ARQUITETURA

Veja os melhores projetos e obras nacionais e internacionais!

DESIGN

Excelentes objetos e peças de design estão aqui ...

MODA

Conheça todas as novidades e tendências.

INTERIORES

Vejam todas as novidades de interiores e decoração.

A apresentar mensagens correspondentes à consulta gastro france ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta gastro france ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 4



Nas road trips, o equilíbrio entre dias de maior quilometragem e dias de menos quilómetros percorridos é essencial para que se possam aproveitar todos os momentos da viagem. E assim, depois de dois dias em que nos mantivemos perto do nosso hotel (um no próprio do Vale do Loire, e outro fazendo as duas regiões vinícolas localizadas imediatamente a sul - Bordéus e Cognac), decidimos que estava na altura, neste quarto dia de mudar de cenários e, portanto, de deixar o nosso Château de La Plaudière e o Vel do Loire e mudar de poiso.

Assim neste quarto dia, refazemos as malas, tomamos o pequeno almoço, e fazemo-nos à estrada, com alguns quilómetros para andar até à nossa primeira paragem. Nestes dias de maior quilometragem é essencial que se tenha alguma visita, para além dos quilómetros para andar. No entanto há sempre a paisagem e as suas mudanças que fazem destes dias especiais.

Seja a paisagem de campos de cultivo, seja a paisagem de montanhas, a paisagem francesa é bela, bucólica, e relembra-nos as paisagens típicas dos quadros setecentistas das paisagens rurais. Todos os campos estão cultivados, todas as pequenas aldeias por onde passamos estão arranjadas e sente-se um cuidado extremo por todo o país, desde as regiões mais ricas e turísticas, às mais esquecidas e autênticas. Se nestes dias de muitos quilómetros há muito tempo passado dentro do carro, também há muita paisagem para ver e apreciar.



A nossa primeira paragem é para almoçar, e escolhemos a pequena vila normanda de Genêts para esta paragem gourmet. Aqui, quando nos dirigimos ao restaurante, percebemos que definitivamente temos de ter todas as refeições marcadas, pois mais uma vez, e apesar de chegarmos perto do 12.25h, somos recusados por não termos uma reserva. Assim e graças à simpatia dos habitantes da aldeia, acabamos num café de beira de estrada em plena entrada dos caminhos do Le Bec D'Andaine.

Sendo um dos principais locais de saída dos percursos pedestres que, durante a maré baixa, levam visitantes a pé, pelos baixios da baía fora até ao vizinho Mont de Saint-Michel, este café é bastante concorrido por amantes da natureza e do turismo saudável. Ora quando chegámos, não só encontrámos um grande parque de estacionamento cheio de carros, como encontrámos um autêntico café de beira de estrada, mas resignados pelas várias negativas que tivemos nos vários restaurantes do centro de Genêts, decidimos não rejeitar esta hipótese, ou arriscávamos a ficar mesmo sem almoçar.

Foi o melhor que fizemos, pois num ambiente descontraído conseguimos almoçar, numa esplanada ao ar livre, mas abrigada dos chuviscos que caíam, degustando uns mexilhões com molho de camenbert e batatas fritas (verdadeiramente típicos da costa norte de França), um fiambre normando grelhado com mostarda e salada e outras iguarias que tais. Tudo excepcionalmente bem confeccionado, e que comprova uma ideia que temos: é que a gastronomia em França é uma arte. Onde quer que estejamos, no local mais pequeno e distante, o acto de cozinhar e de comer são levados muito a sério, e a qualidade da cozinha servida é absolutamente acima de qualquer país do mundo onde tenhamos passado.



Depois da lição de gastronomia que tivemos no café de beira de estrada, rumamos então à nossa visita do dia: o icónico Mont de Saint-Michel. Ora se achávamos que tínhamos visto muita gente no Château de Chambord, nesta pequena ilha ficámos absolutamente assoberbados com a multidão que a invade. Primeiro existem mais de 15 parques de estacionamento onde deixamos o carro, bem longe da ilha, depois temos de os atravessar a pé, até um centro de autocarros, que nos levam num percurso de pouco mais de 10 minutos, até às portas desta pequena maravilha medieval, e depois é mergulhar numa cidade medieval que se estende em torno do mosteiro que coroa toda esta ilha, e rodeados de tantas pessoas, que mais parece uma entrada de um concerto de estádio. Sabíamos à partida que o Mont de Saint-Michel é um dos monumentos mais visitados de França, mas não tínhamos a noção deste exagero de pessoas.

