O MAIS POP GLAM POSSÍVEL

A Coleção da Moschino chega à HM.

O NATAL JÁ ESTÁ A CHEGAR

A Disney leva o Quebra Nozes ao Grande Ecrã!

SIZA E O MUSEU VERMELHO

Siza Vieira desenha um novo Museu na China!

POWER LUNCH COM ESTRELA MICHELIN

Eleven estreia menu mais económico e desenhado para homens de negócios!

O NOVO BRILHO DA LUZ

Tom Dixon cria candeeiros ainda mais cristalinos!

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 14


00:00 O GRANDE FINAL

Como sabem, viémos a Las Vegas por cauda da mítica série CSI. Esta série explora as contradições entre o Glamour intenso e exacerbado da cidade, e ao mesmo tempo a sua discreta, mas muito decadente e exacerbada vida criminosa.

Pois nós, depois desta viagem, percebemos que o brilho das luzes, nesta cidade, ofusca verdadeiramente, e que o estrondo da sofisticação e da qualidade é tão grande, que obviamente não deixa impune um conjunto de situações marginais (que obrigatoriamente aqui andam à volta).

Mas se há um espetáculo mais emblemático de Las Vegas, esse espetáculo são as fontes do Bellagio. Foi mesmo à saída do espetáculo de J-Lo que decidimos ir ver esta maravilha da tecnologia e do bom gosto ... e deixar-nos conquistar pelo brilho e pelo glamour desta cidade.

Porque não sendo isto uma série, mas sim uma viagem bem real ... temos direito de escolher o lado bom da cidade. E escolhemos e vivemos!

Este foi o grandioso final que escolhemos para esta nossa estadia nesta cidade ... porque amanhã voltamos à estrada, para visitarmos mais locais deslumbrantes e únicos ... por isso, agora vamos dormir ... e amanhã cá nos encontramos para lhes contar tudo o que aconteceu e como aconteceu!


23:00 J-LO EM VERSÃO LAS VEGAS

Depois das horas na piscina, depois de um duche bem tomado, depois de nos arranjarmos, voltámos a sair do hotel, voltámos a apanhar o autocarro e fomos até ao coração do The Strip, para um espetáculo no Casino Planet Hollywood: Jennifer Lopez e o espetáculo All I Have.

Jantámos num dos inúmeros restaurantes que este casino disponibiliza, e entrámos para a sala de concertos The Axis, onde iria decorrer o espetáculo. Pouco depois hora marcada, começa então um dos melhores espetáculos que vimos na nossa vida.

Jennifer Lopez, cantou, dançou, teve momentos intimistas, levou a sala ao rubro, e tudo acompanhado com um espetáculo visual difícil de igualar. Houve de tudo: confetis de cores, dourados e prateados, serpentinas brancas, fogo de artifício, lança chamas, plumas, escadarias de espelho, projeções multi média incríveis, raios lazer interativos com o movimento, jogos de luzes de última tecnologia, cenografias várias (que incluíram até uma carruagem do metro de Nova Iorque), múltiplas e constantes mudanças de guarda-roupa e um corpo de baile e uma banda, perfeitos. Tudo estava feito e pensado com um extremo bom gosto e uma sofisticação irrepreensíveis

Foram duas horas de puro e do melhor entretenimento musical que já vimos ... e que acreditamos ser difícil suplantar!


18:30 UMA TARDE NA PISCINA

Foi logo a seguir a percorrer a Freemont Street que voltámos de autocarro para o hotel (a cidade não tem metro, mas os autocarros funcionam muitíssimo bem e são fáceis de perceber), para nos dedicarmos a estar umas horas na piscina do hotel.

Quando lá cegámos ficámos horrorizados com a quantidade de pessoas que lá estavam, com a música de altos decibéis que um DJ passava e com a dificuldade que era encontrar uma cama espreguiçadeira vazia ... mas rapidamente conseguimos perceber que havia uma segunda piscina, mais pequena, mas mais sossegada, onde mais de metade das camas estavam vazias.

