Uma Cápsula de Campismo de Luxo

O projeto tem como inspiração o THE NEW MINI COUNTRYMAN

Um Apara-Lápis Inesperado..

Chama-se "Høvel" foi desenhado pelo estúdio Brahman Design e inspira-se em ferramentas tradicionais de madeira

Em Contagem decrescente Para o Inverno

Porquê? Porque estamos ansiosos pela 7ª Temporada da Guerra dos Tronos

Escola Secundária Luís de Freitas Branco Renovada

Missão quase impossível mas largamente superada pelo Atelier de Santos

Amantes da Converse Estejam Atentos

Está prestes a sair uma irresistível coleção que presta tributo à Colette

MEDITERRANEAMENTE ESTRELLA



Ainda agora voltámos de férias e já as saudades daqueles momentos inesquecívies são grandes.

A nossa Grande Aventura Americana, cujo diário de viagem foi aqui trazido em directo, por todos os viajantes, e cuja adesão dos leitores foi especialmente e surpreendentemente boa, deixou uma marca em todos - a de querer mais!

Porque viver momentos únicos e especiais é um dos elementos mais marcantes na vida de uma pessoa, as marcas tentam cada vez mais associar-se a eles. Este anuncio da cerveja espanhola Estrella Damm é um desses anuncios/filme que marca esta associação da marca a umas férias fantásticas e ao melhor da vida - o Amor!

Muito bom filme publicitário, que só nos faz ter ainda mais saudades das férias já acabadas ... e já agora, neste caso merecidamente, da cerveja Estrella Damm.

Amanhã voltamos ao nosso ritmo normal de quatro artigos diários ... tal como o mundo ocidental inteiro, também nós acabámos o nosso período de férias!

Até cá ...

UMA SOLUÇÃO DE ARRUMOS ORIGINAL E DIVERTIDAMENTE RETRO


Enquanto andamos às voltas com as nossas malas ainda cheias de memórias e de aventuras que marcaram a nossa e vossa Grande Aventura Americana (que ainda ontem acabou ...), não podemos deixar de trazer aqui mais novidades de estilo para todos aqueles nossos fieis leitores.

Perdoem-nos a obsessão, mas não conseguimos pensar noutra coisa que não sejam as malas que ainda nos atormentam a vida com o seu estado por desfazer ... e assim cá está esta excelente ideia do jovem designer holandês Lotty Lindeman.

Tassenkast é o nome deste sistema de arrumos cuja abordagem ao tema e o seu cruzamento com a típica mala fazem dele um objecto de design digno de nota.

Numa altura em que as malas não nos desocupam a mente ... este é o tipo de malas que não nos importaríamos que nos ocupassem a casa!

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 14


10.30 - DE VOLTA A CASA!

Foi neste exacto momento que chegámos a Lisboa, depois de dois voos tranquilos e alguns atrazos na saída de Nova Iorque.

A Grande Aventura Americana está terminada e foi uma viagem inesquecível.

Para já fica a sensação de cansaço e de missão cumprida. Cansaço porque o Jet Leg não perdoa, missão cumprida porque foi mais uma viagem memorável, em vivemos momentos únicos e que fica na memória como uma das viagens da vida.

Muito Obrigado a todos os leitores e todas as leitoras que nos acompanharam nesta Grande Aventura Americana. Esta primeira experiência de mobile blogging foi um sucesso de audiências e de conteúdos.

Como sempre, as novidades continuam aqui no blogue do estilo diário (ainda uma por dia até ao final de Agosto, e depois retomaremos as habituais quatro por dia).

Agota, perdoem-nos mas ... vamos por os sonos em dia!


15.40 - DESTA FOI DE VEZ

Depois de um percurso de mais de uma hora até JFK Airport, e de esperarmos algum tempo para entregarmos as malas, estamos em pleno Lounge da companhia para embarcarmos em direcção a Dublin.

Não podemos deixar de ter um sentimento positivo sobre este precalço final da nossa Grande Aventura Americana. Mas uma coisa é certa: perante a nostalgia e o sentimento de que "muito mais nos apetecia fazer e ver" de ontem, hoje vamos com menos angústia e mais relaxados.

Não recomendamos a ninguém que perca aviões, mas assim, garantidamente, se vai mais contente por ter tido mais uns momentos finais!

A partir de agora apenas relataremos de Dublin e depois de Lisboa, onde concluiremos esta aventura de 14 dias (mais um do que o esperado) por terras do "tio Sam".

Encontramo-nos do outro lado do Atlântico!


13.30 - A APOTEOSE FINAL

O objectivo era fazer umas compras ... mas não resistimos a subir ao Top of The Rock.

No Top of the Rock, ou Topo do Rockfeller Center para os menos familiares, tem-se talvês a melhor vista de Nova Iorque. Porque a proximidade com o Central Park o permite, porque se vê o Empire State Building inteiro, poruqe as Nações Unidas estão no seguimento, poruqe a vista alcança a estátua da liberdade e a ponte de brooklin, este é o ponto onde se domina toda a "metrópolis".

Com o excelente tempo, o maravilhoso céu azul, e imaculado Sol e o pouco tráfego de Domingo, o smogo deixa ver até horizontes longíncuos. Não conseguimos vislumbrar outras paragens desta nossa Grande Aventura Americana que aqui termina ... mas conseguimos ver toda a área metropolitana de Nova Iorque que é imensa!

No Topo do Empire State Building estamos tão altos que nos sentimos no Topo do Mundo, no Top of The Rock, sentimos que temos Nova Iorque aos pés!


12.30 - O MUSEU DOS DINAUSAUROS

Faltava este marco dos museus da cidade: o Museu de História Natural.

Palco de muitos filmes, este museu tem as clássicas ossadas de dinausauros, a gigantesca baleia azul suspensa, os animais embalsamados e muitas outras actracções que filmes como "Uma Noite no Museu" celebrizaram.

O edifício é de um estilo neoclássico grandioso, a escala dos objectos expostos é monumental, a técnica expositiva e de iluminação muito boa.

Faltava ver este museu de Nova Iorque ... e agora já não falta!


11.30 - OS ÚLTIMOS MOMENTOS FASHION

O check-out está feito, o tempo está maravilhoso e a visita matinal começou por um passeio até Central Park e Colombus Circle. Tomámos por caminho a Broadway, onde hoje havia um mercado de rua. Tal como pretendíamos, estes últimos momentos em Nova Iorque, foram para ver o que nos tinha faltado tempo no inicio da viagem e que, graças a estes "inesperados imprevistos" foi possível.