Ora perante este cenário (e perante os aguaceiros que caem), decidimos ir direitos ao mosteiro no topo da ilha, e assim, subimos todo o monte de uma assentada. Claro está que este não é um exercício para principiantes, pois entre todo o esforço físico de subir tudo de uma só assentada, ainda piora a quantidade de gente que temos de enfrentar e que não nos deixa subir ao nosso ritmo e num percurso linear. Assim, quando chegamos à porta do mosteiro (que mais uma vez comprámos as entradas na internet, escapando assim a uma fila enorme que estava para as bilheteiras) estávamos absolutamente ofegantes. Mas depois de todo o esforço de subida até à porta do mosteiro, ainda foi necessário ter fôlego para a imensa escadaria que nos leva, desde a entrada dos bilhetes, diretamente para a plataforma mais alta do mosteiro, onde está a igreja, e por onde começa a visita.

Só aqui descansamos (até porque deixou de chuviscar), e só aqui começamos a apreciar verdadeiramente este monumento medieval. A igreja de arquitetura gótica, o mosteiro à roda do qual toda a cidade (ou seja, toda a ilha) se organizava, e todos os seus segredos e especificidades, vão sendo revelados durante a visita. Desde aspetos mais práticos como os mecanismos de subida de bens até ao mosteiro, passando pelo papel que esta ilha e este mosteiro teve na história de França, todas as informações vão surgindo, sala após sala, a um ritmo bem pensado e muito bem explicado. Esta é uma visita tão bem feita, quanto belo é o local onde estamos, e que, apesar do primeiro impacto da multidão de pessoas, depois esta acaba por se esbater e tudo se torna muito mais transitável e muito mais prazeiroso.


Ora como nós decidimos subir tudo de uma vez até ao mosteiro, foi à saída que nos dedicámos a visitar a cidade, as suas ruas, os seus cafés, e as suas ojas de sovenirs. Infelizmente tudo está transformado num "carnaval" para o turismo, mas a força da arquitetura de pedra das casas, a dimensão pituresca das ruas, a riqueza de outrora desta cidade, fazem deste um cenário verdadeiramente mágico, e que resiste a todos os ruídos visuais que se coloquem para o turismo massificado que hoje se pratica.

Não só vale a pena explorar a cidade, pois esta, mesmo na rua principal, tem uma magia muito particular, como a saída dos muros da cidade e a vista desta ilha no meio dos bancos de areia, é algo absolutamente digno de um filme. Sim sentimo-nos dentro de um cenário de uma película, em cujo local é tão mágico que se torna definidor da própria trama do filme ... só que desta vez, nós estamos lá e é a realidade.

Se a aproximação ao Mont de Saint-Michel é dominada pela surpresa de todo o aparato turístico e de massas montado à volta deste postal turístico francês, a saída jé é dominada pela maravilha da paisagem, desta ilha, das focas que vivem nas águas da baía (e que nadam despreocupadamente por baixo da ponte por onde nos aproximamos da ilha), e por toda aquela atmosfera especial e única, que só os locais incríveis conseguem ter. Sim amámos o Mont de Saint-Michel ... e é com esta sensação de satisfação plena que nos fazemos à estrada de novo.




Ainda antes de chegarmos ao nosso hotel de hoje (e dos próximos dias) paramos a caminho em Deauville, para jantar. Esta mítica cidade costeira da região francesa da Normandia tem uma das praias mais famosas desta região e foi exactamente aqui que decidimos parar para jantar e o restaurante que seleccionámos (e já tínhamos marcado, pois marcámos os restaurantes de toda a viagem no percurso entre o Mont de Saint Michel e Deauville, incluindo este jantar) foi o Le Bougnat.

Situado junto ao centro da cidade, onde podemos ver os grandes edifícios antigos da cidade, com as suas fachadas de traves de madeira à vista e alvenarias pintadas, este restaurante tem na sua decoração de objetos curiosos, antigos e tradicionais um dos seus grandes charmes. Mas a sua principal arma de atração é a cozinha regional e as suas maravilhosas iguarias. A nossa escolha recaiu sobre três Pot au Feux diferentes - o tradicional, o de bacalhau e o de vaca - e estavam absolutamente divinais. A rematar escolhemos também umas das sobremesas mais típicas de frança: o Baba au Rum e a Tarte Tatin.

Foi uma paragem gourmet absolutamente divinal e que nos deu a energia e a satisfação necessária para irmos até ao nosso destino final de hoje: Epernay e o seu hotel Confort Suites.