Foi para nesta segunda piscina que passámos as próximas horas ... e foi à sombra de árvores (que rodeavam a piscina) e muito sossegados, que relaxámos até ao final da tarde.


16:00 A FREEMONT STREET

Coração da antiga Las Vegas, esta rua Freemont, é em si uma Las Vegas diferente.

Sem o glamour do The Strip, a Freemont Street tem o charme da decadência de antigos casinos, onde já muito glamour se viu, mas que atualmente está parada no tempo e invadida por todo o tipo de personagens estranhos e de quiosques a venderem tudo o que se possa imaginar de média e baixa qualidade.

No entanto os edifícios dos antigos casinos conservam o charme de outros tempos ... mas já não o brilho.

É um local a não perder, para se perceber como esta cidade surgiu, como ela evoluiu e até onde o The Strip a elevou.


13:30 O JANTAR NO HISTÓRICO TRIPLE GEORGE

A seguir à nossa visita falhada do Museu do Neon, dirigimos-nos então para uma das instituições gastronómicas mais históricas da cidade: o Triple George Grill.

Este clássico restaurante, localizado em plena zona de Downtown, conserva na sua íntegra (tirando alguns ecrãs de televisão) a sua decoração inspirada nos bistrôts franceses dos anos 1920, mas com um toque americano. Conhecido por ser o principal "power lunch" da cidade, foi exatamente aqui que nos deliciámos com um prato absolutamente divinal: rolo de três carnes (porco, vaca e frango) enrolado com bacon crocante acompanhado por vegetais frescos e cozidos e molho de vinho tinto.

Foi uma experiência gourmet clássica, mas muito boa ... e a um preço admiravelmente convidativo!


12:30 O MUSEU DA NOSTALGIA

Depois de uma noite de jogo, decidimos que ficaríamos a dormir um pouco mais ... e assim quando saímos do hotel já passava das 11:00 da manhã.

Com um dia dedicado aos contrastes de Las Vegas, apanhámos o autocarro e rumámos à zona mais antiga da cidade Downtown e Freemont Street. No entanto, o nosso primeiro destino do dia, ficava um pouco mais além: o Neon Museum.

Este museu é um autêntico cemitério dos neons da cidade de Las Vegas, que em vez de serem desmontados, se tornam peças de um amontoado de memórias de outras épocas. Anúncios luminosos vintage autênticos, de glórias de outros tempos, que todos conhecemos dos antigos filmes de hollywood.

No entanto, apesar do museu estar aberto, as visitas não podem ser feitas na hora do calor que vai desde as onze da manhã até às sete da tarde. Mas conseguimos espreitar o ambiente do museu, que sendo todo exterior, se consegue ver quase na sua totalidade dos portões que o rodeiam.

O espetáculo é um pouco decadente, mas bastante encantador ... e foi com alguma pena que não pudemos entrar e passear pelo meio destes antigos letreiros ... mas aqui fica a dica para quem queira vir: vale a pena, mas informem-se das restrições de visitas!

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 13


24:00 FAITES VOUS JEUX

Obviamente que, estando em Las Vegas, o programa nocturno tinha de incluir sentar a uma mesa de jogo ou passar pelas slot machines. A nossa escolha foi a primeira.

Assim, voltámos ao nosso hotel, pegamos nas ofertas de fichas que nos dão à chegada (nos primeiro 30 dólares que troquemos, o casino oferece mais 15), num cocktail, e fomos para uma mesa de Black Jack.

Esta não é tarefa fácil, pois todos os lugares das mesas que estavam abertas estavam ocupados. Mas depois de esperarmos, encontramos um lugar e começamos a nossa aventura em Las Vegas. Foram momentos muito bem passados e muito divertidos ... sempre na mesa de Black Jack. O mais divertido, para além do jogo em si, é a solidariedade que se gera entre os vários jogadores de cada mesa para bater a casa. Uma vez que estamos todos a jogar contra o casino, e não uns contra os outros, o sofrimento pelas derrotas de outros ou a alegria das vitórias são do próprio, mas também sentidas por toda a mesa.