Depois do mercado de rua, em plena Broadway (cortada ao transito ... o que foi relativamente divertido, ver barraquinhas como em qualquer feira rural, mas em vez disso tínhamos arranha-céus à volta), dirigimo-nos então para Central Park, Columbus Circle e de seguida para o novo local da New York Fashion Week - o Lincoln Center.

Depois de anos em Battery Park, a mediática e muito credenciada Semana de Moda de Nova Iorque muda-se para este centro de cultura, onde se situa a famosa Met(ropolitan) Opera House, o NY City Philarmonic House e o American Ballet Company Theatre.

É uma casa menos central, mas igualmente trendy, e que pelas montagens das estruturas de tenda (começa já a 9 de Setembro, por isso as montagens da imensa tenda já estão a decorrer) vai ser de arrasar!


Muitas vezes um acontecimento menos simpático, traz aspectos muito positivos. É o caso deste nosso percalço na volta a Lisboa.

Ficar mais um dia em Nova Iorque, sem qualquer taxa adicional, foi algo que soube muito bem e que atenuou bastante aquele sentimento de perda que temos quando acabamos umas excelentes férias.

Assim, apesar da “Saturday Night Fever” reinar na cidade, não resistimos a deitar mais cedo para amanhã podermos aproveitar melhor o pouco tempo que nos resta

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 13


23.45 - SATURDAY NIGHT FEVER IN NY

A escolha de um hotel, em cima da hora, com um preço razoável e uma qualidade superior em Nova Iorque é uma tarefa mais difícil do que parece ... mas consegue-se.

Demorado o tempo necessário, feita a reserva, chegado a Manhattan e feito o check in, saímos à rua e fomos jantar ao que já alguns chama Little Japan. Localizado em pleno East Village, o troço da St Marks Place entre a 3ª e a 4ª Avenidas é uma míriade de restaurantes nipónicos, com todo o tipo de especialidades que se possa imaginar. Onde fomos, quando entrámos, eramos os únicos ocidentais dentro, mas a simpatia, o profissionalismo, o sabor e o exotismo desta cozinha, fazem as delícias de muitos mais, pois enquanto jantavamos, muitos foram os que por lá passaram ... mas das refeições falaremos no próximo fim-de-semana (tal como dos hoteis).

De seguida, apesar do grande cansaço, demos uma volta e verificámos o evidente: sábado à noite, em Nova Iorque, é mesmo uma febre.

Apesar de os locais terem mudado, a diversão, a loucura e a adesão das camadas mais jovens aos bares, discotecas e salas de concertos mantém-se igual ao vintage filme que lançou John Travolta, nos idos anos 1970 (que interpretava um jovem de Brooklin que é o rei das pistas de dança da grande e mágica ilha).

Um dos locais que hoje estiveram mais concorridos foi o webster hall, tabém em East Village, que tinha um concerto David Berrie, o Dj nova iorquino, especializado em Hardcore/Healing & EasyListening/House.

Os tempos mudam, as músicas também, os protagonistas são outros, mas ... Grande John Travolta ... a "Saturday Night Fever" mantém-se intacta!


18.20 - OS INESPERADOS IMPREVISTOS

Passe o pleonasmo do título, passamos a explicar o que aconteceu. Um acidente na auto-estrada de acesso a JFK que fez com que um percurso de 45 min durasse 2.00 horas, um condutor que de autocarro que se enganou várias vezes no caminho (deixando à beira de um ataque de nervos vários dos passageiros) e uma situação de "disfuncionalidade" do sistema informático, fizeram com que dois de nós (Tiago e Diogo) não embarcassemos no voo de volta para Lisboa hoje e que a companhia que nos transporta nos mudasse (com grande simpatia das funcionárias diga-se) para os voos de amanhã, sem qualquer penalização adicional e sem qualquer problema.

Ou seja, acabámos de ganhar um dia a mais em Nova Iorque!

De todos os inesperados imprevistos que aconteceram ... pelo menos o fim desta nossa e Vossa Grande Aventura Americana não estava tão perto quanto parecia ...

Um ponto negativo que foi perder o avião e separarmo-nos uns dos outros ... passa a ser um ponto positivo: temos mais 24.00h em Nova Iorque.

Para já estamos em pleno lounge da companhia a actualizar o blog, vamos só arranjar um hotel para ficar e ... "we'll hit the town!"


16.20 - THE END IS NEAR

"And so, The End is near and so I face the Final Curtain (...)", estes versos da famosa "My Way" de Sinatra não podem ser mais adequados ao sentimento que temos antes de entrarmos no avião que nos levará de volta a casa.

Mas antes demos uma passagem por Manhattan e despedimo-nos da cidade que nunca dorme. Agora, no autocarro a caminho do aeroporto de JFK este é o último momento de uma verdadeira Grande Aventura Americana, que foi, pela primeira vez na história do "... And This is Reality" feita num verdadeiro conceito de mobile blogging.

Deixamos aqui a nossa última imagem: o onírico e sonhador musical da Broadway "Mary Poppins".

Para que possamos sonhar com outros voos tão altos, espectaculares, surpreendentes e arrebatadores quanto este!

Já a partir de Lisboa, voltaremos ao nosso regime de novidades diárias para que o seu estilo seja, diariamente, cada vez mais sofisticado!

"We did it Our Way!


05.00 - A LONGA VOLTA A CASA

Ainda com os ritmos do Jazz e dos Blues a marcarem o ritmo, rumámos ao Aeroporto Louis Armstrong, para embarcar num voo bem madrugador para Nova Iorque.

Aí faremos uma escala de 7 horas, que aproveitaremos para nos despedirmos da Cidade que nunca dorme e desta nossa Grande Aventura Americana. Só então desta cidade regressaremos a Lisboa via Dublin.

Daremos notícias da Big Apple assim que voltarmos ao aeroporto, mesmo antes de embarcar rumo a Lisboa.

Para já aqui fica uma imagem (tirada noutro dia, pois o caminho ainda foi feito de noite) de uma casa nos subúrbios de Nova Orleães, abandonada.

Também nós vamos deixar esta bela cidade ... e com muita pena!

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 12


23.00 - A DESPEDIDA COM SABOR RITMO REQUINTADOS

Depois do nosso passeio pela outra margem, fizemos umas últimas compras, e voltámos para o centro da cidade para o último programa da viagem: um jantar e uma noite na cidade.