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 3


Depois de mais uma noite bem passada, naquele que já começa a ser o nosso Château, descemos novamente para o pequeno almoço e descobrimos que, depois de um dia relativamente cinzento e com alguns aguaceiros, como o de ontem, hoje o dia está com um sol franco e generoso.

A casa de jantar onde tomamos o pequeno almoço transforma-se com toda a luz que entra pelas enormes janelas, e tudo ganha novas cores. É um acordar maravilhoso, que nos dá logo uma boa disposição para irmos de novo para a estrada para as visitas do dia de hoje.

Se ontem o dia foi dedicado ao vale do Loire, aos seus famosos castelos e a algumas das suas iguarias, hoje vamos descer um pouco e vamos para as duas regiões vinhateiras vizinhas. Por isso os quilómetros hoje são um pouco mais, e o tempo de carro também, por isso a alvorada hoje faz-se bem mais cedo do que ontem. É com Sol, e bem cedo que nos fazemos à estrada.


Apesar de termos comprado todos os bilhetes de visitas online, houve alguns locais que não só não tinham disponível a venda online, como ainda por cima não responderam às nossas solicitações por email em tempo útil ... e foi o caso da nossa primeira paragem: as caves do Marquis de Vauban.

Localizada na zona mais a norte da região demarcada dos vinhos de Bordéus, esta casa produtora do mais famoso vinho do mundo (o Vinho de Bordéus), foi o nosso primeiro destino do dia. Aqui o nosso plano era visitar as caves e fazer uma prova de vinhos, antes de almoço. Mas infelizmente não foi possível tal visita. É que sem informação definida no website em termos de horários, e sem resposta em tempo útil aos nossos emails, quando chegámos descobrimos que estas caves fazem apenas duas visitas por dia (uma às 11h da manhã e outra às 15.30h), e nenhuma era à hora que pretendíamos (ao meio dia, que foi quando chegámos).

Assim, foi com muita pena que tivemos a primeira desilusão desta viagem (também não foram muitas ...), mas conformados, e com umas garrafas já na bagageira, lá seguimos viagem até à vizinha cidade de Blaye.




Quando chegamos a Blaye, dirigimo-nos para o restaurante que tínhamos seleccionado, mas, apesar de serem 13.00h já não nos aceitaram, pois, como nos perguntaram logo à entrada - "Têm reserva?" ... e como não tínhamos, não tivemos oportunidade de almoçar lá.

Assim, fomos até à monumental cidadela da cidade em busca de um restaurante que nos aceitasse servir o almoço. Sim, na Fraça de hoje em dia, e fora de Paris ou das grandes cidades (como Lyon, ou a Marselha), as refeições têm hora marcada e convém reservar. Assim, a título de dica para os nossos leitores, e para não terem os mesmos desaires que nós, convém marcar sempre o restaurante, por mais pequena que seja a terra onde este esteja e o almoço é servido entre as 12h e as 13.30h (com as cozinhas a fecharem às 14h), e o jantar entre as 19h e as 20.30 (com as cozinhas a fechar às 21h). Isto é uma regra que serve para todo o país e para toda esta viagem, como percebemos no dia de hoje.

Foi por mera sorte (ou já um olhar treinado de tantas viagens) que acabámos no simpático e muito bem localizado Le Petit Canon. Em plena Praça de Armas da Cidadela, este restaurante aceitou-nos às 13.50h e serviu-nos um almoço delicioso. Mas foi a sobremesa que brilhou com um pequeno e muito tradicional Mollet (em tamanho indivitual) mas desta vez recheado de um Chantilly de chocolate e acompanhado com um creme de avelãs e chocolate caseiro. Depois da dificuldade que tivemos em encontrar um sitio para almoçar, e depois do desaire que tivemos com as caves dos vinhos de Bordéus, o dia compôs-se com um almoço num local lindíssimo, com um serviço super simpático e uma sobremesa absolutamente surpreendente!



Mas depois da divinal sobremesa, o que nós programámos para hoje foi um verdadeiro digestivo ... e assim sendo metemo-nos à estrada e rumámos até à vizinha e mundialmente conhecida Cognac.