Depois de várias horas a jogar, e depois de estar a ganhar algum dinheiro, e depois de estar a perder quase tudo ... voltámos para o quarto com o mesmo dinheiro que tínhamos inicialmente ... mas com a vontade de voltar lá para baixo e jogar ainda mais tempo.

Mas o programa de amanhã não nos deixa tempo para isso ... por isso por hoje o jogo acabou! Amanhã temos mais para conhecer de Las Vegas ...


20:30 OS HAMBURGERS DE GORDON RAMSAY

JÁ se estava a aproximar a hora de jantar e nós decidimos que hoje voltaríamos a jantar, segundo a batuta de um dos mais mediáticos chefs do mundo: o britânico e irreverente Gordon Ramsay.

Assim escolhemos o muito trendy (e novíssimo) Burgr, no The Planet Holywood, para provar uns hamburgers do chef. Como este restaurante não aceita reservas, tivemos de nos pôr na fila, mas a eficiência, profissionalismo e simpatia do pessoal, fizeram com que aquela fila (que noutras situações demoraria horas, até entrarmos), demorasse apenas meia-hora e fosse tolerável e esperássemos sem grandes problemas.

Quando entramos, damos-nos conta da dimensão do local, das dezenas de empregados do restaurante, da sofisticação simples da decoração ... e mais importante, do serviço incrível que prestam. Não só os empregados são verdadeiramente simpáticos e atenciosos, como a comida que chega à mesa é de uma qualidade inquestionável.

A carta de cervejas tem mais de 70 variedades (nem vimos a de vinhos ... mas imaginamos que seja imensa também), os hamburgers são variados saborosos e muitíssimo bons (os ingredientes são fresquíssimos e muito bons) e a conta é verdadeiramente reduzida (pagámos 40 dólares por duas pessoas).

Se dúvidas houvessem sobre o fenómeno Gordon Ramsay (muitos desconfiam dos chefs estrelas de televisão), neste caso as dúvidas dissipam-se à primeira dentada e com a modéstia da conta final!



19:30 O THE STRIP

Mas acabando as aulas da manhã, seguimos para um passeio pelo coração desta cidade: o The Strip.

É de facto tudo o que esperamos e mais: a extravagância, a diversidade, a dimensão, o colorido, o inusitado, o luxo e a quantidade são tudo muito para além de qualquer limite do razoável.

Cada casino é composto por vários hóteis em si (várias torres e zonas de villas, que são tão grandes que são diferentes hotéis em si), várias zonas de casino (todas elas com todos os jogos de sorte e azar possíveis) e por uma zona comercial gigantesca (alguns deles, temos a certeza que são muito maiores que o próprio Centro Colombo), repletos de lojas de luxo.

As lojas são lojas das melhores marcas de luxo (contámos bem mais de 10 da Prada e da Louis Vuitton), as decorações são temáticas, mas extremamente bem feitas (sabe-se que são falsas, mas não deixam de ser um espetáculo visual digno e estonteantemente belo e atraente), as dimensões dos casinos são gigantescas (há alguns que para os atravessar demora mais de 30 min a andar em contínuo) e o luxo é um apelo constante ao consumo e ao jogo (há máquinas para jogar nos tampos do bar ou das mesas, enquanto se está no bar a beber uma bebida).



E não se pense que há pouco para ver no meio desta imensa feira de vaidades e extravagâncias. Além dos vários personagens que estão na rua para tirar fotos ou aliciar-nos a alguma atividade (desde os Transformers, às Hello Kittys, passando pelos clássicos Elvis e Michael Jackson, ou indo aos mais kinky mulheres polícia de grandes decotes e calções muito curtos), as atividades possíveis de fazer gratuitamente no The Strip são inúmeras.

Assim passámos toda a tarde (desde o meio-dia até às 19:00) a passear, a conhecer os vários casinos, guiados por estas atividades. Aqui ficou a nossa escolha e roteiro: ver os canais e gôndolas do The Venician (absolutamente deslumbrante); ver o espetáculo do Ceaser's Palace The Fall of Atlantis (um pouco decepcionante, mas o  casino e o forum de lojas valem a pena a visita), ver os flamingos e as aves selvagens no Flamingo (num jardim tropical no meio do hotel ... e não esquecer que estamos em pleno deserto ... adorámos); e ver um filme 3D da M&M's World no MGM Grand (muito divertido e bem feito).