Depois de procurar um restaurante bem típico e mágico no bairro de Martigny, rumamos a Frenchmen Street e seguimos os nossos ouvidos - estamos no coração dos bares de Jazz da cidade onde todos os locais vão.

É sexta-feira à noite, a rua está inundada de gente e os diferentes ritmos dos trompetes, baterias, saxofones, contrabaixos, clarinetes e de uma infinidade de instrumentos captam-nos a atenção. De cada porta que passamos, um ritmo diferente chama-nos.

Passamos por dois bares antes de partirmos rumo ao aeroporto e o que podemos dizer é: esta é a melhor despedida que se pode ter da cidade que deu ao mundo o Jazz e os Blues.

É em festa que nos despedimos de todos aqueles que nos acompanharam fielmente ao longo deste primeiro diário de viagem em directo. MUITO OBRIGADO A TODOS!

... Ou como se diz aqui por estas bandas "We're Jazzed that you are were here with us"!


17.45 - A OUTRA MARGEM

Assim que saímos do barco, ainda com os olhos repletos das imagens do rio e das margens, deparamo-nos com uma estátua de Louis Armstrong. O mais famoso filho da cidade de Nova Orleães e o mais conhecido e influente músico de Jazz da História, recebe-nos numa estátua do lado de Algiers (o bairro da outra margem do mississipi).

Reparamos que toda esta margem (ao contrário do centro da cidade) está toda abaixo do nível das águas do rio, por isso os diques altos cercam como uma muralha esta parte da cidade. Decidimos dar uma volta pelas ruas e deparamo-nos com o bairro residencial talvez mais sossegado e calmo de toda a cidade.

Casas de madeira muito bem arranjadas e todas pintadas e recuperadas, cafezinhos pitorescos e familiares, largos ajardinados com igrejas ... um verdadeiro bairro residencial dos famosos subúrbios americanos.

Está tudo impecável, e não fora algumas casas abandonadas (também aqui) e as carrinhas de exteriores das televisões junto aos diques com equipas de reportagem e não saberíamos que este tinha sido um dos bairros afectados pelo Katrina.

Faz amanhã 5 anos de que se deu o famoso e devastador furacão, que destruiu grande parte da cidade (apesar de poupar muito do centro histórico) e fez com que a cidade ficasse reduzida a metade da sua população.


16.45 - O GRANDE RIO MISSISSÍPI

Quem vem a Nova Orleães e não vê ou cruza o Mississípi é como "Quem vai a Roma e não vê o Papa".

A Roma já fomos algumas vezes sem ver o Papa, porque é mais perto ... aqui não quisemos perder esta oportunidade e embarcámos, não nos cruzeiros turísticos dos barcos tradicionais dos filmes (os cruzeiros Nachez, que são caros e feitos apenas para turista ver ... "sabem a plástico" ... se é que compreendem), mas decidimos apanhar o ferry normal para o outro lado. Não só é o que os locais fazem, mas essencialmente é gratuito!

A experiência é divertida e dá para ver muito bem quer a Grande Ponte do Mississípi, quer ambas as margens. Mas o mais interessante é perceber como funcionam os locais. Nesta sexta-feira os dois grandes acontecimentos eram o inicio do fim-de-semana (para os graúdos o regresso a casa do trabalho depois de uma semana intensa e para os grupos de miúdos a vinda à cidade para saírem e se divertirem à noite marca as conversas) e o jogo dos Saints (o clube local de Futebol Americano), o que fazia com que metade dos barcos estivesse vestido com as camisolas negras do equipamento da equipa da cidade.

É não só uma viagem que vale a pena, como essencialmente é um mergulho no dia-a-dia desta população qu8e mora na outra Margem do Mississípi.

O rio, esse é grande, castanho, calmo e serpenteia pela cidade até ao mar ... tal como nas histórias do famoso Tom Sawyer.


15.30 - TREME - O BAIRRO NEGRO DO CENTRO

Ao atravessar a Rampart Street deparamo-nos com uma cena que nos indica que estamos noutro bairro: dois homens tentam subir uma Harley Davidson para uma Pick-Up, passamos, olhamos e pedem-nos ajuda. Não imaginávamos que uma Harley fosse tão pesada, mas somos precisos quatro para empurrar uma mota para cima da carrinha.

Agradecem-nos, seguimos, ficamos contentes com a experiência e umas ruas à frente, viramos à esquerda e deparamo-nos com uma nova e inesquecível experiência: uma escola primária em horário de saída.

Os miúdos e miúdas, todos fardados, correm para os autocarros da escola, organizados pelas motoristas e pelas educadoras. Passamos no meio deles, tiramos fotografias, as crianças acham piada e reagem desorganizando a saída para os autocarros. Umas mais envergonhadas escondem-se, outras fazem pose, outras simplesmente ignoram-nos.

Vivemos o momento forte e autêntico e sem dar por isso deparamo-nos com uma realidade que já nos acompanha há algum tempo: quase que não há (tirando duas educadoras) brancos à vista. Aliás todas as crianças são de raça negra.

Estamos no Treme (o simpático bairro negro do centro de Nova Orleães.

As casas continuam de madeira trabalhadas, mas a um olhar mais atento as diferenças saltam à vista: os jardins estão menos frondosos e arranjados, as casas estão menos bem conservadas, muitas estão abandonadas ("foi o Katrina que fez fugir as pessoas" explicou-nos um taxista) e a população deste bairro é quase na sua totalidade negra. Sem qualquer sentimento de insegurança passeamos pelas ruas mais um pouco, abrigando-nos de baixo dos beirais de madeira das casas sempre que cai um dos aguaceiros fortes e rápidos (quase tropicais) que têm marcado o dia de hoje desde manhã.

O tempo melhora e decidimos rumar à nossa próxima aventura: o Mississípi.


14.40 - UM BAIRRO POPULAR

Seguindo do Bairro Francês para Oriente, chegamos ao sossegado e simpático bairro de Martigny.

Em todas as ruas as casas de madeira trabalhada e pintada de cores garridas fascinam e contam muitas histórias dos seus habitantes actuais e passados. Sem uma única loja, as ruas de casas sucedem-se, com frondosos jardins em frente.

O ambiente é sossegado! Esta é uma outra cidade, menos turística mas igualmente autêntica!


