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MODALISBOA INSIGHT - DIA 2


E o primeiro dia da ModaLisboa começou com um banho de creatividade e de desfiles cheios de propostas arrojadas e muito inovadoras.

Como sempre os primeiros a pisarem a passerelle principal, foram os jovens criadores do Sangue Novo. Seis finalistas do concurso nacional de jovens talentos na área da Moda apresentaram as suas mini coleções, dando um sentido de originalidade e de arrojo. Deste leque de seis jovens criadores, três foram premiados: Archie Dickens com o Prémio Feeting Room, Federico Protto o Prémio Internacional e Carolina Raquel o Prémio Nacional.

Mas logo se seguiu mais moda e foi a vez da Passerelle Lab iniciar a sua edição e foi à Duarte com uma coleção inspirada em Surf e nos Mavericks (os cães) juntando assim um coolness e uma sofisticação refrescantes. Mas se o Surf foi o tema de abertura, Carolina Machado trouxe o fato masculino no seu glamour feminino como mote da sua coleção desta edição. Brilhos e cores, formas estruturadas e acessórios q.b. são as propostas desta jovem criadora que encerrou a plataforma Lab por hoje.

E foram nos dois últimos desfiles que tudo se tornou verdadeiramente interessante. Valentim Quaresma trouxe-nos uma coleção futurista com toques de apocalipse em versão manga e estética oriental, cruzando com grandes influências da streetwear elementos quase industriais. Foi uma imagem forte esta, que põe em evidência uma vez mais as suas peças de joelharia contemporânea como as grandes rainhas da sua coleção.

Já Ricardo Preto, encerrou o dia com uma coleção inspirada no momento presente, na simplicidade de um instante, de uma cor, uma forma ou uma ideia simples. Com um corte exemplar, uma qualidade inquestionável e uma inspiração de uma simplicidade pura, esta coleção fechou em grande um primeiro dia de moda cheio de diversidade e de estilo. Foi um encerramento da passerelle principal da ModaLisboa em bom, com um dos nomes mais relevantes da Lisboa Fashion Week, que de ano para ano se vem afirmando, reafirmando e confirmando como um nome incontronável e cada vez mais sinónimo de qualidade, no panorama da moda portuguesa.

Mas porque a moda não são palavras, mas mais imagens, aqui fica o dia revisto em imagens.

Sangue Novo - Carolina Raquel




Sangue Novo - Rita Carvalho





Sangue Novo - Federico Protto






Sangue Novo - The.Core




Sangue Novo - Opiar






Sangue Novo - Archie Dickens




Duarte





Carolina Machado





Valentim Quaresma





Ricardo Preto










Hoje é o dia do início dos desfiles da edição de Outono Inverno 2019/20 da ModaLisboa. Nós como sempre estamos cá para vos trazer tudo o que passou na passerelle desta edição.

É impossível ignorar um facto: este primeiro dia desta edição coincide com a comemoração do dia da Mulher. Esta data vai de certeza trazer surpresas a quem estiver pelo Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa.

É ou não é uma boa forma de comemorar a Mulher, com a abertura da passerelle da Lisboa Fashion Week? Nós achamos que sim!

MODALISBOA INSIGHT - DIA 1


Ontem começou a ModaLisboa Insight, mas não em formato desfile. Tal como aconteceu na edição passada foram as performances de quatro jovens criadores e as conferências Fast Talks, que deram o pontapé de saída à edição da Lisboa Fashion Week.

Ainda afastada da sua morada habitual, foi nas centrais Carpintarias de São Lázaro, que António Castro, Cristina Real, Filipe Augusto e David Pereira deram o pontapé de saída a esta edição da ModaLisboa insight. Depois das suas performances no meio deste recente espaço cultural da cidade de Lisboa, seguiu-se então um debate mediado pela mediática e fashionista Joana Barrios sobre a criatividade e experiência na criação de marcas.

Foi uma tarde interessante e que deu um arranque à ModaLisboa com um mood bastante diferente, demonstrando que a moda não é só desfiles. Mas como a moda é mais do que palavras também, aqui ficam algumas imagens das apresentações deste dia.

António Castro



Cristina Real



David Pereira



Filipe Augusto



CASA MODERNISTA E BRUTALISTA EM LISBOA


Esta casa que hoje aqui trazemos foi construída recentemente em Lisboa e homenageia a arquitetura modernista californiana de que Irving-Gill foi um expoente, acrescentando-lhe um brutalismo estruturalista, muito contemporâneo.

Os arquitetos Daniel Zamarbide e Leopold Banchini pegaram num dos pequenos edifícios habitacionais no centro histórico de Lisboa, que se encontrava abandonado e quase em ruínas, e transformaram-no numa casa unifamiliar, urbana e contemporânea.




Aproveitando apenas a fachada principal, mas transformando-a numa fachada totalmente cega (com excepção da porta de entrada, esta casa desenvolve-se toda ela virada para o seu logradouro. O espaço interior, por não ser muito grande, tornou-se num espaço visualmente único, onde quarto e casa de banho da suite se situam no piso superior (com paredes de vidro para a sala) e a cozinha e zona de estar, se situa no piso térro, abrindo-se generosamente para um terraço no logradouro.

Esta casa tem a inteligência do traço cuidado, de quem pensa a casa na sua função de habitar e não apenas na sua dimensão espacial, potenciando função com estética, numa dicotomia que produz uma simbiose tão pura quanto o brutalismo estrutural aqui aplicado. Cormaticamente, o minimalismo foi levado ao extremo, deixando apenas o branco e o cinza do betão aparente, como as duas únicas cores de toda a arquitetura.

É uma obra esteticamente desafiante e estilisticamente muito estimulante, que nesta véspera de ModaLisboa nos deixa bem preparados para o banho de estilo que vamos ter nos próximos três dias!



AND THE PRITZKER 2019 GOES TO THE EMPEROR... ARATA ISOZAKI


O Pritzker 2019 acaba de ser revelado e foi atribuído a um dos nomes maiores da arquitectura japonesa: Arata Isozaki.

Aos 87 anos, este que é considerado um dos pais da arquitectura japonesa contemporânea, acaba de ganhar aquele que é considerado como o prémio "Nobel" da arquitectura. Este incontornável arquitecto nipónico vê assim a sua carreira finalmente reconhecida ao mais alto nível.



Autor de obras tão emblemáticas quanto singulares, como o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (1986), o Palau de San Jordi (1992), Casa do Home (1995) Nara Centennial Hall (1999) o Qatar National Convention Center (2013) ou a Torre Allianz em Milão (2015), este prémio vem dar o prémio máximo a um autor de obras com uma interpretação de influências ocidentais no seu traço, por excelência, nipónico.

Arata Isozaki junta-se assim a nomes como Kenzo Tange (1987), Fumihiko Maki (1993), Tadao Ando (1995), a dupla Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa (2010), Toyo Ito (2013) e Shigeru Ban (2014), que fazem do Japão um dos países com mais Prémios Pritzker do mundo.



Este é um prémio merecido, aplaudido e incontestável, que todo o mundo da arquitectura unanimemente aprova e que só comprova a influência e importância de toda uma vida dedicada à arquitectura, tornando-o no incontestável "Imperador" da arquitectura nipónica contemporânea.

Esta escolha do Pritzker é verdadeiramente de aplaudir!