Tudo isto, mais ver muitos dos casinos, zonas comerciais e casinos, foi o nosso programa desta tarde ... e garantidamente que ficou completamente preenchida.

À noite, tudo ganha outra magia com os milhões de luzes e neons a piscar. O The Strip é um imenso parque de diversões para adultos ... mas dos bons!


12:30 O CIRCO DE VEGAS

Depois das duas aulas e depois de um tempo a vermos jogar outros jogadores, ainda no nosso hotel, decidimos dar uma volta para o explorar melhor.

Durante esta volta descobrimos que todas as horas há números de circo gratuitos ... e decidimos ficar para o próximo. À hora certa surge um divertido palhaço mimo, que no meio do seu atrapalhado número faz uns números de acrobacia.

Mais do que a técnica acrobática (que não era má) ou a mise en cene (que era insignificante), foi o talento deste palhaço e a piada que tinha, que nos fizeram rir. Uma forma muito simpática de começar o dia em Las Vegas.


11:30 AS AULAS DE BOAS JOGADAS

Se estamos em Las Vegas, então temos de saber como estar em Las Vegas, em estilo, e portanto começámos o dia logo com aulas para aprender a jogar dois dos principais jogos dos casinos: Roleta e Rlack Jack.

Assim, descemos até à zona principal do casino do nosso hotel, o clássico Circus Circus, e um simpático croupier ensinou-nos não só as regras de ambos os jogos, mas também nos deixou praticar algumas vezes com fichas de aprendizagem.

Foram duas horas bem passadas, em que percebemos as regras destes dois clássicos jogos.

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 12


23:00 THE SIN CITY

Foi com bastantes horas de atraso que chegámos ao nosso destino (mais precisamente quatro), mas a nossa aventura no deserto não nos demoveu de começar a aproveitar a cidade. Assim sendo, depois de passarmos pelo famoso letreiro "Welcome to Vegas", dirigimo-nos ao nosso hotel, nesta louca cidade: o Circus Circus.

Situado em pleno The Strip (a parte do Boulevard Las Vegas onde estão os grandes casinos), este hotel é de facto uma cidade em si. Com três casinos, três hotéis e várias zonas comerciais, a sua dimensão torna-se em si esmagadora. Fi aqui que entregámos o carro, foi aqui que fizemos o check-in, e foi aqui (que depois de apanharmos vários elevadores) chegámos ao nosso quarto dos próximos dias.

Por hoje, ficamos por aqui ... vamos só lá abaixo jantar qualquer coisa e vimos para cima ... porque amanhã começa a nossa aventura nesta louca, mas incrível cidade de Las Vegas!


21:30 A AVENTURA NO DESERTO

Conforme dissemos antes, hoje o dia teve vários contratempos, e se o primeiro aceitámos por ter sido escolha nossa ... o segundo já foi bem mais difícil de encaixar ... mas não tivemos alternativa.

A ligação entre Fresno, Bakersville e Las Vegas é feita através do Deserto Mojave, pela Interstate 15. Ora acontece que esta autoestrada, por causa de um acidente com um camião que transportava uns produtos químicos perigosos, foi cortada ao trânsito pela polícia, deixando apenas uma faixa a circular de forma intermitente, tendo nós ficado presos num trânsito de cerca de seis horas. Não só desesperámos dentro do carro, como acabámos por perder (obviamente) o espetáculo, como ainda ficámos sem água durante quatro horas.

Mas ao chegarmos à primeira bomba de gasolina, conseguimos comprar água, e conseguimos arranjar uma alternativa de caminho (que uma simpática americana partilhou connosco): uma estrada de terra pelo deserto. Ora sendo isto já noite cerrada, estando instalada sobre o deserto uma tempestade seca, e sendo este deserto povoado por Joshua Trees, este percurso de cerca de 11 km, feito em estrada de terra batida (e alguma dela apenas preparada para jeeps ... que não era o nosso caso), foi uma verdadeira aventura no deserto Mojave.

