apreciadores de biscoitos tradicionais e desconhecidos, pois são absolutamente únicos e incrivelmente bem feitos.


23:00 DE VOLTA A VELAS E O JANTAR ANTES DO REGRESSO

Depois de uma tarde inteira a descobrir as delicias desconhecidas e absolutamente únicas da gastronomia da ilha de São Jorge, regressámos ao nosso ponto de partida nesta ilha: a vila de Velas.

Na sua quietude e pacatez, esta é a principal povoação da ilha e é um misto de pituresca e ponto de passagem turístico. Alguns dos seus pontos mais interessantes são o Jardim da República com o seu coreto absolutamente digno que qualquer cenário de um filme ou série de televisão, e a Igreja da Sé. Tirando estes dois espaços, é o cenário da ilha verde alta e imponente que cria todo um cenário absolutamente deslumbrante, tal como o fez ao longo de todo o dia, quer na severidade do seu clima, quer na magnitude do espectáculo visual que proporciona.

Porque ainda hoje regressámos ao Faial antes de voltarmos ao ferry, decidimos ir até ao central restaurante Açor e provar algumas das suas propostas no menú ... e que bem que fizemos. As lapas grelhadas eram ainda melhores que as do Genuíno da véspera, a tábua de queijos e enchidos era absolutamente perfeita, quer em qualidade, quer em variedade, quer em quantidade, e o bife da vazia que veio, foi a rendição final a um restaurante simples, mas com uma cozinha autêntica e forte, que merece toda a nossa atenção, destaque e aplauso.

Para último, ficou a última emoção do dia: a turbulenta viagem de ferry de volta ao Faial. Durante 1h40m, entre Velas e a Horta, foi uma aventura entre o ferry e as ondas, que mais parecia uma luta entre o barco e os elementos marítimos, tendo algumas delas conseguido subir acima do barco e molhar tudo e todos os que se encontravam no deck 3 (o mais alto do barco onde estivemos durante toda a viagem). Foi uma volta ao Faial com aventura e alguma adrenalina, mas que nos mostrou que, mesmo em pleno verão, estamos no centro do Oceano Atlântico, com toda a sua fúria e potência.

Assim, meio molhados, voltamos a esse secreto recanto de bom gosto, sofisticação simples e e tranquilidade que são os apartamentos  Porto Pim Bay e prontos para descansar até voltamos ao ferry amanhã de manhã, para rumarmos a uma nova ilha ... o Pico.

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 3

10:00 ADEUS TERCEIRA

Acordámos eram 7 da manhã, tomamos duche e hoje o pequeno almoço estava à nossa espera na sala de refeições, pois estávamos a levantar-nos tão cedo que permitiram-nos ter a sala de refeições só para nós.

É assim que deixamos a cidade de Angra do Heroísmo e rumamos ao aeroporto. Sim, estas estadia na Ilha Terceira foi curta, mas intensa, mas está na hora de saltarmos de ilha, e portanto vamos com a Azores Airlines (a linha regional da SATA) para a próxima ilha. O avião ia quase cheio, mas tudo com a maior das seguranças, e o conforto do voo, foi assegurado, não só pela perícia do piloto e simpatia do pessoal de cabine, mas também pela qualidade do avião, que tinha espaço para cada um dos lugares e uma cabine espaçosa e com um nível de ruído bastante atenuado. O nosso destino foi a ilha do Faial.

Ao chegarmos ao aeroporto percebemos que este está absolutamente vazio, e que, apesar de esta ilha também ainda não ter tido um caso de COVID19 registado, tomou todas as medidas necessárias para não os vir a ter. Tudo no aeroporto transmite segurança e cuidado com os passageiros. Mesmo que aqui se note já mais turistas estrangeiros que n Terceira, a quantidade de pessoas é diminuta e mais do que controlada para garantir as distâncias de segurança e os cuidados específicos desta situação que estamos a viver.

10:30 OS APARTAMENTOS PORTO PIM BAY

Como dissemos no início desta viagem, decidimos ao longo desta viagem escolher alojamentos de formatos mais alternativos, e como vamos ficar várias noites a dormir aqui no Faial, decidimos escolher um apartamento situado numa das localizações mais cool da cidade da Horta: Mesmo junto à paria de Porto Pim: os apartamentos Porto Pim Bay.