Aqui, já com bilhetes reservados e comprados online (e foi o que nos valeu, pois quando chegámos, as visitas desse dia já estavam esgotadas), fizemos então uma visita às caves da mundialmente famosa Henessy. Antes de prosseguir com o relato do dia, temos de fazer uma ressalva: como os nossos leitores mais atentos já sabem, não somos propriamente novos nisto das visitas às caves ... desde os vinhos do porto em pleno vale do Douro ou em Gaia, aos wiskeys na Escócia, já foram muitas as caves que visitámos ... por isso podemos afirmar com propriedade: estas visitas às caves da primeira das marcas bandeira do maior grupo de luxo do mundo - o LVMH, sendo o H de Henessy - é verdadeiramente espetacular.

À hora marcada uma guia aproxima-se do nosso grupo e pergunta se podemos começar a visita e se todos os que marcaram prova no final bebem Cognac ou se preferem fazer uma prova não alcoólica (claro que numa vista às caves de Cognac, esta pode parecer uma pergunta menos pertinente, mas não o é, pois pode haver acompanhantes de amantes de Cognac, que não gostem desta mítica bebida francesa, e como tal, desta forma, muito civilizadamente, não são excluídos desta actividade da visita). Depois de esclarecido quantas pessoas não querem provar o Cognac, saímos do moderno edifício da recepção, atravessamos a rua e entremos num barco onde terá início formal a nossa visita.



Depois de um passeio no rio Charente, durante o qual a nossa simpática guia nos explica a história da cidade e a forma como ela está ligada à icónica aguardente vínica, o barco leva-nos até às adegas da Henessy (a maior e mais conhecida marca de Cognac em todo o mundo).

Este é um local idílico, em que os históricos edifícios onde ainda hoje se envelhecem os míticos cognacs, estão misturados com uma natureza deslumbrante, e repleta de cores e perfumes. Entramos no primeiro dos angares e percebemos que a primeira parte da visita vai ser num ambiente moderno e muito sofisticado. Aqui, por meio de uns audiovisuais absolutamente perfeitos e espetacularmente surpreendentes, e de um guião de visita irrepreensível, ficamos a perceber, a história da casa Henessy, o que é o Cognac e como se faz na casa Henessy e como se bebeu e bebe actualmente o Cognac ao longo dos vários países e continentes onde está presente. Mas depois de um excepcionalmente bom espectáculo de audiovisuais e tecnologia, saímos do angar onde estamoe e vamos até às adegas de envelheciemnto propriamente ditas ... e toda a magia deste nectar que acumula centenas de anos de sabedoria na sua produção e afinação se revela perante os nossos sentidos. É uma visita absolutamente mágica esta e que nos deixa totalmente apaixonados por esta requintada e sofisticada bebida.

Ora depois desta visita exemplar e perfeita, voltamos ao barco, que nos leva de volta ao centro de visitas, onde vamos fazer então as provas de Cognac. E aqui a surpresa continua, pois não só nos dão a provar vários tipos de Cognac (um mais novo e outro mais velho), como também nos dão a provar esta bebida com gelo e em cocktail, dando assim uma nova roupagem a esta aguardente vínica e criando assim uma imagem e uma oportunidade de consumo muito mais suave e delicada, desta bebida absolutamente deliciosa. Resultado final? Mesmo quem não aprecia aguardente, com as novas formas de consumo que foram apresentadas, acaba por perceber que afinal gosta de Cognac e que este em um consumo muito mais leve e moderno do que pensava. Quando terminamos na loja, obviamente que só nos apetece comprar tudo ... e claro aplaudir a excelência de visita que acabámos de ter!



Se o dia começou com uma visita que não aconteceu, vai terminar ainda em melhor, pois logo a seguir a Cognac, seguimos até à icónica La Rochelle, onde vamos jantar uma das iguarias mais francesas: ostras.

Assim, e depois de mais uma vez sermos recusados no restaurante que seleccionámos por não termos reserva, procurámos no centro de La Rochelle e encontrámos um discreto, mas muito concorrido Bar à Huîtres: o Le Comptoir Saoufé. É neste pequeno e discreto local que nos sentamos até o sol se pôr, degustando umas sopas de peixe e de caranguejo absolutamente deliciosas, e claro, experimentando as várias modalidades de ostras que fazem parte do menú, e tudo acompanhado por um perfeito Vinho de Bordéus!

Depois de tal repasto, vamos então dar uma volta no Porto de La Rochelle (que fica mesmo ao final da rua) e só depois de um passeio longo e muito calmo e relaxante é que voltamos ao nosso Château do Vale do Loire, para uma última noite nesta residência digna de histórias encantadas!