Já conformados com a perda do espetáculo do Cirque du Soleil ... resta-nos esta aventura no deserto para memória futura!


18:30 OS PLANOS TAMBÉM SÃO FEITOS PARA SEREM ALTERADOS

Hoje o dia teve vários imprevistos ... o primeiro dos quais foi logo ao sair de Yosemite: por falta de tempo, porque fomos desaconselhados, e porque tínhamos bilhetes para o Cirque de Soleie em Las Vegas para esta noite (e portnto horas precisas para chegar), decidimos desistir da nossa visita ao Death Valley.

Foi com bastante pena que decidimos isto, mas infelizmente, porque nos atrasámos de manhã, porque demorámos mais tempo a atravessar Yosemite do que prevíamos, porque circular nas estradas californianas (além dos limites de velocidde baixos) tem um importante obstáculo que nunca imaginámos - um trânsito ininterruptamente frenético e uma quantidade de camiões verdadeiramente anormal (são verdadeiramente aos milhares) - e porque tínhamos de estar em Las Vegas às 19.00h para conseguirmos ver o espetáculo do Cirque du Soleil, tivemos de alterar os nossos planos.

Mas também por outra razão: quando parámos no visitor center à saída de Yosemite (do lado de Fresno), o simpático ranger que nos atendeu desaconselhou-nos vivamente a irmos lá nesta altura do ano, porque nos últimos dias se tinham registado temperaturas durante o dia entre os 120 e os 150 graus farenheit ... o que dá as módicas temperaturas de 48 a 65 graus celcius. Ora neste contexto, tivemos medo de nem o carro aguentar tais temperaturas ... por isso tudo somado, desistimos do Death Valley.

Mas em vez de atravessar o Death Valley, atravessámos o Mojave Desert, de onde são originárias as famosas Joshua Trees. Aqui, não só a paisagem é dominada por estes catos impressionantemente belos e expressionistas, mas essencialmente por um vento seco e com muita areia que arrasta consigo temperaturas também elas elevadas (hoje o carro chegou a marcar 43 graus centígrados).


13:15 O PARQUE DE YOSEMITE

Foi por causa deste nosso destino de hoje que decidimos vir tão para dentro do estado da Califórnia: o Parque Natural de Yosemite.

Sendo Património Natural da Humanidade, classificado pela UNESCO em 1984, este é o quarto Parque Natural dos Estados Unidos da América mais visitado, e um dos mais emblemáticos de todo o país. Mas mais do que emblemático é espetacular. A dimensão das suas paisagens, as impressionantes escarpas de rocha nua, a imensidão de floresta cerrada de árvores centenárias, os constantes riachos e lagos, as cores das folhagens que vão do escarlate, ao dourado até todas as tonalidades de verdes que se possam imaginar, a imensidão de flores que nesta altura povoam todo o parque ... e claro, o muito emblemático e espetacular vale de Yosemite, são verdadeiramente de cortar a respiração.

Foi uma manhã inteira passada neste parque ... mas vale a pena ... e só temos pena de não ter tido mais tempo!


08:30 ACORDADOS E JÁ ATRASADOS

Foi noite dentro que encontrámos o nosso alojamento da passada noite: o Redwood Motel.

Depois do nosso jantar na capital do Nevada, decidimos voltar a rumar até ao estado da Califórnia e parar na pequena cidade de Bridgeport (mesmo às portas do início do nosso dia de hoje) e pernoitar neste Motel de beira de estrada.

Como se pode imaginar, este Motel tinha todas as características de um Motel Americano: o carro à porta do quarto, um quarto gigantesco (maior que algumas casas em Lisboa) e um senhor na receção que estava a dormir quando chegámos ... mas que foi muito simpático e acolhedor. Assim dormimos muitíssimo bem ... tão bem que acordámos uma hora depois do que estava previsto ... e partimos para o nosso próximo destino.

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 11


21:00 A CAPITAL DO ESTADO

Foi com muita pena que deixámos Virginia city ... mas não podíamos ficar mais tempo no mundo do faroeste puro, e portanto voltámos à estrada e rumámos ao nosso jantar: o Red's Old Grill.