Este pequeno complexo de 7 apartamentos é um autêntico oásis de boa arquitetura moderna, toda feita à boa moda das antigas casas de madeira dos pescadores da zona, mas com um design e uma sofisticação que não são visíveis de quem passa na rua, mas que quando se entra mistura, madeira à cor natural, betão aparente envernizado e aço pintado de vermelho.

Tudo está desenhado de forma cuidada, e é assim que nos damos conta que chegámos a um dos principais alojamentos desta muito trendy localização na ilha do Faial.

11:30 O ÚLTIMO VULCÃO DE PORTUGAL

A principal atração da ilha é nada mais nada menos do que o último vulcção que entrou em erupção em Portugal: o Vulcão dos Capelinhos.

Situado na ponta da ilha, este fenómeno natural acrescentou mais território à ilha, mas acrescentou-lhe também uma paisagem absolutamente árida e digna de qualquer imaginário lunar. Com as suas cores ocres e de múltiplos castanhos, que contrastam com o azul do Atlântico, este local é impactante.

Sentem-se os momentos difíceis que assolaram e destruiram grande parte da ilha, e graças ao centro de interpretação que existe no local, tomamos conhecimento por fotografias da época (1957/1958, pois a sua erupção durou quase um ano) da magnitude de todo este fenómeno natural que mudou radicalmente a identidade desta ilha.

13:30 ALMOÇO NA PRAIA DO NORTE

Depois de uma visita extensiva ao Vulcão dos Capelinhos rumámos ao restaurante Rumar na Praia do Norte.

Quem o vê por fora, não é mais do que uma moradia, sem nada de especial, e que não causa impacto, já quando se entra há logo algo que sobressai: a incrível vista que se tem da zona de refeições. Apesar de não haver casos de COVID19 registados na ilha, este (e imaginamos que todos os restaurantes) reduziu a sua capacidade para menos de metade, o que faz com que se já era um dos mais populares do lado norte da ilha, agora ou se tem reserva, ou é absolutamente impossível de lá comer.

Mas como tínhamos reservado conseguimos provar algumas das iguarias mais interessantes da casa. Desde o pão de massa sovada absolutamente divinal (tão bom que comprámos para ter no apartamento para os nossos pequenos almoços), à grelhada mista de morcela, linguiça e entrecosto (que aqui chama de torrermo) acompanhada por batata doce cozida e ilhame grelhado, até à levíssima mousse de maracujá, a refeição inteira foi digna de nota.

Este é um dos restaurantes mais populares da ilha, e percebe-se porquê. 

14:30 O FAROL DA PONTA DA RIBEIRINHA

Depois de almoço continuámos estrada fora até ao lado oposto da ilha, onde está o abandonado, Farol da Ribeirinha.

Localizado num promontório no final da ilha, com vistas para a vizinha ilha do Pico, este farol encontra-se em absoluta ruína e rodeado de um cenário natural impressionante e que vale bem a pena todo o caminho de estrada de terra que tivemos de fazer para lá chegar.

Este é um local que corresponde exactamente ao nosso estereotipo de um farol em ruínas na ponta de uma ilha. É lindíssimo, poético e sublime.

18:00 O REGRESSO ATRIBULADO À CIDADE DA HORTA

No nosso regresso do Farol, já em direção à cidade da Horta, recebemos uma mensagem que nos deixa em sobressalto: a nossa subida ao Pico, que estava agendada para o dia seguinte foi cancelada, devido a condições climatéricas adversas.

Este facto fez com que investigássemos a fundo a meteorologia dos próximos dias e percebessemos que se estava a aproximar uma tempestade do grupo central onde nos encontramos e que vai tornar os próximos dois dias de dilúvio e que impossibilitam fazer os percursos a pé que tínhamos programado.

Esta mudança de planos fez com que, além das compras de supermercado para os nossos próximos pequenos almoços, fossemos também prolongar o aluguer do carro por mais dois dias, e fossemos à gare marítima para incluir o carro nas travessias de barco que tínhamos reservadas ... e aqui começou a complicação: é que para os dias que tínhamos marcado já não haviam lugares para carros disponíveis nos ferrys entre a Horta e o Pico/Madalena ou São Jorge/Velas. 

Depois de alguma ginástica de horários e de alterações de programa, com a incansável disponibilidade do funcionário da Atlânticolines, lá conseguimos recriar um vislumbre de planeamento que se adaptasse ao que queríamos fazer, e ao mesmo tempo se encaixasse com as possibilidades de fazer a travessia do ferry com um carro que nos permitisse não ter dois dias completos à chuva.