13.30 - A VELHA NOVA ORLEÃES TRADICIONAL

Acabados de fazer o check out do hotel, hoje começámos o nosso último dia em Nova Orleães.

De manhã recomeçamos onde deixámos ontem: no French Quarter (ou Bairro Francês). Depois de visitadas as duas mais mediáticas ruas, hoje vagueando pelas pequenas ruas e ruelas de Ocidente a oriente do tradicional bairro. Os varandins de trabalho de ferro forjado, os candeeiros de iluminação pública ainda a gás, ou as frondosas plantas que ocupam as fachadas dos prédios, são elementos impressionantes e que realmente marcam a diferença deste bairro.

A atenção ao detalhe em todas as recuperações de todos os edifícios é o elemento que mais se destaca, pois a tradição da arquitectura e do urbanismo colonial francês e espanhol (as duas potências coloniais anteriores ao Louisiana ter sido comprado pelos Estados Unidos da América) ainda se sente em cada esquina. Nos nomes das ruas (Toulouse, Chartres, Bourbon, etc) reflectem a tradição francesa, os azulejos das ruas e o estilo arquitectónico das casas pátio, não deixam dúvidas sobre a influência espanhola.

O ambiente, sempre marcado pelo muito calor e pela imensa humidade passa a ter um novo elemento: a Chuva.

Rumamos a outro bairro: Matigny.


É o último dia útil da nossa viagem, a seguir entramos numa espiral de voos e escalas que nos vão conduzir de volta a Lisboa.

Deixamos aqui uma fotografia de um dos mais impressionantes aspectos desta cultura: o Tabasco e as inúmeras qualidades que existem deste tipo de molho ... todas picantes claro!

Por agora ainda estamos a deitar-nos e a preparar-nos para amanhã fazermos uma maratona pelos locais mais emblemáticos da cidade. Descanso é a palavra de ordem ... últimos momentos inesquecíveis é o que vamos viver amanhã.

A não perder!

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 11


23.00

Depois de um jantar bastante sofisticado, de cozinha que mistuava a tradicional Cajum com a cozinha internacional, voltamos ao hotel, preparamos as malas, pois está por pouco tempo a nossa partida destas terras ... e uma mala com tantas compras é difícil de fazer.

Amanhã voltamos a nossa atenção para as atracções mais conhecidas desta cidade.


19.00 - O FAMOSO FRENCH QUARTER

O calor continua intenso, a humidade elevada e a tarde começa a dar lugar à noite: é neste cenário que decidimos entrar no French Quarter (onde se situa o nosso hotel ... mas dos hotéis falaremos mais tarde também ... já no próximo fim-de-semana) e visitar atentamente duas das ruas principais: Royal Street e Bourbon Street.

Já tínhamos passado por ambas, mas desta vez decidimos olhar e visitá-las mais atentamente.

Os contrastes são o que mais ressalta: enquanto que Royal Street é povoada por antiquários replectos de peças que inspiram os antigos tempos gloriosos das plantações, por galerias que exibem fotografias clássicas de uma herança social e cultural rica (ou não fosse esta cidade berço de duas músicas importantes na história da Música contemporânea - Jazz e Blues), por lojas de roupa vintage e nova requintadas e sofisticadas e restaurantes e pequenos cafés e bares calmos, que exalam música Jazz e charme; Bourbon Street é o oposto, cheia das suas "sex shops", bares de qualidade (e reputação, diga-se) duvidosa, artistas de rua ruidosos e neons caóticos e que transformam esta numa babilónia constante e curiosamente atractiva.

É um primeiro olhar atento sobre o famoso French Quarter forte e cheio de contrastes!


16.00 - UM ELÉCTRICO CHAMADO DESEJO

Depois de um almoço bastante típico de Nova Orleães (uns Po-Boys ... mas das comidas falaremos com maior detalhe, já no próximo fim-de-semana), caminhamos até Canal Street com Bourbon Street (famosa pelos seus clubes de sexo e de jazz ... e com razão, pois os neons são muitos e diversificados) para apanhar o eléctrico que inspirou Tenessee Williams a escrever a sua obra prima - o Eléctrico de St Charles Av.

O percurso deste centenário transporte público leva-nos desde a fronteira do turístico French Quarter até aos mairros de Up Town, passando pelo Green District e pelas suas impressionantes e convidativas casas.

Uma nova cidade passa à velocidade tranquila do Eléctrico e maravilha incessantemente a cada rua que passa.

Depois deste passeio surge a ideia: se este eléctrico inspirou a peça "Um Eléctrico Chyamado Desejo" ... é porque é difícil não desejar pelo menos uma das casas que vemos no percurso!


13.30 - O OUTRO LADO DE NOVA ORLEÃES

Depois de entregarmos o carro na Rent a Car, decidimos voltar de autocarro para o centro da cidade ... foi um rápido e muito brusco descer à dura realidade do lado mais pobre e feito da Nova Orleães contemporânea.

Os arredores pobres e desorganizados, degradados e feios, agressivos e urbanisticamente marginalizados, passam do outro lado das janelas do autocarro, enquanto as pessoas entram e saem do autocarro. A realidade de uma cidade contemporânea menos feliz do que o conto de fadas do passado das gloriosas plantações, é chocante.

Mais chocante perceber que esta cidade e estas pessoas, há apenas cinco anos (faz dentro de dois dias cinco anos) que tiveram um desastre tão grande como a destruíção de grande parte da cidade. Os vestígios ainda se notam nas zonas menos turísticas, mas o mais evidente é o empobrecimento geral da população de Nova Orleães. Os mais ricos foram embora ... só ficou quem não podia, ou tinha recursos para sair!

Chegados ao centro encaminhamo-nos a pé para Canal Street. A famosa artéria da cidade conjuga no seu ambiente um misto de nostalgia de antigos tempos gloriosos (muito a lembrar de alguns bairros de Havana, até pelo calor e humidade que se faz sentir), com a babilónia e a desqualificação comercial do Martim Moniz de Lisboa, e o caos urbanistico e arquitectónico de algumas zonas da costa algarvia. Descrito desta forma até parece mau ... mas aqui tem a sua piada e coerência


11.30 - NOVA ORLEÃES A PÉROLA DO SUL

Acordados cedo, alojados em pleno coração de Nova orleães e descansados por termos chegado ao final da nossa maratona de estrada, vamos ainda aproveitar a manhã para sairmos da cidade e visitar duas plantações: Laura e Oak Valey.