Situado mesmo no centro da cidade capital do estado do Nevada - Carson City - este aintgo estábulo foi convertido num gigantesco Restaurante de Grill, tipicamente americano. Com uma locomotiva antiga lá dentro, uma carroça do faroeste pendurada do teto, e um moínho de vento no seu terraço, é o cenário ideal para jantarmos, neste dia dedicado à série Bonanza.

Foi um jantar muito bom, com umas tradicionais "Ribs", que nos deixaram deliciados o que encerrou este nosso dia ... porque para já temos de voltar à estrada para encontrarmos um Motel para pernoitar ... por isso por hoje ficamos por aqui ... mas amanhã contamos como foi esta nossa procura de um local para dormir nesta América profunda!


18:30 A CIDADE DA BONANZA

Este dia foi pensado para nos dedicarmos a mais uma série mítica: a Bonanza.

Assim, de Reno, subimos umas incríveis montanhas, e no meio delas encontramos a muito bem conservada Virginia City. Na sua rua central está concentrado todo o valor desta cidade: saloons tal e qual como aparecem na série, lojas e hotéis, iguais ao centro de qualquer cidade do faroeste ... a única coisa que falta são os cavalos e os cowboys. Mais impressionante ainda é que tudo isto é autêntico (e não construído como cenário) e está impressionantemente conservado.

Claro que parámos, bebemos uma bebida num saloon, e andámos pelos passeios de madeira, por baixo das galerias ... tal como acontece na série. Foi um momento bastante engraçado e que nos deixou muito divertidos!


16:00 A MAIOR CIDADE MAIS PEQUENA DO MUNDO

Por estradas cheias de transito e repletas de camiões (aliás uma constante desde que chegámos a Nppa Valley, e que nos acompanhou até ao final do dia), onde se circula a velocidades muito inferiores do que na Europa (nomeadamente em Portugal), atravessamos a fronteira da Califórnia e entramos no estado do Nevada.

A primeira mudança dá-se logo à entrada: há casinos por tudo quanto é sitio. Na beira das estradas, no meio do nada, nas pequenas vilas e lugares, nas áreas de serviço ... aqui casinos existem de facto por todo o lado. Assim, e porque estamos no estado com o maior número de casinos da América, rumámos à antiga capital do jogo do estado: a cidade de Reno.

Não tendo a dimensão de Las Vegas (pelo menos imaginamos, pois ainda não lá chegámos), esta é uma cidade que tem apenas como atração uma rua cheia de casinos. Com um ar ligeiramente decrépito, relativamente vintage, e um brilho baço, estes casinos atraem pela sua autenticidade e ao mesmo tempo por esta ligeira degradação, típica de quem já viveu os seus melhores dias, mas ainda conserva o seu charme antigo intacto ... só que já não tem o mesmo brilho de outros tempos!


13:30 O ALMOÇO EM SACRAMENTO

Mas porque o atraso já se fazia sentir, e porque o dia ía ser longo, decidimos seguir até à nossa próxima paragem: a cidade de Sacramento.

Esta já é uma cidade tipicamente america: muito espalhada, com um pequeno centro financeiro com torres, e com uma zona mais antiga.

Foi a esta parte mais antiga que nos dirigimos para almoçar (no Fox & Goose, 1001 R St). Mesmo depois de almoço demos uma breve volta, e percebemos que a Old Sacramente tem bastante charme. Com alguns antigos armazéns impecavelmente recuperados para lojas vintage e galerias de arte e design, e um conjunto de ruas onde pequenas casas de madeira com frondosos jardins em redor, um passeio, quer a pé quer de carro, são uma forma bastante agradável de passar uma meia hora depois de almoço.

Mas o tempo passava e tivemos de voltar à estrada.


12:30 O REQUINTADO NAPA VALLEY

Se há produção californiana conhecida mundialmente (para além dos filmes de Holywood, claro), essa é a produção de excelentes vinhos ... e a sua região mais icónica é o muito prestigiado Napa Valley. Por isso, na nossa saída de São Francisco, dirigimo-nos a esta área, e percorremos toda a estrada central do famoso vale, que liga a própria da cidade de Napa, à cidade de Saint Helena.