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 2

NOTA: o relato desta viagem foi escrito em direto, mas, por motivos alheios à nossa vontade, não foi publicado em direto, pelo que pedimos desculpa aos nossos fieis seguidores.


Depois de um dia longo de estrada ontem, hoje acordámos no nosso primeiro hotel desta viagem: o Château de La Paudière.

Este é um verdadeiro castelo do Loire, que se situa no coração da famosa região de França. Ainda propriedade de uma família, este Château recebe hóspedes, como se de convidados da família se tratassem. Assim, depois de pernoitar em verdadeiros quartos de um castelo, com camas de dossel, casas de banho em torres corredores recheados de memórias de tempos passados, saímos para o pequeno almoço servido numa casa de jantar, onde uma mesa grande fica rodeada de pequenas mesas, onde os outros grupos de hóspedes já tinham tomado o pequeno almoço.

Foi um acordar num cenário muito especial e bastante familiar!




Mas como o nosso dia já não tinha começado cedo (pois como chegámos tarde no dia anterior, optámos por ficar a dormir mais um pouco esta manhã, saímos pouco depois do pequeno almoço para a estrada, e rumamos ao primeiro dos castelos do Loire que temos visita marcada para o dia de hoje: o espectacular Chambord.

Este é um dos castelos principais desta região, e um dos mais famosos, quer pela sua exuberante arquitetura, quer pela sua escala imponente, quer pela prodigiosa escadaria cilíndrica desenhada pela mítico Leonardo Da Vinci, onde duas escadas se entrelaçam, sem nunca se cruzarem. Este Château é um verdadeiro espetáculo em todos os sentido: desde a arquitetura, até à exposição interior (muito bem equilibrada, entre salas de museu e salas mobiladas), passando pelos terraços da cobertura, pelos muito clássicos (e franceses) jardins ou pela a sua impressionante loja, todos os momentos desta visita são verdadeiramente bem conseguidos e é um início perfeito para esta viagem Gastro France.

Mais perfeito fica, quando decidimos que o nosso almoço de hoje é no bar do hotel deste Château, que, pertencendo à sumptuosa cadeia francesa Relais et Chateau, nos serve um conjunto de deliciosas iguarias francesas, de confeção impecável e sabores perfeitos. Foi assim um começo em grande e em bom, como costumamos dizer ... mas não tardou muito a voltarmos à estrada para irmos até ao próximo Château do dia.

 

Depois de pouco mais de uma hora de caminho, chegamos então ao Château de Villandry. Não estando entre os principais da região, este palácio tem na sua dimensão mais comedida um charme inquestionável. Esta não é uma residência real, mas sim uma residência de uma familia abastada, recheada de mobiliário e de obras de arte, e com um ambiente de casa de família, ainda intacto e com uma sofisticação antiga muito grande.

Mas o verdadeiro tesouro de Villandry está nos seus imensos e impressionantemente ricos jardins. Depois de uma visita pelo castelo, a saída desta é feita pelo terraço superior dos jardins, e é aqui que começa a grande e deslumbrante aventura. Do jardim clássico francês, ao mítico labirinto de bucho, passando pelo lago e pelo corte de ténis (de relva verdadeira, tal como se usava nos séculos passados, até à incrível horta, tudo é absolutamente mágico e de uma beleza sublime e requintada.

Esta é uma visita que poucos fazem (como se pode comprovar pela quantidade de visitantes que vimos no castel, que é infinitamente inferior às multidões de Chambord), mas que nos faz perceber que a magia do Vale do Loire é feita de várias camadas. Por um lado há os grandes castelos reais, antigos e espetaculares, enormes e impressionantes, e por outro há os castelos de famílias mais pequenas, mais intimistas e recheados de detalhes, cuja visita é muito mais tranquila e muito mais autêntica, mas cuja beleza se torna muito mais subtil e contagiante.




Mas o nosso dia de visitas ainda não acaba por aqui, pois apesar de todos os castelos fecharem por volta das 18h (e já o serem quando saímos de Villandry), decidimos ir até Saumur e dar uma volta pelo imponente castelo da cidade. Este é um castelo mais de defesa e com uma estrutura de fortificação, em vez dos palácios anteriores, mas não deixa de ter a sua beleza, e o seu domínio do território envolvente é tão impressionante, que se torna um elemento de passagem obrigatório na região.