A umas 75 milhas a Oeste de Nova Orleães, ao final de várias estradas pelo meio de pantanos, floresta semi tropical e campos infindáveis de cana de açúcar, chegamos a uma estrada que acompanha um dos famosos diques do Mississipi - a Laura Plantation é para a direita e a Oak Valley Plantation é para a Esquerda.

Começamos pela Laura e deparamo-nos com uma maravilhosa casa de Madeira ao fundo de uma explendida alameda de carvalhos. Tudo o que pudessemos imaginar sobre uma casa de uma plantação está perante nós. Depois de uma breve paragem, seguinos para Oak Valley Plantation.

Assim que começam as vedações de madeira pintada de branco a surgir do nosso lado esquerdo (do nosso lado direito está o dique e para lá dele, o rio Mississipi), percebemos que estamos a chegar a uma das grandes casas de plantação do Sul. Poucos metros à frente o cenário de filme é realidade!

Esta grandiosa casa, de estilo Revivalista Grego situa-se ao fundo de uma majestosa alameda ladeada de 38 carvalhos centenários. Esta casa foi cenário de vários filmes e é uma das mais impecávies e intocadas realidades das plantações de açucar do estado do Louisiana ("as plantações de algodão são mais a norte no estado e essencialmente no estado do mississipi, pois aqui em baixo, a humidade apodrece a flor da planta" explicou-nos a guia da visita guiada à mansão).

Esta é uma manhã única, e que valeu a pena, pois correspondeu a todas as expectativas. Assim se começou a formar a excelente imagem da "Pérola do Sul" (como era conhecida aq cidade no século XIX, segundo nos explicou a nossa guia na plantação).

Depois desta experiência única, entregamos o carro no aeroporto e voltamos à cidade para almoçar.


Quase à meia-noite e depois de oito horas contínuas de estrada (com duas paragens para abastecimento) e dois estados atravessados (Alabama e Mississipi) chegamos ao Louisiana e a Nova Orleães.

O nosso destino final foi alcançado e vamos agora descansar, para amonhã começarmos as nossas visitas aqui a este destino final e dar a conhecer os melhores aspectos da cultura do Sul.

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 10


21.00 - A ESTRADA DOS GRANDES HORIZONTES

Horas passadas e ainda nos falta muito até ao final da jornada de estrada final que nos conduzirá a Nova Orleães. O que vale a pena salientar é a mudança de paisagem que ocorre assim que saímos de Macon e à medida que rumamos ao Sul se vai assentuando: a paisagem torna-se plana até à infinidade.

Até onde a vista alcança a paisagem estende-se cultivada e continuamente verde e cuidada.

A paisagem dos Grandes Horizontes domina a nossa estrada e auto-estrada rumo a Sul. Nova Orleães é o nosso destino ainda hoje!


17.00 - AS CASAS TRADICIONAIS

Pouco depois de sairmos de Juliette, chegamos à cidade cuja reputação da arquitectura, a torna uma passagem obrigatoria: Macon Georgia.

Além de uma típica cidade do Sul dos Estados Unidos (Igrejas de todas as religiões por todos os lados e vegetação ambundante e quase tropical), o que tem de especial Macon são as suas casas do Século XIX e príncipios do Século XX. Muito bem conservadas, estas casas correspondem totalmente ao imaginário das "Grandes Casas do Grande Sul": Alpendres de estilo neo grego com colunatas de vários andares de altura e frontões; janelas generosas a fazer lembrar ligeiramente a arquitectura victoriana; grandes árvores fronteiras em grandes jardins bem tratados, seguidos por plantações e campos de cultivo (algumas).

A cidade é digna de filmes como o mítico "E Tudo o Vento Levou" ou "Show Boat". Voltamos à estrada e rumamos ao profundo Sul e ao nosso destino final: Nova Orleães.


15.00 - O VELHO E TRADICIONAL SUL

Saídos da moderna e contemporânea Atlanta, rumamos umas milhas a SUl em direcção a Macon e fazemos um pequeno desvio para Oriente até Juliette.

Conhecida por ter sido o cenário escolhido para as filmagens do filme dos anos 1990 "Fried Green Tomatoes", protagonizado por quatro grandes actrizes americanas (Jessica Tandi, ??, ?? e ??) e que conta as relações entre elas num Sul tradicional e conservador.

Tudo gira à volta de um café em Juliette - o Whistle Stop Café.

Decidimos parar para Almoçar!

O cenário à volta do café é um misto de pitoresco e fascinante, de cenário com realidade, de imaginário do filme com uma realidade parada no tempo, ainda a viver numa lógica antiga, mas o melhor está para vir.

Com excepção de dois camionistas que almoçam numa das mesas estamos sozinhos neste lugar isolado da civilização (nem rede de telemóvel existe ...), e o café é um cenário característico desta zona dos Estados Unidos da América digno de um filme.

A primeira coisa que nos propõem é uns Fried Green Tomatoes de entrada ("As you may imagine is our specialty!"). A qualidade é inquestionavel, os pratos que se seguem uma delícia e as sobremesas a cereja em cima do bolo.

Foi um almoço memorável, que sem dúvida será o ponto alto do dia! Depois de uma visita a uma loja de quinquilharias antigas das casas da região ("as pessoas trazem-me isto aqui para eu comprar porque sabem que a minha mulher compra tudo!" desabafa o simpático velhote dono da loja), e de trazer uns objectos bem típicos e únicos, voltamos ao carro para a ultima paragem antes do grande troço de viagem que nos leva até ao nosso destino final: Nova Orleães.


12.30 - UM SÍMBOLO AMERICANO

Uma noite bem dormida, num Motel bem típico e um pequeno almoço num dos famosos diners americanos (com juke box e tudo) marcaram a abertura deste último e derradeiro dia de estrada desta Grande Aventura Americana.

A primeira paragem é em Atlanta para visitar o Coca-Cola World. A visita é tipicamente americana, com animadores, efeitos especiais e muito branding. A coca-Cola, o símbolo contemporâneo mais conhecido da antiga capital dos estados do Sul, passou de marca a símbolo cultural e ícone da era contemporânea. A visita é divertida, instrutiva e passa depressa. Tudo o que se possa imaginar, está lá: anuncios antigos, a fotografia com o urso polar, a história da garrafa, um filme a 3D, a arte feita com a imagem da Coca-Cola ao longo dos tempos, o American Way of Life da Coca-Cola e uma loja de souvenirs no final.