Todo o percurso é feito entre vinhas contínuas, pontuadas regularmente por incríveis casas e adegas. O espetáculo visual não é grandioso, mas a sua beleza é feita de detalhe e de qualidade. Cada casa é mais requintada do que a anterior, e cada marca tenta de forma sofisticada e com um bom gosto exímio, atrair os visitantes.

É um passeio incrível, e que nos deixou bastante entusiasmadso ... ao ponto de não resistirmos e termos na encantadora e luxuosa cidade de Saint Helena, para comprar a nossa garrafa de vinho de Nappa Valley!


10:00 ADEUS SÃO FRANCISCO

Foi logo de manhã, depois de acordarmos, de um pequeno almoço e de fazermos o check out, que nos dirigimos até à rentacar para levantar o nosso meio de transporte desta nossa segunda fase da viagem: a fase de road trip.

Assim e porque o dia estava bastante recheado de coisas para vermos e de milhas para percorrermos, decidimos partir logo em direção ao nosso primeiro destino do dia. Mas qualquer saída mítica desta encantadora cidade tem de ser feita por uma ponte, também ela mítica: a Golden Gate.

Portanto, mesmo não sendo a ponte que os garantia o caminho mais curto e rápido, não resitimos a um desvio que nos custou um atraso permanente ao longo do dia de mais de uma hora. Foi um momento entusiasmente, percorrer esta ponte icónica, com a nublina sobre ela, mas ao mesmo tempo com uma boa vista sobre a cidade.

Faltava-nos este símbolo da cidade nesta nossa visita ... e nós não partimos sem a atravessar!

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2016 | AMERICAN SERIES - DIA 10


21:30 O JANTAR NO FISHERMAN'S WARF

Depois de sairmos do SFMOMA, depois de fazermos algumas compras (excelentes, por sinal) nas lojas que se encontram em Downtown, e depois de voltarmos ao hotel para nos arranjarmos para o jantar, voltamos a sair e vamos diretos para o nosso jantar de hoje, em plena Fisherman's Warf.

É talvez das zonas de São Francisco mais populares com os turistas ... mas de dia. Porque de noite, a zona perde toda a carga turistica e volta a ser conquistada pelos locais. É aqui que encontramos um dos restaurantes da cadeia de São Francisco: a Boudin Bakery & Cafe.

Aqui, e porque esta é a última noite na cidade, não resistimos e pedimos um dos pratos mais característicos da cozinha local: Clam Showder em Pão de Crosta. Os sabores do habitual creme de maristco, transformam-se quando feito e servido dentro deste pão especial ... e ganham muito mais intensidade e profundidade.

Foi uma forma muito boa de nos despedirmos desta maravilhosa e muito cool cidade ... porque amanhã vamos partir para uma nova etapa da viagem ... e nós não queremos perder nada, para vos trazer aqui tudo!


19:00 O PASSEIO DE CABLE CAR

Não seria uma viagem a São Francisco completa sem fazer uma coisa que todos os turistas fazem: um passeio de Cable Car.

Os famosos Cable Cars que sobem as colinas mais íngremes (e que nós, logo no primeiro dia, tivemos a veleidade de subirmos a pé), são uma imagem de marca da cidade. Por isso, e uma vez que íamos jantar a Fisherman's Warf (onde terminam duas das três linhas de Cable Car da cidade), em vez de apanharmos um autocarro ou um trolley (mais rápidos e económicos) decidimos fazer o percurso de Cable Car.

É uma aventura divertida, entre a inclinação das colinas, as pessoas que viajam de pé empoleiradas junto à rua, e as exitações e advertências do motorista (muito atento e simpático por sinal), foi um percurso bem divertido e que, apesar de ser verdadeiramente só para turistas, valeu a pena fazermos.


17:00 O SFMOMA

Depois de voltamos de trolley novamente para downtown, dirigimo-nos ao nosso próximo destino: o MoMA de São Fancisco (ou SFMOMA, como aqui é chamado).