Mas a nossa ida a Saumur não é inocente e é aqui que vamos jantar num dos espaços mais emblemáticos e secretos da região: La Table des Fouèes. Este restaurante situa-se nos arredores da cidade e numa das famosas grutas trogloditas da região. Mas mais do que este ambiente mágico, o restaurante serve uma das mais desconhecidas, mas mais interessantes iguarias da região: os Fouèes. Estes são pães feitos com farinhas antigas, que servem para acompanhamento da comida, já que antigamente, apenas as famílias mais abastadas e só em dias de festa, se serviam as carnes (ou os peixes) com acompanhamentos. Assim ficou esta tradição dos Fouès, que pouco conhecida é, mas que nós tivemos a oportunidade de provar e atestar a delícia que eles são. Actualmente são servidos para servirem de base a um conjunto de rilletes, térrines, manteigas temperadas, cogumelos selvagens laminados salteados em vinho da região e outros petiscos que fazem deste um jantar perfeito para o primeiro dia em território francês desta nossa viagem Gastro France.

Depois deste jantar absolutamente mágico, então voltamos ao nosso Château de La Plaudière, para dormirmos novamente naquele ambiente mágico, descansando assim de um dia intenso e recheado de visitas e sabores.

GASTRO FRANCE | EM DIRETO - DIA 1


E chegou o dia da nossa partida para a nossa segunda Viagem de Verão em Direto de 2019, a Gastro France.

Assim, eram perto das sete da manhã quando nos fizemos à estrada a caminho do nosso destino final - o Vale do Loire. O dia de hoje é um dia muito longo de estrada, serão mais de 1500 km de estrada que teremos de fazer hoje, por isso ser tão importante uma partida tão madrugadora.

  

Ao final de quase 500 km lá chegamos ao nosso destino de almoço: a bela e recheada de património cidade de Salamanca. Aqui fazemos uma pausa mais demorada para nos permitir esticar um pouco as pernas, passear brevemente pela zona envolvente da monumental catedral e sentarmo-nos num dos cafés da Plaza Mayor: o Café Real.

Aqui provamos e comprovamos a qualidade das famosas tapas deste mítico café da cidade de Salamanca, e delíciamo-nos com as tradicionais tortilha de batata, a salada russa (que por estas bandas leva atum, claro), os revueltos com jamón e as incontornáveis croquetas de jamón (ou croquetes de presunto).

É uma paragem que faz muito bem ao ritmo da viagem, e conforta o estômago com umas tapas de muita qualidade, num cenário lindíssimo, com um serviço eficiente, e um preço bastante razoável. Esta é uma excelente opção para uma paragem relativamente célere, e de qualidade, no meio deste dia longo de carro que vamos ter hoje.


De volta à estrada seguem-se mais umas centenas de quilómetros até à próxima paragem, que nos vai levar à única visita do dia e ao nosso jantar: o Guggenheim de Bilbau.

Tendo comprado os bilhetes via Internet (aliás como fizemos para quase todas as visitas desta viagem, o que muito nos facilitou a vida, como verão mais à frente), apenas tivemos de encontrar um lugar para estacionar o carro e dirigimo-nos à entrada do famoso e icónico museu basco. Não foi a minha primeira vez a visitar este edifício, nem a segunda, nem a terceira (aliás uma das nossas viagens de verão passadas inclui exactamente uma visita a este icónico museu - a Aventura Ibérica de 2012) ... mas de cada vez que venho cá, continuo a maravilhar-me com a genialidade desta obra arquitetónica. Mas se neste museu a obra arquitetónica é incrível e absolutamente deslumbrante, a qualidade da coleção residente não é menor, pelo que entrámos e visitámos toda a exposição permanente do museu.

Mas claro que saímos do Guggenheim de Bilbau já prontos para jantar. Assim sendo, rumámos até ao centro da cidade, estacionámos o carro e dirigimo-nos mais uma vez até à Plaza Mayor da cidade, para desta vez nos deleitarmos com uma das maravilhas gastronómicas no nosso país vizinho: os Pinchos Bascos.




A nossa escolha de local recaiu sobre o clássico e absolutamente deslumbrante Victor Montes, que tem uma variedade e uma qualidade de Pinchos conhecida e reconhecida por todos. Nós claro que não resistimos a todo um festival gastronómico de sabores, comidos ao balcão (como manda a tradição) e que nos reconfortaram para a longa noite de estrada que tivemos pela frente. Curiosamente não foi assim tão longa, nem tão difícil de fazer, pois chegámos ao nosso primeiro hotel desta viagem às horas programadas (pouco depois das 3 da manhã), o que fez com que todas as horas de estrada, apesar de serem muitas, não tenham sido tão penosas quanto isso.