Antes de nos metermos de novo à estrada, não resistimos a passear pelo Centenial Park (das obras mais mediáticas dos Jogos Olímpicos de Atlanta) ou a passar pelo centro da conhecida e global CNN (também uma companhia original de Atlanta).


No último dia de estrada, vamos começar o dia com a antiga capital dos estados do Sul - Atlanta.

Celebrizada por vários filmes, nomeadamente pelo clássico "E Tudo o Vento Levou" (pois é a cidade para onde Scarlet e Bret vão viver), esta grande cidade americana do Sul dos Estados Unidos congrega hoje alguns dos maiores símbolos da América contemporânea.

Mas o dia de amanhã ainda nos vai conduzir a New Orleans, passando por muitas milhas de estrada e por alguns locais com interesse. Por agora vamos dormir num daqueles típicos Moteis de beira de estrada ("digno de CSI").

Até mais tarde ... aqui no blog, em directo da América Profunda do Sul.

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 09


22.30 - NASHVILLE - A CAPITAL AMERICANA DA MÚSICA COUNTRY

Depois de várias milhas de auto-estrada, chegamos à capital da Música Country - Nashville.

Capital do estado do Tenesse, esta cidade respira e transpira a country. Tudo na cidade reflecte a forte tradição de Nasheville de dar à América e ao Mundo excelentes cantores.

Outra das curiosidades desta cidade é o edifício da AT&T, cuja arquitectura é inspirada no famoso edifício de Gotham City, com as suas duas antenas ... não admira que seja conhecido como o "Edifício do Batman".

Decidimos parar para jantar e nada melhor do que irmos a um dos muitos restaurantes com música ao vivo, onde vivemos uma verdadeira experiência americana. A américa profunda, logo neste primeiro impacto marcou uma forte presença!

Saídos de jantar, rumamos mais umas horas até ao nosso destino desta noite: à antiga capital dos estados do Sul - Atlanta.

Ainda muita estrada temos pela frente ... e nem temos dormida escolhida, mas todos desejamos dormir num dos famosos Moteis de estrada americanos ...


18.00 - UM DELÍRIO À ALTURA DE UMA DIVA

Pouco depois de sairmos de voltarmos à estrada um cartaz anuncia-nos aentrada na terra natal de uma das maiores divas da música Country Americana: Dolly Parton.

A terra é um delirio, tão exuberante e extravagante quanto a sua famosa natural. Várias milhas de estrada ladeada de Hotéis, drive ins, feiras populares, casinos, The Malls, Igrejas de todas as religiões possíveis e imaginárias, tudo num misto de feira popular decadente e Las Vegas em versão de cenário de filme série B.

A diversão e o surrealismo são totais. Entrámos na segunda terceira fase da nossa Grande Aventura Americana: O Grande Sul e a América Profunda.


15.50 - GATTINBURG - A ESTÂNCIA DE SKI DE VERÃO

Já com alguma fome, chegamos à primeira povoação do Tenesse, junto às Smoky Mountains: Gattinburg.

Esta povoação é uma popular estância de Ski entre os residentes no Tenesse e na Carolina do Norte. Repleta de hotéis, restaurantes e lojas e divertimentos,esta é a nossa paragem par almoço, antes de rumarmos à capital da Country Music - Nashville.


14.30 - AS SMOKY MOUNTAINS

Mal saímos da povoação Cherokee, começamos a entrar num cenário natural distinto: vegetação luxuriante; riachos cristalinos a acompanhar a estrada e um sinal que avisa que a estrada vai ter curvas e ser íngreme.

Depois de uma estrada cheia de transito, viramos em direcção ao ponto mais alto destas montanhas que a UNESCO classificou de Património Natural da Humanidade - a Clingmans Dome.

Com os seus 2025 m de altura, este cume da montanha (e essencialmente o percurso), reservam vistas deslumbrantes, sempre acompanhadas de um pequeno espaço para estacionamento da viatura para se poder sair e disfrutar da vista. Um outro detalhe é de salientar: se ontem o dia foi marcado pelo contacto com os famosos e míticos camiões americanos, hoje, em pleno Parque Natural das Smoky Mountains, somos confrontados com a presença em grande número das famosas Motas e dos míticos Motrds americanos.

Para esta visita ser perfeita, ficou por ver um Urso selvagem ... pois o Urso Preto é o símbolo mais conhecido do parque.

Descemos e rumamos ao Tenesse, deixando para trás o estado da Carolina do Norte.


11.30 - A MANHÃ NO MEIO DOS ÍNDIOS

Depois de uma noite bem dormida num dos muitos e famosos hoteis de estrada da América e depois de uns kilómetros de estrada chegamos ao nosso primeiro destino do dia: Cherokee.

A primeira paragem é a entrada do Parque Natural das Smoky Mountains, e a cidade de uma das mais antigas reservas indias dos Estados Unidos da América (graças à interferência nas negociações de um dos mais proeminentes nomes da altura: a nova-iorquina família Rockfeller).

Cheia de souvenirs, com algumas peças curiosas e uma parafernália de estereótipos de objectos culturais, a rua principal da terra é repleta de edifícios em madeira de arquitectura tradicional americana de montanha.

Depois de uma visita a uma reconstruída aldeia Cherokee (réplica erigida nos anos 1950), seguimos viagem para o ponto alto do dia: as Smoky Mountains.


Já instalados num dos famosos hotéis de estrada, vamos agora preparar-nos para dormir, mas já às portas de Ashville, estamos preparados para visitar o mágico Parque Natural das Smoky Mountains National Park.

Mas as surpresas de amanhã não ficam por aqui, pois vai ser o último dos dias dedicados à Natureza e às Grandes Paisagens desta nossa e Vossa Grande Aventura Americana.

Para já vamos descansar para podermos amanhã seguir caminho nesta nossa road trip!

Até já ...

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 08


22.25 - A SURPRESA DO INESPERADO

Sem hotel marcado, ainda com várias horas pela frente de caminho (02.25 é a hora estimada pelo GPS para chegar), decidimos comer numa área de serviço à beira da auto-estrada, algures na Virginia e encontramos a surpresa do dia: uma roulote parada mesmo à porta da área de serviço com o ar mais cinematográfico possível.

É a surpresa total. Em vez de seguirmos até à bomba de gazolina comemos literalmente o que há, feito na hora, e numa tenda no meio da relva. é um momento inesquecível!