É assim que chegamos à Horta, e é com esta introdução que partimos para uma volta à principal cidade da ilha do Faial, que termina num dos seus maiores símbolos.

19:00 O GIN DO PETER CAFE SPORT

Eram já perto das 19h quando chegámos ao Peter Cafe Sport e nos sentámos numa das suas mesas de madeira do interior (pois a chuva já tinha chegado, inviabilizando a permanência na esplanada sobre a marina) e pedimos três gins tónicos.

Este café é a mais conhecida instituição da ilha, e isto fica a dever-se a dois factores: o primeiro por ser o mais importante ponto de distribuição de correio no meio do Atlântico Norte; e o segundo é o seu mítico gin tónico, tão famoso entre os marinheiros também.

Ora se a primeira razão a nós não nos serviu de muito, já segunda serviu-nos pelo menos duas vezes seguidas ... e assim conseguimos um excelente fim de dia na cidade da Horta.

23:00 UM JANTAR GENUÍNO

Mesmo em frente à porta do nosso apartamento (para onde voltámos a seguir à sessão de aperitivos, para pousar todas as coisas do dia e nos prepararmos para o jantar) fica o restaurante Genuíno.

Este é talvez o mais famoso restaurante da Horta e de toda a ilha do Faial, e foi exactamente aqui que reservámos mesa para o jantar de hoje. Claro que esta fama deriva, não só de um serviço impecável e muito simpático (talvez a única falha tenha sido a demora no serviço dos pratos), mas de uma cozinha absolutamente irrepreensível.

Na carta encontramos não só os pratos mais famosos da gastronomia faialense, mas também alguns clássicos reinventados, como sejam as almôndegas de atum com puré de batata doce (absolutamente a não perder) ou os chicharrinhos fritos com arroz de tomate (que são uma autêntica iguaria gourmet). Pena é que esta qualidade, depois não se prolongue para as sobremesas. Mas entre as lapas de entrada, e estes pratos maravilhosos, acompanhados por vinho da ilha, ficámos muito bem jantados.

Pior foi chegar ao nosso apartamento e não haver eletricidade para podermos instalar e preparar para o dia seguinte. Este problema, depois de conseguirmos reportar à dona do Porto Pim Bay (que de imediato se deslocou ao local, e simpaticamente ter-nos acalmado e ouvido), foi resolvido prontamente e não passou de um sobressalto.

Foi assim que terminámos este dia no Faial, e nos deitámos para descansarmos para o dia de amanhã, que vamos passar noutra ilha! 

2 ILHAS E 1 IMPÉRIO | EM DIRETO - DIA 2

09:30 O PEQUENO ALMOÇO NA CAMA

Por causa do COVID19, nesta ilha que ainda não teve um caso registado, neste Angra Bed & Breakfast onde ficámos, tomaram medidas severas quando aos pequenos almoços. Assim, ontem, antes de dormir, enviámos uma mensagem à simpática Ana, a pedir o serviço do pequeno almoço no quarto.

Claro que à hora marcada, tocaram à porta do quarto e era a Ana com um tabuleiro com este simples, mas completo pequeno almoço, que nos deixou ficar na cama mais um pouco de manhã, o que sabe mesmo bem.

Este é o primeiro momento de verdadeiras férias que temos e é autenticamente um luxo!


11:30 O PASSEIO PELA ILHA ATÉ AO OUTRO LADO

Todos nós já ouvimos a máxima de que num dia faz as quatro estações, e só vindo cá é que se percebe que é mesmo assim. De facto, ao atravessarmos a ilha até à freguesia dos Biscoitos, tivemos de subir um dos picos centrais da ilha, e passámos por zonas com céu nublado, uma chuva ligeira, nevoeiro e sol radiante. tudo num espaço de uma hora de caminho.

Fora esta particularidade, esta ilha é uma verdadeira surpresa, pois do nosso imaginário colectivo estão os campos verdes e muitas vacas a pastar, tudo cercado com muros de pedra de basalto e manchas enormes de hortênsias. Ora disto, aqui na terceira, só os muros e as hortênsias estão presentes, porque de resto tem uma enorme mancha florestal e as culturas dos campos são bem mais variadas, destacando-se o milho, o que altera substancialmente a paisagem.