Por hoje ficamos por aqui, mas amanhã, voltamos já com as primeiras visitas em território frances, desta nossa viagem Gastro France, que junta monumentos e gastronomia, num equilíbrio que esperamos ser bem atingido e plenamente conseguido!

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2019 | GASTRO FRANCE - O PERCURSO - DIA 2


Já no fim-de-semana passado revelámos que este ano vamos ter uma segunda Viagem de Verão em Direto - a Gastro France - e ontem já começámos a revelar o percurso que nos vai levar a provar e visitar muitos dos ícones da França contemporânea.

Se ontem andámos por castelos e caves de vinhos, que fazem dos primeiros dias de viagem um autêntico percurso de sonho, hoje dedicamo-nos à segunda metade da viagem ... e é na segunda metade que alguns dos grandes ícones franceses entram na nossa viagem Gastro France.




Ora no sétimo dia, deixamos Epernay para trás e rumamos até aos arredores de Paris e a dois dos grandes palácios de França: o elegante Fontainebleu e o descomunal Versailles. É neste dia de aproximação a Paris que nos vamos dedicar a estes dois palácios, símbolo de uma arquitetura e uma monarquia que foi famosa pelo seu fausto e pela sua riqueza que inspirou o mundo e criou obras de inquestionável beleza. É no final deste sétimo dia que chegamos à cidade luz - Paris.

Na capital Francesa é difícil fugir dos lugares comuns, como o Louvre, a Ópera Garnier e a zona dos Grands Boulevards, o Arco do Triunfo, os Champs Elisées, a Torre Eifel ou Centro Pompidou. Mas nesta cidade há mais e é contemporânea, como o traiteur Fauchon, o Palais Tokio ou os Cabarets. E tudo isto fará parte dos nossos dois dias em Paris.

Sim a parte gourmet também faz parte da nossa estadia em Paris, por isso seleccionámos cuidadosamente os locais onde vamos fazer as nossas refeições, ou não estivéssemos na capital gastronómica do mundo. Na nossa selecção não está nenhum restaurante com estrelas Michelin, ou que faça parte da lista dos melhores restaurantes do Mundo. Por isso não precisamos de ir aos topo mundiais para comer bem. Mas há um truque: saber quais os restaurantes recomendados pelos guias gastronómicos locais. É que o guia Michelin também recomenda restaurantes sem estrela ... e também esses são muito interessantes (e bastante mais baratos.




Mas a nossa viagem não acaba em Paris, e assim, depois dos nossos dias parisienses, vamos descer até duas das regiões mais icónicas de França: a Provença e a Côte D'Azur. Sim desceremos até ao Sul de França e vamos passear dois dias pelas maravilhosas paisagens destas regiões. Mas à saída de Paris ainda passaremos por Meaux para visitar uma queijaria do rei dos queijos franceses: o Brie.

Do exclusivo Saint Tropez à mais popular Marselha, passando pela romântica Aix en Provence, o nosso primeiro dia na França mediterrânica vai passar por praias, pequenas marinas e os incontornáveis campos da Provença. Esperemos que hajam lavandas nesta altura. E por último, já no nosso dia de regresso, vamos passar pela histórica cidade de Avignon, já a caminho de Portugal.

Neste regresso passaremos rapidamente ainda por Barcelona e por Madrid, pois temos tempo de ficar algumas horas nestas duas cidades espanholas e assim conseguimos fazer as pausas necessárias para fazer uma viagem de carro em segurança.



Este é o nosso itinerário desta nossa segunda Viagem de Verão em Direto deste ano que, como podem ver, nos vai levar por várias regiões de França numa rota que combina locais e monumentos, com produtos e receitas da mais famosa gastronomia do mundo.

Agora é fazer as malas, e começar na contagem decrescente, porque é já no próximo fim-de-semana que vamos partir, logo sábado bem pela manhã cedo, por isso, preparem-se pois estão prestes a partir em mais uma viagem connosco.

Sim este ano a dose das grandes viagens é dupla!

VIAGEM DE VERÃO EM DIRETO 2019 | GASTRO FRANCE - O PERCURSO - DIA 1


Conforme anunciámos na semana passada, este ano, em que comemoramos 10 anos de criarmos viagem incríveis e departilhá-las aqui em direto e em exclusivo com os nossos leitores, vamos trazer aquilo que se chama "dose Dupla".