Para encerramento de dia, antes de voltarmos à etapa final de dozentas milhas que faltam, é o elemento mais divertido, surpreendente e encantador que podríamos pedir. O nosso primeiro jantar "On the American Road".


19.30 - A INFINDÁVEL AUTO-ESTRADA E OS FAMOSOS CAMIÕES AMERICANOS

Ao fim de algum tempo na auto-estrada, e da monotonia da estrada (com um traçado monótono e uma velocidade baixa e constante, pois o limite é 65 milhas/hora) a ser quebrada apenas pela banda sonora cuidadosamente escolhida, por algumas paisagens por onde passamos ou uma ou outra conversa mais empolgante, um aspecto começa a destacar-se: os famosos e muitos camiões TIR Americanos.

São uma presença constante e a sua diversidade de formatos é grande. Não é por acaso que os filmes imortalizam alguns aspectos mais visíveis e distintivos desta cultura, mas este é um dos mais marcantes numa road trip. E merecidamente!


18.30 - BLUE RIDGE PARKWAY

Saindo do parque natural de Shenandoah, seguimos em frente e entrámos no Blue Ridge Parkway.

Esta estrada que liga o Shenandoah Park às Smoky Mountains Park estende-se por algumas centenas de milhas. Pelo meio de florestas, vales rurais e habitados e pontos altos com vistas menos abertas, mas com a profundidade das montanhas da George Washington National Forrest, chegamos ao final da tarde com cerca de duas centenas de milhas percorridas e mais de trezentas ainda por fazer.

Assim decidimos rumar à auto-estrada que corre paralela às montanhas para acelerar o ritmo da viagem e tentar chegar ao destino final - Ashville (à entrada das Smokey Mountains, que vamos visitar amanhã) - ainda a horas de descansar bem.


16.30 - DARK HALLOW FALLS - PASSAGEM ORIGATÓRIA

Não se espere que no meio de veados à beira da estrada, uma floresta luxuriante, flores, bagas e cogumelos e borboletas gigantes de muitas e variadas cores a cascata de Dark Hallows seja um ponto alto de grande destaque.

No entanto, sendo estas as quedas de água mais perto da estrada (atenção que apesar de tudo é uma milha e meia de distância de descida e subida ingremes), é um ponto obrigatório de paragem, caminhada e visita. Com uma dimensão apreciável, mas (infelizmente) com muito pouca água no Verão, apesar de tudo a paisagem é muito bonita e vale a pena o passeio, pois a possibilidade de nos cruzarmos com veados ou de observar flores e frutos é real.


12.30 - SHENANDOAH - A NATUREZA LUXURIANTE E OS GRANDES HORIZONTES

Recebidos por uma simpática Park Ranger, paga a entrada e começando a rumar ao topo da montanha, saímos de Front Royal em direcção ao famoso Sky Line Drive Parkway. Esta estrada de mais de 100 milhas faz o percurso pelo cume das montanhas do Parque Natural de Shenandoah desde Front Royal até Rockfish Gap.

Rapidamente percebemos porque estamos num dos parques naturais mais populares dos Estados Unidos (com mais de um milhão de visitantes por ano): em cada zona de parqueamento para vistas está sempre uma viatura (carro, mota ou caravana) parado a apreciar a esmagadora paisagem.

A altura das montanhas, e a sua localização entre duas grandes planícies (uma a Oeste desenhada pelo Shenandoa River e outra que é o conhecido Piedmont da Virginia) permite vistas deslumbrantes sobre ambos os lados da montanha. As vistas sobre grandes paisagens é um dos pontos fortes deste parque, mas a diversidade de trilhos, actividades possíveis e espécies de fauna, e especialmente de flora (só neste parque existem mais espécies de árvores do que em toda a Europa) fazem de uma visita ao Shenandoa Park, uma experiência única.


10.30 - A DESPEDIDA DE DC

Depois de madrugar, fazer o Check Out do hotel, rumamos ao bairro de Georgetown onde paramos e nos despedimos da capital e das grandes cidades da Costa Leste. Washington fica para trás e as três capitais desta viagem também (NY a capital financeira, Filadélfia a primeira capital oficial e Washington a Capital actual).

O dia de hoje inaugura uma nova etapa na nossa e Vossa Grande Aventura Americana: as grandes paisagens e a riqueza natural dos parques naturais americanos.

Saímos em direcção a Sudoeste e rumamos a Front Royal para entrar no primeiro dos parques naturais a visitar: o Shenandoah Natural Park.


Com uma calma de noite de Domingo, despedimo-nos de Washington DC, preparando-nos para amanhã entrar numa nova etapa desta nossa e vossa Grande Aventura Americana: as Grandes Paisagens Naturais.

Com muitas milhas pela frente, a lógica da viagem altera-se e deixamos para trás as grandes, mediáticas, poderosas e cinematográficas cidades da Costa Leste, e rumaremos aos Grandes Parques Naturais do centro Sul dos Estados Unidos da América.

Mas disso falaremos amanhã, por hoje faltam re-arrumar as malas (pois sendo uma etapa diferente da viagem, a lógica da mala também é diferente) e dormir.

ESPECIAL | A GRANDE AVENTURA AMERICANA - DIA 07


18.30 - ÚLTIMOS MEMORIALS

Mesmo a tempo do pôr-do-Sol, rumamos ao famoso e muito mediático (graças ao filme de Clint Eastwood "Cartas de Iwo Jima"), Memorial a Iwo Jima.

Localizado em pleno bairro de Arlinghton (já do outro lado do rio Topomac, que separa Washington DC e o DIstrict of Colombia de Arlinghton e do Estado de Virginia), este ponto elevado, pouco visitado por estrangeiros, proporciona uma vista sobre todo o The Mall (entre o Lincoln Memorial e o Capitólio em continuo relvado de 1,6 Kilómetros) e os seus inúmeros museus e Memorials, inesquecível. Ainda para mais com um limpo e deslumbrante Crepúsculo de tantas cores.

Logo de seguida e ainda com alguma da luz do dia no horizonte rumamos ao último memorial do dia e último local que visitamos em Washington: Thomas Jeferson Memorial.

São as duas últimas visitas em Washinghton e a despedida da cidade, antes da nova etapa da nossa e Vossa Grande Aventura Americana.


18.15 - O COLOSSO DO PODER

Saídos às 18.00 do museu, encontramos um céu azul e quase limpo de núvens.