Mas nesta travessia da ilha há outro destaque a fazer: os Impérios do Espírito Santo. Estas pequenas capelas existem em todas as povoações da ilha, e são espaços que estão junto à igreja da terra, dedicados em exclusivo ao culto do Divino Espírito Santo. Aqui destacam-se as suas cores, e a sua arquitetura muito popular e pitoresca, tornando estas construções uma das mais interessantes do interior da ilha.


13:00 AS PISCINAS NATURAIS DOS BISCOITOS

Nós atravessámos a ilha, com o objetivo de irmos passar o final da manhã nas muito populares Piscinas Naturais dos Biscoitos, e quando chegámos percebemos porquê serem tão famosas: são enormes e absolutamente espectaculares.

Com excelentes condições para os muitos frequentadores, estas piscinas beneficiam de uma paisagem de rochas basálticas negras e que criam um entorno absolutamente dramático para estas piscinas naturais atlânticas.

Claro que o sol radiante, o céu azul, o mar de temperatura perfeita e encontrar uma boa amiga (que já não víamos há alguns meses, ajudaram a que este final de manhã fosse absolutamente perfeito!

15:00 OS SABORES DO CHEF 

Depois de irmos a banhos, que nos soube maravilhosamente, rumámos até à Praia da Vitória, e em pleno porto, encontrámos o restaurante Sabores do Chef.

Com uma cozinha simples, a nossa escolha foi provar o maravilhoso e muito especial queijo fresco açoreano, e dois pratos de peixe: um grelhado simples, mas muito bem feito, e uma cataplana absolutamente especial e diferente do que se faz no continente.

Foi um almoço tranquilo, num espaço interessante, e que foi um bom começo para esta volta gastronómica ao universo da cozinha açoreana.


17:00 A HISTÓRICA ANGRA DO HEROÍSMO

Foi uma das primeiras zonas de Portugal a ser classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, e o centro de Angra do Heroísmo merece ainda esta classificação pelo ambiente especial que tem.

Num misto de arquitetura portuguesa nobre e antiga, com uns traços de cor e de vegetação típicos do estilo de arquitetura portuguesa colonial tropical, esta cidade apresenta-se espalhada em duas colinas que fazem o entorno de uma baía.

Neste passeio passámos pelo Museu de Angra de Heroísmo, pelo Palácio dos Capitães Generais, pela Sé e pela Igreja da Misericórdia. Neste percurso percebemos a história da cidade, a quantidade de património arquitetónico que esta cidade concentra e o porquê de continuar a ser um local único. 

Toda a atmosfera é especial, a cidade está incrivelmente recuperada, e todos os espaços verdes estão incrivelmente cuidados, tornando toda a cidade e um passeio pela mesma um verdadeiro programa de sábado à tarde perfeito!

19:00 COM A ILHA AOS NOSSOS PÉS

Para terminar o dia, rumámos a um dos miradouros mais importantes da ilha: o Miradouro da Serra do Cume.

Aqui, do alto de uma das principais cristas da ilha, gozamos de uma visão absolutamente espetacular sobre todo o interior da caldeira da cratera do antigo vulcão que deu origem a esta ilha.

Sim todas as ilhas dos Açores têm origem vulcânica, e esta não é excepção. Por isso subir a esta crista da antiga cratera e vislumbrar campos cultivados que se estendem até ao mar, num patchwork de verde magnético e impressionante foi o terminar do dia perfeito para primeiro dia desta nossa viagem de verão em direto 2020.




23:00 A TASCA DAS TIAS

Mas não podíamos deixar que o dia que terminasse sem irmos até um dos restaurantes mais conhecidos de Angra do Heroísmo: a Tasca das Tias.

Aqui a cozinha terceirense assume-se com um misto de tradição e inovação, sem a pretensão de ser ter a assinatura de um chef, mas apenas a responsabilidade de ser bem feita. E consegue-o, pois o que nos foi servido foi das entradas às sobremesas, sabores equilibrados, técnicas tradicionais com abordagens novas, e misturas bem conseguidas.

Claro que virmos aos Açores implica provar uma das maiores iguarias destas ilhas: as Cracas. Foi esta uma das iguarias que pedimos para esta noite... e estavam bem feitas, de forma tradicional, mas tinham a vantagem de serem absolutamente frescas e deliciosas.

Gostámos deste nosso dia na ilha Terceira, e sendo este o primeiro desta viagem, e tendo ele corrido tão bem, tudo augura que vá ser uma vez mais uma viagem inesquecível e espectacular!

Agora é dormir, que amanhã de manhã temos um avião para apanhar para mudarmos de ilha ... não percam!