Sim vai haver uma nova viagem este ano, e vai depois da nossa incrível viagem ao Brasil, Nos Trilhos de Vera Cruz, segue-se (tal como também anunciámos na semana passada) a França e a viagem Gastro France.


Esta viagem vai ser uma verdadeira Road Trip, pelo mais turístico país do mundo. Sim partiremos de carro de Lisboa, e todo o percurso será feito de carro, por forma a ser mais económico, por um lado, e por outro para permitir também chegar a locais distantes dos grandes centros e dos grandes aeroportos, que doutra forma seria bastante difícil de conseguir visitar.

Assim sendo, partiremos já no próximo sábado de Lisboa e teremos o maior dia de carro de toda a jornada, pois planeamos ir dormir já a um castelo do Loire. São mais de 15h de condução e mais de 1500 km de estrada para percorrer, mas a nossa opção foi de fazer esta grande jornada logo no primeiro dia, deixando-nos os restantes dias apenas com percursos bem mais pequenos. No entanto, porque teremos de parar várias vezes ao longo do caminho por questões de segurança, ainda neste primeiro dia vamos visitar um dos maiores museus do mundo: o Guggenheim de Bilbao. Não faz parte da lógica da nossa viagem ... mas já que por lá passamos, e temos de parar para fazer uma pequena pausa, então porque não visitar este ícone espanhol.



E é logo a seguir à primeira noite que começam as nossas visitas. Depois de uma noite dormida num castelo (depois na altura revelaremos qual), vamos dedicar o primeiro dia aos famosos e icónicos castelos do Loire. Assim visitaremos o único e majestoso Castelo de Chambord e o muito especial Castelo de Vilandry. Neste primeiro dia o programa é muito leve, até para podermos descansar da imensa viagem que fizemos no dia anterior e também para podermos apreciar o famoso vale francês e os seus castelos mágicos.

Mas se no primeiro dia foi o património construído a dominar as nossas atenções, já no segundo dia, entramos de cabeça no core desta viagem: a gastronomia francesa e os seus produtos únicos. Assim rumaremos até à região vinícola de Bordéus e visitaremos uma das mais antigas adegas de produção de vinho da região. Aqui ficaremos a conhecer os segredos destes que são conhecidos mundialmente como os melhores vinhos do mundo e partilharemos toda esta nossa experiência.

Mas neste dia há mais: é que mesmo ao lado da região de Bordéus fica a região de Cognac, pelo que, lá iremos para mais uma visita dedicada ao mundo vinícola, desta vez com a aguardente de origem protegida mais famosa do mundo e numa das suas casas mais famosas. E o nosso dia acaba noutro local mítico de França, desta vez já perto do mar, para degustar as famosas e incríveis ostras de La Rochelle.



Depois de mais uma noite bem dormida em pleno Chateau du Loire, voltamos de malas à estrada e rumamos a um dos locais mais visitados de toda a França: o Mont de Saint Michel. Esta maravilha da Normandia vai permitir que conheçamos um dos símbolos e que percorramos a região, até à mítica praia de Deauville, onde se deu um dos maiores desembarques da Normandia, que permitiu começar a reconquistar França à ocupação Nazi e, portanto, a acabar com a segunda Guerra Mundial. Nesta noite dormiremos em Epernay.

Claro que se o dia anterior foi dedicado aos monumentos, então este quarto dia dedicaremos à gastronomia novamente, e como tal, se estamos em Epernay (pleno coração da região vinícola de Champagne), começamos o dia com uma visita a umas caves de Champagne. Daqui segue-se uma descida à região da Borgonha para provar o seu famoso Boeuf Borguignon e a sua incrível Mostarda de Dijon, voltando a Epernay para dormir.

Já no dia seguinte, voltamos a começar o dia com outra visita a outra casa mítica do Champagne, e rumamos até Reims para visitar o seu incrível centro histórico e a sua catedral. Depois de almoço continuamos a subir e chegaremos a Lens onde visitaremos o menos conhecido Louvre de Lens, mas igualmente fabuloso como edifício e como museu.



Se já estão com vontade de vir e se lhes deixámos uma água na boca por esta fantástica viagem, então não percam a segunda metade do nosso percurso que revelaremos aqui amanhã. Sim esta incrível lista de visitas e degustações são apenas metade do que iremos fazer nesta viagem, por isso não percam amanhã a revelação do restante itinerário desta nossa viagem.

Sim este ano de comemoração de 10 anos a desenhar viagens incríveis as viagens serão em dose dupla ... e bem condimentadas!