Depois da tromba de água das 14.00h, este é o tempo de verão que permite bons passeios.

Rumamos até à National Gallery of Art, mas já fechada só conseguimos apreciar o exterior dos dois edifícios (o East Building é o famoso edifício projectado por I.M Pei, e é dedicado à arte Moderna).

Subimos o The Mall e chegamos ao colossal Capitólio, onde a sua marca mais importante predomina em toda a envolvente: a Cúpula.

Com os seus 88 metros de altura, a famosa e mediática Cúpula do Capitólio dos Estados Unidos da América reina magestática sobre uma paisagem já com cores de pôr-do-sol a chegar. O Capitólio é o local de reunião do Congresso americano, formado pelo Senado (câmara alta) e pela Câmara dos Representantes (câmara baixa).

Ainda nos faltam uns últimos memorials para ver antes de jantar e como tal vamos buscar o carro e fazer o percurso.


15.35 - AIR & SPACE MUSEUM

Saídos em frende ao monumento ao Holocausto, caminhamos até ao famoso e espectacular Air & Space Museum onde almoçamos Mc Donalds (no museu sim! É o principal restaurante do food court deste museu nacional).

Depois de uns Big Macs, uns sundays e uns cafés vamos ver então objectos voadores tão espectaculares e conhecidos quanto o famoso avião dos percursores da aviação, os Wright Brothers, o famoso Apolo XI, o modelo do interior da Columbia ou a cabine de um Jumbo.

Em tamanho real, estas máquinas voadoras estão acessíveis e expostas de uma forma espectacular.

É uma tarde bem passada. É definitivamente um Must See de Washinghton DC.


14.30 - A FORTALEZA

Para quem nao conhece, falamos de o Pentagono (mais um daqueles edifícios miticos de filme)

Assim que entramos de novo no Autocarro recebemos o alerta do condutor, "Não será possível fotografias nas imediacções, devido a medidas restritas e severas de segurança. Qualquer fotografia poderão parar o autocarro e eu não posso fazer mais nada".

Independentemente, da distância e do misticismo que envolve tal estrutura, este é edificio impomente, tal como nos filmes. com as suas devidas reparacções depois de 11/09 já concluídas.

Damos a volta e continuamos de volta para o centro de Washington rumo ao famoso Smithonian.


14.00 - ARLINGTON

Depois de atravessar o rio (novamente de Autocarro, que apanhámos junto ao Lincoln Memorial), chegamos ao famoso Arlington Cementery.

Este famoso cemitério de Washington, onde está JF KenedY e os irmãos, e Jacqueline Onassis (ao lado do ex marido), bem como muitos milhares de soldados que morreram em cenário de guerra impressiona pela beleza e dramatismo da dimensão. A imensidão de lápides brancas que enchem a paidagem em contínuo, até onde o olhar alcança é impressionante e perturbadoramente bonito.

Como disse JF Kennedy uma semana antes de morrer "isto é tão bonito que não me importava que esta fosse a minha últimma morada".

Não fora a tromba de água que caiu nesta altura (que com o calor húmido que está a fazer, transformam a capital americana numa autêntica cidade tropical) o passeio tinha-se prolongado mais, mas assim ... abrigamo-nos, tiramos umas fotos e rumamos ao próximo destino: o Pentágono


13.35 - I HAD A DREAM - OS MEMORIALS

Depois de uma pausa para alimentar esquilos (o que não se deve fazer, mas é muito divertido) com "Madalenas" do pequeno almoço no Starbucks, comer uns gelados tricolores gigantes (Vermelho, Branco e Azul, claro) e beber uma água dirigimo-nos para a zona dos Memorials, onde o gigantesco e descomunal George Washington Memorial (o conhecido Obelisco) se impõe.

Nesta etapa descemos o relvado em frente à Casa Branca até este centro, e viramos à direita para visitar o Memorial à II Grande Guerra, o Memorial ao Vietnam e o espelho de água no fim do qual está o monumental e avassalador Lincoln Memorial, cuja escadaria e o imenso espelho de água testemunharam um dos mais marcantes e mediáticos momentos da história americana: a 28 de Agosto de 1963, nos degraus deste memorial, e perante um espelho de água inundado de gente, Martin Luther King (Dr King, como era conhecido na altura) proferiu o famoso discurso "I Had a Dream".

Estando aqui, perante o calor de Washington em Agosto, percebe-se o avassalador momento que deve ter sido tal ocasião!


12.00 - A CASA BRANCA

Após uma pequena caminhada sob um calor humido difícil de lidar, chegamos a uma zona com restrições de segurança que nos impedem de circular fora de um passeio ladeado por um gradeamento preto (para além do qual está um relvado verdejante) e por blocos de betão, para lá dos quais está uma estrada com forte presença policial a vigiar todos os movimentos dos transeuntes: chegámos à Casa Branca.

Discretamente imponente, sofisticadamente simples, expectavelmente imaculada, a Casa branca é o centro de todo o círculo do poder em Washington e como tal decidimos que sería o primeiro dos monumentos a visitar.

Não decepciona, bem pelo contrário, para quem está à espera de uma pequena construção, até tem uma dimensão assinalável.


11.00 - PRIMEIRA PARAGEM: LEVOU À CASA BRANCA

Depois de acordarmos, de um tipico pequeno almoço no Starbucks entramos no que muitos consideramn uma das melhores formas de ficar a conhecer uma cidade: um Bus Tour.

Rumando ao Financial District, passando pelo único bairro de Geirge Town e acabando na zona mais perto do Potomac, ficámos com uma boa ideia da diversidade de situações da cidade. Ambientes, estilos arquitectónicos, George Washington University, e até a Embaixada Portuguesa (por acaso, destacada pelo guia sonoro), foram alguns dos pontos notáveis da cidade de Washington DC que abriram o dia.

Mas descendo junto ao famoso Hotel Willard hotel, mudamos de registo e passamos à casa do Homem mais poderoso do mundo.


Antes de dormir, fomos dar uma volta, e esta é uma cidade com aspectos bastante surpreendentes.

Com o dia de amanhã fora da estrada e dedicado apenas a esta cidade onde estamos, o passeio de por terras de Washinghton DC vai ser em cheio. Museus do Smithsonian, Memorials, Casa Branca, Capitólio e outros aspectos da cidade vão ser focados aqui.

Por haver tanto para ver, agora vamos dormir.

Amanhã o dia vai ser "Em Grande e Em Bom!"