É o mais conhecido museu da cidade e tem razão para isso. São sete pisos de museu, com obras de arte pré-moderna, modernista, moderna e contemporânea, de fazer babar os mais aficcionados. Desde Cézanne a Richard Serra, de Picasso a Louise Bourgeois, de Warhol a Bruce Nauman, a coleção inclui tudo ... e muito bem exposta. Mais do que uma viagem no tempo, este MoMA é diferente do de Nova Iorque (de quem é subsidiário), pois organiza as suas exposições (temporárias e permanentes) de forma interpretativa e temática, e não temporal.

Sendo um dos principais museus do mundo ... obviamente que ficámos até ao fecho ... e mesmo assim tivemos de ver muita coisa a correr ... mas quando o tempo escasseia ... e se quer ver tudo ... tem de ser assim!


14:30 O CASTRO

São Francisco é uma cidade que iniciou muitas revoluções, e uma delas foi a da emancipação do movimento gay. E tudo teve como epicentro o bairro de Castro. Assim, numa visita a esta cidade, sobre o mote da minisérie "Tales of The City", não poderíamos deixar de visitar este bairro.

Com a sua Castro Street como emblema, com o seu Castro Theater como símbolo, esta zona da cidade exibe de forma natural e orgulhosa o seu papel na comunidade gay. As bandeiras gay proliferam desde os postes de iluminação pública, às portas dos estabelecimentos comerciais, as passagens de peões ganham novas cores (tornando-se numa bandeira do arco-iris) e tudo com um verdadeiro ambiente de normalidade.

A expectável exuberância deste epicentro da vida gay mundial, não se vê. O que se sente é que é um bairro orgulhosamente gay, mas normalmente residencial e preparado para os seus residentes. Nada está organizado para o turista, e tudo funciona para os seus residentes. Desde a farmácia, ao café, passando pelo supermercado de produtos biológicos, ou pela loja de revistas, tudo tem a bandeira gay ... mas tudo tem um ar bastante pacato e sereno ... apenas os seus clientes são maioritariamente gays.

Foi surpreendente que a exuberância não estivesse a ser utilizada como elemento de atração turistica ... mas ao mesmo tempo reconfortante de perceber que para se ser um símbolo não se precisa de ser estereotipado!


12:30 IKE'S PLACE

Quando saímos do nosso transporte, e porque ainda não tínhamos comedo nada hoje, fomos até ao nosso destino de almoço e antecipámos um pouco este momento.

Em plena zona de Mission e muito perto do nosso próximo destino, está uma das casas de sandes mais famosas de toda a São Francisco: o Ike's Place. Aqui as sandes são levadas a sério, e os sabores, a qualidade dos produtos e as quantidades também. Assim não hesitámos em por-nos na fila, pedir as nossas sandes e comer descansadamente, uma das sandes mais deliciosas que comemos aqui nesta American Series.

O pão é fresco, os ingredientes dos recheios também, e nós deliciámo-nos com duas sandes bem recheadas e verdadeiramente gourmet!


11:30 A PRIMEIRA VIAGEM DE TROLLEY

Depois de uma noite dormida até não conseguirmos mais, e depois de ficarmos um pouco nas calmas no quarto, decidimos que era tempo de voltamos à rua para continuarmos a explorar a cidade São Francisco.

Sendo esta uma cidade americana cheia de colinas e bastante espalhada por estas, andar a pé grandes extensões (como é habitual nas cidades americanas) não é fácil, mas o sistema de transportes é bastante organizado e, graças ao Google Maps, muito fácil de usar. Assim, e porque estamos em São Francisco, decidimos apanhar o primeiro trolley para irmos do nosso hotel para o nosso destino.

O trolley que apanhámos não é do estilo dos famosos trolleys do princípio do século, mas antes uns que circulam desde os anos 1960 e que têm muito charme, um look verdadeiramente vintage e bem conservado, e que ainda hoje servem a população residente para ir de um lado para o outro na cidade.

Assim começámos o nosso dia ... como autênticos residentes de São Francisco!